História A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos - Capítulo 16


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Categorias The Legend Of Zelda
Personagens Link, Personagens Originais, Zelda
Tags Breath Of The Wild, Link, Lorule, Ocarina Of Time, Triforce, Zelda
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Palavras 3.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei que hoje ainda não é sexta-feira, mas... Essa semana precisei adiantar. (Ou era adiantar ou era atrasar). De qualquer maneira, agora vocês poderão ver no que deu o Torneio de Gladiação do Carnavaluxor neste ano.

Capítulo 16 - Festa a Máscaras


Fanfic / Fanfiction A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos - Capítulo 16 - Festa a Máscaras

A noite foi ótima. Goose não se divertia daquele jeito há muito tempo. Mesmo assim, precisou ficar longe das bebidas. Já havia visto muitos cavaleiros falarem demais sob efeito do álcool e se ele revelasse sua identidade estaria morto. Na primeira oportunidade, ele abandonou as mulheres da farra carnavaluxesca e encontrou um lugar para passar a noite. Não era estranho ver acampamentos ao ar livre em um festival daqueles. Acordou bem cedo e foi para o local dos torneios.

“E O VENCEDOR É THOR HERRERA!”, o narrador anunciou enquanto a multidão ovacionava o mulato de olhos azuis e a equipe médica socorria um Lidan Sucmel desacordado. Ao descer do ringue, Thor olhou nos olhos de Goose. Mesmo antes da última partida da semifinal contra Syla Ashib, os dois já sabiam qual seria o embate final do Torneio.

− Mas onde você se meteu à noite toda? − uma voz agressiva falou ao ouvido de Goose. Logo ele identificou a máscara de corvo. Cia havia deixado mensagens por toda a noite. E todas as mensagens foram ignoradas.

−  Um campeão deve se divertir −  ele respondeu, sem alterar a voz −  Espera um pouco. Tenho mais uma última luta.

−  Última? − ela zombou −  Já admite a derrota nas semifinais?

Goose não respondeu, apenas sorriu enquanto subia no ringue. Sua oponente era uma mulher ruiva com uma espada longa de energia. Syla era ágil. Não era surpresa ela ter sido a sobrevivente do Ringue G. No dia anterior, Goose pôde analisar seu estilo de luta. Ela não dava nenhuma abertura para seu oponente, Leof, reagir. Era impressionante. Mas uma luta por sobrevivência como foi a primeira fase das eliminatórias envolvia mais sorte e estratégia que habilidade. E uma luta contra um amador como Leof não se comparava a uma luta contra um cavaleiro.

−  Desculpa, garota −  Goose olhava nos olhos âmbar de Syla −  Não tenho tempo para brincar com você hoje. Tenho uma luta daqui a pouco.

Ela apenas rosnou antes de tentar o primeiro ataque. Syla era ágil, mas também imprudente. Sua lâmina descreveu um arco de cima para baixo. Goose defendeu com sua espada, mas a soltou em seguida. Aproveitando a inércia sobre o corpo de sua oponente, ele se posicionou atrás dela e a golpeou na cabeça com o escudo.

“LINK KAEPORA VENCEU EM MENOS DE UM MINUTO”, o narrador gritou no microfone.

Enquanto a equipe médica carregava Syla, Goose viu Cia de braços cruzados. O sorriso brotou em seu rosto no instante. A Alberona seria obrigada a reconhecê-lo de um jeito ou de outro.

−  Você não vai acabar comigo tão rápido, Link −  Thor já estava do outro lado do ringue tirando os cachos dos seus cabelos azuis.

−  Verdade −  Goose sorriu. Agora sim teria a sua luta −  Mas vou acabar com você.

O vidro da arena subiu e o narrador deu início à partida. Goose ativou sua espada de energia e ficou em guarda. Thor fez o mesmo. Por cerca de dois minutos, nenhum dos dois se moveu. Então, sem aviso prévio, eles se tornaram dois vultos se chocando. Os olhos do público mal podiam acompanhar os movimentos das espadas. Não parecia uma luta onde um deles sairia vivo. Nem Thor e nem Goose economizavam golpes. Os olhos azuis vidrados nos negros e vice-versa. Goose golpeou de baixo para cima, fazendo o braço armado de Thor se levantar. Aproveitando os centésimos de segundo, ele tentou golpeá-lo com o escudo, mas o mulato usou o próprio escudo acoplado ao braço para receber o impacto.

