História A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos - Capítulo 28


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Categorias The Legend Of Zelda
Personagens Link, Personagens Originais, Zelda
Tags Breath Of The Wild, Link, Lorule, Ocarina Of Time, Triforce, Zelda
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Palavras 2.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, galera. Hoje não é dia de postar capítulo, então por que esse aqui saiu? Bem.... É uma comemoração! Eu terminei de escrever esta história: "A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos". Estou muitíssimo feliz. Por isso, resolvi adiantar este capítulo do Goose para vocês.
Apesar da história já estar pronta, nem todos os capítulos estão revisados. O último capítulo revisado é este aqui, "Tempestade de Holodrum". Então as postagens continuarão semanais. Quinta-feira voltaremos à nossa programação normal. No mais... Boa leitura ;)

Capítulo 28 - Tempestade em Holodrum


Fanfic / Fanfiction A Lenda de Link II: O Senhor de Dois Mundos - Capítulo 28 - Tempestade em Holodrum

Pela manhã, Goose e Cia se teletransportaram para o mundo de Hyrule com um carro voador. Goose tomou o cuidado de levar o carro para uma clareira que tivesse alguma trilha ampla para sair daquela floresta. O carro faria toda a diferença para os seus objetivos. Nenhum cavalo poderia viajar com a velocidade de um carro loruleano com aquela tecnologia antigravitacional.

−  Estou longe há muito tempo. −  Goose falou para Cia −   Tem uma cidade aqui perto. Horon, a capital de um país chamado Holodrum. Podemos conseguir algumas informações sobre o estado de Lorule lá.

−  Certo! −  Cia respondeu, atenta no banco do carona do carro.

−  Bom… Não é longe, então podemos ir a pé.

−  Ah… Ok.

Ela saiu do carro logo em seguida para ajudar Goose a preparar uma camuflagem para o veículo. Aquela tecnologia não existia naquele mundo, então chamaria muita atenção. Logo os dois se puseram a caminhar para Horon.

Goose não usava mais a armadura de cavaleiro que usava meses atrás, quando encontrou a Obsidiana Blade. Agora trajava as vestes negras de kevlar da Organização Noldor. O equipamento também era loruleano. Garras felinas nos braços, um escudo retrátil, e a Espada de Demise embainhada. Cia também se via abandonada das vestes reais. Usava o seu habitual traje da organização, com as garras felinas, com sua balestra e flechas, e espadas de energia. A única arma dissonante do equipamento loruleano era uma espada curta de aço embainhada em sua cintura. Mas seria necessária em Hyrule. Ali não havia como recarregar as espadas de energia. Quando estas se esgotassem, Cia apelaria para o metal puro.

Horon era uma cidade bonita e movimentada.  Quando alcançaram o mercado, quase não conseguiam dar dois passos sem se esbarrar em alguém. Goose não segurou o riso ao ver a expressão surpresa de Cia quando esbarrou em um goron pela primeira vez. Em Lorule ela nunca tinha visto os homens de pedra. Os mercadores não paravam de assediá-los oferecendo seus mais variados produtos.

−  Tenta desfazer essa cara de turista −  Goose falou para Cia − os comerciantes já enxergam um alvo no seu rosto.

−  Se você não conseguiu agir naturalmente na minha terra, não espere essa façanha vinda de mim.

−  Eu não tinha cara de turista!

−  Fala sério, Goose. −  Cia revirou os olhos −  Você nem sabia mexer num celular.

Os dois riram e continuaram andando. Logo saíram do mercado e da aglomeração de pessoas.

−  Então? Quem estamos procurando aqui? −  Cia quebrou o silêncio −  Não estamos em Hyrule.

−  Estamos no mesmo mundo onde Hyrule se situa, mas não no mesmo país. −  Goose confirmou.

−  Eu não imaginava que você teria conhecidos fora do seu país. Qual tipo de amigos Goose teria em Holodrum?

−  É do tipo inexistente. −  ele respondeu −  Não conheço ninguém em Holodrum. Estamos indo para uma redação jornalística próximo ao Palácio Ruul. Ela é especializada em política internacional.

