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História A lenda de Soluço Haddock - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olá meus amores tudo bom, aproveitando minha última semana de folga antes das aulas começarem para postar. Espero que gostem!

Capítulo 9 - Capítulo 9


Soluço possuía um livro, onde registrava todo dragão que caçava. Quando era um dragão novo, ele costumava colar um pedaço da escama em uma página e na outra escrever sobre o acontecimento.

Naquela noite ele fazia isso, estava registrando a morte do escalderível titã. Já fazia alguns dias que ele havia matado, mas só teve tempo de passar para o livro agora. Stoico estava comendo enquanto lia notícias sobre as outras aldeias.

— Olha, os Berkserkes estão investindo em cabarés. Certeza que os jovens daqui irão pra lá correndo quando souberem disso. Você e os outros irão?

— Não sei, acho que quero continuar vivendo.

Stoico riu, ele havia entendido o humor na frase de Soluço. Astrid seria capaz de matar Soluço se o pegasse num cabaré vendo outras mulheres dançarem daquela maneira sensual.

— Bom, a não ser que ela fosse a dançarina. — Soluço disse se virando para o pai. — Aí eu iria com prazer.

Até que não era uma ideia ruim. Começou a imaginar Astrid em um lingerie sexy, ao som de uma música lenta, dançando no palco.

— Sinto falta da minha juventude. Admito que eu e sua mãe não éramos tão pervertidos quanto você e Astrid, mas nos divertimos muito, me lembro das encrencas que eu, ela, bocão e Gosmento nos metiamos. Foram dias incríveis. Dá pra acreditar que eu me dava bem com o Gosmento? Depois de um tempo ele deixou a inveja tomar conta dele.

— Sei como é. A única diferença entre mim e você é que eu nunca fui amigo do Melequento.

Um silêncio permaneceu na sala durante alguns minutos. Stoico continuou comendo e Soluço acabava de escrever no livro.

— Vejam só. O primeiro livro acabou. Precisarei fazer um novo.

— Isso mostra filho, o quanto você é dedicado e o quanto você é um homem trabalhador.  Sua mãe estaria orgulhosa.

— É... Queria que ela estivesse aqui.

Muito distante de Berk...

 Telma, a jovem ruiva que cuidava dos bebês dragões entrou na caverna. Kari estava preparando o jantar.

— E aí? Quais as novidades? — pergunta Kari

— A novidade é que um dos filhotes de Pesadelo Monstruoso vomitou em Siv. Eu disse que ela não tinha jeito com filhotes de dragão. Mas ela me ouviu? Não.

— Típico da Siv, querer fazer de tudo um pouco.

— Acho que ela não está contente com a tarefa que Valka lhe deu. Eu não vejo problemas em cuidar das feridas dos dragões.

— Bom essa era minha obrigação antes dela chegar, digamos que os dragões feridos podem dar trabalho.

As duas riram. Depois de um tempo ouviram o rugido de Pula Nuvem. Valka havia chegado com os novos dragões resgatados.

— Opa, mais trabalho para a Siv. Vamos lá fora. — disse Kari largando a colher de pau na bancada.

As jovens correrão para fora da caverna onde as mulheres viviam. Valka havia conseguido resgatar mais três Nadders Mortais e cinco Mortes murmurantes junto de Hilda.

— Boa noite garotas. Um dia de progresso, mais dois navios derrubados hoje e dragões salvos. Porém também recebi notícias ruins.

— Que notícias? — Siv chega atrasada na entrada da caverna.

— Vamos entrar para comer e eu conto

A caverna da equipe de mulheres era bem grande e aconchegante, havia até entradas que levavam para becos sem saídas, elas fizeram destes espaços os seus quartos, cada uma delas tinha o seu próprio espaço. Logo na entrada havia bancos que serviam de sala de estar e jantar ao mesmo tempo, e um pouco mais para trás a cozinha.

Valka conheceu Hilda e Kari por acaso. Foi bom encontrar mais duas pessoas de outro vilarejo viking que não quisesse matar dragões. Com o tempo, ela recrutou Telma e por último Siv. Todas elas tinham 22 anos, tirando Siv que tinha 15. A caçula da turma. Juntas elas começaram a salvar dragões, se mudaram para o ninho do Alpha não fazia três meses.

— Qual a notícia ruim? Estamos curiosas! — Siv estava surtando para saber.