Thor aproveitou o impulso do golpe recebido para aumentar sua velocidade. Então, como se pudesse ignorar a gravidade, correu pelas paredes de vidro e pulou em direção a seu adversário sacando uma adaga enquanto sua espada de energia recarregava na sua cintura. Goose se defendeu com o escudo e, também colocando a sua espada na recarga, sacou a garra felina na outra mão. Thor parou o movimento enquanto a lâmina inimiga estava a centímetros do seu ombro. Sem perder tempo, deu uma joelhada na barriga do seu adversário.

A armadura de kevlar recebeu a maior parte do impacto, mas não impediu Goose de se curvar. Ele precisou se concentrar muito para evitar o reflexo de recorrer à Triforce do Poder. Então jogou o corpo para o lado milésimos de segundos antes de ter sua cabeça acertada pelo cotovelo do inimigo. O ex-cavaleiro rolou no chão e se levantou enquanto recolhia a lâmina retrátil e retomava sua espada de energia, deixando o próprio escudo no chão mesmo. Thor também pegou a sua espada e se preparou para as investidas violentas. Goose o obrigava a recuar com golpes rápidos e fortes. Thor posicionou seu escudo acoplado ao braço, mas a espada do inimigo cortou as correias e o disco metálico caiu no chão. Enquanto as espadas continuavam cruzadas, ele tentou acertar Goose com sua adaga. Mas o ex-cavaleiro usou a garra felina para defender. A adaga de Thor caiu.

O mulato não desistiu. Deu um pisão no pé de Goose, fazendo-o perder o equilíbrio por um instante. E neste instante, socou o braço armado do inimigo, fazendo a espada voar. Enquanto caía, Goose jogou sua perna para o braço armado de Thor, acertando um chute que o desarmou e o derrubou no instante. Os dois não demoraram a se levantar e se atracar de novo, mas a partida já estava definida. Goose ativou ambas as garras felinas e as colocou em posição de tesoura sobre o pescoço do seu inimigo.

−  Eu disse −  ele sorriu −  Ia acabar com você.

−  Parabéns, Link −  os olhos azuis o olhavam com ferocidade −  Agora é um Capitão da Guarda de Hylia!

O jeito de Thor pronunciar “Guarda de Hylia” o intrigou. Era o mesmo tom usado por Goose quando se referia a Halsu Wavegoat. Mas não houve muito tempo de pensar. Aquela havia sido a luta mais incrível já vista por aqueles bêbados medíocres. No final, a batalha mais intensa foi se desvencilhar da multidão após pegar o prêmio. Todos queriam saber quem era Link Kaepora, o favelado da Cidade do Castelo que agora seria o novo Capitão da Guarda de Hylia. Inclusive, ele se viu obrigado a dar autógrafo a dois jovens empolgados que se diziam ser de um continente distante. Seus nomes eram Aaron e Zack. Após dar algumas desculpas e respostas evasivas a outros fãs, Goose conseguiu seguir Cia por uma das ruelas de Ruxol.

−  Ah, não acredito nisso! A subcelebridade Link Kaepora veio ao meu encontro −  a garota com máscara de corvo ironizou −  É um sonho de carnavaluxor!

−  Pode parar com a gracinha, Cia −  ele sorria de orelha a orelha −  Eu consegui a minha entrada para a festa na Pirâmide.

−  Conseguiu. Foi desnecessário, mas devo admitir. Você fez um ótimo trabalho.

−  Desnecessário? Um ótimo trabalho? −  Goose pegou a máscara dourada e a exibiu −  Isso aqui prova que você errou. Tenho como me infiltrar na festa e minha nova posição de Capitão me permitirá a aproximação de Ma Damósis. Aprenda a confiar no meu julgamento, Cia.

Ele quase pôde imaginar os olhos púrpura se revirando atrás daquela cabeça de corvo. Mas a garota não teve tempo de formular uma resposta. O gancho de um longshot pescou a máscara dourada das mãos de Goose. A Marca da Triforce do Poder brilhou e ele pôde encontrar o ladrão. Thor Herrera corria em alta velocidade com seu prêmio em mãos.