−  Redações jornalísticas próximo ao Palácio? Este reino é mesmo estranho. Eu nunca deixaria algo assim acontecer em Lorule. Repórteres são irritantes. Fazem perguntas demais. Com certeza os quero longe da minha casa.

−  Apesar do nome, ninguém mora no Palácio Ruul. −  Goose explicou, com um sorriso. Era muito divertido ter as posições invertidas. Agora ela é quem estava num mundo novo −  E Holodrum não é um reino. Aqui as pessoas escolhem seus governantes de tempos em tempos. Então o Palácio é apenas um local de trabalho para os parlamentares. Perfeito para as redações jornalísticas. Elas ficam sabendo das mudanças políticas e podem noticiar a todos com muita rapidez. Bom, não com tanta rapidez quanto as pedras da fofoca sheikah ou os celulares loruleanos, mas…

Cia assentiu com um sorriso.

A movimentação dos soldados denunciou a identidade do prédio à frente deles. O Palácio de Ruul não parecia um “palácio”. Era grande e vistoso, mas não tinha torres ou outros símbolos de poder real. Cia percebeu que até a fachada da sede governamental de Holodrum esbanjava democracia. Mas a dupla não gastou muito tempo admirando a construção. Goose não demorou a encontrar seu destino: Entraram no Tingle Diário. O primeiro andar da redação era uma loja ampla com várias estantes repletas de jornais e revistas.

−  O tempo fechou de uma vez, não é? −  um atendente com uniforme verde interpelou os dois, apontando as roupas compridas deles −  As pessoas tendem a ignorar isso, mas eu também gosto de estar preparado para uma tempestade. Até trouxe minhas coisas caso eu tenha de dormir no trabalho hoje.

−  Pois é −  Goose tomou a dianteira da conversa −  Estamos viajando há alguns dias e, quando vimos as nuvens negras tomarem o céu, também tomamos precauções. Essas capas devem conseguir nos proteger.

O atendente sorriu. Viajantes armados com espadas eram comuns por ali.

−  Então, em que posso ajudá-los?

−  Somos de Hyrule e há meses não temos notícias de lá.

−  NÃO SABEM O QUE TEM ACONTECIDO EM HYRULE? −  o atendente bateu com as duas mãos no rosto−  Uau, onde vocês estavam?

−  É difícil receber notícias nas Ilhas do Grande Mar −  Goose explicou.

−  Ok, venham comigo.

Enquanto pegava todas as edições sobre Hyrule dos últimos três meses, o atendente do Tingle Diário contava as notícias principais. Os Koruyuculari, depois de quase um ano inativos, voltaram a cometer pequenos delitos e sabotagens para prejudicar a Cidade do Oásis. Não era nada muito grande, mas haviam muitas especulações sobre uma possível revolução liderada por Venkar Al Draco. Goose viu Cia sorrir ao ouvir isso. Ela parecia atrair revoluções. A notícia era boa. Se os gerudo se voltassem contra Dara Farshid, eles só precisariam se preocupar com Halsu e mais ninguém.

−  Agora a notícia mais estrambólica. Deve ser a coisa mais louca em Hyrule desde a morte da Rainha Estela! −  o atendente anunciou enquanto cobrava vinte rupees pela papelada vendida −  O Bar Pote Quebrado na Vila Kakariko deu a maior festa universitária da história, distribuindo duas carroças de hidromel grátis.

−  E o que tem isso? −  Goose perguntou com rispidez. Falar da morte da Rainha Estela remetia a morte de sua mãe, Ravenna Wavegoat. Esse era um assunto delicado.

−  Na mesma noite, uma explosão misteriosa destruiu o Templo da Sombra!

