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História A Leoa e a Doninha - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 2 - 1. Pensa que sou um monstro?


Dois anos depois do final da guerra bruxa...

Sou tirada dos meus sonhos por uma coruja velha que não para de piar dentro da, aberta, gaiola.

— Dá para calar o bico, Pandora? — a coruja piava a plenos pulmões, por quê? Começou a ficar velha e não consegue caçar sozinha, então devo alimentá-la. — Por Merlim, terei que comprar outra coruja para caçar por você? — olho para a coruja branca e ela me olha raivosa, digamos que a última coruja que comprei para lhe fazer companhia tive de dar ao Harry. Pandora não ficou muito feliz. — Então trate de não me acordar Pandora, ou trarei outra coruja para esta casa — ameaço e a coruja fica em total silêncio. Olho no relógio trouxa ao meu lado, marcava 05h00 da manhã, sabia que não iria conseguir dormir graças à minha amada coruja.

Levanto-me e tomo um banho, vou até a cozinha e começo a cozinhar da maneira trouxa. Não consegui me desfazer de alguns hábitos, como algumas tarefas domiciliares. Vejo uma coruja chegar com o Profeta Diário e deixar na mesa da cozinha.

— Tem cinco nuques no móvel do corredor, pode trazer para mim? — a coruja o faz e guardo na bolsa em sua perna. Volto a me concentrar no que estava fazendo, até sentir o peso de Pandora em um de meus ombros. — Tem algo para mim? — olho e vejo uma carta em seu bico, a pego e Pandora continua ali. — Sei que nem foi você quem trouxe a carta mas, mesmo assim, obrigada — ela sai alegre e desligo o fogo. Me sento a mesa e leio a carta antes de dar uma olhada no profeta.

Cara senhorita Campbell,

Sei que não está na hora de vir ao Ministério, mas poderia aparatar aqui dentro de vinte minutos? É uma urgência!


Atenciosamente, o Ministro da magia.



 Havia conseguido um emprego no Ministério, Harry me fez acreditar que era mérito próprio, mas eu sabia que não. Leio o profeta e nada demais havia acontecido, apenas o de sempre: Malfoy estampado na primeira capa. É verdade que o julgamento de Malfoy havia se estendido por minha causa, acredito nele! Subo as escadas, ainda tomando um chá, e me troco. Sei que o Ministro odeia atrasos, então escovo os meus dentes, fecho janelas e portas e aparato.


O Ministério estava uma bagunça, pessoas correndo de um lado para o outro, espero que o Ministro não tenha abafado nada preocupante para a comunidade. Entro no elevador e Harry estava ali.


— Bom dia, Annie — ele beija o topo da minha cabeça e abraço sua cintura.
— Bom dia, Harry. Como está Gina? — ela está grávida do primeiro filho de Harry.
—Está bem! Muito ansiosa, estamos na reta final da gravidez — ele sorri pra mim e retribuo. — Preciso conversar com você, mas sei que precisa falar com o Ministro, quando estiver livre, me mande uma coruja — confirmo e ele sai do elevador acenando para mim. Ainda iria subir mais alguns andares.


Quando a porta do elevador se abre no andar que eu deveria sair, começo a andar rapidamente. Vou até o final do corredor e bato na porta, aguardo a permissão.


— Entre — o Ministro manda e entro na mesma hora, ele sorri ao me ver. Fecho a porta atrás de mim e sento-me a sua frente. — Sempre pontual, senhorita Campbell! — elogia e sorrio.
— Qual é a urgência, senhor? — ele desfaz o sorriso na hora, sinto minhas entranhas revirarem dentro de mim.
— Não consegui pensar em outra pessoa além de você, Annie, — quando ele me chama pelo nome coisa boa não é. — o senhor Malfoy pediu para aguardar o julgamento em liberdade — engulo em seco, por que isso me envolve? — Não pensei em outra pessoa além de você! Preciso que o acolha em sua casa. Confio minha vida à você de olhos fechados e sei que é a melhor pessoa para ficar de olho nele — respiro fundo e desvio o olhar.
— Ministro, — ele me olha esperançoso. — posso tentar isso pelo senhor, mas sei que o Malfoy nunca iria aceitar que uma sangue ruim fique de olho nele nem viver de baixo do teto da mesma — ele desvia o olhar por alguns segundos.
— Sei que estou te pedindo algo difícil, mas podemos impor condições para caso ele aceite ficar em sua casa — abaixo o olhar e penso um pouco.
— Ele iria poder usar a varinha dele? — pergunto e ele suspira.
— Não de forma livre, teríamos limites impostos — aperto minhas mãos.
— Na primeira vez que ele me chamasse de sangue ruim ou tentasse me colocar como inferior, poderia acioná-lo e ele voltaria para Azkaban? — ele confirma. — Quando sairá o julgamento? — ele desvia o seu olhar do meu.
— Não temos previsão, Annie, por favor — ele suplica.
— Tudo bem, tudo bem... — ele sorri para mim.
— Obrigado, sabia que iria me ajudar — eu era assistente pessoal do Ministro, ele confiava em mim e eu nele.
— Pode confiar em mim, Ministro! — conversamos mais um pouco e vou para a minha sala. As coisas do Malfoy seriam entregues hoje a noite e amanhã de manhã ele irá para lá. O objetivo é fazer o Malfoy viver como um trouxa, e ninguém melhor que eu, que vive como tal!