−  Ex-guardinha desgraçado! −  ele rosnou enquanto se colocava em perseguição.

Foi inútil. Mesmo com os reflexos ampliados graças à Triforce, era impossível encontrar o ladrão no meio da multidão seguindo um daqueles trios elétricos.

−  Ah, mas que azar −  Cia fez uma voz manhosa −  seu brinquedinho foi roubado. Tem tanta gente má à solta nesse Carnavaluxor… Mas não precisa chorar, eu posso conseguir outro pra você, tá?

−  Cala a boca! −  Goose cuspiu as palavras. Seus olhos pareciam prestes a exalar uma erupção vulcânica −  Por que você não usou sua Força Luminosa pra pará-lo? Seria mais útil que ficar zoando com a minha cara agora!

−  O meu poder não é a Força Luminosa da sua namoradinha! −  Cia respondeu com a mesma agressividade, com o dedo em riste para ele −  E se eu o utilizasse aqui, nossa posição seria denunciada. Além do mais, Goose, aprenda a confiar no meu julgamento.

Dito isso, ela saiu a passos largos.

−  Vai ficar aí parado, cérebro de cabra?

Goose bufou e seguiu sua parceira rumo ao galpão de Skorpiós.

−  Zelda não é minha namorada. −  ele acrescentou, sério −  Não repita isso.

−  E não chame meu poder de Força Luminosa −  ela rebateu – Não tenho nada a ver com os Daphnes.

O carro alegórico estava pronto. O corvo gigante de olhos púrpura no alto da pirâmide parecia ansiar pelo momento de destruir o quartel. O desfile ocorreria à noite, quando também ocorreria a festa do governador. A comoção do ataque terrorista desguarneceria em parte a Pirâmide. Seria perfeito para Goose e Cia.

−  Devo te dar os parabéns, garoto −  Skorpiós sorria zombeteiro enquanto entregava uma réplica da máscara dourada a Goose −  Nunca vi um guerreiro vencer o Torneio para perder o prêmio logo depois. Foi uma proeza única!

Goose pegou a máscara e ignorou os risos dos demais. Era um trabalho magnífico. Nem dava para notar a diferença daquela para a original. Skorpiós tinha muito para se orgulhar. Ele olhou para Cia tomando água de coco. Talvez ela estivesse certa o tempo todo. O torneio foi um esforço desnecessário. “Mas se não fosse o torneio, eu não teria ouvido aquilo de Thor”, o pensamento lhe invadiu a cabeça. Thor podia ter roubado a sua máscara dourada genuína, mas não era possível esquecer o ódio na voz do ex-guarda de Hylia ao pronunciar o nome da sua antiga filiação. Além da oportunidade de eliminar o governador Ma Damósis, aquela festa lhe daria a chance de observar melhor Thor Herrera.

−  Vamos campeão −  em vez da máscara de corvo, Cia usava agora uma máscara dourada cobrindo todo o seu rosto acima das narinas. Os olhos púrpura eram escondidos por lentes escuras acopladas à máscara. O visual lhe caía bem. −  Você lutou tanto para ir a essa festinha. Não vai querer se atrasar, vai?

Goose colocou a sua própria máscara dourada e os dois pegaram carona num carro voador especializado em transportar pessoas −  um táxi. Eles pareciam um casal da alta sociedade. Goose já não usava o manto revestido de kevlar da Organização Noldor. Vestia-se agora conforme a decisão da sua companheira. Sapatos negros e brilhantes, uma calça da mesma cor com medidas mais ou menos justas, e uma camisa branca de botões. Por cima da camisa, havia uma espécie de túnica negra.

−  O nome é blazer, Goose −  Cia explicou enquanto colocava uma rosa vermelha no bolso do “blazer” dele.