Goose parou por um instante. Essa sim era uma notícia interessante. “Com certeza tem algum dedo do meu pai nisso”, ele pensou, “Impa e Harkinian estavam lá dentro. O desabamento deve tê-los matado”. Mas então se lembrou da festa do Pote Quebrado na mesma noite. Os administradores do bar eram ex-Cavaleiros de Hyrule, Heslian e Waldry. Goose se lembrava deles na Academia. Eram amigos de Link. Não fazia sentido eles estarem envolvidos num estratagema para eliminar os Manteufell.

Seus pensamentos foram interrompidos por Cia. Sem aviso prévio, ela correu para a porta do estabelecimento. Goose não hesitou em segui-la. Os olhos dela brilhavam como os de uma criança a receber presentes.

−  Eu vi um sheikah! −  ela sussurrou, tentando controlar a empolgação logo em seguida.

Mas Goose não estava preocupado com o deslumbramento de Cia perante a um mundo novo. Mantendo o brilho da Marca da Triforce baixo, aguçou sua visão para olhar o cavalo negro que galopava metros à frente. Montado nele, estava um homem grande, com orelhas pontudas, e cabelos platinados amarrados em um coque. Não era possível ver seus olhos, mas com certeza era um sheikah. Isso era um fato incomum. Nenhuma nação oferecera asilo político a fugitivos desde a Tomada dos Wavegoat, e ele nunca ouviu falar de algum assentamento sheikah fora dos limites de Hyrule.

−  Aquele deve ser o doutor Yiga. −  o atendente do Tingle Diário disse atrás deles.

−  Doutor Yiga? −  Cia perguntou, agora fingindo estar habituada àquelas situações.

−  É… Doutor Elras Yiga. Ele costuma chamar a atenção dos viajantes por ser um sheikah. Mas já está aqui há muitos anos. É o melhor médico de Horon, e talvez seja o melhor de toda Holodrum.

−  Interessante… −  Goose pensou alto −  Onde o doutor Yiga mora?

−  Numa casinha de pedra no alto de uma pequena colina a leste da cidade. Pretendem comprar remédios?

−  É bom prevenir. −  Goose assentiu −  Muito obrigado pelas informações.

Cia se manteve calada durante todo o trajeto. Goose estava sério. Os passos eram tão apressados que parecia mais uma corrida. Não demoraram tanto a atravessar a cidade e achar a casa na colina. O cavalo negro no estábulo ao lado dela denunciou a residência do sheikah. Sem disfarçar a pressa, ele bateu à porta.

O homem do lado de dentro parecia ter uns quarenta anos de idade. Os cabelos platinados estavam agora soltos e os olhos vermelhos não tinham brilho. O doutor Elras Yiga deu um longo suspiro antes de perguntar:

−  Veio para me matar?

Goose o encarou com surpresa. Não esperava ser reconhecido ali.

−  A minha hora chegou, não é, garoto? −  o sheikah continuou −  Hora de me apagar da história. Vocês Wavegoat não podem correr o risco de me deixar vivo. Sou o único a saber a verdade. Mas, por favor, faça-o de forma rápida. Corte a cabeça com essa sua grande espada, assim a atividade nervosa vai se encerrar de uma vez. Já senti dor por muitos anos da minha vida. Poupe-me disso pelo menos na morte.

A boca de Goose estava seca. “Do que ele está falando?”, pensou.

−  Eu mereço isso −  Elras continuou −  Estou em paz com meu destino. Mas quero que você saiba de uma coisa e repasse isso a seu pai. A verdade pode morrer comigo, mas algum dia o sangue de vocês também será reclamado. O que fizemos com a Rainha Estela e Ravenna Wavegoat não será perdoado!

No mesmo instante, um trovão cortou o céu e a chuva começou.

−  O que você fez à minha mãe? −  Goose perguntou.

A expressão do doutor Elras Yiga mudou no instante. Não parecia mais conformado. Os olhos vermelhos exalavam ódio.

−  Aquele desgraçado não teve nem a decência de contar ao próprio filho! −  ele resmungou −  Vamos, entrem!

Eles entraram na casa escura e o sheikah fechou a porta atrás dele. Goose não olhou em volta, não se sentou, e não seguiu nenhum protocolo social. Seu rosto, iluminado apenas pela luz da lareira, estava assustador.

