História A Lei dos Homens Vivos - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jinmin, Sope, Sugahope, Vmon, Yoonseok
Visualizações 93
Palavras 3.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello amoras, como estão? Espero que estejam bem.

Eu estou tão animada que não consigo mensurar o meu estado atual.
A Lei dos Homens Vivos é a minha mais nova long fic, ou seja, estarei altamente concentrada nela e gostaria muito que vocês embarcassem nessa aventura comigo. Já faz mais de um ano que a fanfic está sendo planejada, repensada e planejada de novo, há uns dois meses eu consegui acertar os pontos que me incomodavam e agora ela está prontinha para ser (finalmente) desenvolvida.
Espero que gostem e que se divirtam neste meio tempo.

Capítulo 1 - Prólogo


ANOS ANTES

 

Desviei no último segundo quando a coisa se lançou contra mim.

Seu corpo pálido com veias escuras saltando da pele, bateu contra a rocha às minhas costas enquanto um grito sôfrego escapava da sua garganta. Girando o corpo para ficar de frente com ela, ergui um dos joelhos para acertar seu abdômen e bater com um dos cotovelos na coluna. O impacto do osso contra aquela parte do corpo soltou um barulho abafado, que foi logo esquecido pelo grunhido da coisa inumana desabando no chão.

Os braços longos se agitaram na terra, fazendo gravetos e folhas se afastarem de si, um soluço proeminente escapava da boca do ser na Floresta dos Mortos, conforme ele tentava se colocar de pé. Suas mãos buscavam apoio na superfície terrosa, mas não conseguiam se sustentar, elas escorregavam à medida que o peso da coisa se forçava para cima.

Apertando o cabo da estaca de prata na mão, senti o frio familiar na pele junto com pequenos choques na ponta dos dedos. Meus olhos se desviaram para o objeto brilhante com arranhados por alguns instantes, o metal não reluzia por conta própria, o material cintilante era envolvido por linhas finas de gelo que emanavam uma luz azulada da minha mão.

O olhar deslizou até a ponta da estaca, onde o líquido viscoso de tom vermelho escuro apagava o metal, a mancha imitava sangue, mas tinha a consistência errada e a cor deturpada, não havia o cheiro metálico característico, era somente um eco do que um dia havia corrido nas veias de um ser humano.

Os olhos voltaram para a silhueta da coisa na terra, ela ainda se movia e rosnava. Ergui um dos pés e o coloquei sobre as costas da criatura, ela tentou fugir da pressão nos ossos da coluna, mas não conseguiu.

Os barulhos que saíam de sua boca dançavam até o topo das árvores e se perdiam lá em cima, a ponta da bota apertava os anéis de ossos enquanto eu me abaixava, a estaca parecia queimar na minha mão de tão fria quando ergui o braço acima da cabeça. O vento da noite se tornou mais calmo e apenas agitou a franja sobre a testa, uma contagem regressiva saiu silenciosa de meus lábios, porém ela terminou tão rápido quanto começou.

A mão com a estaca envolta em gelo, cortou o ar de cima para baixo e se enterrou no crânio da criatura.

Ela gritou.

O barulho do metal gélido contra o osso reverberou no ar.

A coisa parou de se mover.

Arrancando a estaca com puxão, me levantei sem olhar para o corpo inerte esparramado no chão. O metal estava molhado de vermelho e os fios gelados que rodeavam a arma começaram a se desafazer, como o ar que se condensava no frio e desaparecia segundos depois de sair da boca.

O brilho azulado da estaca se apagava à medida que as sombras noturnas serpenteavam pelas árvores. As folhas farfalhavam com o vento e meu casaco balançava no corpo seguindo a sua direção, suor escorria da testa enquanto a palma da mão formigava pelo frio cortante que tinha embalado o metal.

— Meu instrutor ficaria orgulhoso de você.

Girando sob os calcanhares, levei o olhar até a silhueta daquele que havia falado. A primeira coisa que meus olhos captaram, foi o movimento da capa marrom sobre seus ombros, a segunda foi seu rosto pálido quase encoberto pelas sombras da noite, a terceira foi o bastão de ferro em uma de suas mãos.

Relaxei o corpo enquanto limpava a estaca na calça.

— Isso é nojento, sabe? — comentou o rapaz.

