História A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos - Capítulo 24


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Categorias The Legend Of Zelda
Personagens Link, Personagens Originais, Zelda
Tags Breath Of The Wild, Link, Lorule, Ocarina Of Time, Triforce, Zelda
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Palavras 3.503
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu disse no capítulo 22 que aquele era um dos meus favoritos. Bom... Eu tinha me esquecido. Gosto ainda mais do capítulo 24. Hehe. Aproveitem a leitura.

Capítulo 24 - O Derradeiro dia da Revolução Demisian


Fanfic / Fanfiction A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos - Capítulo 24 - O Derradeiro dia da Revolução Demisian

A imagem do sangue escorrendo pela boca de Andressa não saía da mente de Goose. Eles eram inimigos declarados, mas a atitude dela não era como os outros. Andressa não possuía a aparente superioridade étnica dos Daphnes, nem o fanatismo cego dos Avalon. Nada da arrogância de Ma Damósis, e nada dos abusos autoritários de Fer Winter. Andressa Helm era uma romântica, e isso era refletido na Ilha da Tartaruga. Ela morreu por pura lealdade. Mesmo com ideais semelhantes aos de Goose, a Almirante Marine não traiu Lana Daphnes.

−  Sei o que vai dizer −  Goose percebeu Cia se juntando a ele no parapeito do fly boat −  Eu deveria ter confiado no seu julgamento. Ir à Tortois I foi um erro.

−  Todos cometemos erros −  ela respondeu −  eu errei em relação ao Thor, mas seu passado como pirata permitiu a ele cobrar favores do capitão flibusteiro. E aqui estamos. Além do mais, graças a você, Leah foi avistada dando ordens a marines na Pata Esquerda Inferior. Eu também resolvi dar uma passeada depois que vocês me deixaram sozinha. Então descobri tudo. Goose Noldor foi o primeiro e último erro de Andressa Helm.

−  Ela era uma boa pessoa.

Cia pousou sua mão sobre a de Goose e não desviou o olhar.

−  Quando eu tinha doze anos −  começou a contar −  estava treinando na Vila Lana para a Organização Noldor. Tinha lá um padeiro muito simpático. Ele não ligava para a cor dos meus olhos e sempre me dava doces quando eu passava por sua padaria. Ele tinha uma esposa amável e um filhinho de cinco anos. O nome dele é Tidus. Era Tidus. Ele me viu treinando com meu poder certa vez. Ficou aterrorizado. Eu tentei explicar, mas ele me chamou de aberração, Maldição Púrpura. Ele ameaçou me denunciar aos guardas. Tive de atravessar nele a minha espada de energia.

Goose olhou para sua parceira. Podia sentir a dor em sua voz e ver a luta das lágrimas para não caírem.

−  Eu contei o ocorrido a Salazar depois −  Cia continuou −  Ele tomou as devidas providências. Sua esposa, Yuna, e seu filho, Sora, nunca descobriram o verdadeiro motivo da sua morte. Eu chorava todas as noites. Tidus era uma pessoa boa, mas tive de matá-lo por aquele único momento de desespero. Então Salazar me explicou uma coisa. Esse negócio de pessoas boas e pessoas ruins não é algo absoluto. Todos são pessoas. Eu quem considerava Tidus uma boa pessoa, mas se eu não o matasse, ele me entregaria à execução. Isso é um fato. A única coisa a fazer agora é lutar por uma Lorule onde padeiros gentis não precisem temer crianças. −  ela apertou a mão de Goose sobre o parapeito −  Andressa era uma boa pessoa para você, Goose. Mas como você não se aliou à Lana Daphnes, ela te mataria. Lute por uma Lorule onde amigos não precisem se matar por estarem em lados opostos.

Goose respondeu ao aperto e sorriu para Cia.

−  Salazar foi um pai e tanto para você, não foi? −  ele falou.

Cia ruborizou. Goose nunca havia visto ela corar.

−  O melhor que alguém poderia ter. −  ela respondeu −  Nunca pudemos ter uma vida tranquila, mas esse dia está próximo.