−  Minha mãe morreu da mesma doença respiratória que a Rainha Estela −  ele disse para o sheikah −  Foi o que meu pai me disse.

−  A doença arrasou com boa parte da população de Holodrum no passado. Centenas de vítimas. −  o doutor Yiga se voltou para os visitantes −  Mas em Hyrule, tivemos apenas duas vítimas. Não acha estranho?

−  A própria Rainha Estela recomendou que o Departamento de Medicina da USK investigasse a epidemia… −  Goose recordou. Era muito pequeno na época, mas leu muitos artigos sobre o assunto ao longo de sua vida.

−  Sim, eu estava na equipe de estudantes de medicina. −  o sheikah gesticulou com a mão antes de cair no sofá −  A doença é causada por um micro-organismo em forma de tubérculo chamado micobactéria A maioria prefere chamar de Peste de Holodrum, mas eu a chamo de tuberculose. Afeta os pulmões e é altamente contagiosa. Levou muito tempo para conseguirmos desenvolver algum tratamento e controlarmos a situação em Holodrum. Mas, se cuidamos de centenas de pessoas de outro país, por que não conseguimos lidar com duas infectadas em Hyrule? E como as duas não passaram a doença para ninguém?

−  A doença respiratória da Rainha Estela e da minha mãe ainda é um mistério −  Goose respondeu −  Parece a Peste de Holodrum, mas era diferente. Os médicos não conseguiram descobrir nada.

−  Na verdade, sua mãe foi infectada por uma mutação da micobactéria tuberculosa. A doença é mais severa, mata com poucos dias, e não é contagiosa. −  o doutor Yiga continuou −  Foi um trabalho conjunto meu e do seu pai.

“Eu era um jovem muito interessado na ciência genética. Harkinian Manteufell me avisou sobre os perigos de se alterar a estrutura dos seres vivos, mas eu queria ser o cientista a conseguir criar seres equiparáveis aos Nebulosos. Então fazia minhas experiências com micro-organismos. Minha pesquisa só ganhou alguma notoriedade quando fui capaz de sintetizar anticorpos capazes de neutralizar a reprodução das bactérias, impedindo assim o contágio. Bom, claro que a fama foi para meu professor. Ele evoluiu a minha pesquisa sobre a ‘Peste de Holodrum’ e conseguiu desenvolver um tratamento eficaz, eliminando a bactéria por completo. Para um jovem médico cientista esquecido como eu, a visita do Primeiro Cavaleiro significava muito.”

“Halsu me revelou sua técnica de clonagem a base de emoções. Dark Clone, é como vocês chamam, não é? Os Wavegoat escondem isso de todo mundo por medo de serem taxados de feiticeiros, mas eu sei a verdade. É um conhecimento Nebuloso, muito antigo. Ciência. Era a chance da minha vida.”

−  O que é um dark clone? −  Cia perguntou.

−  É como um câncer existencial −  Goose explicou −  Fazemos um clone a partir do efeito das emoções negativas deixadas nas partes do corpo de alguma pessoa. Pode ser um mero fio de cabelo. Este clone vai se alimentar das emoções negativas de sua contraparte e lutará para matá-la, tomando a existência apenas para si. Tentei isso com Link, três anos atrás. Não deu certo.

−  Em organismos complexos existe uma grande chance do dark clone perder a luta −  Elras Yiga continuou −  Mas a ideia de Halsu ao misturar seus conhecimentos com minhas pesquisas genéticas poderia driblar essa possibilidade. Micro-organismos não são capazes de esboçar reações emocionais como nós, mas os mesmos processos químicos estão ali em estados mais rudimentares. E se pudéssemos fazer um dark clone da micobactéria tuberculosa? Retiraríamos os fatores patogênicos e deixaríamos apenas uma bactéria antituberculosa. Eliminaríamos a peste de uma vez por todas. Foi o que eu pensei.

