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História A Lenda das Sombras. - Capítulo 14


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Notas do Autor


Boa Leitura, atenção as notas finais por favor!

Capítulo 14 - Part. XIV


O ar negro ao redor era sufocante. A Sombra não conseguia focar, porém seus olhos horrorizados observaram uma criatura formando-se das cinzas e gosmas negras e nojentas. Alguém usando de uma capa negra e acinzentada estava à frente da criatura, sua mão estendida a ela enquanto sussurrava palavras de outra língua.  

Contudo, uma língua da qual o Huang muito conhecia.  

Engoliu em seco, vendo seu corpo se aproximar cauteloso. Os olhos presos na criatura que se formava do negro, banhando-se pelas as brasas do fogo. A mão estendida formava uma luz em direção ao ser que rosnava.  

Não era uma Sombra.  

Entretanto, era uma criatura igualmente de trevas. Seu coração, porém, era negro e havia uma fome de sangue em seus dentes pontiagudos.  

O ser se assemelhava a um ogro, entretanto, não era um. Era uma mistura de ogro com besta, criado das mãos negras da pessoa que vestia um capuz, cobrindo seu rosto desconhecido.  

Respirando fundo, Renjun viu-se soltando o ar preso e o barulho atraiu os seres. Antes que pudesse focar seus olhos na pessoa encapuzada de costas para ele, sua sombra o trouxe a consciência como uma alerta. Puxando-o e o afastando daquela visão estranha e agonizante.  

‘’Monsutã’’ 

— O quê? — Jeno perguntou sonolento, passando seus braços pelo o torso desnudo de Renjun e o puxando para si.  

Um beijo cálido foi depositado em seus cabelos esbranquiçados enquanto o Huang focava suas írises avermelhadas em direção ao teto rochoso da caverna. Não sabia que havia dado voz aos seus pensamentos tenebrosos. 

— Monsutã é monstro em outra língua. Na das Sombras. — Jaemin quem respondeu, seus olhos sonolentos abrindo-se e focando na direção dos dois. Revelando que despertara junto a eles, com a movimentação exacerbada da Sombra.  

Um sorriso de canto surgiu ao vê-los e o guerreiro curvou-se até que seus lábios tocassem o do líder e o da Sombra.  

Renjun sorriu fraco para os dois. Seu coração apertado com uma má impressão o envolvendo. Esperava de que aquilo fosse apenas um pesadelo comum e não um súbito aviso de seu dragão interior.  

— Tive um pesadelo. — Esclareceu, focando seus olhos amenos agora nos dois. Sua mão fazendo um carinho no rosto de Jeno enquanto olhava com ternura para Jaemin. — Sinto que dias negros se aproximam.  

— O que quer dizer com isso? — Jeno perguntou sério e apreensivo.  

Renjun engoliu em seco, molhando os lábios.  

— Quero dizer que uma junção de um príncipe das Sombras com um líder humano e um mercenário não pode trazer paz aos corações rivais. — Renjun disse com um sorriso cálido aos dois, antes de erguer seu corpo. Os olhos famintos indo de encontro aos corpos desnudos e musculosos dos humanos deitados.  

Jaemin o olhou surpreso.  

— Como sabe de meu passado?  

Renjun virou-se. Jeno e Jaemin estavam tão próximos que se tornou fácil para a Sombra deitar seu corpo sob o tronco deles, olhando aos rostos bonitos que o observavam com adoração e desejo.  

Não havia dúvidas que o elo correspondido pelos os dois noite passada, havia os aproximando ainda mais.  

— Quando os destinados ficam próximos, a ligação se intensifica ao ponto de vocês saberem quando estou correndo riscos. Ao ponto, também, de mim como uma Sombra sentir as apreensões de vocês meros mortais após o vínculo concretizado noite passada.  

Jaemin sorriu ainda mais, compreensivo, deixando suas mãos subirem pelo o corpo da Sombra. Passando os dedos pelas as costas dele e parando a mão na cintura delgada.  

Jeno os olhou com um sorriso, correspondido por Jaemin que capturou os lábios dele sob o olhar de Renjun, completamente desejoso.  

— Eu vi o que fez, Jaemin. Entretanto, seu coração não é negro como o dos mercenários que tentaram me capturar.  

— Como sabe? Eu fiz muitas coisas ruins. Muito sangue inocente em mãos. — Jaemin murmurou misterioso. Enquanto pensativo sobre o assunto. Ver aqueles homens tentando capturar Renjun despertou-lhe algo. 

Renjun sorriu fraco e entristecido.  