— Ninguém vai limpá-la para mim — respondi, encarando a silhueta que avançava na minha direção. — E eu não quero me reportar ao Conselho com ela suja.

— Mas a calça está tudo bem? — questionou, arqueando uma das sobrancelhas quando se aproximou.

Olhei para o rosto de Jeongguk repuxado em uma careta.

— Exato.

O rapaz bufou enquanto sacudia a cabeça para os lados.

A sombra de um sorriso dançou em meus lábios quando guardei a arma na bainha do cinto. Com a respiração se normalizando, acompanhei os movimentos do Coveiro que observava o corpo da criatura no chão, sua expressão não revelava nada, porém o aperto de seus dedos no bastão de ferro indicava que o jovem havia retornado a uma linha de pensamento que eu não gostava.

Jeon Jeongguk era meu parceiro em Noturna, a cidade em que vivíamos e defendíamos a todo custo, o rapaz não tinha mais do que vinte anos quando o Conselho ordenou que ficássemos juntos. Eu tinha acabado de surgir e os anciãos da cidade estavam esperando pela minha chegada, atrás de seus mantos marrons e corpos curvados pela idade, estava um Jeongguk temeroso pelo que teria que fazer.

Muitas coisas aconteceram desde aquele dia, parecia que havia sido há tempos e eu não conseguia dizer exatamente quando nós dois acabamos ficando próximos. Amigos.

— Pare de pensar, Jeongguk — falei por fim, dispersando os pensamentos enquanto cruzava os braços sobre o peito. — Apenas enterre ele e vamos voltar. Precisamos reportar ao Conselho sobre o reconhecimento da área.

O rapaz de fios escuros assentiu com a cabeça, conforme levava uma das mãos para o queixo e mantinha os olhos no corpo morto.

— Às vezes fico me perguntando como os humanos se tornaram isso — comentou com a voz distante.

Suspirei.

— Os Homens Mortos não são humanos — respondi com firmeza. — Eles não são como vocês. Não deveriam estar aqui.

— Mas já foram, Yoongi — disse ele sem erguer o olhar da criatura. — Eles eram seres vivos, mas acabaram assim. Você não sente nada quando os mata?

Revirei os olhos enquanto dava as costas para meu parceiro.

— Eles já estão mortos e eu apenas cumpro o meu papel como um Curador.

Jeongguk me deu seu silêncio como resposta.

Me mantive de costas mesmo sem a voz divertida de Jeon romper os sons da floresta, sua falta de palavras não me preocupava, somente me deixava cansado com suas perspectivas sobre a vida e aos Homens Mortos.  As viagens até os territórios além de Noturna eram uma constante em nossos dias, um compasso que havíamos aprendido a lidar da única forma que conhecíamos: exterminando o que não era vivo.

Às vezes, o silêncio de Jeongguk me deixava em estado de alerta, para um rapaz de língua afiada, o vazio nas estradas era estranho, quase um mal presságio. Olhar para o rosto concentrado do garoto me fazia pensar se algo estava errado e o motivo que não tinha me feito descobrir nada.

Mas isto não era tão recorrente, por isso não me dedicava a fiscalizar o que o Coveiro fazia ou deixava de fazer, pois precisava estar concentrado em Noturna, nas ruas de paralelepípedos atrás da grossa muralha que impediam os Homens Mortos de entrarem e os homens vivos de saírem.

— Yoongi, desculpe por isso. — A voz cansada de Jeongguk rompeu o ar.

Virando o rosto para o lado, arqueei uma das sobrancelhas enquanto olhava para o rapaz por cima do ombro. Seus olhos alcançavam os meus, a franja negra balançava no ritmo da brisa da noite que serpenteava por entre as árvores e caíam sobre os olhos.

A pele branca saltava diante do tecido marrom escuro, mas não deixava Jeongguk com uma aparência apagada. Não viva.  O jovem ainda parecia um ser humano com todas as nuances de um, desde o jeito que engolia a saliva até a forma que virava a cabeça para olhar em alguma direção.

