História A lenda da caverna - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags Centric, Holder Of Ink
Visualizações 17
Palavras 839
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


opa oi

sei lá, eu gosto da linguagem mítica sebvgesrgse
btw, chutem a ordem dos personagens :)

boa leitura

Capítulo 1 - Sair ou ficar?


Há uma lenda, de tempos imemoriais de tão antigos, que conta a história de nove garotos que viviam em uma caverna. Por culpa dos seus pais, foram condenados ao nascer e nunca tiveram a oportunidade de deixar a escuridão da gruta. Todos eles, lado a lado, estavam acorrentados pelas mãos e pelo pescoço em um pequeno muro, de modo que mal podiam se mover ou ao menos virar seus rostos para se conhecerem – somente pela voz eram identificados. Como sobreviveram por tantos anos em estado tão lastimável? Ninguém soube dizer.

Como grilhões estavam presos logo atrás deles, eram forçados a olhar eternamente para frente, para a sóbria parede rochosa. Porém a vida continuava normalmente do outro lado, alheia ao que acontecia no interior da caverna escura. Uma fogueira queimava eternamente no lado de fora e pessoas passavam por perto carregando seus pertences. Seus viajantes, por vezes eram silenciosos, e outras, escandalosos, fazendo suas vozes ecoarem pela caverna.

Uma vez que a fogueira projetava as sombras dos objetos e das pessoas na parede da gruta, os nove garotos criavam histórias fantásticas do que viam. Criaram deuses, monstros, heróis e tudo mais que se pode imaginar. Discutiam diariamente, sem cansar, sobre quem possuía a teoria mais condizente sobre o lado de fora – sobre o real que nunca viram. Para eles, aquelas sombras eram a sua realidade.

Entretanto o perdão chega para todos e o mais novo foi solto de suas correntes. Em estado de euforia, não hesitou em sair da caverna para descobrir o mundo real. Sua mente era um turbilhão de pensamentos e ele matutava se suas suposições sobre o lado de fora estavam certas e, caso não, como seria? Mas, assim que abriu os olhos na claridade do dia, antes que pudesse compreender o que via, se cegou. A luz do Sol era forte demais, ofuscante para seus débeis olhos acostumados com a escuridão. O pobre menino fechou os olhos na mesma hora e nunca pode saber como era a realidade. Pouco depois voltou para a caverna, aterrorizado com o sofrimento que encontrou.

O segundo a sair foi o mais velho. Assim que colocou seus pés para fora da gruta, seus olhos arderam perante tamanha luminosidade, porém ele resistiu. As orbes castanhas se encheram de lágrimas e as pálpebras ousavam se cerrar, mas o garoto se atreveu permanecer um pouco mais, até que o sol não mais fosse um problema. E quando isso aconteceu, ele percebeu que a realidade perante a si era diferente das sombras. Toda sua vida foi uma mentira e agora estava livre para descobrir e desfrutar a verdade. Ele sorriu, observando os arredores, e nunca mais retornou para a escuridão da caverna.

O terceiro deles era o mais astuto. E valendo-se disso, conseguiu se livrar dos seus grilhões e fugiu para o mundo real. Assim como o segundo, ao sair da gruta, acostumou-se penosamente com a claridade do sol. Passou longos anos na vida real e viveu satisfeito na realidade, aproveitando-a. Infelizmente sua sagacidade não era suficiente para escapar para sempre; foi encontrado e enviado novamente para a caverna. Ao retornar para suas correntes, já acostumado com a luz do dia, tornou-se um cego e não via mais nada na escuridão.

O mais doce entre eles foi o quarto a se libertar da punição. Chorou lágrimas amargas ao se encontrar com o sol, mas, ao final de todo esse sofrimento, entendeu beleza diante dos seus olhos. Ele se encantou com o mundo real, o desbravou como pode e, compadecido dos seus amigos acorrentados, decidiu retornar para a caverna e contar as maravilhas que viu do lado de fora. Por ironia do destino, nenhum dos garotos ali acreditou em suas meigas palavras e ele foi julgado como louco.

O quinto dispensado era também o seu líder. Ele saiu, viu a luz do sol e se apaixonou pelo mundo real. Suas teorias estavam ridiculamente erradas, mas agora que o garoto sabia a verdade isso já não importava. Seu ânimo era tanto que, assim como seu antecessor, voltou para a caverna para partilhar suas descobertas. Entretanto, aposto ao quarto, esse insistiu, mesmo sendo chamado de louco. E persistiu tanto que irritou os prisioneiros que sobraram a ponto de ser morto para ser calado.

O sexto garoto não saiu. Não quis. Tentaram tirá-lo da caverna à força, mas ele, teimoso, resistiu. O menino estava descontrolado, esperneava e gritava que não queria sair porque seus companheiros que viram o outro lado adoeceram – fisicamente ou mentalmente. Ele não queria conhecer a realidade, chegava a ter pavor dela. E lutou de tal maneira e com tamanha força para que o deixassem onde estava que matou os guardas para poder ficar.

E quanto aos outros três? Viveram para sempre na caverna, amedrontados. Estavam curiosos sobre o mundo do outro lado, o real, mas também tinham medo. Não conseguiam suportar a ideia de uma escolha e ansiavam nunca se encontrarem em uma bifurcação. Viveram – sobreviveram – de forma miserável, atormentados pelas próprias mentes. Eles queriam saber, mas não queriam enfrentar consequências as desse mesmo saber.


Notas Finais




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