“Halsu não estava preocupado com a prevenção total da doença. Ele queria uma arma biológica. A darkbactéria acabava sim com sua contraparte, mas agravava os sintomas. Ravenna Wavegoat era prima da Rainha Estela. Quando descobriu o plano de Halsu para tomar o trono dos Daphnes, ameaçou denunciá-lo. Seu pai sempre foi um bom manipulador. Fingiu arrependimento, desistência. Até concordou em se confessar para a Rainha Estela. Mas não o fez sem um plano de contingência. Ele inoculou a micobactéria tuberculosa em sua esposa e na Rainha de Hyrule. Os médicos logo iniciaram o tratamento, mas a darkbactéria também foi inoculada nas duas. O risco de contágio foi contido. A secreção só era expelida por meios artificiais. Os médicos precisavam fazer a punção do muco três vezes ao dia para elas respirarem. A febre alta também causava delírios.”

−  Então se elas contassem a alguém sobre o plano de Halsu, não conseguiriam fazê-lo de forma coerente. −  Cia concluiu.

−  Exato. −  o Elras Yiga assentiu −   Elas morreram em cinco dias. Precisei implorar pela minha vida para não morrer também. Minha salvação foi minha maldita pesquisa genética. Com a darkbactéria, Halsu poderia eliminar o Rei Hasmussen e a Princesa Zelda também. Poderia dar o seu golpe de estado. Mas havia um problema: Os Daphnes de sangue possuem um poder incomum. Força Luminosa, é como chamam. A micobactéria não sobreviveu no organismo deles. Prometi pesquisar alguma mutação que pudesse resolver o problema e isso garantiu a minha vida. Vivi por anos sob vigilância extrema. Se eu tentasse denunciar Halsu, seria morto no momento. Mas com o passar do tempo, ele foi afrouxando. Me esqueceu. Eu fui covarde. Não tive coragem de lançar uma denúncia. Em vez disso, fugi para Holodrum e tenho trabalhado como médico aqui. Só esperando o momento do acerto de contas com a minha vida. Essa é a verdade, garoto −  ele se dirigiu a Goose −  Eu sou o responsável pela morte da sua mãe.

Por alguns segundos, o único som no lugar era o crepitar do fogo na lareira. Goose era afetado por cada uma daquelas palavras como se fossem uma doença a se espalhar pela sua corrente sanguínea. “Eu sou o responsável pela morte da sua mãe”.

−  Não. −  ele respondeu com um rosto inexpressivo −  Halsu Wavegoat te usou, assim como me usou também. Não abandonei meu status de marionete para caçar outras marionetes. Vou destruir aquele que manipula as cordas.

Goose saiu da casa. A tempestade estava cada vez mais forte. Trovoadas incessantes gritavam tudo o que Goose queria gritar.

−  Eu preciso de um tempo sozinho, Cia −  ele disse para sua companheira, que havia corrido atrás dele.

Mas ela não o ouviu. Apenas o abraçou forte, como se entendesse as suas necessidades verdadeiras. Na verdade, ela entendia. Os dois eram iguais. Goose nunca precisou fingir nada para Cia. Então ali, em meio à chuva grossa, ele se deixou fazer aquilo que há anos não podia. Envolto nos braços dela, ele podia chorar.


Notas Finais


RECOMENDAÇÕES

Mais um conto (one-shot) meu, desta vez arriscando no romance. Pedro Gonçalves, um estudante do Bacharelado em Violino pela UFMG, conhece por acaso Elisa Martins, por quem começa a se apaixonar. O problema é que apesar dos seus caminhos terem se cruzado brevemente, eles seguirão por direções opostas. A realidade faz com que Pedro enfrente uma nova tempestade. https://www.spiritfanfiction.com/historia/tempestade-10288855

Uma das melhores longfics da categoria, "O Último Descendente de Naruto" conta a história da oitava geração da família Uzumaki, acompanhando Jhoruto. Se vocês querem saber o que acontece com o Jhorutão após a Queda do Mundo Ninja, leiam esta história do @Alexhistories https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-ultimo-descendente-de-naruto-5597834


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