[...] O dia passou devagar e é hora de ir embora. Recolho algumas papeladas que iria resolver quando chegasse em casa e pego minhas coisas, saio da minha sala e a tranco. Sei que não poderia fazer o que vou fazer, mas aparato de lá de dentro e paro na porta da minha casa, vou à passos calmos e tranquilos para dentro. Abro a porta e vejo algumas cartas em cima da mesa, deixo as minhas coisas no móvel do corredor e vou até elas.


Sento-me à mesa e vejo que algumas são endereçadas de Harry e outra da vovó. Abro a de Harry:


Annie,


Que história é essa que rondou o dia inteiro no Ministério? Pode me explicar por que é que o Ministro te pediu tal coisa? É perigoso, Annie, sabe que me importo com você!


Com amor, 

H.P.


Reviro os olhos, ele ainda acha que tenho 13 anos. Abro a outra carta:


Annie Campbell!


Por que não responde as minhas cartas? Estou a ponto de subir ao seu andar e confrontar o Ministro. Com todo o respeito, mas acho que ele está ficando louco! Ele quer colocar um ex comensal da morte perto de você, Annie?! Está colocando a sua vida em risco. Me responda ou irei até a sua casa.


Com amor e preocupação, 

H.P.


Harry ainda irá me fazer perder o emprego. Abro a última vinda dele:


Annie,


Conversei com o Ministro, ele ficou realmente louco! Ele não me disse se aceitou... você aceitou? Imploro, me diga que não aceitou. Estarei esperando uma coruja até um pouco mais de uma hora depois do seu expediente, caso o contrário irei até a sua casa.


H.P.


Não acredito que ele entrou em contato com o Ministro! Estou morrendo de vergonha agora. Decido respondê-lo antes que alguém arrombe a minha porta.


Caro "Futura Causa do Meu Desemprego",


Estou bem e, sim, aceitei. Você sabe como o Ministro é, e ambos sabemos que ele não deixará nada acontecer comigo. Confie em mim ao menos uma vez! Sei o que estou fazendo e sei que isso poderá me render algo dentro do Ministério. Obrigada pela preocupação, mas já tenho 21 anos, sei me cuidar sozinha.


Com amor, 

Sua irmã postiça favorita.

Ps: Sua coruja não sabe que trabalho no Ministério? Essas cartas chegaram à minha casa. 


A.C.


Pandora se aproxima ao ver que estava escrevendo uma carta. Amarro em sua perna e lhe dou um rato para que ela vá feliz, ela pia alegre e voa para fora da janela. Abro a, única, carta que vovó me enviou.


Cara Annie,


Ainda não estou acostumada em ter que pedir a uma coruja lhe enviar uma carta, elas são muito inteligentes! Enfim, você sabe que o seu aniversário se aproxima e gostaria de saber se virá para comemorá-lo. Sei da coincidência do dia de seu aniversário e a morte de seu pai, mas deve superar isso, Annie. John não gostaria de vê-la esquecer o aniversário por causa dele! Estarei esperando uma resposta, no mais tardar, mês que vem. Não se esqueça, não se faz 22 anos todos os dias, viva a vida Annie.


Com amor, 

Vovó Mary. 



