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História A Lenda do Chakra - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá!
Trago mais um capítulo e com ele um aviso.
Minha prioridade no momento é a fic: A vez de Sakura vol2. Vivendo o Futuro. Pois já era para estar finalizada rsrsrs.
Portanto 'A lenda do chakra' terá atualização semanal a partir de agora. Quando o andamento das outras fics forem se acertando eu mudo a programação. Ok?

Ahhhh E comecei a me aventurar pelo mundo dos originais rsrsrs. Fiz uma one curtinha chamada 'O lobo e a bruxa' e iniciei uma long chamada 'Era da Magia'. Se puderem me dar o amor de vocês lá eu agradeço <3 Espero que gostem!!!
<3

Bora ao cap de hoje
Sem correção.

Capítulo 5 - Ônix e Rubi


Fanfic / Fanfiction A Lenda do Chakra - Capítulo 5 - Ônix e Rubi

Sítio arqueológico Uchiha - Kansōshita – Interior Norte – Japão.

Nosso breve encontro sexual apressado foi esquecido pelo dia, pelos dias que se seguiram e pelo visto pela semana que terminará. Externamente esquecido por nós, apenas, pois internamente era tudo que eu conseguia pensar e Sakura também. Eu tinha certeza que sua cabeça estava no sexo toda vez que eu a olhava, distraída ela mordia o lábio inferior e passava a língua por ele. Terrivelmente sexy, apenas para piorar minha situação precária de ter que esconder uma ereção modesta, porém insistente.

Não nos rendemos mais à vontade e à atração porque o excesso de trabalho nos consumia. Sakura estava entretida com Tsunade a ponto das duas madrugarem lendo e transcrevendo quase todos os livros e pergaminhos que viam. Minha ocupação era mais modesta no momento, foquei em encontrar e catalogar ferramentas e bens pertencente aos Uchihas e que significassem algo para a história.

Nesses dias pouco avançamos nas escavações, o maquinário só chegou ontem e começaríamos a escavar com ele hoje. Eu estava ansioso em descobrir mais, pela possível planta que desenhamos para a casa os próximos cômodos a serem descobertos poderiam ser quartos, salas e escritórios. Tinha a crença que nesses cômodos seria encontrado algo mais interessante do que achamos até agora.

- Sasuke-kun? – Karin me chamou, me virei para fita-la arrumando os óculos no rosto.

- Hn?

- Já terminei o que eu tinha a fazer hoje, quando o maquinário irá começar a escavar?

- Não sei, o operador está vendo a melhor forma de escavar sem danificar nada. – Apontei para onde o operador da escavadeira estava conversando com Ororchimaru e Juugo. Eu havia participado da conversa, dei meus pontos e orientações, deixaria o resto com eles.

- Então... Ano... Poderia me acompanhar? Gostaria de mostrar algumas coisas interessantes que cataloguei hoje. – Karin trocava os pés e tinha um ar tímido, bem diferente do que ela mostrava usualmente.

- Ah, onde colocou essas coisas interessantes?

- Estão na casa, vamos?

Segui Karin por todo o caminho, parei apenas para pegar meu caderno de anotação que estava em uma das áreas de dispensa dos objetos coletados. Quando chegamos na casa a vi tirar os óculos e seu ‘avental’ de lona, ficou vestida apenas com roupas comuns. Estranhei o comportamento, mas nada me surpreendia em Karin, a garota tinha suas excentricidades.

- Está no meu quarto, vamos.

- No seu quarto? Sabe que este não é o processo, por que guardou lá?

- Porque eu não queria que ninguém visse antes de você.

Ela adentrou em seu quarto e eu a segui, assim que passei pelo portal ela rapidamente fechou a porta. A vi ir até a cabeceira da cama e pegar no pequeno criado mudo uma caixa de madeira. Ela estendeu a mim, retirei de suas mãos e a abri com todo cuidado.

A caixa era pequena e tinha o leque Uchiha estampado em um de seus lados, no outro havia o desenho de um falcão em um galho de uma cerejeira. Na tampa da caixa estava um kanji representando ‘memórias’.

- Eu, quis lhe mostrar em separado porque parece ser algo de um parente direto seu... Sasuke-kun.

