História A lenda dos Belfirors - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Aventura, Comedia, Dia A Dia, Drama, Fantasia, Híbrido, Mago, Neko, Original, Romance, Universo Alternativo
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Palavras 1.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


consegui terminar de dar aquela verificada marota no texto antes da meia noite, bati meu recorde, hehehe

Capítulo 4 - Pode ser difícil no momento, mas...


Fanfic / Fanfiction A lenda dos Belfirors - Capítulo 4 - Pode ser difícil no momento, mas...

Eu acordei em um susto, tive um pesadelo agoniante... Aquele lobo, me perseguiu por uma rua sem fim.

Acordei transpirando, como se realmente tivesse corrido toda aquela rua. Olhei o relógio na parede em cima do computador, 09:00hrs.

Senti uma raiva interna, dormi nada! Porcaria nenhuma!

Enfiei minha cara no travesseiro com raiva e tentei voltar a dormir, quando senti um arrepio. Levantei o rosto e vi Hero, me olhando com um rosto preocupado e incomodado. Acho que o acordei de alguma maneira:

- Você tem um sono leve - Comentei em um tom arrogante, eu já estava de mal humor.

Ele concordou e se sentou na cama, bocejando, se esticando, acordando.

Senti um leve frio na barriga, não é como se eu nunca tivesse visto um homem sem camisa (ou nu). Mas era a primeira vez que via um em meu quarto, sem contar que ele parecia tão liberto, tão confortável. Era verdade que já estava acostumado comigo. Mas eu estava acostumada com o gato... Não com "ele".

Eu enfiei minha cara no travesseiro novamente quando ele resolveu se levantar e esquecer o cobertor. Ora! Eu sou uma adulta, o que tem demais? Mas quando tive coragem de levantar o rosto, ele já não estava no meu quarto. Ouvi passos na cozinha, suspirei e tentei voltar a dormir.

Mas não demorou muito até eu receber leves tapas em meu ombro:

- Hum? Pra mim? - Perguntei quando vi que Hero, já enrolado em minhas cobertas, estava me entregando um achocolatado quente.

Me levantei e comecei a tomar o leite, estava ótimo. Senti o liquido quente passando pelo meu corpo e esquentando minhas bochechas. Hero sorriu com a minha reação, um sorriso fino, mas doce.

 

- Obrigada - Falei - Você aprende rápido, ou está familiarizado com o micro-ondas?

Ele negou um tanto sem jeito. Fiz um rosto de impressionada e quando ele notou, se avermelhou um pouco antes de virar rapidamente o rosto para trás, levantou as orelhas e encarou um pássaro que batia no vidro da porta da varanda.

- Ah, os pássaros vivem me dando bom dia desta maneira - Comentei - Alguns dão de bico no vidro, hehe.

Ele, depois de me ouvir, engatinhou vagarosamente até o pássaro, vi suas caudas tentando levantar o cobertor. Ele foi até o vidro e cutucou na frente do pássaro com suas unhas.

O pequeno não fugiu, na realidade respondeu, bateu três vezes para Hero.

Hero bateu duas vezes.

O pássaro quatro.

Hero oito.

Pássaro dois.

Hero três.

E então o pássaro pulou até a grade de ferro da sacada, e voou.

Eu fiquei tão perplexa que havia me esquecido de tomar o leite que já estava em minha boca, engasgando logo em seguida.

- O que, Cof cof, foi isso?? - Perguntei tentando engolir o leite ao mesmo tempo.

 

Hero virou rapidamente em pânico, como se o que fez, foi automático e sem querer.

- Você falou com ele?? - Perguntei colocando a caneca vazia ao lado da cama.

Ele concordou, relutante, mas concordou.

Fiquei um bom tempo surpresa, parada, não tinha coragem de perguntar para ele como, ou por que. Ainda porque eu acreditava que ele não me responderia mesmo se eu insistisse.

Ele me olhou em dúvida, engatinhou de volta para a cama e continuou me encarando com seus bigodes apontando para frente, como se perguntasse "você está bem?".

Eu só toquei a cabeça dele, perplexa, mas já sem mais tanta curiosidade, o acariciei até ele ficar vermelho, ele fechou os olhos e pressionou os lábios, com medo de que eu batesse nele depois do carinho ou algo do tipo. Pelo menos foi isso que eu senti com aquela expressão.

Parecia sentir medo toda vez que eu lhe tocava. Nunca presenciei tal comportamento quando ele era um gato. Me deitei e me cobri:

- Eu vou voltar a dormir - Falei com a voz trêmula.

Ele só se encolheu na coberta olhando para o outro lado, tampando o rosto com a mesma, vermelho:

- Você fica vermelho muito fácil - falei, ele se endireitou - Toda vez que eu te toco você fica assim...

Ele me olhou com o canto dos olhos, se ele fosse uma criança, eu diria que estava prestes a chorar de tão triste que foi o olhar que ele me deu.

O que foi isso? Talvez ele não esteja acostumado a ter um contato feminino tão próximo e se sentia envergonhado com isso? Homens aparentam ter o ego tão frágil.

Mas quanto mais eu pensava, menos isso fazia sentido.