— É sobre aquele mesmo caçador que nós tentamos encontrar faz 5 anos e até agora nenhuma pista. O que matou o Fúria da Noite. Na verdade eu não sei nada, mas Hilda arrancou informações de um caçador do navio e me disse que contaria aqui.

— Ah jura? — Kari ficou surpresa. — Seria bom ter uma pista dele, não sabemos sequer o nome.

— Bem, ele matou um escalderível titã recentemente.

As mulheres se engasgaram com o vinho.

— Um titã? Esta espécie é tão difícil de encontrar. Os titãs são muito preciosos. Este caçador é um mostro mesmo. E o que mais? — perguntou Valka.

— Ele matou o dragão nas águas de Berk. 

Valka ficou em choque, a tanto tempo, ela não tinha notícias de Berk. E depois de um tempo seu coração gelou.

— E se o caçador for de Berk?!

— Boa Valka, talvez seja! Precisamos ir até lá. Eu sei que é longe, mas talvez seja a nossa chance de pegar ele. E acabar de uma vez com todas.

Elas comemoraram, mas Valka não estava bem por dentro. Após a janta, se sentou na beira de um penhasco dentro do ninho. Estava com medo das possiblidades. De quem seria o caçador. Poderia ser um de seus amigos, poderia ser Stoico, poderia ser seu filho...

— Não, talvez ele tenha herdado de mim a paixão por dragões. ou talvez não. Por um momento esqueci que meu filho poderia crescer matando dragões. o que faço Pula Nuvem? Não posso lutar com meu filho ou marido. — ela diz se virando para o dragão.

— Então você tem uma família?

Valka vê Telma e Hilda atrás dela. Hilda era loira, magra e alta. Tinha olhos azuis e lábios finos. Já Telma era ruiva com algumas sardas e mais baixa, seus lábios eram mais carnudos e claros e seus olhos verdes.

— O que fazem acordadas?

— Essa não é a questão Valka, ouvimos o que disse. Porque não nos contou sobre ter um filho. E que ele pode ser o caçador? — Telma pergunta intrigada

— Eu não tenho certeza, só achei que não fosse necessário. Eu os deixei vinte anos atrás.

Valka já havia contado sobre como conheceu Pula nuvem e como chegou ao ninho, só omitia a parte do filho e do marido.

— Tenho certeza de que não será ele, você é uma pessoa incrível Valka, se filho com certeza será assim. Olha e seu eu tentasse conseguir o nome do caçador, talvez demore, considerando a nossa fama. Mas talvez eu arranque de alguém essa informação.

— Seria muito bom. Obrigada.

As três se abraçaram. Valka teve um pouco de esperança.

Hilda partiria no dia seguinte e só voltaria com o nome do caçado. Ambas não tinham certeza se iriam conseguir. Durante 5 anos não tiveram pistas sobre ele, naquela região quase niguém sabia do caçador apenas seus feitos, como matar o Fúria da Noite. E nenhum viking que matasse dragões abria a boca para as cinco mulheres. Apenas não sabiam seus nomes e seus rostos, pois as mesmas usavam máscaras.

Demorou duas semanas, mas Hilda retornou, ela pulou de vez do dragão dela, nem o deixou aterrissar direito. Correu para dentro a procura de Valka.

— E então me diga! Ele é de Berk? É alguém que eu conheço? Talvez possa ser um exilado! Qualquer coisa, mas não me diga que é meu filho ou meu marido.

— O nome do caçador é Cabeça Dura Thorston. Você reconhece este nome?

Valka se sentiu um peso sair de seu ombro, porém ficou mal, precisou se sentar em um dos bancos.

— Ele é de Berk, caramba, meu inimigo é de Berk! Da minha própria vila! Eu conheci aquele menino tão pequeno... Alguma coisa sobre Soluço Haddock.

— O homem do bar onde consegui o nome não me disse nada sobre este nome, disse que não conhecia.

— Menos mal, meu filho talvez tenha continuado na ferraria. Ai que alívio, ele não é o assassino.

Valka sorriu crente que seu filho não estaria envolvido com Cabeça Dura. Mal sabia a surpresa que viria depois...


Notas Finais


EXPLICAÇÕES!
Esse pulo de duas semanas só aconteceu neste capítulo, no próximo será como se fosse o dia seguinte a noite que Stoico conta sobre o cabaré. Espero que tenham entendi.
E querem spoiler? O próximo capítulo é um hot...
Preparem-se para viajar ao fantástico mundo do cabaré!


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