Deixo para respondê-la amanhã de manhã, ainda quero pensar sobre essa situação. Suspiro e começo a cozinhar o meu jantar, gostaria de esquecer o dia de amanhã apenas por agora.


Janto e uso a magia para as louças se lavarem sozinhas. Vou até o segundo andar e tomo um banho demorado, a água quente desce pelo meu corpo, o inverno está cada vez mais perto. Termino o banho e coloco o pijama, não demoro muito a dormir.


[...] Estava sentada na sala do Ministro batucando os dedos na minha perna. Não estou nenhum pouco satisfeita ainda com a situação, hoje de manhã tive que ouvir um berrador vindo de Harry:


"Annie Campbell! Aonde estava com a cabeça quando aceitou? Por Merlim e Morgana juntos... você e o Ministro estão loucos com essa ideia. Malfoy é um comensal da morte e isso não mudará nunca! Deixe de ser ingênua e me ouça, eu sei muito bem o que estou falando."


Naquela manhã, quando cheguei ao Ministério, havia puxado Harry de lado e disse que queria encontrá-lo na hora do almoço. Gritei com ele por ter me mandado um berrador e disse que sou grandinha o suficiente para me cuidar do Malfoy.


E cá estou eu, esperando o homem chegar. Como será que ele está? Da mesma maneira que dá última vez que o vi, arrogante e prepotente? Acho que esses dois anos em Azkaban o fizera bem, espero que sim. Minha atenção é desviada para a porta que é aberta e aqueles, malditos, olhos cinzentos me consomem. Ele está mais magro, olhos fundos e sua pele mais branca, ele não me olha e se dirige rapidamente para a mesa do Ministro, ele ainda está algemado e isso me perturba.


— Senhor Malfoy, consegui que aguardasse em liberdade o seu julgamento, — daria tudo para ver sua feição ao saber as condições. — mas temos certas condições — me aproximo devagar de ambos.
— E quais são elas? — pergunta e o Ministro sorri de lado.
— Deverá morar junto de uma pessoa da minha confiança — sorrio.
— E quem seria, Ministro?! —pergunta e me preparo.
— Annie Campbell, espero que se deem bem —Malfoy olha para trás e me encara.
— A sujeitinha de sangue ruim? — cospe as palavras e fico ao lado do Ministro. Seu olhar transmitia fúria e curiosidade
— Ordeno que respeite Annie. Irá morar de baixo do teto dela! Qualquer gracinha voltará para Azkaban — o Ministro vocifera. — Caso aceite, entregarei sua varinha e somente usa para feitiços domiciliares e defesa. Caso use feitiços de defesa ou ataque, mandarei homens para aonde você estiver — Malfoy continuava a me olhar com desprezo.
— Minhas opções são ela e Azkaban? — o Ministro assente. — Pode tirar as algemas então? — ele pede e o Ministro o faz.
— Tome cuidado, senhorita Campbell —ele me adverte e sorrio, o tranquilizando.
— Segure no meu braço, Malfoy — ele faz o que mando e aparato para a frente de minha casa. Estarei liberada do trabalho, a partir de hoje, até o dia do julgamento.


Quando chego em casa, começo a caminhar até a porta de entrada. A abro e vou até a sala, deixo minha bolsa por lá e me viro para o Malfoy.


— Mostrarei o quarto aonde ficará e o deixarei livre para um banho ou o que quiser fazer — ele assente e vou para o andar de cima. Abro a porta do quarto de hóspedes e deixo que ele entre. — Me avise se for sair, estarei no meu escritório se precisar — viro para ir ao escritório e ouço sua voz grave.
— Tenho que pedir para uma sangue ruim para sair? — debocha.
— Se quiser ficar longe de Azkaban? Sim, Malfoy — volto a andar em direção ao escritório e jogo o meu corpo na cadeira.


Acredito que Malfoy é inocente e que tudo o que ele passara foi culpa do ambiente em que viveu, eu sei que ele é uma pessoa boa. Harry e eu travamos várias guerras por causa disso, Hermione fazia questão de lembrá-lo de coisas que perdoei Malfoy, sempre soube que a Granger não gostava de mim. Ela deixava isso bem claro!


Malfoy's point of view...


A garota saiu do quarto sem nem ao menos me olhar. Devo admitir que a cada vez que a vejo ela está mais bonita, sempre se supera! Era uma garota baixa; olhos azuis; cabelos longos e loiros, quase brancos; lábios carnudos e rosados e o belo corpo que sempre possuiu, ficava louco com ela. Eu me arrependo de todos os erros que cometi, mas não queria ser paciente para tentar algo a mais com ela.