Ela não usava nenhum conjunto “extravagantemente loruleano” como Goose. Mesmo assim, aquele vestido era diferente dos vistos em Hyrule. Se aproximava dos padrões twilli. O vestido era longo e justo, com um corte em um dos lados, revelando sua perna. Os ombros eram nus, mas possuía mangas compridas. Mesmo assim, por serem muito justas, elas impediam o uso de garras felinas. Goose, pelo menos, ainda possuía suas armas escondidas sob as mangas do “blazer”. A maior ironia era a cor do vestido de Cia: um púrpura vistoso.

−  Sejam bem vindos, senhores −  os guardas abriram caminho para dentro da Pirâmide ao ver o casal se aproximar com máscaras douradas.

Lá dentro, muitas outras pessoas se postavam elegantes com máscaras douradas. Os empregados também estavam impecáveis, mas suas máscaras eram prateadas.

−  Se você roubou a máscara dourada − Goose cochichou para Cia −  Poderia ter roubado uma prateada em vez dela. Chamaria menos atenção.

Um garçom passou oferecendo uma taça de limonada e Cia se serviu.

−  Talvez −  ela respondeu após um gole −  Mas não teria o mesmo estilo.

Um dos convidados conduziu Cia para uma dança. Goose aceitou uma bebida de uma garçonete de máscara prateada e subiu alguns degraus para uma galeria superior. Dali ele poderia ter uma visão melhor dos convidados −  isso além de Cia dançando com aquele homem ruivo.

−  Link Kaepora? −  uma voz feminina falou atrás de si −  O novo Capitão da Guarda de Hylia?

A dona da voz se escorou na mesma bancada de onde Goose observava os convidados no piso inferior do Salão de Festas da Pirâmide. Atrás da máscara dourada, estava uma humana de cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. Usava um vestido vermelho ainda mais chique que o de Cia.

−  O próprio −  ele levantou de leve a sua taça.

−  Nesse caso, minhas boas vindas −  ela imitou o gesto, mostrando as joias em suas mãos −  Sou a General Astrid Celeana.

Ao ouvir a patente superior, Goose deixou a taça na bancada e tomou a posição que havia visto Cia tomar diversas vezes para seus superiores. Ela havia dito o nome daquilo. “Continência”.

−  Pode relaxar −  a General riu −  Estamos numa festa.

−  Obrigado, senhora.

−  Não precisa dessa de “senhora”, Link. Pode me chamar de Astrid.

−  Certo, Astrid −  ele terminou de beber o conteúdo da sua taça −  A senho… Você é muito jovem para uma general.

−  Alguns encontram meios rápidos de subir na vida. Não é, Capitão Link Kaepora?

Goose sorriu.

−  A propósito −  ela continuou −  este caso é muito interessante. Um favelado da Cidade do Castelo se tornou um Capitão da Guarda de Hylia.

−  Eu só queria aproveitar o Carnavaluxor e vir para uma festa de luxo. A posição militar foi apenas um feliz acidente. E o torneio não é tão difícil para quem passou a vida sobrevivendo. Também tive ajuda das armas… Umas consegui no submundo, outras surrupiei de pobres derrotados na primeira fase.

−  Mas sua luta no final da fase foi excepcional! Link Kaepora contra Thor Herrera. Dois indivíduos vindos das favelas da Cidade do Castelo lutando em nível militar.

−  Agradeço o elogio, mas… O Thor não era um ex-Guarda de Hylia doido pra voltar à instituição?

−  Ah… −  Astrid riu −  Então você não sabe. Bom, por que saberia? Eu mesma me encarreguei de suprimir as informações. Ele era de uma favela também. Acabou se inscrevendo para a Guarda de Hylia e… Bem, você lutou contra o Thor. Ele é muito bom. O problema é que aquele traidor estava usando a posição para proteger a ralé de onde ele veio. Para purifica-lo, precisamos exterminar as pessoas com quem ele tinha ligação.

−  E Thor não quis largar seu antigo eu para se entregar à Hylia −  Goose fingiu ter conhecimento hildão −  Se voltou contra vocês.

−  Quem entende? Ele tinha todos os privilégios, mas resolveu abandonar tudo por causa dos seus “amigos”. Só causamos um pequeno incêndio. Ele poderia lamentar a fatalidade e seguir sua vida com uma carreira esplendorosa. Mas mesmo assim, fui benevolente. Ele era o melhor do meu pelotão. Mantive as informações do incidente em segredo e apenas o expulsei da guarda. Fico me perguntando o motivo da volta dele.

