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História A Leoa De Snape - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, leitores queridos ♥️💚
Muito obrigada pelo carinho de todos com A Leoa De Snape. Fico muito feliz por estarem gostando de #Olivius
Estamos de volta com a Lilith da minha querida @Pandora_Snape

Queria compartilhar com vocês que essa semana eu fiquei um pouco sem ânimo, pois hoje é meu aniversário e é o primeiro que eu não vou poder passar rodeada pelos meus amigos.
Mas, será o primeiro aniversário em que eu estou escrevendo uma história e o primeiro aniversário que eu passo com vocês, meus queridos leitores.
Estou muito grata por isso ♥️
Espero que vocês estejam bem e com saúde.

Aproveitem a leitura (e Por favor não desistam da Fic depois desse capítulo).

Capítulo 27 - Lilith e Olivia


Fanfic / Fanfiction A Leoa De Snape - Capítulo 27 - Lilith e Olivia

Olivia White 

 

-Mamãe!!!!- Lembrava-me claramente de como corria atrás de minha mãe de cabelos soltos, loiros como os meus.

Brincávamos no jardim, rodeadas por suas orquídeas, amarílis, camélias e alfazemas. 

Usava um vestidinho branco rendado de verão, o qual eu sempre levava para a fazenda. Segurava em uma das mãos minha boneca Fabiola de cabelos negros cacheados e bochechas rosadas, vestindo o seu mais novo vestidinho vermelho.

Com os pés descalços conseguia sentir a grama na pele e com ombros de fora, podia sentir o ar que tanto nos apaziguava.

-Já cansou de correr, Olivia querida?- Perguntou minha mãe ofegante, fitando-me com os olhos tão verdes quanto os meus.

-Não...Mas...- Cruzei os braços curtos para chamar sua atenção.

-Mas?- Ela perguntou se aproximando de mim e agachando para poder olhar-me.

-Eu quero uma irmãzinha!

-Você quer?- Perguntou caricaturada.

-Por favor, por favor, por favorzinho!!!! Eu juro que vou tomar conta dela!! 

-Querido??- Minha mãe olhou para algo atrás de mim.

Virei-me para ver meu pai entrando com seu macacão beige e camisa branca, os cabelos claros penteados para trás, cobertos pelo grande chapéu de palha.

Ele abria o portãozinho de madeira branca que separava o grande jardim do resto da fazenda. 

-Minhas meninas!

-A Olivia acabou de me fazer uma pergunta...

-É mesmo? - Meu pai abraçou-me fortemente e quando soltou, apressou-se a bagunçar meu cabelo com a mão. -E qual foi a pergunta?

-Repete para o seu pai!- Minha mãe disse sorrindo.

-Eu quero uma irmãzinha...

Os dois trocaram alguns olhares e algumas caretas que fizeram-me rir. 

-O papai e a mamãe estão trabalhando muito agora, mas quem sabe mais para frente? Isso não é uma promessa!

-Siiiiimmm!!!!! Que tal amanhã? Amanhã já é “mais para frente?”

Eles riram e me deram cada um, um beijo em cada bochecha.

O tempo fora passando e o “mais para frente” adiava cada dia mais, até eu quase esquecer-me de um dia ter pedido por uma irmã...

 

__.__

 

 

 

-Você voltou!- Sorri com a voz embargada.

-Oi de novo...

-Mas quem...- Snape perguntou em choque.

-Severus, essa é a Lilith... Ela é minha irmã!- Não conseguia conter a felicidade em tê-la de volta.-Lilith, por isso disse no sonho que nós teríamos uma segunda chance?

A criança brincava com o próprio vestido e rodava com os pesinhos descalços, perdendo o equilíbrio com graça.

-Olivia...- Snape me chamou um tanto assustado com toda aquela situação- Não tem ninguém ali! Somos só nós dois nesse corredor...

-Isso não é engraçado!- Rosnei em sua direção. Snape apenas negou com a cabeça, olhando-me de forma sinistra. -Snape, tem uma menininha loira na nossa frente!- Aumentei o tom de voz.

-Olivia... Quem é Lilith?

-Minha irmã! Já falei!

-Você não tem irmã.

-Tenho!- Passei as mãos no rosto e cabelo que estava preso em um coque- Lembra de uma vez que amparara-me na porta do banheiro feminino?

-Sim.

-Naquele dia eu havia descoberto que minha mãe estava grávida quando foi assassinada!