Levanto-me e decido tomar um banho no banheiro que tem no quarto. Fazia um bom tempo que não tomava um banho caprichado! Quando saio, visto uma calça de moletom e apenas, vou até o quarto que tinha uma luz acesa, ela estava lá com seus óculos redondos na ponta do nariz, trabalhando há horas.


— Não cansa de ficar aí? — pergunto e ela olha para mim, um pouco assustada.
— Não tenho opção, Malfoy — ela volta o olhar para a papelada. Não me aproximo e nem me afasto dela.
— Você não se diverte? Apenas trabalha o dia inteiro e chega em casa para trabalhar mais ainda? — ela larga a pena e me olha.
— E o que você tem haver com isso, Malfoy? — sempre odiei essa petulância dela, mas percebi que o seu olhar não estava nos meus olhos e, sim, no meu abdômen.
— Vai continuar babando? — ela ruboriza e começo a rir. — Estou brincando, garota — ela revira os olhos e tira os óculos, parecia cansada. — Sangue ruim, estou tentando fazer a minha parte da relação, falta você ser amável! — eu sempre tive uma queda pela loira, mas ela traiu a minha confiança com o Potter. Eu a amei por anos.
— Não sou obrigada a ser amável com você, Malfoy. Minha liberdade não está em risco — ela levanta e vem em minha direção.
— Será que nunca poderemos ficar perto um do outro sem nos alfinetar, Campbell?! — pergunto e ela para à alguns metros de mim.
— Nunca foi uma escolha minha estarmos aonde estamos! — é verdade que no quinto ano eu piorei as coisas. — Estou com você em minha casa a pedido do Ministro, Malfoy — ela joga as palavras na minha cara.
— Você pensa a mesma coisa que todos? Pensa que sou um monstro? — ela não responde, eu sei que ela acredita em mim.
— Não, Malfoy. Não acredito — suspiro aliviado.
— Então por que não podemos recomeçar? Se quiser que eu te odeie, Sangue Ruim, faço isso com prazer — ela desvia o olhar, vamos Sangue Ruim, fala pra mim que quer.
— Podemos tentar, Malfoy — ela diz e passa por mim.
— Boa noite, Campbell — digo olhando ela ir para o quarto dela.
— Boa noite, Malfoy — diz ao fechar a porta. Sorrio, mudei muito pouco nesse meu tempo em Azkaban, mas eu quero mudar por ela, para ter ela.


[...] Acordo pela manhã ouvindo uma coruja piar a plenos pulmões e uma voz gritar:


— Pandora! — começo a rir do grito. — Você tem cinco segundos para calar a merda do bico ou vou no beco diagonal comprar uma coruja agora mesmo! — Campbell grita de novo. A coruja continua piando e ouço ela levantar, seus passos se aproximam da porta do meu quarto e ela a abre sem bater. — Você tem cinco minutos para trocar de roupa, Malfoy — ela diz e volto a rir dela. Seu pijama é longo e mal posso ver seu belo corpo com ele. — Pare de rir! Estou farta desta coruja — esbraveja e sai do quarto batendo o pé. Coloco uma camiseta e calço um tênis e saio do quarto. Vejo Annie com um vestido que valoriza suas curvas, ela me vê descendo e estende a mão, seguro e aparatamos na frente do Caldeirão Furado, ela anda nervosa e entra sem cumprimentar ninguém, as pessoas me olham torto e abaixo o olhar.

Entramos no beco diagonal e ela logo vai para uma loja de corujas. Ela para no balcão e bate os dedos impaciente, me aproximo e seguro sua cintura e aproximo meus lábios da seu ouvido:

— Dá para ser mais rápida? Não gosto do quão as pessoas me olham e repudiam a minha presença — ela afasta as minhas mãos e começo a rir.
— Estou tentando, Malfoy. Apenas mantenha suas mãos longe! — diz e um vendedor aparece.
— No que posso ajudar? — ele pergunta.
— Quero uma coruja, qualquer uma jovem que tenha! — ela pede e ele logo traz uma grande coruja negra. Ela paga ele e começa a andar a passos apressados para fora da loja. — Decida o nome da coruja, Malfoy. É um macho e ele será seu — sorrio enquanto seguro sua mão para aparatarmos.