Às vezes me perguntava como eu deveria me parecer ao seu lado, mesmo que vivêssemos para a noite, ainda havia luzes pela cidade de Noturna, algo que fazia as pessoas desviarem olhar quando eu fazia a ronda pela cidade nas vias principais. Quase sempre isso não me incomodava, pois eu não me importava em ser um Curador, mas às vezes era difícil não listar as diferenças entre mim e os seres humanos, o que eles sentiam e o que me faltava sentir, o que eles não viam e o que eu enxergava.

Soltei o ar enquanto pendia a cabeça para baixo.

— Vamos apenas nos concentrar em enterrá-lo para voltar à Norturna — falei por fim, indicando com um floreio de mãos para o corpo no chão.

Jeongguk fez um barulho com a boca em concordância.

— Nós encontramos muitos Homens Mortos Classe 1 por aqui, isso é estranho — comentou despretensioso, chamando a minha atenção. — Mas o Conselho vai ficar satisfeito, eu acho.

Arqueei uma das sobrancelhas enquanto o encarava.

Jeongguk suspirou consigo mesmo antes de apertar um botão no bastão e acionar as duas placas de metal escondidas nas laterais para formar uma pá, o retinir do material arranhou a noite e objeto do Coveiro ganhou forma.

A pá ainda estava suja do nosso último encontro com um Homem Morto, Jeon já havia enterrado muitas criaturas em uma noite e o cansaço começou a estampar o rosto conforme ele empurrava o corpo do chão para o lado.

— Os Classe 1 são menos agressivos que os outros — disse ele, começando a escavar a terra. — Mas mesmo assim eles parecem mais pesados que os Classe 2 e Classe 3. Isso me deixa cansado.

Abri um sorriso ao vê-lo reclamar.

— O que não te deixa cansado, Jeongguk? — questionei.

Ele parou de cavar o chão e lançou um olhar divertido para mim.

— Eunjin — respondeu malicioso. — Shin Eunjin não me deixa cansado, na verdade, aquela garota restaura as minhas energias.

— Eu nem imagino como ela consegue isso — sussurrei, revirando os olhos, porém aliviado pela mudança no rumo da conversa.

— Ah, meu amigo Min Yoongi, ela tem mãos habilidosas — falou sagaz.

— Eu prefiro não saber dos detalhes, Jeongguk — falei desgostoso. — Me poupe das suas aventuras humanas.

— Não é apenas uma aventura humana, seu Curador anti-sentimental — disse o garoto com um sorriso na voz, voltando ao trabalho de criar uma cova. — Também é uma aventura carnal e amorosa, porque eu gosto da Eunjin e estou quase empenhado em conquistar o pai dela.

— E como você pretende fazer isso? — perguntei descrente. — Até onde eu saiba, o pai da senhorita Shin não gosta de homens o bajulando para ter uma chance com a sua filha.

— Bom, eu ainda não avancei tanto no meu relacionamento com Eunjin para pensar em como vou fazer o pai dela não soltar os seus cachorros em cima de mim — respondeu sincero, jogando a terra por cima do ombro. — Mas até lá vou pensar em algo.

Erguendo as mãos em derrota, virei o rosto aborrecido mostrando meu descontentamento sobre suas ações, porém assim que lhe dei as costas pude ouvi-lo rir alto enquanto murmurava por entre o riso sobre eu ser um Curador anti-sentimental.

Meus olhos se fecharam e bufei irritadiço por não conseguir ver a graça nas aventuras amorosas dos humanos, apesar de conviver com os homens diariamente, observando cada um de seus passos dentro das muralhas de Noturna, não conseguia ver onde as coisas mudavam com um sorriso de canto e um desvio de olhar.

Nem mesmo quando a violência, proibida na cidade, aparecia nas ruas e criava mais vítimas. Mais Homens Mortos. Os humanos pareciam não aprender com os seus próprios erros, era como se ignorassem todas as consequências e deixassem que a fama da cidade justificasse suas ações.

“Nós temos compaixão, Curador, mas isso não quer dizer que não queremos justiça. Desejamos que a nossa crueldade suprima àqueles que não estão acompanhando a causa”. Essas eram palavras de algumas pessoas, a justificativa forçada ao ver o julgamento do Conselho diante de um noturno que não cumprira alguma lei. Independente de quem for ou qual lei fosse descumprida, as sentenças cruéis dos primeiros homens vivos ainda me embaralhavam o estomago.

