História A Lei do amor - ShinoKiba - Capítulo 26


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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Kiba Inuzuka, Shino Aburame
Tags Abo, Kiba, Mpreg, Omegaverse, Shino
Visualizações 160
Palavras 1.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!!

Aqui está a atualização semanal, espero que gostem ♥

Queria agradecer especialmente a Sasah_Kawaii , pois ela fez a gentileza de montar uma capa nova pra história, nos padrões do site. E fez capinhas para todos os capítulos! Já atualizei, ficou lindo!! Obrigada ♥♥♥

Boa leitura.

Capítulo 26 - Tadaima


Fanfic / Fanfiction A Lei do amor - ShinoKiba - Capítulo 26 - Tadaima

— Kiba é um Ômega! Fui tão cega! — Tsunade falou exasperada com sua falha de perspectiva — A influência de um Ômega não é consigo mesmo, é com os outros, para atingir e ajudar os demais. A camomila forçou o aborto, e isso é muito triste. Mas ele continuou protegendo o próprio corpo e eu só fui entender o porquê ontem ao fim do dia — ela respirou fundo, recostando-se na cadeira — A concepção foi dupla, Aburame kun, vocês seriam agraciados com gêmeos. Um dos fetos não resistiu, mas o corpo de Kiba estava fazendo de tudo para proteger o outro.  E ele conseguiu salvá-lo.

—--

Shino observou a face de Tsunade por alguns instantes, incapaz de dar sentido lógico as palavras. Então virou-se para Tsume, em busca de algum esclarecimento adicional, no entanto a mãe de Kiba parecia igualmente estarrecida.

Tsunade podia compreender as reações. Ela própria, médica experiente, passara por uma reviravolta digna de livros de fantasia.  Ainda tinha a sensação de irrealidade que acompanha acontecimentos impactantes como aquele.

— Como...? — Shino por fim encontrou a voz.

Tsunade tomou folego e se preparou para a longa explicação.

— Tem pontos que são complicados de se entender. Nossa medicina não é tão evoluída para explicar, principalmente em se tratando de Ômegas.  Então algumas deduções foram feitas com base em similaridades que já vi, vou fazer o meu melhor para esclarecer.  Acredito que os componentes da camomila se acumularam no corpo de Kiba como toxinas, mas não detectadas por sua procedência natural. Talvez nem tivessem algum efeito, se não fosse a concepção bem sucedida.  No princípio, um óvulo fecundado é reconhecido pelo corpo como uma simples célula. A medida que vai se desenvolvendo e se torna um feto, começa a surgir o próprio Chacra e se torna uma vida nova. Acredito que esse foi o gatilho que ativou a camomila e deu início ao aborto.

— Acho que entendi mais ou menos — Shino sussurrou — É como o açúcar para diabéticos.  Ele acumula no corpo, mas em algum momento vai chegar a um ponto de saturação e pode matar. No caso de Kiba não foi ingerir mais açúcar, foi o novo Chacra?

— A grosso modo sim. Quando deram entrada no hospital e nós diagnosticamos o aborto, eu acreditei que o descontrole do Chacra de Kiba fosse uma consequência. Mas eu estava errada, muito errada. Quando abortou o primeiro feto, o processo continuou com o segundo, entrando em atrito com a energia Ômega acionada após a perda inicial. Entender isso resolveu toda a questão. Eu não precisava eliminar a camomila do corpo dele, mas aplicar uma técnica que interrompesse o aborto em si. Ora, conheço dezenas.  Consegui ajudar Kiba no ponto mais vital, depois disso a energia se estabilizou e o perigo acabou.

Shino balançou a cabeça, trocando mais um olhar com Tsume.  A inércia fez Tsunade rir de alegria.

— Pelo amor de qualquer coisa, homem. É um milagre! Comemore! Sei que a dor de perder um filhote é imensurável, não vou pedir que não sofra. Mas poderia ter sido uma tragédia pior.

— Quando posso vê-lo? — claro que Shino estava feliz. Não era do tipo que joga confete para mostrar seus sentimentos, o que não significava que a felicidade que sentia era inexistente ou pequena.

— Agora mesmo. Imagino que ele vai acordar a qualquer momento.

— Obrigado — ele agradeceu com sinceridade.

Tsunade balançou a cabeça.

— Não mereço sua gratidão.  Errei muito com Kiba desde o começo, e com você também.  Foram bem corajosos, Aburame kun, para shifters tão jovens.  Se Kiba não tivesse lutado tanto, minha presença aqui seria quase inútil. Nós adultos nos julgamos donos da razão, mas... dessa vez, vocês dois me ensinaram uma grande lição, sobre humildade, garra, perseverança...