- Por que diz isto?

- Abra.

Abri e vi alguns bilhetes ali guardados, haviam flores já secas, e o mais surpreendente, um belíssimo anel de metal prateado e com uma bela pedra vermelha o ornando.

Sentei-me na cama de Karin e coloquei a caixa no colchão, comecei a retirar os itens da caixa com cuidado. As flores já secas pareciam ter ficado em meio a livros para ter o formato achatado, certamente essa caixa pertencia à uma mulher... Dona do anel e das flores que provavelmente recebeu de seu amado Uchiha.

Segurei o anel no dedo e senti algo bem suave circular o meu corpo, passei o dedo na pedra e tive essa mesma sensação. Era como  se um pequeno, bem ínfimo, choque circulasse em meu sistema. Não consegui tirar o anel de minha mão, foi precioso segurá-lo. E com ele ainda em minha mão foi que eu comecei a abrir cada bilhete contido na caixa.

O primeiro bilhete continha apenas o kanji para ‘parabéns’, a grafia era forte e um pouco torta. Pela concisão parecia ser um homem o dono de tal escrita. Outro bilhete dizia apenas ‘irritante’ e o próximo depois desse apenas carregava a palavra ‘obrigado’. Provavelmente o homem que escreveu era bastante frio, a mulher dona desta caixa devia o amar muito para guardar bilhetes tão secos como estes com todo esse apresso.

Tirei da caixa outros itens, coisas que pareciam ser embalagens ou entradas de eventos. Havia no fundo um pequeno souvenir que me impressionou, o pequeno leque de papel ainda sobrevivia ao tempo. Seu formato redondo lembrava muito o próprio uchiwa que nominava o clã, mas este carregava algo escrito. “Konohagakure no Sato no Hanami”  Festival da flor de cerejeira da Aldeia da Folha.

Comecei a me questionar se esse seria o nome da cidade em que estávamos, antes de se tornar puramente um local civil. Já ouvi meus avós contarem que na época que as famílias se chamavam clãs e que haviam ninjas e samurais entre eles, os grandes distritos do Japão tinham vilas inteiramente formadas por tais clãs ninjas. E, portanto, se Kansoshita era local do Clã Uchiha – um clã com passado ninja comprovado por todo material que encontramos na escavação -, provavelmente a cidade já abrigou outro nome.

Mexi um pouco mais na caixa e no fundo havia uma nota. Dessa vez a letra masculina havia trabalhado mais, mostrando que talvez o homem não fosse tão frio assim, o pequeno texto era totalmente legível e conservado pela proteção da caixa.

 

“Tsuma,

A missão está extremamente longa e demorada. Ainda há muito o que buscar com meu rinnegan.

Se eu pudesse, gostaria de estar em casa com você e Sarada. Quando parti ela era tão pequena, dava seus passos agarrada em minha mão e me olhava tão carinhosamente com os grandes olhos negros. Aposto que agora está toda crescida... Espero que se pareça com você.

Desejo que as duas estejam bem, pediria para me dar notícias e me atualizar de tudo... Mas isso só aumentaria nosso sofrimento, o sofrimento de Sarada.

Por agora, basta saberem que estou bem e que são preciosas para mim.

S. Uchiha”

 

- É uma bela carta. – Karin disse ao meu ouvido, só então percebi que ela estava sentada ao meu lado, bem perto, e aproveitava a proximidade para ler o bilhete que eu segurava.

- Ah. Suponho que seja a mesma Sarada que a dedicatória do livro menciona. Essa caixa pertencia aos pais dela, ou à mãe dela que guardava essas lembranças do marido.

- Provavelmente, toda mulher guardaria qualquer coisa vinda de seu amado.

Karin disse em um sussurro, logo sua mão caiu em minha coxa e ela se aproximou ainda mais.

- O que está fazendo, Karin?

- Eu... – Ela ajeitou os óculos – Eu tenho sentido algo por você desde quando te vi. Você é tão bonito e tem uma áurea tão... Não sei explicar... Quero você, Sasuke-kun.

Ela tentou se aproximar para um beijo, rapidamente segurei seu ombro a afastando do contato que ela almejava.