Aparecemos na sala da casa dela, ela larga a gaiola na mesa e vai para a cozinha. Olho para a coruja e penso em algo, um único nome surge em minha mente:

— Eros! Vai ser o cupido que fará a Campbell minha — olho para a porta da cozinha e vejo a garota cozinhar enquanto resmunga, como pude esconder a minha atração por ela por tantos anos?

Abro a gaiola e vou para a cozinha em silêncio, quando estou perto o suficiente, coloco minhas mãos no balcão para prendê-la ali. Roço o neu nariz na pele do seu pescoço e vejo ela engolir em seco, eu sei que está nas minhas mãos, Campbell.

— Se lembra do quinto ano, não é, Campbell? — sussurro e prenso o meu corpo contra o dela. Eu a desejo de mil maneiras diferentes, e foi ela quem me manteve são nesses dois anos em Azkaban. — Quer repetir a dose? — pergunto e coloco minhas mãos em sua cintura, aperto e beijo o seu pescoço. Ouço a campainha tocar e me afasto dela, maldita hora!
— Annie! — ouço a voz do Potter gritar lá fora. — Abra esta porta — reviro os olhos e vou para a sala, Eros está lá enquanto Pandora mantém distância, Annie, com o rosto todo vermelho, me encara. Começo a sorrir pra ela com a maior cara de pau e ela me queima com o olhar, ah Leoa, vou ter você para mim.
— O que foi Harry? — pergunta ao abrir a porta. — Preciso trabalhar e você não está me ajudando — gostaria tanto de saber se ela se entregaria a mim e qual seria sua resposta.
— Aonde está o Malfoy? —pergunta empurrando a porta e entrando sem autorização. — Aí está você, verme! —em poucos segundos ele me empurra contra a parede e segura a gola da minha camiseta.

Campbell's point of view...

Puxo a varinha e aponto para Harry.

— Se afasta dele, Harry! — peço e ele me olha com desgosto.
— Vai defender ele? — ele pergunta e chego mais perto.
— Estou fazendo o meu trabalho, Harry. Preciso que ele continue vivo e inteiro até o julgamento! — ele volta a olhar para o Malfoy.
— Não ouse colocar um dedo nela, está me entendendo? Eu mato você se descobrir qualquer coisa! — Harry ameaça e Malfoy ri.
— Meu maior desejo é colocar as mãos nela, Potter. Você sabe disso desde o terceiro ano, sabe o quão quero isso — Harry dá um soco nele e me meto no meio.
— Já chega! Harry, saía daqui. Por favor, depois conversamos, você está fora de si — ele me olha e sai sem pestanejar. Me viro para o Malfoy e o puxo pela mão, o coloco sentado no sofá e olho a sua boca que sangrava. — Me desculpe por isso, Doninha. Harry está alucinado desde que descobriu que iria vir morar comigo — peço e ele sorri de lado.
— Tudo bem, Leoa — pego uma gaze na cozinha e limpo o machucado.
— O que quis dizer com aquilo? Sobre querer colocar as mãos em mim desde o terceiro ano? — pergunto e ele suspira.
— Acho que agora não é a melhor hora, sangue ruim — minha vontade era de dar outro soco nele. — Só quero que fiquemos amigos e me perdoe pelo que fiz. Fiquei dois anos pensando sobre isso em Azkaban e quero me redimir.
— Pode começar parando de tentar me beijar, Malfoy — digo e ele abaixa o olhar. — Eu não me esqueci do quinto ano — Malfoy havia me beijado e me enganado por uma aposta imbecil.
— Eu era um adolescente, Campbell! — ele diz e segura o meu queixo para me olhar no fundo dos olhos. — Me desculpa pelo que fiz, prometo tentar novamente. Me deixa tentar — pede e acaricio o seu rosto.
— Podemos tentar ser amigos, Malfoy — essa palavra saiu de forma amarga da minha boca.

 Não quero apenas a amizade dele. Mas é muito cedo para tal tipo de relacionamento, não confio nele para isso. A provocação na cozinha foi o suficiente para reacender qualquer chama que existisse dentro de mim e sei que ele não sente o mesmo e só me vê como uma diversão após tanto tempo em Azkaban, apenas uma sujeitinha de sangue ruim!


Notas Finais


Obrigada por ler


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