−  Ele parecia desesperado para vir à festa −  Goose resolveu revelar −  Até roubou a minha máscara dourada. Por sorte, consegui recuperá-la.

− Ah, não incomode o nosso campeão, Astrid! −  um homem envolveu os dois em um abraço. O blazer dele era branco, os cabelos alinhados eram negros grisalhos e a pele, branca. −  Devemos nos divertir. É carnavaluxor! Depois nos preocupamos com a guerra.

−  Eu só estava conhecendo meu novo colega, governador −  ela ainda dirigia o olhar a Goose −  Queria saber mais sobre o seu passado, de onde veio, se tem namorada…

−  Eu não vim de lugar nenhum −  ele riu −  Vocês ouviram. “O favelado da Cidade do Castelo”. Agora isso é apenas um passado a ser esquecido. A propósito, não tenho ninguém. Nem namorada.

−  Isso é bom saber −  Astrid deu um sorriso sedutor.

−  Aquele ali não é o Thor Herrera? −  Ma Damósis apontou para um rapaz moreno a pegar uma bebida na entrada.

−  O que aquele desgraçado está fazendo aqui? −  Goose fingiu surpresa e descontentamento.

−  Se ele foi capaz de roubar a sua máscara, deve ter conseguido roubar a máscara de outro convidado também. Nem todos chegaram.

−  Ou talvez eu esteja enganado… − o governador recuperou a fala −  Só é possível identificar alguém num bale de máscaras com uso de algumas sugestões. Eu não tinha certeza de que vocês eram Astrid e Link até vir falar com vocês.

−  Talvez eu possa sugerir algo para o nosso suposto Thor −  Astrid fez menção de descer, mas o governador ainda a segurava no abraço.

Nesse instante, um dos guardas se aproximou correndo do grupo.

−  Senhor −  ele começou a relatar a Ma Damósis −  A área próxima ao quartel está um caos. Um dos carros alegóricos do desfile está atacando.

−  O quartel está recebendo um ataque de um carro alegórico? −  o governador soltou Goose e Astrid −  Que tipo de piada é essa?

−  Piada nenhuma, senhor. Ele está munido de canhões. Além disso, tem um corvo gigante lançando raios púrpura. Talvez seja a Maldição…

−  Não existe isso de Maldição Púrpura! −  enquanto o governador falava, Goose imaginava o carro alegórico de Skorpiós atacando o quartel −  Deve ser só uma arma contrabandeada. Não conte a ninguém sobre isso, soldado. Estragaria a festa. Envie reforços e limpem essa bagunça o mais rápido possível!

Astrid terminou de beber e bateu o copo na bancada.

−  Thor Herrera na festa e um ataque no quartel? -- ela verificava seu vestido −  Quanta coincidência.

−  Comporte-se, Astrid.

−  Fique bem, governador −  ela começou a andar em direção às escadas −  Aproveite a festa. Também vou me divertir um pouco com nosso recém-chegado.

Ela desceu e Ma Damósis suspirou.

−  Essa mulher é impossível −  ele confidenciou a Goose −  Mas todos os militares o são. Você vai ficar assim também, Link?

−  Não faço a mínima ideia.

−  Você é uma figura! −  Damósis riu enquanto bebia mais um gole do seu drinque −  Você só precisa desempenhar uma boa função nessa guerra, Link. Será bem recompensado no final dela. Te dou minha garantia.

−  Um herói revelado no Carnavaluxor −  Goose sorriu −  Isso faria uma ótima propaganda para o governador de Ruxol.

−  Você é um rapaz esperto. Mas se eu conseguir mais poder, você também conseguirá. Lembre-se disso.

Goose abriu a boca para responder quando gritos interromperam a conversa. Lá embaixo, Astrid jazia no chão enquanto Thor exibia uma espada de energia recém-ativada.

−  Como ele conseguiu entrar com isso aqui dentro? −  Ma Damósis estava perplexo.

−  Esconder armas de poderosos arrogantes não é difícil −  Goose cravou a lâmina das garras felinas nas costas do seu alvo. A atitude de Thor o obrigou a agir rápido. Ele torcia para a maior parte da guarnição ter ido lidar com o carro de Skorpiós.