- Karin, não estou interessado. Acho melhor esquecermos esse pequeno ocorrido.

Me levantei e comecei a guardar todos os itens na caixa de madeira, os levaria comigo.

- Está interessado na estrangeira? A olha muito, todos já perceberam... Por que se interessar por ela?

- Karin, não é da sua conta.

Comecei a me retirar, mas fui impedido de abrir a porta. Karin era forte mesmo sendo pequena.

- Sasuke-kun... Se é só por causa dela, da estrangeira, eu não me importo... Lutarei por você.

- Não o faça. Agora, me deixe sair.

- Não pode me impedir de lutar por você. – Ela soltou a mão da porta e eu finalmente consegui sair.

Já tive de lidar com mulheres como Karin antes, as que se dizem apaixonadas e que fazem de tudo para um romance. Eu não tenho controle dos sentimentos dos outros e muito menos tenho autoridade para impedir que alguém se apaixone, só posso dizer e fazer algo a respeito de meus próprios sentimentos. Se Karin se sentiria melhor lutando, que o fizesse, mas ela iria perceber logo que seria uma luta perdida.

Meu interesse estava em um par de olhos verdes, em um beijo quente e molhado, um corpo acolhedor do qual eu já sentia imensa saudade do nosso primeiro e breve intercurso. Não havia como Karin competir com isso.

***

Ao fim do dia eu estava exausto, o maquinário conseguiu tirar muita terra e entulho, então havia muito material para separarmos. Todos participaram do mutirão e por isso em breve conseguiríamos adentrar nos cômodos revelados. Eu estava ansioso.

Passei o dia com o pequeno anel encontrado na caixa, o deixei em meu dedo mindinho pois era o único que servia. Durante todo o dia eu senti o mesmo suave choque sair dele. Não duvido que seja minha imaginação me pregando peças, estou cada vez mais imerso no passado e na vida de meus parentes distantes. Me pergunto o quão isso tudo pode me afetar.

- Sasuke? – Uma suave batida na porta acompanhou o chamado de meu nome. Eu sabia ser Sakura.

- Entre. – Ela abriu a porta e a fechou parecendo um pouco tímida, era a primeira vez que entrava em meu quarto depois do nosso momento juntos. – Tranque a porta.

- Trancar?

- Ah.

Ela trancou e veio se sentar ao meu lado na cama, havia acabado de tomar banho e cheirava bem, muito bem.

- Sentiu saudades? – Tentei rir para ela, era o que eu queria dizer, que senti falta dela, dos beijos e de estar dentro dela. Mas no momento eu queria provocá-la.

- Não... Não... Eu... – Colocou os cabelos atrás da orelha em um movimento tímido – Eu vi você olhar para o seu dedo a tarde toda, só depois percebi que havia um anel nele. Fiquei curiosa.

- Ah, isso? – Mostrei para ela o anel ainda em meu dedo.

Ela segurou minha mão, quando alisou o rubi eu senti mais uma vez o pequeno choque.

- Sentiu isso, Sasuke? – Ela me olhava espantada.

- Senti. Senti algo parecido o dia todo.

- Surpreendente. – Ela voltou a fitar o anel – É lindo.

Tirei o anel para que ela pudesse ver em mais detalhes, mas quando eu ia entregar senti a urgência de coloca-lo em seu dedo. Serviu como uma luva ao seu dedo anelar esquerdo, parecia feito para ela.

- Encontrei na caixa de recordação da mãe de Sarada Uchiha.

- Sarada Uchiha?

- A que estava grávida e recebeu o livro médico, lembra?

- Ah sim, me lembro. – Ela olhava o anel em seu dedo, como se fosse uma noiva – É um lindo anel.

- O pai de Sarada deve ter dado a mãe de Sarada, estava na caixa com outros bilhetes e coisas que pareciam ser importantes para o casal.

- Não duvido que ele a amava, é um anel tão lindo. É um rubi?

- Parece ser.

- Será que era um anel de noivado? Casamento?

- Difícil dizer, no Japão o costume de usar alianças foi tardio. Um costume vindo do ocidente. Então não sei precisar se nessa era de ninjas e samurais que estamos lidando havia esse costume.