Puxando o ar, comecei a andar para longe do garoto que retirava a terra do chão para criar uma cova, o som da pá sendo enfiada na grama e afastando torrões de terra vermelha do buraco, soava abafado conforme minhas botas escuras quebravam gravetos e amassavam folhas secas.

Meu olhar mirava uma árvore de tronco largo, onde os galhos extensos e repleto de folhas encobriam a luz da lua. A brisa dançava no meu encalço como se estivesse vigiando os meus passos, uma tranquilidade que parecia forçada na Floresta dos Mortos.

— Ei, Yoongi! — gritou Jeongguk. — Para onde está indo? Vai me deixar sozinho?

Não parei de andar.

— Quero descansar um pouco antes de voltarmos — respondi alto. — Me acorde quando acabar aí.

Jeongguk praguejou e eu sorri.

 

《▪▪▪》

 

AGORA

 

O piso claro reluzia com a luz das tochas.

Os pilares de gesso carregavam estruturas de ferro com as chamas e faziam companhia aos soldados de armaduras pesadas, mesmo sem meu olhar pousar em seus rostos eu sabia como eles estavam pela quantidade de vezes que tinha visitado a cúpula onde o Conselho realizava suas reuniões.

O barulho das minhas botas no chão era o único som alto do corredor, pois os murmúrios da sala em que os primeiros homens vivos estavam eram abafados pela grandiosa porta de ferro. Meus olhos se voltaram para ela no final do corredor, onde dois guardas estavam parados com lanças de prata em mãos.

Engolindo a saliva, cruzei as mãos nas costas enquanto avançava até os homens. Seus olhos não se desviaram quando parei à frente deles, somente bateram com a lanças no chão antes de esticarem os braços para empurrarem a porta de ferro.

As duas partes da porta arrastaram no piso de mármore e as conversas, antes murmuradas, se engrandeceram e revelaram um salão repleto de pessoas que gritavam uns com os outros. Conforme eu começava a adentrar a sala, as palavras ásperas foram se aquietando e os olhos dispersos se voltaram para mim.

Com a cabeça erguida, permaneci andando a passos lentos enquanto meu olhar se encontrava com os rostos enrugados dos três anciãos que comandavam o Conselho. Os mantos marrons de capuz descansavam em seus ombros curvados, mesmo sentados nas cadeiras mais altas na estrutura de gesso que os deixava nas alturas da cúpula, era possível ver o peso da idade em seus corpos.

Os primeiros homens vivos estavam em silêncio, aguardando os convidados no salão se silenciarem para a reunião começar.

— Senhores — cumprimentei, curvando o tronco em uma reverência.

Minhas palavras soaram em um eco pela sala.

— Com o Curador aqui, podemos dar início ao anúncio — disse um dos anciãos.

— Em cinco anos nós tivemos uma troca incessante de Coveiros ao lado do Curador. — A voz rouca e fraca do ancião mais baixo ganhou o salão sem expressividade. — Nós usamos todos os jovens e adultos que dedicaram as suas vidas para serem Coveiros, mas mesmo assim eles não foram o suficiente para acompanhar o ritmo dos Homens Mortos que assolam as nossas terras.

O salão permaneceu em silêncio, nem mesmo o crepitar da madeira das tochas provocavam algum som audível, era como se a quietude sorrateira das tardes em Noturna estivesse entrado na sala para esmagar qualquer manifestação humana.

— Nós, do Conselho, conversamos muito durante esses anos fracassados até tomarmos uma decisão — continuou o terceiro e mais jovem dos três homens. — Nós entramos em contato com as nossas cidades irmãs e solicitamos um Coveiro para ser parceiro do Curador.

Minha inexpressividade vacilou.

— Senhores, se me permitem a palavra, acredito que não será necessário a vinda de um Coveiro de Diurna ou Vespertina — falei respeitoso. — Não há casos de violência em Noturna durante esses cinco anos e os Homens Mortos estão controlados do lado de fora da muralha.

— Controlados ou não, nossos Coveiros já provaram que não estão aptos para saírem da cidade para um trabalho de campo ao seu lado, Curador — respondeu o ancião mais alto, com as bochechas caídas e enrugadas pela idade avançada. — Você não pode enterrar os Homens Mortos e fazê-los descansar, se Jeon Jeongguk desistiu do cargo e nenhum dos nossos formados consegue acompanhá-lo, precisamos encontrar alguém que possa cumprir a lei.