-Então a criança sobreviveu?

-Não!

-Não?

-Não! Mas Lilith visitou-me no sonho e explicou sobre quem ela era e quem seria.

-A sua irmã que morreu lhe visitou no sonho?-Perguntou-me com desconfiança.

-Vai me dizer que nunca sonhou com alguém que já morreu?

-Já...- Ele disse pensativo, mudando totalmente a expressão de antes- Mas...

-Lilith?- Agachei-me para fitar a menininha loira- Por que Snape não pode te ver?

-Porque só você consegue me ver! 

-Como assim? -Perguntei em desespero- Você voltou para mim, não foi?

-Sinto muito, Olivia... - Falou com sua voz doce e aguda.

-Então por que está aqui?

A menina amavelmente sorriu para mim e saiu correndo com seus cabelos balançando para trás e as azinhas de borboleta imitando os mesmos movimentos. 

-Lilith!

Saí em disparada seguindo a criança que gargalhava por estar correndo pelos corredores de Hogwarts.

-Já cansou de correr, Olivia querida?- A criança desviou de alguns alunos e fantasmas- Venha me pegar!

-Lilith, para!

-White!- Snape corria também, mas atrás de mim.

Desacelerei o passo para poder encara-lo, virando-me em sua direção, vendo suas feições atormentadas.

-Não se preocupe! Está tudo bem... Eu vou resolver isso... Cubra as minhas duas aulas dessa manhã, por favor.

Não esperei por sua resposta e percebi que estava novamente correndo atrás de Lilith que esporadicamente direcionava sua cabeça para trás para certificar-se de que eu a estava acompanhando.

-Para de correr, por favor! 

-Não, venha me pegar, irmãzinha... -Falou entre doces gargalhadas.

-Lilith, Eu preciso que você pare de correr e converse comigo!

-Daqui a pouco...

Estávamos nos aproximando do Salão Principal quando percebi qual seria seu destino.

-Lilith, não!

-Siiiim!!!

-Lilith, não faça isso...

A criança deu uma volta e saiu animadamente para fora do castelo.

O frio intenso pegou-me de surpresa. A capa cor creme que vestia era grossa, mas nem tanto.

Senti o vento machucar os ossos do rosto e arrepiar os pelos dos braços.

Levantei o gorro da capa na tentativa de proteger-me mais do gélido ar e apressei-me a correr.

-Lilith, vai ficar resfriada! 

A grama seca e escorregadia dificultava ainda mais a tarefa de aproximar-me da minha irmã. 

O sol escondia-se cada vez mais atrás das nuvens grossas e pálidas.

Avistei novamente a criança que agora estava parada, acariciando Bicuço que dormia pesadamente. 

Ofegante, desacelerei a corrida, agora grata e aliviada por poder conversar com a criança loira e também por não ter mais que correr.

Lilith então me viu e abriu um sorriso enorme. Com sua miúda mão, fez-me um tchauzinho alegre. 

-Você gosta do Bicuço?

-É... Você sabe que sim!

-Como eu poderia saber?

-Você ainda não entendeu?

-Entender o que, Lilith?- Perguntei com a paciência já desvairando-se.

-Então terá de me alcançar!

A criança deu dois pulinhos e voltou a correr. Bufei e fiz o mesmo. 

Queria entender porque ela estava lá, o que ela queria dizer e qual era o motivo de tanto mistério.

Por que Severus não conseguia vê-la?

Ele deveria pensar que eu estava enlouquecendo...

Bom, se eu fosse ele, pensaria o mesmo...

 

-Lilith! Eu já estou cansada!

-Você sempre cansa rápido!- Falava enquanto corria.

-Como pode saber disso?

-Eu sei porque você sabe!

-PARA!

A criança parou e olhou-me seriamente. 

Olhei em volta e percebi que estávamos à beira do Lago Negro. 

O vento balançava nossos cabelos e vestes simultaneamente.

-Por tudo o que é mais sagrado... Você precisa parar de correr!- Pedi novamente ofegante. 

-Eu não vou mais correr, Olivia...

-Por que está aqui?

-Ora, Eu não estou aqui!

-Como assim?

Ela então tirou as asinhas de borboleta e as colocou no chão. 

Esticou os cabelos e os colocou para trás das pequenas costas.

Então simplesmente pulou no lago congelante.

-LILITH!

