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História A Leoa De Snape - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi pessoal 😍 Como vocês estão?
Espero do fundo do meu coração que vocês gostem!
Críticas são muito bem-vindas.
Beijos
Ella Claire

Capítulo 1 - A Guerra


Fanfic / Fanfiction A Leoa De Snape - Capítulo 1 - A Guerra

Olivia White estava agachada a minha frente. Meu sangue em seu corpo e em suas roupas. 

Seus olhos verdes penetrantes, apavorados e encharcados pelas lágrimas, percorriam pelo meu corpo a procura de solução. 

Sua respiração era irregular e sua mente parecia borbulhar em ideias e pensamentos. A varinha em punho tremia assim como seus finos dedos. Algumas unhas quebradas e alguns rasgos nas vestes, denunciavam o rastro da guerra. 

Sua mão livre foi ao meu pescoço na tentativa de estancar o sangue que jorrava da mordida da cobra de Voldemort. Com o indicador da mão que segurava a varinha, ela enxugou uma lágrima que escorria pela minha bochecha.

Tentava falar, mas apenas ruídos saíam de minha boca. Minha garganta não só parecia, como estava completamente dilacerada. 

Conseguira dizer tudo o que tinha ao Potter, conseguira entregar minhas memórias a ele e explicar seu papel em toda aquela história. 

Estávamos sozinhos na casa dos Gritos, apenas ela ficara para trás. 

Meu corpo começara a tremer involuntariamente em alguns espasmos e os soluços da aluna a minha frente começaram a aumentar. 

Olivia White era a única aluna da Grifinória que recebera meu respeito durante as aulas, mesmo sem saber.

Obviamente eu nunca mostrara isso a ninguém e muito menos a ela. Acredito que Dumbledore percebera, mas nunca comentara sobre. 

Um sentimento apenas conhecido por mim e talvez mais ninguém, empatia por ela. 

Me sentia estranhamente mais confortável com sua presença em sala de aula, uma aluna que nunca me desacatara ou desafiara, uma aluna que sempre tirara as melhores notas em minhas aulas e sempre falava quando era pedido e se permanecia intacta e indestrutível perante minhas agressões verbais e mau humor. 

Sempre tive a impressão que ela era mais esperta e madura do que seus amigos e do que eu mesmo. Se esgueirando e vendo todos sem suas máscaras. 

A única coisa que me irritava terrivelmente nela era sua amizade com Potter, Weasley e Granger. Sempre junta deles, formando o famoso quarteto. 

Potter era o escolhido, Weasley era o amigo leal, Granger era a inteligente e ela era a Líder. A casa dos leões percorria por seu sangue, assim como percorreu pelo de seus pais e avós, a fazendo extremamente corajosa e protetora, mesmo inteligentemente diplomática e prática, evitando conflitos desnecessários, mas certificando de que o certo seria sempre feito. Sua intensidade e auto-confiança me abalavam e me deixavam desconfortável, mas seguro em sua presença. 

Tentara a qualquer custo a tratar como os outros, mostrar todo meu desprezo, falhando miseravelmente nos dias em que estava mais cansado ou abalado psicologicamente do que o habitual. 

Era conhecida como a aluna que menos levava detenção, me fazendo ser extremamente rude e cruel com ela em meus dias em que me sentia mais controlado, qualquer coisa para esconder minha vulnerabilidade quando ela estava por perto. 

Um tapinha na bochecha me fez despertar dos devaneios e memórias que me invadiram.

-Fica comigo!

Ela possivelmente sempre vira os dois lados da moeda e nunca acreditara inteiramente que eu era apenas um assassino e comensal, o que explicava sua presença perante meu corpo quase sem vida. 

Sua varinha percorreu pelos cortes ensanguentados. 

-Vulnera Sanentur - White não sabia se aquele feitiço me ajudaria, era um tiro no escuro. Um tiro certeiro!

Os ferimentos começaram a fechar. 

Ela conjurou um Benzoar para o veneno da cobra e alguns frascos de poções. 

Com suas mãos ainda trêmulas, ela os organizou e despejou em minha boca um por um. 

Não chorava mais, estava concentrada em salvar a minha vida sem nem saber se eu gostaria de ser salvo, mas quando Olívia White tomava uma decisão, nem Voldemort conseguiria convencê-la do contrário. 

Foi por causa disso e da inteligência de seus três outros amigos que eles sobreviveram meses fugindo e buscando pelas Horcruxs, e por causa de sua determinação eles provavelmente venceriam a guerra. 

Assim que fez tudo o que poderia fazer, todos os feitiços, conjurar todas as poções e me dar, colocou sua varinha de lado e me deitou em seu colo. 

Seus cabelos loiros caiam pelos ombros enquanto ela enlaçava meus braços e me acalmava. 

Seu delicado e bonito rosto foi a última coisa que eu vi. 

................

 

Acordei na enfermaria da escola. 

Raios de luz do sol adentravam pelas altas e grandes janelas. 

Ouvia-se o som de alguns pássaros voando e cantando, o vento assobiando pelas frestas dos vidros, passos de provavelmente Madame Pomfrey pelo chão frio da ala hospitalar. O perfeito silêncio do castelo... Aquilo fazia parecer que estávamos em paz... Paz?

Pisquei algumas vezes e tentei me mexer, ouvindo um gemido saindo da minha própria boca. 

Um movimento brusco se formou ao meu lado e Potter entrou em meu campo de visão. 

Os olhos de Lily e os cabelos de James, uma vista com um misto de alegria e tristeza, tranquilidade e arrependimento. 

-Potter?- Estranhei minha própria voz, estava fraca e entrecortada.

-Como se sente, professor?

-Não sei...- Estava confuso, estava grogue e zonzo. 

Potter colocou uma mão em meu ombro quando tentei me levantar.

-Não levante. O senhor ficou acamado por muito tempo e ainda está sob efeito de muitas poções.

-O que aconteceu?

-Voldemort está morto, vencemos a guerra...

-Mas como você está vivo?

-Voldemort tentou me matar e matou a própria horcruxs. Nós os derrotamos! O senhor é um homem livre agora.

-Como? Como vim parar aqui?

-Olívia...- A imagem do seu rosto veio a minha mente, a memória da minha última visão, a visão dela me salvando... Me senti emocionado, vulnerável, tocado, quase amado. Olhei Potter com a expressão que sempre o olhava e esperei pela explicação- Olívia o salvou, lhe trouxe até aqui e me ajudou a organizar as provas para te inocentar perante ao ministério e toda a sociedade bruxa.

-Há quanto tempo estou aqui?

-Nove meses, senhor.

Um enorme sentimento de dor e impotência me atingiu e quase me fez perder o ar. Arfei e gemi de pânico e desconcerto. 

Um silêncio se instalou. Potter aguardou pacientemente enquanto eu assimilava as novas informações. 

Um pensamento invadiu minha mente. A verdade era que apenas uma pessoa poderia me fazer sentir seguro naquele momento.

-White... Onde ela está?

-Ela se foi, senhor. 

 


Notas Finais


Gostaram????????


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