A menção do nome do meu antigo parceiro me fez desviar o olhar, enquanto um gosto amargo tomava a minha boca.

— Nossa cidade irmã encaminhou um Coveiro para testarmos durante um ano — a voz rouca prosseguiu, como se a minha interrupção nunca tivesse existido. — Jung Hoseok, por favor, se apresente ao lado do Curador.

Passos firmes soaram pelo salão.

Meu rosto se virou na direção do barulho e, por entre as sombras das sacadas onde os convidados estavam sentados, uma figura trajada com uma túnica amarelada e calças de couro surgiu. A pele dourada marcada pelo sol mostrava que ele pertencia a uma das cidades irmãs, o rapaz de cabelo preto estava com a expressão séria, porém quanto mais ele se aproximava mais eu conseguia ver um brilho divertido correr pelos seus olhos cor de terra.

— Senhores — disse ele, curvando-se para frente quando parou ao meu lado.

— Pelos próximos doze meses o Coveiro Jung Hoseok estará ao lado do Curador Min Yoongi. Se Hoseok se provar capaz de acompanhar Yoongi no trabalho de campo, ele se tornará oficialmente um cidadão de Noturna. — A voz esganiçada reverberou pelo salão, fazendo os convidados murmurarem em concordância. — Este era o pronunciamento do Conselho, estão todos dispensados —completou, curto e grosso. Sem emoção.

Os três anciãos se levantaram de suas cadeiras e foram os primeiros a desaparecer das vistas de todos os presentes.

Soltando o ar pelos lábios entreabertos, girei sob os calcanhares e caminhei para longe do centro do salão, outras pessoas começam a sair de seus lugares também, descendo as escadas de mármore enquanto comentavam sobre o breve anúncio do Conselho.

As duas partes da porta de ferro se abriram com o mesmo ruído arrastado e os dois guardas se postaram ao lado dela. Com a postura reta e rostos sérios, os soldados bateram as lanças no chão indicando aos presentes que eles poderiam se retirar.

Meus passos não fizeram tanto barulho quando invadi o corredor, pois o eco era preenchido pelos murmúrios dos convidados a reunião. No entanto, passos apressados, ruidosos, soaram atrás de mim e eu não precisei virar o rosto para saber que era o recém-chegado.

— Bem, nós iremos trabalhar juntos de agora em diante — disse o rapaz ao meu lado.

Lancei lhe um olhar de canto e percebi que ele estava sorrindo conforme o rosto encarava o caminho à frente.

— Pois é — respondi pensativo, continuando a encarar o seu perfil enquanto tentava não fazer juízo no primeiro contato. Porém a marca de um sol em tinta dourada no seu pescoço, atraiu a minha atenção, me fazendo arquear uma das sobrancelhas e parar de caminhar. — Vespertina?

— Perdão? — perguntou confuso, parando de andar à medida que seu olhar procurava o meu.

— A marca no seu pescoço — falei, apontando para a região. — Indica que você é da cidade da traição, Vespertina.

Ele abriu um sorriso largo, levando a mão direita para a marca.

— Espero que isso não me faça sofrer com a crueldade de Noturna — respondeu, inclinando o rosto para frente. — Não gosto da ideia de um recém-chegado ser torturado — completou em voz baixa, mantendo o sorriso.

Desviei o olhar.

— Se você não descumprir nenhuma lei, a crueldade dos homens vivos não irá recair em você — falei calmo, voltando a andar.

— Irei me certificar de tomar cuidado, Min Yoongi — falou divertido, acompanhando meus passos para fora da cúpula. 

 


Notas Finais


Okay, de agora em diante vocês vão vivenciar algumas coisas comigo, então esperem por mim com todos os coelhos dentro da cartola, porque eu tenho muita coisa planejada para este show!
Depois que eu entendi os tipos de histórias que gostaria de contar, vi em A Lei dos Homens Vivos um bom primeiro passo para mostrar a vocês tudo o que sempre quis escrever e não conseguia por falta de confiança.
Talvez vocês me achem completamente maluca pelas nuances da história, porém, se tudo ocorrer como o planejado, teremos uma boa aventura para viver durante um bom tempo.

Bjocas amoras, fiquem bem!


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