— Eu também. — Disse sincero. 

— E o meu também. — Concordou Jeno.  

Renjun inclinou-se, capturando os lábios de Jeno com fervura. As línguas tocando-se com desejo, enquanto as mãos de Jeno subiram pelas as pernas do Huang, parando-as em uma das bandas de suas nádegas. A mão a apertando com fogo, sendo rapidamente correspondido pelo o corpo de Renjun.  

A Sombra apenas afastou-se para levar sua mão ao rosto de Jaemin, tocando-o com doçura, mas seu olhar estava longe desse sentimento calmo. Querendo provar de seus lábios rosados, beijando-o.  

E Jaemin inclinou-se para o toque, sua língua explorando toda a cavidade de Renjun enquanto Jeno virava o corpo dele. Os três deitando-se de lado, com a Sombra no meio dos humanos.  

Renjun estava de costas para Jeno e de frente para Jaemin, o beijando com ternura e uma mistura quente de chamas ardentes. Jeno segurou sua cintura com força, levando seus dedos para sua boca onde molhou dois de seus dedos, deixando-os extremamente úmidos por sua língua.  

E então, os levou entre as nádegas, explorando os músculos. Renjun grunhiu manhoso contra a língua de Jaemin, suas pernas mexendo-se instantaneamente com o toque. Jeno inclinou-se para deixar um rastro de beijos e chupões pelo o pescoço e ombro de Renjun.  

Jaemin sugou a língua para si, sua mão apertando a cintura e descendo mais para apertar a bunda volumosa. Renjun sentiu precisar de ar, ou de espaço para que seus gemidos percorressem a caverna no momento que os dois dedos gelados lhe penetraram com precisão, sentindo seu corpo todo reagir rapidamente.  

— Eu quero os dois.  

Queria conectar-se mais a eles. Jeno direcionou seus olhos para Jaemin, ainda chupando a pele de Renjun até que ela tornasse avermelhada diante dos toques de sua boca. Jaemin olhou intensamente para a Sombra.  

— Tem certeza?  

Jeno e Jaemin eram habituados a relações com outros, explorando sempre um sexo entre três corpos. Entretanto, não gostariam de machucar a Sombra.  

Era diferente, pois pela a primeira vez os dois sentiam-se de fato, completos. Não era somente a ligação, desde o maldito beijo das sombras que não dera certo, desde que não conseguiam manter-se longe de Huang Renjun, um príncipe das Sombras.  

Desde que um príncipe das Sombras surgiu em seus caminhos, levando-os a loucura que era o amor intenso que notavam sentir por ele. 

Jaemin levou a mão ao rosto de Renjun, deixando seus dedos apertarem os fios alvos como a neve, trazendo os lábios para si onde chupou o lábio inferior. Sugando-o e mordiscando entre os dentes. Renjun gemeu manhoso, estreitando seus olhos. E Jaemin afastou a mão dele apenas para tocar em seu membro já endurecido, o acariciando. 

Renjun lentamente passava a mover sua cintura, em busca de intensificar mais os dedos de Jeno dentro de si que calorosamente atingiam um ponto extremamente prazeroso para si.  

— Eu os quero agora. — Declarou, olhando de canto para Jeno enquanto segurava as mãos dele.  

Jeno sorriu, arqueando uma de suas sobrancelhas para o jeito dominador que Renjun direcionava a si. Jeno, como um líder de um clã humano, nunca teve essa atitude. O mais perto era Jaemin. Contudo, todos os outros demonstravam cegamente um ar submisso a eles. O Lee agradava-se desse jeito da Sombra.  

Como resposta, ergueu um pouco seu corpo, tirando seus dedos do interior de Renjun apenas para puxar o rosto dele. Beijando-o ferozmente antes de direcionar um olhar ao Na.  

Tocando seu membro rígido, Jeno direcionou-se ao interior de Renjun. O vendo respirar fundo pelo o incômodo da invasão. Ainda estava dolorido pela a noite anterior, contudo, sentia uma ansiedade em seu corpo que clamava pelos os dois. Por mais.  

Com a entrada bem lubrificada, tornou-se fácil deslizar para o interior da Sombra que apertou suas pernas sob as de Jaemin. Um gemido interrompendo seus lábios.  

Sabiamente o mercenário juntou suas bocas em um beijo quente o suficiente para distraí-lo. Seu corpo se aproximando até que os membros estivessem roçando-se. Jeno passando a mover-se, estimulando também que os corpos dos dois esfregarem-se calorosos, estimulando um ao outro.  