Tirei minhas botas e capa e pulei no lago atrás dela.

A temperatura da água fez me sentir um mal estar súbito. Perdi o ar com facilidade e a visão ficou turva.

A pele ardia e formigava. A calça e blusa pareciam pesar ainda mais e só pioravam meus movimentos. 

Mas nada era comparado ao pavor de ter Lilith tão perto e tão longe. Ter minha irmã em perigo, minha única família, era dilacerante. 

Podia ver seus cabelos loiros deslisando sobre a superfície da água, fazendo movimentos contínuos com a mesma. A saia do vestidinho fazia com que ela flutuasse um pouco e os bracinho gorduchos se movimentavam mais rápido. 

Respirei fundo, armazenando em meus pulmões a maior quantidade de ar que conseguia e mergulhei tentando ficar com os olhos abertos.

A água estava tão fria que até o contato dos cílios superiores com os inferiores, pareciam mais dolorosos.

-Lilith!- Berrei voltando à superfície enquanto engolia um pouco de água doce e engasgava em seguida. Sentia algumas lágrimas quentes aquecerem meu rosto.

A criança finalmente parou. Parecia boiar. Parecia calma e em paz. 

Virou com graça e delicadeza, olhou-me com seus olhos brilhantes.

-Você ainda não entendeu?

-Entender o que?- Disse tentando recuperar o fôlego. 

-Eu realmente te visitei em sonho, mas hoje eu não estou aqui!

-Então quem está aqui?

-Apenas você! Hoje eu sou só uma alucinação!

Olhei em volta e então novamente para ela, mas não tinha ninguém lá. Era apenas eu! Apenas eu no meio daquele lago imenso e escuro. 

Apressei-me a voltar à margem, não conseguia mais sentir meu corpo. Os movimentos ficavam cada vez mais duros e pesados. 

No primeiro impulso, senti uma alga agarrar meu tornozelo e comecei a debater-me desamparada.

A nitidez do céu a minha cabeça, deu lugar a uma imagem turva, por causa do movimento da água do lago e então tudo ficou escuro.

 

__.__

 

 

Severus Snape

 

-Não se preocupe! Está tudo bem... Eu vou resolver isso... Cubra as minhas duas aulas dessa manhã, por favor.

-White!

Tentei correr atrás dela, mas parecia impossível com a quantidade de alunos imbecís que transitavam a minha volta.

Empurrei todos que consegui, alguns já desviavam de mim normalmente, outros aprenderam a desviar naquele instante.

-Severus?- Minerva parou-me entrando em minha frente.- O que está acontecendo?

-Chame Poppy! Talvez Hagrid!

-Mas... Mas... Por que?

-Olivia! Ela está surtando.

Corri para fora do castelo com Minerva atrás de mim. 

Não demorou muito para que eu avistasse Hagrid. 

A diretora provavelmente havia enviado um patrono a eles, o que significava que Poppy se juntaria a nós a qualquer momento.

Confiando em meu julgamento, tanto Minerva quanto Hagrid acompanharam-me em silêncio e total atenção.

Ouvi um barulho de água e soube naquele momento onde ela estava. 

Não tardou para que eu chegasse até a margem do Lago Negro, tão frio e tão escuro como seu próprio nome. 

Assim como Olivia fizera, tirei sapatos e a capa preta de professor e mergulhei para salvá-la.

Seu corpo não era mais visível, mas eu havia decorado o lugar onde a havia visto pela última vez. 

A temperatura do Lago estava tão baixa que deixara-me zonzo e atordoara-me.

Abri os olhos em baixo d’água e vi há metros de distância o vulto de suas pernas.

Chegava cada vez mais perto, mas ela tinha cada vez menos tempo.

Pensamentos mórbidos atingiram-me a mente, mas foquei-me para não perder a concentração.

Mergulhei mais uma vez assim que cheguei perto dela e desfiz o nó que as algas haviam dado em seu tornozelo.

Agarrei seu corpo gelado junto ao meu e com a varinha em punho, nos tirei do Lago.

Poppy já estava lá e correu para ajudar.

Deitei Olivia no gramado. 

Sua pele estava azulada, assim como sua boca. Os olhos fechado e os músculos imóveis. 

-OLIVIA!

A chacoalhei.

-OLIVIA!

Hagrid segurou-me pelos braços, afastando-me de Olivia, morta na margem do lago.

 


Notas Finais


💔


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