−  Sim. Iniciaremos a guerra que dará fim à todas as guerras. Mas esta será uma guerra-relâmpago. Logo você vai jogar fora a sua máscara e exibir seus olhos para todos em Lorule e em Hyrule.

Fazendo jus ao seu nome, o fly boat chegou à costa antes da Marinha Loruleana localizá-los. O trio se movimentou nas sombras e conseguiu roubar um carro voador para a Vila Lana. Foram recebidos como heróis. As armas da Montanha de Gelo já chegavam. Boa parte do Exército Loruleano já havia se deslocado para Ruxol e para as outras localidades onde assassinos da Organização haviam agido. Além disso, a Marinha estava desorganizada após a recente perda de sua almirante.

−  A Rainha não faz a mínima ideia da nossa estratégia −  Ava falou durante a reunião do Conselho −  A Revolução Demisian para eles é apenas uma série de assassinatos tumultuosos. Não esperam nenhum ataque massivo. A Guarda de Hylia se prepara para impedir o assassinato da Rainha, mas não estão preparados para o nosso dia D. Amanhã todos os membros da Organização invadirão a Cidade do Castelo. O fim da Dinastia Daphnes está próprio.

Também negociaram a iniciação de Thor Herrera naquela noite. Sob a intercessão de Goose e Cia, Salazar aceitou o ex-guarda de Hylia. Mas a cerimônia seria diferente. Ele o faria em seu batismo de fogo, lutando no dia seguinte. Os três ficariam no Esquadrão Fantasma, liderado pelo próprio Salazar Vanitas. Enquanto as forças principais estariam concentradas no teatro de operações, no centro da cidade, os Fantasmas se infiltrariam na base da Guarda de Hylia. O objetivo dos cinquenta escolhidos era procurar a Obsidiana Blade para Goose e, se possível, eliminar o General Ravio, Comandante da Guarda. Deveriam aniquilar também a Rainha Lana Daphnes.

Apesar dos preparativos, naquela noite eles festejaram. Ava não participou da festa, mas Cia pôde matar a saudade de Salazar. Goose viu os dois dançarem no salão improvisado para a festa. Mas ainda não estava no clima para isso. Resolveu sair do salão e observar as estrelas de Lorule.

−  Como se sente, Goose? −  Thor se juntou a ele com duas taças de vinho −  Finalmente vai voltar pra casa.

−  Eu não tenho casa ainda −  Goose pegou uma das taças −  Mas e você? Já faz algum tempo, não é?

−  É. Não vou à Cidade do Castelo há três anos. E dessa vez, livrarei minha cidade da nojenta Guarda de Hylia.

−  Tem alguém por lá?

−  Não −  Thor entornou o restante do vinho −  Não sobrou ninguém. Na verdade, eu não esperava sobreviver depois de assassinar a General Astrid. Quais eram as chances de conhecer dois noldors e conseguir escapar de volta ao meu zeppelin?

−  Nunca acreditei ser merecedor de bênçãos ou de sorte, mas não tenho outra explicação para o nosso encontro. Se não fosse suas habilidades piratas, não sei se estaríamos aqui.

−  Com certeza estariam. Você e Cia são dois sobreviventes, assim como eu. Aliás, não pude deixar de perceber seu estado. Não pensei que aquela mulher te impactaria tanto em duas noites.

−  Eu também fui pego de surpresa. Acho que aqueles olhos verdes me hipnotizaram com a possibilidade de “encontrar algum tesouro”. Não há tesouros para gente como eu.

−  Talvez haja, e talvez o seu tesouro esteja debaixo do seu nariz.

−  Está falando da Cia? −  Goose riu −  Ela já tem um tesouro. Um que eu jamais terei.

Os dois se viraram e, através da porta, viram a demisian de olhos púrpura rir com o Lorde Vanitas. Eles exalavam felicidade pura.

−  Meu destino é enfrentar monstros −  Goose concluiu −  e começarei amanhã.