— Agora. Eu quero agora. — Renjun fixou suas írises em um tom intenso de sangue para Jaemin, que assentiu com um sorriso escorrendo malícia. Mordendo o queixo da Sombra enquanto deslizava seu membro, buscando algum espaço entre o de Jeno.  

O Lee tinha seus olhos cerrados, aproveitando-se da sensação de seu membro movendo-se com lentidão dentro de Renjun. Tocando-o tão lentamente enquanto a entrada apertada recebia o segundo membro, apertando-se ao redor dos dois, os sufocando de uma maneira extremamente prazerosa e agonizante.  

Os rostos corados dos dois humanos olharam-se ferventes, inclinando-se para um beijo no momento que Jaemin se deslizou completamente no interior quente.  

Jeno mordeu o lábio inferior para si antes de Jaemin se afastar, observando o rosto de Renjun.  

A Sombra mordia seu lábio, contendo os gemidos altos que o deixavam. Jeno cheirou os fios cinzas, fechando seus olhos com força e deixando um gemido escapar-lhe de sua garganta, soprando contra a orelha da Sombra. Com um arrepio, Renjun passou a mover-se com lentidão. Seus olhos então se fixando intensamente aos de Jaemin.  

Tão fixamente que conseguia reviver uma das inúmeras lembranças presenciadas após a conexão deles. Fechou os olhos apenas para apreciá-las. 

 

‘’ Jaemin andava pela as ruas do vilarejo, sua espada sabiamente sempre ao lado de seu corpo. De modo que suas mãos facilmente as pegariam, diante de uma ameaça.  

Algumas moedas de ouro também cobriam seus bolsos, que pagariam a estalagem que passava seus dias.  

Ao menos enquanto estivesse naquela cidade.  

Em sua outra mão, um vinho não tão barato lhe matava sua sede.  

Seus pés seguiram pela a escadaria de encontro ao seu quarto, onde a cama o aguardava para um belo de um sono. Estava sentindo-se cansado.  

O jovem, porém, sacou sua arma no momento que uma silhueta negra estava sentada sob a mesa. As pernas sob elas mostrando um ar rebelde e soberano.  

Lee Jeno o olhava sério, mas com um sorriso irônico querendo desenhar-se em seu rosto extremamente bonito.  

— O que faz aqui, líder? — Jaemin questionou sarcástico. Virando um gole da bebida adocicada, o gosto quente do álcool já descia com facilidade em sua garganta. Completamente acostumado a ele.  

— Estou à sua procura. — Jeno respondeu simples. Jaemin o fitou, notando que o líder tinha seu rosto certamente amadurecido, assim como o dele. Porém ele ainda tinha aquele mesmo olhar bonito.  

— Por que? Deseja meus trabalhos? — Jaemin novamente usou de sua ironia, ao que Jeno arqueou uma de suas sobrancelhas. Sem o costume desse tom atrevido usado para consigo. Um soberano.  

— Sim. — Respondeu rapidamente o líder. — Estive a procura do melhor mercenário que este reino desgraçado possui. E eu sei que é você, Jaemin.  

Jaemin o olhou sério por alguns segundos. Antes de jogar-se na cadeira de frente a Jeno, com um ar despreocupado.  

— Você tem seus guerreiros. Certamente não precisa de um mercenário. — Retrucou sagaz, suas palavras saindo emboladas junto ao álcool.  

— Preciso. Você sabe que preciso de você, Na Jaemin. Sua mãe... 

— Não toque no nome daquela... — Jaemin parou antes que cometesse um pecado. Respirou fundo, buscando novamente pela a bebida. — Está feliz que acabou com meu bom humor?  

Jeno o olhou em silêncio, antes de pigarrear. Não ia falar sobre a família de Jaemin, nem estava ali para isso.  

— Meu pai morreu. — O líder falou. 

O rosto de Jaemin mudou, sabia da morte do rei Lee. Ouras, quem não saberia da morte do poderoso rei entre os humanos do oriente.  

— Eu fiquei sabendo. Sinto muito por sua perda. — Foi sincero em suas palavras. 

— Eu não quero perder mais ninguém. Quero você de volta ao meu lado, Jaemin. Essa não é sua vida! — Jeno disse observando ao redor antes de focar seus olhares fixos ao mercenário. 

— Essa? — Questionou rindo alto com sarcasmo. — Matar pessoas? Torturar e roubar? É o que me resta e você sabe que eu não me arrependo de nada disso. Fora que o líder de um clã é você. Não eu. Não tenho um clã. 