— Então aceite a minha gratidão — Tsume falou pela primeira vez.  Tentara se por a parte o tempo quase todo. O medo de perder seu segundo filho, o filhote que lhe restara, era grande. Paralisara uma mulher dura e intempestiva como ela — Por salvar o meu menino.

A médica meneou a cabeça, recebendo o agradecimento.

— Excelente.  Agora venham comigo — ela ficou de pé — As regras do hospital são rigorosas sobre acompanhantes, mas num caso como esse nem o Hokage me impediria de deixá-los ficar no quarto.  Nosso pequeno Ômega pode acordar a qualquer comento, quero que a família esteja com ele quando isso acontecer.

—--

Assim que entrou no quarto, Shino foi direto para a cama, atrás da certeza de que seu companheiro estava bem.  Quando alcançou certa distância, foi como se o vínculo se reativasse.  Conseguiu reconhecer a presença de Kiba de novo, exatamente como logo após trocarem o primeiro beijo.

— Posso senti-lo — sua voz soou emocionada — Ele está bem! — falou para as mulheres, ainda que seus olhos estivessem sobre a figura do Ômega.  O coração se apertou ao ver a palidez no rosto trigueiro, assustadora em contraste com o vermelho das marcas do clã; que dava a impressão de estar tão somente adormecido, apesar do abatimento inegável.  Kiba parecia ter lutado uma guerra e a verdade não estava muito longe disso.

— Acho que aos poucos tudo está se reestabelecendo, inclusive o vínculo. Não há mais risco algum, agora vamos focar em eliminar qualquer traço de camomila de seu organismo, mas não há urgência. O pior já passou. Estarei de plantão no hospital, qualquer novidade me chamem.

Ela saiu do quarto, dando-lhes privacidade.

Tsume parou do outro lado da cama, ajeitou o lençol sobre o corpo do filho e começou a chorar em silêncio. O alívio foi tão grande que derrubou o muro protetor que erguera ao próprio redor e a impedia de mostrar as emoções.

Shino afastou-se para observar a paisagem através da janela, em respeito àquela mãe que permanecera ao seu lado, dividindo medos e esperanças. Podia imaginar a dor que ela sentira durante os dias e noites de vigília, com a vida do filho sempre a um fio, sem poder fazer nada para salvá-lo. Sem saber se o reencontro seria possível...

Dali observou o pátio interno, onde alguns pacientes tomavam sol no gramado durante o dia, vazio naquele horário, distraindo-se com o cenário.  O vínculo era uma segurança maravilhosa! Ter a presença do companheiro como se ele estivesse dentro do próprio coração, ou melhor, dentro de sua alma, era a garantia mais sublime que um Alpha poderia aspirar! Não queria perder tal laço nunca mais!

Algum tempo depois, já refeita do momento de fragilidade, Tsume foi até a janela, parando ao lado de Shino.

— Vai lá. Toma conta do seu companheiro — ela falou com a voz rouca, embargada, sem sequer tentar disfarçar os olhos inchados.

O rapaz acenou com um gesto discreto de cabeça e foi sentar-se ao lado da cama de Kiba.  Ele ainda dormia tranquilo, passando a impressão de quem se recuperava de um longo período de convalescência.  Prova de que os poucos dias haviam sido devastadores.

Com gentileza, Shino enfiou a mão pelo lençol e encontrou a de Kiba, dando um jeito de entrelaçar os dedos de ambos devagarinho, temendo acordá-lo sem querer.  O contato foi terno e aprazível, a mão de Kiba estava tão quentinha!

Se ficar lá na sala de espera sem notícias fora terrível, Shino não podia mensurar como havia sido para Kiba, enfrentar tudo aquilo sozinho, tendo que usar a energia para proteger algo importante para ambos.

Pensar naquilo fez os olhos do Alpha arderem.  Foi difícil engolir saliva, que desceu como um bolo amargo.  O duro golpe viera sem qualquer aviso, de um ato impensado causado por quem considerava amigo.

Não sabia ainda o que aconteceu com Ino.  Ela receberia a justiça do Conselho, com certeza. Iria se inteirar do destino dela mais tarde.  Naquele momento não podia enfrentar nada relacionado a ela.  Sobreviveram a uma guerra, infernos! Enfrentaram inimigos de poder incalculável! Os dias de apreensão não pareciam ter fim, as noites perduravam com eterna tensão, sem garantias de que pudessem ver um novo amanhã.  Sem garantias de que Konoha venceria.