O governador caiu da galeria superior, aumentando o tumulto. Thor lutava contra quatro guardas e usava duas espadas de energia. “Merda”, Goose pensou enquanto corria em direção ao seu ex-adversário. Ainda com as garras felinas à mostra, cortou a jugular de um dos guardas e tomou sua espada. Usando técnicas dignas de um Cavaleiro de Hyrule, conseguiu se juntar a Thor.

− O que você está fazendo aqui, Link? −  ele perguntou.

−  Rebato a pergunta, Thor −  Goose já tinha rasgos em sua roupa. Aquele conjunto não era nada apropriado para o combate −  E meu nome é Goose.

Alguns convidados estavam se juntando aos guardas restantes para eliminar os dois terroristas. A dupla não teria chances. Goose estava quase recorrendo à Triforce do Poder quando uma das mulheres naquele salão começou a exalar um brilho arroxeado de seus olhos e mãos.

−  A MALDIÇÃO PÚRPURA! −  alguém gritou, fazendo a maioria se aglomerar para sair da Pirâmide. O pânico era nítido na expressão das pessoas.

A máscara dourada de Cia se quebrou e uma explosão de energia arroxeada aconteceu. Quando Goose voltou a enxergar, apenas Cia, Thor e ele próprio continuavam de pé.

−  MAS O QUÊ? −  Thor deixou as espadas de energia caírem.

Goose correu e segurou sua companheira antes que seu corpo caísse no chão. Ele nunca havia visto algo como aquilo. Nem mesmo com Zelda. Mas o motivo era claro: era muito arriscado para o usuário. Cia estava inconsciente.

−  Precisamos sair daqui agora! −  Goose gritou enquanto pegava a demisian de cabelos brancos no colo −  Se mais reforços chegarem, não temos como nos defender.

−  Certo. Eu tenho um plano de escape!

Thor começou a correr e Goose o seguiu. Era difícil acompanhá-lo segurando o peso de uma mulher desmaiada, mas ele fazia o seu melhor. Na primeira oportunidade, roubaram um carro voador aproveitando o caos em Ruxol.

−  Vocês são da Organização Noldor? −  o mulato de olhos azuis perguntou enquanto dirigia.

−  Você atrapalhou nosso plano! Era para ser um assassinato discreto.

−  Tá, tá legal… Mas conseguimos fugir graças à sua amiga amaldiçoada.

−  Ainda não estamos seguros.

Thor respondeu apenas com um sorriso. O carro voador saiu da cidade e os levou até um hangar elevado no deserto. Goose pegou Cia e saiu do carro, se deparando com um veículo estranho. Parecia um navio, mas em vez de velas, possuía uma bola flutuante. O “navio aéreo” estava preso por cordas.

−  O que é isso? −  ele estacou.

−  Não é o melhor zeppelin do mundo, mas é o que deu pra conseguir depois de uns serviços −  Thor se apressava para entrar no seu “zeppelin” −  Isso, Li… Quero dizer, Goose, é a nossa passagem para a liberdade.

 


Notas Finais


GLOSSÁRIO FONÉTICO
Eu acho que já expliquei todas as pronúncias duvidosas até o momento. Se tiverem dúvidas, me avisem nos comentários.
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AGORA O BICHO PEGOU, HEIN?!
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RECOMENDAÇÕES

Mais um conto (one-shot) meu, desta vez arriscando no romance. Pedro Gonçalves, um estudante do Bacharelado em Violino pela UFMG, conhece por acaso Elisa Martins, por quem começa a se apaixonar. O problema é que apesar dos seus caminhos terem se cruzado brevemente, eles seguirão por direções opostas. A realidade faz com que Pedro enfrente uma nova tempestade. https://www.spiritfanfiction.com/historia/tempestade-10288855

Uma das melhores longfics da categoria, "O Último Descendente de Naruto" conta a história da oitava geração da família Uzumaki, acompanhando Jhoruto. Se vocês querem saber o que acontece com o Jhorutão após a Queda do Mundo Ninja, leiam esta história do @Alexhistories https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-ultimo-descendente-de-naruto-5597834


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