— Você vai continuar fazendo ao meu lado. Ao lado do líder do clã Lee. Eu tenho uma missão para nós dois. Como nos velhos tempos, como sempre quisemos. Lembra-se? E quanto ao clã, você tem o clã Lee. Você pertence a ele. Sempre foi bem vindo e sempre será.  

Com um sorriso ameno, Jaemin recordou-se de sua infância sob os cuidados do clã Lee. Logo após sua mãe dá-lo para o clã, como um futuro guerreiro. Treinou ao lado dos filhos do Rei, e o primo deles, assim como ao lado do pequeno líder Jung.  

A família Lee sempre o tratara muito bem. Não havia dúvidas quanto a isso. Era uma família doce que não o tratara com distinções.  

Era grato a eles de certa forma. Antes de fugir na adolescência, levando uma vida de mercenário. Um dos melhores.  

Peregrinando pelos os vilarejos e capitais, levando consigo a morte para muitos. E tirando de muitos ricos comerciantes suas riquezas e orgulho, mas também, dando-os aos pobres por onde passava.  

— Lembro. — Jaemin sorriu sincero e sério. Mais sóbrio agora. Deslizou a garrafa pela a mesa na direção de Jeno, que a recebeu também com um sorriso. Observando a garrafa antes de virar um gole do líquido. — Dependendo do nível de emoção da missão, veremos se consegue me convencer.  

— Quando crianças, dizíamos que iriamos derrotar inúmeras Sombras em batalha. Essa hora chegou, Jaemin. Iremos capturá-las e vingar meu pai.  

A voz de Jeno era firme em sua decisão, na aventura que embarcaria. Mudando toda as suas vidas.  

Toda a vida dos humanos e das Sombras mudaria a partir do momento que o caminho dos três cruzar-se-iam em meio a areia do deserto e da estrada.  

Naquela noite, Jaemin e Jeno amaram-se pela a primeira vez. Quando jovens, o máximo de seus toques eram beijos cálidos as escondidas.  

Entretanto, durante o crepúsculo, os dois banharam-se a toques e uma saudade avassaladora que os preenchia. ‘’ 

 

Renjun abriu seus olhos novamente. Jaemin o olhava parecendo saber de sua visão momentânea. O Huang sentia o corpo pegar fogo com a visão dos corpos tocando-se, da agressividade dos dois em suas lembranças.  

Pensando nisso, roubou os lábios para si. Em seguida, se afastando em busca de Jeno. Desejando-o igualmente. 

Seu corpo movendo-se rapidamente, fogoso, ondulando-se entre os dois corpos que o pressionavam. A loucura prazerosa subindo em si, deixando-o completamente louco e levando os dois humanos a beira da insanidade até sucumbirem ao prazer. Juntos.  

⊰✾⊱☬⊰✾⊱  

— Quero que vá para o meu clã comigo, Renjun. — Jeno deu voz aos seus pensamentos. Seu coração ainda estava acelerado e o corpo suado desejava um banho.  

Contudo, afastar-se da Sombra e do mercenário tornou-se extremamente difícil para si.  

Renjun o olhou surpreso, em seguida encarando Jaemin que o olhava com atenção, movendo os dedos por seu corpo em uma carícia por sua pele com a ponta dos dígitos.  

— Jeno, você é o líder de um clã humano e eu sou um príncipe das Sombras. Tenho meu clã e minha espécie. Não podemos... 

— Exatamente. Eu sou o líder, Renjun. — Jeno disse decidido. 

— E nada te fará mal comigo perto de vocês. Não deixaria nada machucá-los. — Jaemin os interrompeu, olhando os dois com seriedade.  

Renjun sorriu. Seu peito aquecido em confiança sob os dois humanos. Seu dragão os apreciava, sabia disso.  

Pela a deusa Mina, do amor, Renjun os amava. 

— Certo que eu também não deixaria nada acontecer a vocês. Mas, vocês são humanos. Nossos clãs são inimigos e meus irmãos não vão descansar até meu retorno. Eu tenho de retornar. Não vamos conseguir ficar juntos. Não assim. Não até provar a todos que as Sombras não mataram seu pai, Jeno.  

Jeno desviou os olhos dos dois, sentando-se enquanto seu corpo completamente dolorido o fazia contorcer o rosto em uma careta.  

Não gostava de tocar neste assunto. Desde que descobrira seus sentimentos conturbados e intensos pelo o príncipe das Sombras, Jeno sentia que estava traindo a alma de seu falecido pai. Assassinado pelas as mãos do clã das Sombras.  

Clã na qual um dos amores de sua vida pertencia.  

O Lee tentava ao máximo não pensar nisso. Só queria Renjun perto dele agora. 