E Shino saíra ileso de tudo isso, apenas para quase perder a pessoa que amava por culpa de quem deveria ser aliado. Por um plano mesquinho que não tinha a menor chance de ser levado a termo. Jamais teria qualquer sentimento por Ino, a não ser amizade, compaixão, respeito; dos quais não restava mais o menor resquício. Dali para frente não teria nada a oferecer a ela, a não ser indiferença. Tão logo superasse o rancor e a raiva.  Se é que um dia os superaria.

Enfim...

Controlou-se para evitar os pensamentos ruins.  Se já era capaz de sentir Kiba através do vínculo, então ele também podia senti-lo de volta. Enviaria só boas sensações através do laço que os unia!

Boas sensações.

Um aperto no peito o lembrou do aborto.  Foi impossível não sofrer, apesar de ter decidido o contrário.  Perdera um filhote sem saber de sua existência. Pobre criatura, não tivera a menor chance de vir ao mundo, conhecer tudo e ser tudo o que estivesse ao seu alcance.

Queria a oportunidade de lamentar e chorar por essa perda.  Assim como a oportunidade de comemorar pelo pedacinho de vida que estava a salvo, o segundo filhote.

Um filho. Ou uma filha, quem sabe...?

Automaticamente os olhos se desviaram para a parte do lençol que cobria a barriga de Kiba. Teve vontade de tocar, mas o receio foi maior. Aquele ar de fragilidade em seu companheiro era assustador! Sua coragem permitira entrelaçar as mãos de ambos e olhe lá. Mais do que isso seria ousadia demais de sua parte.

Estava bom apenas olhar, admirar a parte do corpo Ômega que sofrera transformações incríveis para abrigar uma nova vida. O filho de ambos, esse sim, depois de muita luta, teria a oportunidade de ver a luz do sol, de conhecer os pais, fazer amigos, experimentar as derrotas e as vitórias; as consternações e dissabores, as alegrias e amores de se viver.

Deu um aperto carinhoso na mão de Kiba, grato pelo que ainda tinham. Implorando, secretamente, para que logo o companheiro acordasse e devolvesse o toque.

—--

A espera foi amena.  Já não enfrentavam o terror da falta de notícias, nem a insegurança ao arrastar de cada minuto, pois o objeto de preocupação estava ali, diante dos olhos. São e salvo.

Que Kiba levasse quanto tempo fosse necessário para abrir os olhos, desde que voltasse para o lado dele.

Aconteceu um pouco antes do horário marcado para a troca de lençóis dos pacientes em internação, enquanto a lua já erguera no céu. Shino, que segurara a mão de Kiba aquele tempo todo, começava a cochilar de cansaço, sendo derrotado pelo sono. Agora que o medo pelo pior acabara, podia relaxar.  Tsume estava sentada no outro lado do quarto, as pernas esticadas e a cabeça apoiada contra a parede, com os olhos vermelhos de sono presos no teto.

Depois de uma “pescada” um pouco mais longa, Shino suspirou e pensou seriamente em se levantar e dar uma volta pelo aposento, para espantar a letargia e ganhar alguma força para atravessar a noite.

Deu um derradeiro apertão na mão de Kiba, mas antes que pudesse soltá-la e se por de pé, recebeu um apertão de volta.  Fraquinho, fraquinho; quase imperceptível. Quase.

No mesmo instante Shino virou o rosto e deparou-se com o par de olhos arregalados, tão familiares e queridos.  Olhos que revelavam exaustão e confusão, de quem se sente perdido no espaço e no tempo.  Olhos de quem esteve ausente do convivo familiar contra a própria vontade.

Olhos que se mostraram felizes por voltar, por estar ali mais uma vez.  Por receber a abençoada segunda chance; cheios de vida. Acompanhados pela sombra de um sorriso.

— Okaeri — foi a única coisa que Shino conseguiu falar antes que alívio e felicidade transbordassem pelo vínculo, na forma que conseguia transparecer sentimentos em profusão, mesmo que seu rosto não refletisse a verdade.

O sorriso de Kiba aumentou um pouquinho. Ele precisou reunir forças respirando fundo para poder mover os lábios, num suspiro em que nenhum som se fez ouvir, ainda que a palavra pronunciada fosse perfeitamente compreensível:

Tadaima.”


Notas Finais


Gostaram?!

Histórias com um um pico de emoção fazem bem. Eu não queria que a vida deles fosse sempre um mar de rosas, por isso os obstáculos. Mas também não quero transformar tudo em um drama mexicano. Eles perderam um filhotinho e vão ter que lidar com isso pelo resto da vida. Mas eles também vão começar uma família linda e ter a chance de ser feliz!

Ah, pra quem gosta do casal e do meu estilo, devo postar uma one nova entre amanhã e depois. Um desafio do grupo do face, com o tema "encontros ruins". Espero vocês por lá também! Tentei caprichar na história ♥

Até segunda!!

Reviews...?


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