A invasão da Cidade do Castelo começou bem cedo, antes do amanhecer. Embora tivessem sido pegos de surpresa, a Guarda de Hylia conseguiu segurar bem o ataque da Organização no Distrito Leste. No Distrito Central, um regimento de cinquenta supostos guardas de Hylia escoltavam Cia acorrentada. Goose sentia-se ridículo vestido com aquele elmo de pássaro, mas era impossível não rir dos seus inimigos comemorando a captura da Maldição Púrpura. A estratégia do Esquadrão Fantasma estava funcionando da forma mais perfeita possível.

−  Tudo começou aqui −  ele sussurrou para Cia enquanto passava na Praça Central, o lugar onde a Obsidiana Blade o trouxe no seu primeiro dia em Hyrule.

−  Quantas lembranças, Cérebro de Cabra −  ela ainda mantinha a cabeça baixa para não estragar o disfarce, mas Goose podia imaginá-la sorrindo.

Logo chegaram ao Quartel Principal da Guarda de Hylia. Devido às batalhas do dia, havia muita movimentação de soldados tanto saindo como entrando. “É como Thor disse”, Goose pensou, “eles são tão arrogantes que os sentinelas nem perceberam nada de errado conosco”. A maior parte dos soldados havia se deslocado para o embate no Distrito Leste. Fora os sentinelas, apenas os comandantes e as poucas equipes de reação e de guarda de presos continuavam no quartel.

− Auto! −  após chegarem próximo a entrada do prédio principal, um capitão gritou para o regimento.

Eles pararam em posição de sentido, exceto Goose e Thor, que estavam segurando a “prisioneira”. Os sentinelas nas muralhas voltaram sua atenção para eles. Estavam próximos a uma estátua de ouro de Hylia. Goose riu ao perceber a óbvia ascendência dos Daphnes. Aquela mulher nebulosa era idêntica à Zelda.

−  Todo louvor a Hylia. −  Salazar tomou a frente do pelotão.

−  E vida longa à Rainha Daphnes −  o capitão respondeu −  Quem vocês trazem e sob quais ordens?

−  Capturamos a Maldição Púrpura nos limites de sua energia. Vamos levá-la ao General Ravio.

−  Passe-a para mim, tenente −  o capitão estendeu a mão −  Me encarregarei de entregar a aberração ao General.

−  Não, senhor. Entregarei a prisioneira pessoalmente. Havia traidores no nosso quartel na Floresta Calvária. O mesmo pode ter acontecido aqui na Cidade do Castelo.

−  E quem garante que vocês não são os traidores?

Faíscas pareciam sair dos olhos do capitão e de Salazar. Todos o Esquadrão Fantasma já se preparava para iniciar a ofensiva.

−  Vai se voltar contra um dos seus, capitão? −  Salazar provocou.

−  Caipiras não fazem falta nas nossas fileiras. −  ao sinal do capitão da guarda, os sentinelas nas muralhas prepararam suas balestras e a equipe de reação se preparou para atacar.

−  FANTASMA, TESTUDA! −  Salazar Vanitas anunciou a formação de batalha.

Em poucos segundos, os cinquenta do esquadrão se posicionaram de forma a fazer um casco com seus escudos. Uma das flechas da balestra acertou um soldado da Organização, mas logo o corpo do baixado foi lançado fora e outro tomou o seu lugar.

−  Agora começou −  os olhos de Cia brilhavam enquanto ela soltava as correntes e se armava.

−  SEU SACRIFÍCIO ESTARÁ GRAVADO NA HISTÓRIA DE LORULE −  Salazar gritou −  ESTA É A NOSSA DERRADEIRA BATALHA! LUTEM COM SUAS VIDAS!

De dentro da formação testuda, o Esquadrão Fantasma defendia e rebatia todas as flechas vindas dos sentinelas nas muralhas e do grupo de reação. Os besteiros dentro da formação também retribuíram os tiros enquanto se aproximavam das forças terrestres.

−  DISPERSAR! −  Salazar gritou quando estavam próximos o bastante dos inimigos em solo e longe da mira de precisão dos sentinelas na muralha.