— Não quero falar disso. — Deu voz aos seus pensamentos. 

— Mas eu quero. — Renjun disse com firmeza. Também se sentando e o olhando enfezado.  

Jeno mordeu o lábio com força, fechando os olhos com tensão antes de grunhir, se levantando. Seus pés o levando a andar nervosamente por todo o interior da caverna escura.  

— Renjun, meu pai morreu e vimos o corpo. Não foi um humano, ele foi encontrar uma Sombra naquele dia. Sabemos que isso só pode ser obra de sua... gente.  

O Huang o olhou magoado. Ainda que fosse compreensível a revolta dele. Entretanto, Renjun era um príncipe e ele sabia a verdade.  

— Jeno. — Chamou em busca da atenção daquele que desviava os olhos dos seus. 

— Hum. — Ele o olhou frio.  

— Seu pai nunca foi encontrar uma Sombra. — Renjun respondeu convicto. — Lee Sooman nunca chegou perto de meu clã, seja no dia de sua morte ou algum dia antes.  

Jeno o olhou surpreso e com os olhos estreitos, analíticos. Podia ver sinceridade na expressão da Sombra. Porém, o que ele lhe dizia era impossível.  

— Talvez você não conheça seu clã, Renjun. — Respondeu friamente. O tom acusador permanecendo ali.  

— Não confia em mim? — A Sombra questionou com os olhos estreitos.  

— Confio em você e não em seu povo! Por que eu tenho certeza que meu pai foi de encontro a um dos seus.  

— Como tem tanta certeza, Jeno? Como tem tanta raiva? Você nunca viu! 

Jeno respirou fundo, umedecendo os lábios e puxando seus fios antes de focar novamente com seriedade a Sombra. Fitando-o com mistério.  

— Por que antes de ir, ele me contou. E antes de ir, eu me ofereci a ir por ele ou com ele. Ele me contou que queria um tratado de paz e negou minha presença junto a ele. Disse que era ele quem devia fazer isso e após, ao retornar, ele me contaria algo. Iria confidenciar a mim e meu irmão. Disse-me para não confiar em ninguém enquanto ele não retornasse. Entretanto, ele nunca retornou, Renjun. E eu deveria ter ido com ele e o impedido.  

Renjun o olhou intensamente.  

— Eu confio no meu povo, Jeno. Eu sou um príncipe, eu saberia se o rei humano quisesse nos contatar. Até por que eu e meus irmãos teríamos de encontrá-lo e nunca houve uma reunião sequer sob Lee Sooman e qualquer tratado de paz.  

— Não ouve ou você não sabe, Renjun? — Jaemin questionou com uma de suas sobrancelhas arqueadas, levantando-se para juntar-se aos dois. Renjun o olhou surpreso. Em seguida, mordendo seus lábios enquanto buscava algo em sua mente.  

Não, seus irmãos o contariam.  

— Eu tenho certeza. Nosso clã nunca ouviu falar de um tratado de paz do rei.  

Jeno mirou seus olhos ao chão enquanto Jaemin pensativo, deu voz aos seus pensamentos.  

— Seja o que for, Lee Sooman ia contar aos filhos em seu retorno e ele não retornou. Alguém o silenciou. Então quem foi? Uma Sombra? Se ele ia contatar uma, talvez você só não saiba quem foi por que essa Sombra não o contou.  

 


Notas Finais


Eita galera. Quantas visões Renjun foi agraciado hein...

Essa pessoa encapuzada está presente no Trailer! Alguém lembra?
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=vdEZhVUTV5c

Agora ATENÇÃO aqui gente!
Sim, tive uma súbita inspiração para YuJae e inclusive postei uma segunda história que igualmente será long fic desse casal! A história também se passa em uma era medieval, mais especificamente no Período Edo, com a ascensão de samurais e repleta de fatos históricos. Entretanto, em uma mistura de fantasia também, trazendo a história de um tritão.

Tesouro de ídris:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/tesouro-de-idris-19311080

Trailer — Feito pela a @bossrenjun:
https://www.youtube.com/watch?v=rLtMa4IkHNE

Estou embarcando com fúria nesse mundo de fantasia mesmo!

Bom, para quem não sabe, igualmente YuJae, essa fic tem suas spin off, que se passa no mundo das Sombras e contando mais segredos dela! Não é necessário ler os dois, mas as histórias complementam-se, portanto, haverá mais compreensão para quem ler as duas.
Entre as Sombras: https://www.spiritfanfiction.com/historia/entre-as-sombras-19002682


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