Consegui voltar a dormir acompanhada de alguns curtos suspiros vindos do hibrido, não consegui identificar o motivo dos mesmos.

 

Acordei perto das 14:00hrs. Desta vez um pouco mais descansada.

Olhei para o colchão do meu lado, mas Hero não estava lá. Levantei-me de minha cama e fui até a cozinha:

- Achou meus biscoitos – Falei quando o vi de pé encostado na mesa comendo alguns biscoitos de polvilho que eu guardo num pote.

Ele me ofereceu e eu neguei.

Preparei um miojo para mim, fiz um pouco a mais para Hero, que relutante comeu quando expliquei que era parecido com macarrão.

Eu terminei antes dele e fiquei observando ele comer, mesmo com uma mão daquelas, ele não tinha dificuldades alguma em segurar um garfo. Percebi também que ele retirou a toalha que coloquei em sua mão ontem à noite, deve ter saído enquanto ele dormia. Mas a mão dele parecia melhor então não comentei nada.

Me troquei, arrumei minha bolsa, lavei a louça, escovei os dentes. Basicamente, me preparei para sair. Hero estava sentado no colchão observando a vista da minha pequena varanda:

- Ahn... Hero – o chamei e olhou para mim – Eu vou sair pra procurar algumas roupas para você como eu disse, mas preciso tirar as suas medidas antes então...

Eu lhe taquei uma toalha.

Pedi para que ele colocasse em volta da cintura e ficasse de pé. Sabia que ter comprado uma fita métrica seria útil para mim algum dia.

Foi algo bem rápido e simples, nada muito exato ou especifico somente o básico. Mas foi o suficiente pra deixar nos dois desconfortáveis.

Somente ali percebi que ele é alguns centímetros mais baixo que eu se não fossem as orelhas.

Assim que terminei, guardei a fita e disse:

- Eu não vou demorar então você sabe... Não saia, não abra a porta para ninguém, feche as cortinas da sacada, tem alguns livros ali na minha estante se ficar entediado, pode jogar algo também aqui no PC.

Ele parecia extremamente confuso quando comentei sobre o computador. Me despedi e fui em direção aos brechós da cidade.

Mas que situação embaraçosa. “Estou comprando cuecas para um homem” pensei “minto, um homem não... Um... Ah...”.

Foi uma tarde estranha.

Quando eu cheguei em casa já era 18:30hrs. Demorei um pouco por culpa do transito e o taxista parecia totalmente sem pressa.

Cheguei arrastando uma sacola de roupas, comprei o que dava com o cartão de debito:

- Hero? Eu cheguei!

Entrei no quarto e o vi sentado na minha cama com as cortinas entreabertas, lendo um livro adolescente chamado “a droga da obediência”, ele fechou o livro e me cumprimentou com um sorriso:

- Ah este livro fez parte da minha infância – comentei – está gostando dele?

Ele acenou que sim com a cabeça e eu continuei:

- Aqui estão suas novas roupas! Peguei acho que umas oito trocas, estavam baratas então aproveite.

Coloquei o saco na frente dele e ele com um rosto preocupado me encarou.

- O que? Olha eu vou fazer a janta e você vista as camisas, cuecas e tudo mais e veja se tudo lhe serve bem okay? – Saí do quarto fechando a porta.

Eu sempre jantei pouco, mania de família, então fiz somente uma salada de frutas bem cheia torcendo para que Hero ficasse satisfeito com aquilo.

Quando eu estava servindo a mesa, vi a porta de meu quarto se abrindo. Lá estava ele, vestindo um dos pijamas mais confortáveis masculinos que encontrei:

- Oh... Tudo lhe serviu bem? Até as peças de baixo?

Ele ficou um pouco vermelho, mas concordou:

- Ah! Ó-ótimo...

Ele coçou o machucado um pouco sem jeito, parecia triste. Eu me sentei à mesa e ele me entregou um papel:

“Eu lhe disse que não precisa se preocupar tanto, eu fico agradecido, mas não quero que gaste todo seu dinheiro em mim, você deve pagar impostos certo?”

Eu fiquei um pouco confusa com ele usar a palavra “imposto”, a cada minuto que passava, eu ficava mais crente que ele não só veio de um mundo diferente, mas de uma época diferente também. Deixei o papel de canto, pedi que se sentasse e se servisse:

- Você que não precisa se preocupar, como falei, não foram muito caras, não tem problema... Além de que eu te assumi como meu animal de estimação – suas orelhas se endireitaram – Mesmo que você vá embora alguma hora, enquanto você estiver aqui eu tenho o dever de cuidar de você e coisa do tipo...

Ele suspirou, parecia envergonhado e ao mesmo tempo feliz. Vi suas caldas se levantando e balançando lentamente. Eu sorri de volta e ele fechou o rosto e se serviu evitando trocar olhares comigo. Mas suas caldas permaneciam altas.

Eu ri com o fato de que ele tentou manter o jantar inteiro um rosto sério, mas suas caudas o deduravam de uma maneira fofa. Talvez eu possa sim me acostumar com ele afinal.


Notas Finais


obrigada mesmo por lerem, voces sao maravilhosos <3


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