- Entendo. De qualquer forma é um belo presente.

- Ah. Minha intenção é descobrir seus nomes.

- Não havia nome em nenhuma nota?

- Não, ele a chamava de Tsuma, que significa esposa, e assinava S. Uchiha.

Sakura de repente riu de modo suave, ainda encarando o anel.

- Engraçado, talvez fosse algo do seu clã os nomes começarem com S. Tem Sarada, esse homem... E a mãe de Sarada também tinha o nome iniciando com S, não era?

- Sim, mas é bem comum na verdade... Veja nosso caso... Também temos nomes iniciados por S. Sasuke e Sakura.

Tirei a caixa da cama e coloquei no criado mudo, puxei Sakura para meu abraço e a trouxe comigo. Ficamos sentados apoiados na cabeceira da cama, era inocente até.

- Sim. Mas parece ser algo dos Uchihas.

- Quem sabe? – Apenas dei de ombros.

- Como esses onixes?

- Ônix?

- Os olhos, seus olhos são tão negros, Sasuke. Parecem duas onixes brilhantes e redondas... É lindo. Os outros Uchihas deviam ter também.

- Por que acha isso? – Ela ainda encarava o anel em seu dedo e alisava a pedra vermelha do rubi.

- É um palpite, ônix e rubi combinam.

- Ah. – A urgência de beijar Sakura apareceu, o modo inocente que estávamos foi esquecido – Dessa vez eu quero te ver, quero te memorizar toda com esses olhos cor de ônix que Kami me deu.

A beijei e ela rapidamente se entregou ao contato. Também havia saudade em sua boca ávida.

Tiramos nossas roupas com toda a ajuda cega que poderíamos dar um ao outro, não tínhamos pressa, mas também não queria dar oportunidade para que algo impedisse eu estar dentro de Sakura. Queria fazê-la minha de modo legitimo e como nós dois merecíamos. Nossa atração e conexão não era algo para uma rapidinha, era para mais... Muito mais.

O beijo só foi interrompido porque eu sentia sua pele sob meus dedos e queria vê-la nua. E tomei meu tempo bebendo de sua visão em meu colchão. Sakura era linda, o corpo delgado e alvo estava arrepiado. O delicado umbigo se retraiu quando segurou a respiração diante meu olhar. Seus pequenos seios empinados tinham mamilos rosa bem delicados.

O corpo era como ela, belo, suave, porém forte e expressivo. Linda.

A vi também beber e se satisfazer com meu corpo. Seus olhos percorreram meu peitoral enquanto lambia o próprio lábio inferior, seus dentes o morderam assim que seus olhos foram para minha virilha.

Apenas sorri a ela, era orgulhoso de minha masculinidade e estava mais orgulhoso ainda de ver seu olhar quente sobre mim. Ela me queria.

- Merecemos mais do que uma rapidinha atrás da porta, não acha, Sakura?

- Acho.

- Me diga, o que acha que merecemos?

Ela sorriu de modo sacana, algo inusitado perante a timidez que eu conhecia... Era essa mistura dela que me fascinava.

- Merecemos... – Se engatinhou pela cama e veio até mim, seu longo dedo traçou meu peitoral – Tudo.

- Tudo?

- Tudo! – Ela começou a beijar meu tórax enquanto seu dedo ainda traçava meu corpo – Merecemos lamber... Chupar... Foder.

- Sakura...

- Shiiiiiiiu.... Sabe o que eu mereço também, Sasuke?

- Hn? – Ela mordeu levemente um mamilo, era bom.

- Te fazer meu! – Ela foi até meu ouvido e puxou bem forte meu cabelo, mostrando sua dominância. – E hoje você vai ser todo meu, Sasuke... Todinho meu.

- Sim senhora!

Ela riu e começou a descer pelo meu corpo, segurei seus cabelos e guiei seu ataque a mim, foi um tesão ver esse lado safado dela sendo aflorado. Eu estava mais do que pronto para tudo o que nós dois merecíamos... Lamber, chupar e foder. Eu queria!

Enquanto ela abocanhava minha intimidade eu só conseguia pensar em seus olhos verdes e no rubi em seu dedo anelar. O que essa mulher estava fazendo comigo?



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