Em segundos, o brilho das espadas de energia tomou o local. Os corpos sem vida não demoraram a cair. Havia baixas da Organização Noldor, mas muitas mais da Guarda de Hylia

−  NÃO TEMAM! −  um capitão da Guarda gritou −  HYLIA ESTÁ DO NOSSO LADO.

Goose olhou para trás enquanto deixava um inimigo cair, vítima da sua garra felina. A estátua dourada de Hylia se postava imponente. Com seus reflexos hiper apurados, desviou de flechas e lâminas, e chutou um escudo de algum soldado para pegar impulso. Sacando sua espada no ar, decapitou a deusa. Quando a cabeça de ouro quicou no chão, Goose enxergou o terror nos olhos de cada guarda de Hylia ali presente.

−  Hylia não está com ninguém −  ele vociferou enquanto a Marca da Triforce do Poder atingia seu brilho máximo.

O movimento dos inimigos ficou previsível demais para ele. Desviou de um golpe inimigo, usou a garra felina para cortar a jugular de outro, deixou a estocada da espada inimiga atravessar e acertar outro dos guardas de Hylia. Com a garra felina, cortou a nuca de outro e usou o corpo inerte como escudo humano para defender-se de dardos. Sua visão estava tomada pela Triforce do Poder. Quase todos eram lentos ante o frenesi de Goose Noldor. Cia era a única a acompanhá-lo naquela dança mortal. Três flechas explosivas foram atiradas contra Goose. Com a espada de energia, ele desviou as três. Antes que as pontas piscantes se explodissem, o poder roxo de Cia empurrou os projéteis para as muralhas, onde os sentinelas se postavam.

O brilho dourado da Triforce do Poder. Os olhos púrpura da princesa amaldiçoada. A cabeça de Hylia no chão e manchada com o sangue dos seus guardas. Todos os soldados de Lana Daphnes experimentaram um terror jamais sentido por ninguém ali.

−  CIA, GOOSE! −  os dois seguiram a voz de Thor até a porta do prédio −  VAMOS PROSSEGUIR.

A batalha no pátio do quartel estava longe de acabar. Mais guardas de Hylia apareciam de todos os lados. A patrulha do lado de fora já voltava para prestar reforços. Mas eles não podiam gastar suas energias ali fora. Deveriam confiar no valor do restante do Esquadrão Fantasma. Então correram com Salazar e Thor para os corredores, deixando todos os outros para trás.

−  Ainda se lembra da localização do arsenal principal? −  Salazar perguntou enquanto corriam, dentro do prédio.

−  Quando se faxina um prédio inteiro várias vezes −  Thor se interrompeu para atirar em um solado inimigo desavisado com sua mini-balestra acoplada ao braço −  A gente acaba decorando a planta inteira. Com certeza levaram a Obsidiana Blade para o arsenal atrás da sala de combate.

Após uma série interminável de corredores e um rastro de corpos de guardas azarados, os quatro encontraram um salão amplo. A julgar pelos alvos afixados nas paredes, os sacos de pancada pendurados, e os bonecos de esgrima, aquela era a sala de treinamento de combate. Mas não seria tão fácil passar por ali.

O inimigo não usava uma armadura de kevlar. Aquilo era metal massivo. Era maior que os brutamontes do Torneio de Gladiação em Ruxol. Haviam balestras automatizadas em ambos os ombros. Duas espadas de energia gigantescas eram empunhadas por aquele guerreiro com elmo de coelho. Ele mais se parecia um autômato. Uma versão incrementada dos Iron Knuckles gerudo.

−  General Ravio −  Salazar Vanitas deu o primeiro passo, não mais escondido sobre o elmo da Guarda de Hylia. Sua face negra e olhos de ébano estavam à mostra −  A arma hylian.

−  Então resolveu sair das Sombras, Lorde Vanitas −  a voz era grave e metálica, como a de um monstro −  Terei o prazer de ver a luz se extinguir dos seus olhos no derradeiro dia da Revolução Demisian.

Goose avançou como um raio, mas o peso da armadura de Ravio dava apenas uma ilusão de lentidão. O General Coelho defendia todas as investidas. Depois disso, lançou um golpe lateral que fez o Noldor voar para o lugar de onde veio. Mesmo com a capacidade da Triforce do Poder, não conseguia causar danos. Ravio não estava com armas fajutas da recém-tomada Companhia Winter.

O Comandante da Guarda lançou duas flechas colossais na direção deles com suas balestras nos ombros. Cia usou seu poder para desviá-las e destruiu as armas à distância do coelho.

−  Muito bom, Cia −  Salazar elogiou −  Mas posso dar conta dele. Poupe sua energia. A batalha está longe de acabar.

O Vanitas cortou a corrente de um saco de pancadas e, com um soco revestido por sua manopla, o lançou contra Ravio. O inimigo usou suas espadas de energia para cortar o projétil, criando uma nuvem de areia. Enquanto Salazar surgia para um duelo de esgrima contra aquele coelho monstruoso, Thor mirou uma flecha explosiva na junta da mão esquerda da armadura. Mas mesmo sem uma das mãos, o General ainda lutava bem com sua única espada colossal. Goose tentou atacar outra vez, mas foi recebido com um golpe vindo das orelhas do elmo coelhístico.

−  CONTINUEM A BUSCA −  Salazar gritou. Ele mostrou uma força sobrenatural. Aparava todas as investidas sem recuar. Todos se impressionaram com o poder do Vanitas −  EU QUERO PODER ME SOLTAR COM ESTE AQUI!

Goose olhou para o brilho nas manoplas do Vanitas e assentiu. Ravio não pôde impedir o trio de adentrar o arsenal. Todo o complexo ouviu o som gutural do seu grito de frustração.

Fileiras e fileiras de estantes com armas se mostravam ali. Mas ao fundo, uma delas era exposta em destaque. Punho prateado, e lâmina dentada negra com um brilho avermelhado. Agora o entalhe da Triforce invertida fazia sentido na Obsidiana Blade. Era a outrora Triforce Loruleana. Aquela espada, a contraparte da Master Sword, chamava por Goose. E agora estava bem à sua frente.

−  Invasão de propriedade real é punida com a morte −  uma mulher surgiu de entre as prateleiras −  E tudo aqui me pertence.

Ela estava com armadura de kevlar completa, mas muito mais ornamentada, roxa e com o brasão de Lorule. Os cabelos azuis estavam soltos, emoldurados apenas com uma coroa de ouro em sua cabeça. Não havia garras felinas, balestras, ou qualquer outra arma convencional. Mas a julgar por aqueles cruéis olhos púrpura, o cetro real não era inofensivo.

−  Lana −  Cia rosnou.

−  Rainha Lana pra você, irmãzinha. Por que não se curva e implora por sua vida miserável? Talvez eu demonstre misericórdia pela consideração do nosso sangue compartilhado e te deixe viver nas masmorras.

Goose não segurou o riso. A gargalhada ecoou por todo o arsenal.

− Entendo o porquê de você não querer ser uma Daphnes, Cia −  ele recuperou o ar −  São todos idiotas. Não percebe a sua desvantagem aqui, Rainha? Vossa Majestade deveria estar nos implorando por sua vida.

− Talvez você que não tenha percebido a sua desvantagem. −  Lana sorriu −   Conheça o poder do Cetro de Hilda.

Ela bateu o artefato no chão e várias armas voaram de suas prateleiras para atacá-lo. Espadas, flechas, khopesh… Estavam atacando Goose e Thor por todos os lados enquanto brilhavam. Aquele cetro carregava a Força Luminosa dos Daphnes. Mesmo com a Triforce do Poder, era difícil se defender e ajudar Thor. Seu amigo humano já havia caído com uma flecha fincada na perna.

−  Preocupe-se com sua proteção, Lana −  Cia falou.

O ataque das armas do arsenal diminuiu. Uma explosão púrpura de armas de energia forçou a Lana para concentrar seu poder em refrear a ofensiva de Cia. Goose aproveitou a batalha superpoderosa das duas irmãs para prestar os primeiros socorros a Thor. Retirava a flecha e improvisou uma bandagem para conter a hemorragia.

−  A Obs… Obsidiana Blade… Por que ninguém a usa? −  Thor perguntou, com dificuldade.

Goose tornou sua atenção à Cia e Lana. Luzes brancas e púrpuras se chocavam. Armas controladas por elas travavam batalhas no ar. As duas suavam, usavam tudo ao seu redor, se esforçavam para não desmaiar. Mas nenhuma delas fez a Espada de Demise sair do seu lugar.

−  Só Noldor e Vanitas podem usá-las −  Goose respondeu, lembrando-se da explicação de Cia nos seus primeiros dias em Lorule.

−  Mas… Aquele poder púrpura é estranho, não é?

Goose olhou para Thor. O mulato não tirava os olhos da batalha de “Forças Luminosas”. Aquele questionamento era compartilhado entre os dois. Embora a mecânica do poder de Cia fosse semelhante ao poder de Zelda e ao poder concentrado no Cetro de Hilda usado por Lana, havia algo de diferente.

−  A OBSIDIANA BLADE, CIA −  Goose gritou.

Com um movimento rápido, a garota de cabelos platinados puxou a espada de Demise com o seu poder. A lâmina dentada veio girando até cortar ao meio o cetro de Lana e parar nas mãos de Goose. Um clarão branco tomou o local por um instante, então todas as armas caíram. Quando os olhos de Goose e Thor retomaram a visão, Cia enterrava sua garra felina no coração da irmã. O corpo da outrora Rainha de Lorule caiu no chão com um som oco.

−  Salazar precisa de nós agora −  os olhos púrpura de Cia ainda estavam acesos.

Goose olhou para a espada em suas mãos. Ela havia conseguido manipulá-la. “Como?”, pensou, “Salazar, Ava e eu deveríamos ser os únicos”. Mas ao perceber a lentidão dos movimentos de Cia e sua tremedeira, deixou os questionamentos para outra hora. Apoiou Thor em um dos seus ombros, e Cia em outro. Assim puderam voltar para a sala de combate.

Salazar tinha muitos cortes feios. Uma das suas orelhas havia sido arrancada. Sangue escorria por sua roupa. Mas a armadura de Ravio estava desmantelada. Agora era apenas o soldado dentro dela, um jovem de cabelos roxos. O trio chegou a tempo de ver o General da Guarda de Hylia cair com uma espada de energia atravessando seu peito.

−  O derradeiro dia da Revolução Demisian −  Thor comentou, em comemoração à vitória.

Mas graças a Triforce do Poder, Goose viu algo que dispensou qualquer comemoração. Largou Thor e Cia, tentou correr, mas estava longe demais para isso.

−  NÃO! −  Cia gritou quando a flecha lançada por Ravio no último momento atravessou o coração de Salazar Vanitas.

Com as forças tiradas do desespero, ela correu para o corpo caído do seu mestre, seu pai adotivo. Não acreditava naquilo. Goose conseguiu ouvir as últimas palavras dele:

−  Vencemos. Viva bem, Lady Vanitas.

 


Notas Finais


RECOMENDAÇÕES

Mais um conto (one-shot) meu, desta vez arriscando no romance. Pedro Gonçalves, um estudante do Bacharelado em Violino pela UFMG, conhece por acaso Elisa Martins, por quem começa a se apaixonar. O problema é que apesar dos seus caminhos terem se cruzado brevemente, eles seguirão por direções opostas. A realidade faz com que Pedro enfrente uma nova tempestade. https://www.spiritfanfiction.com/historia/tempestade-10288855

Uma das melhores longfics da categoria, "O Último Descendente de Naruto" conta a história da oitava geração da família Uzumaki, acompanhando Jhoruto. Se vocês querem saber o que acontece com o Jhorutão após a Queda do Mundo Ninja, leiam esta história do @Alexhistories https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-ultimo-descendente-de-naruto-5597834


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