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História A Liberdade De Amar - Capítulo 11


Escrita por: fanficsafmb

Notas do Autor


Oi gentee! Hoje eu vou postar dois capítulos, espero que gostem.
Tenham mais um pouquinho de paciência com a coraçãozinho de aço. Ela é teimosa mas uma hora, Fernando doma essa ferinha. hahahaha.
Boa leitura.

Capítulo 11 - O que aconteceu com a doce e alegre Lety?


Fanfic / Fanfiction A Liberdade De Amar - Capítulo 11 - O que aconteceu com a doce e alegre Lety?

Na segunda feira, Fernando chegou à empresa bastante animado:

— Bom dia Marta! Bom dia Joana. Como vocês estão? — Sorrindo, abraçou Marta, rodopiando-a, quase fazendo com que ela derrube o pacote de biscoitos que tinha na mão.

— Aii, seu doido! Para! — Marta fingiu se inccomodar.

— O que aconteceu, hem, Fernando? Viu o passarinho verde? — Pergunta Joana.

— Acho que vi passarinhos de todas as cores na última sexta feira.

— Hum, nossa! Pelo jeito a sexta-feira foi incrível mesmo. Mas escuta, e a sua mãe? Veio passar o fim de semana com você?

A expressão animada de Fernando dá espaço para um ar de aflição:

— Sim, ela veio. Ela não está nada bem de saúde, Marta. Isso é algo que me preocupa muito. A minha mãe vai precisar muito mais da minha ajuda.

— Nossa, mas então, o que vai fazer Fernando?

— Sinceramente eu não sei.

— Olha, faz pouco tempo que você começou aqui na empresa, mas eu tenho certeza que se você conversar com a dona Lety, ela te ajudar. Ela tem aquele jeito metido, mas na verdade a dona Lety tem um coração incrível. — Diz Marta.

— É verdade. E nem sempre ela foi assim, durona! Antes de ocupar a presidência, ela costumava vir aqui, conversava com a gente, contava do seu sonho de um dia ser presidente da empresa. Ela costumava se divertir com as coisas que Marta falava, e almoçava conosco, mesmo recebendo broncas do seu Erasmo. —  Recordou Joana.

— É, mas depois que ficou noiva e conseguiu a presidência, ela parou de sorrir, de conversar... Muitos disseram que ela ficou metida. Mas eu acho que não foi isso. Às vezes ela vai almoçar conosco, no entanto, não apresenta a mesma alegria de antes. Não se permite dar gargalhadas como costumava fazer. Às vezes um ou outro funcionário a vê prendendo o riso quando alguém fala algo divertido. Mas ela permanece sempre com aquela postura de mulher indomável.— contou Marta.

— Talvez o acúmulo de responsabilidades acabou endurecendo um pouco o coraçãozinho da nossa Lety. — Afirmou Joana com compaixão.

— Ou talvez haja algo que não sabemos em toda essa história. Por que para mim, ela ainda é a mesma Lety. Eu vejo um pouco daquela menina boa, doce e sonhadora nos olhinhos dela. Principalmente quando alguém da empresa chega pedindo ajuda. Apesar de toda essa transformação, a dona Lety nunca deixou de estender a mão para os funcionários que precisavam dela.

Fernando sabia que aquela Lety doce e sonhadora ainda existia. E se sentiu extremamente feliz por ter conhecido esse lado dela. Também conseguiu entender de alguma forma que o que a transformou na Letícia indiferente, fria e intransigente, foi o compromisso com aquele homem sem escrúpulos. Mas havia algo a mais nessa história, e ele estava disposto a descobrir e entender tudo. Fernando diz:

— Eu acredito na generosidade da dona Lety, Marta. Mas por enquanto, a situação está sob controle. Não se preocupe. Mas... Por falar na dona Lety...

Antes que Fernando pudesse concluir, vê o elevador se abrir e sua chefe sai de lá, usando uma bela calça esporte fino feminino, um blazer, ambos na cor preta, por baixo do blazer, uma blusa branca, seu colar com letra L, óculos escuros e cabelos presos em um coque meio bagunçado. Ao sair do elevador, retirando os óculos, encara Fernando por alguns segundos, observando quando ele sorri. Tudo o que queria era se perder naquele sorriso e naquele olhar. Fernando lhe trazia tanta paz. Tudo o que precisava era de um abraço daquele homem que a olhava como quem está diante da mais bela e magnífica obra de arte. Quis sorrir, quis se jogar no abraço dele  e se render com todo o seu coração. Queria dizer que passou o fim de semana inteiro pensando nele, que isso se tornava cada vez mais frequente. Mas ao invés disso, preferiu não corresponder ao sorriso gentil que lhe foi dirigido por ele com tanto afeto e esperança. Olhando para todos com seriedade, seguiu caminhando e passou sem nem ao menos olhar para eles:

— Bom dia.

Disse de maneira seca, sem notar quando o sorriso de Fernando se desfez lentamente, enquanto ele a seguia com o olhar. Marta chama sua atenção:

— Eii, Fernando! Vai lá. Vai ver o que foi que aconteceu com a ferinha hoje!

— Martaa! Não a chame assim. Muito me surpreende você dizendo isso da dona Lety. Ela é sempre muito gentil com você. Eu vou lá, ver se ela está precisando de alguma coisa. Com licença.

Fernando sai em direção à presidência e Marta fala para Joana:

— Você viu amiga, como ele a defende?

— Ai amiga, ela é nossa chefe. E ela é uma boa pessoa.

— Sim, tem razão. Eu não posso negar. Sabe que eu gosto muito da dona Lety. Só comentei isso porque é curioso ver como o Fernando a defende, depois de ter sido ele mesmo quem inventou aquele “apelido carinhoso” pra ela.

— Ai amiga, eu também acho isso estranho. Mas quer saber, eu já notei que o Fernando olha pra dona Lety assim — Tentou imitar de maneira cômica o jeito que ele a olhava — De um jeito muito babão!

— Tem razão amiga. Ai, sabe de uma coisa? Eu acho que aí tem, viu?

— Iihh coitado do seu Aldo!

— Coitado nada! Eu acho que estamos vendo coisa onde não tem. Mas sinceramente, se tivesse, eu me sentiria muito feliz pelos dois, porque tanto o Fernando quanto a dona Lety merecem ser felizes. 

 

…….

 

Fernando entra sorrindo na presidência, ainda pensando no momento agradável que passaram juntos. Havia pensado nela durante todo o final de semana. Na verdade, sempre pensava, mas dessa vez o fez com um fio de esperança. Ele a cumprimenta com animação:

— Bom dia, dona Lety! Como a senhora está, hem?

— Com dor de cabeça! Por favor, Fernando, providencie um remédio para mim. E depois, quero que me diga como está minha agenda para hoje.

— Ahh sim senhora!

— Se houver algum jantar de negócios, por favor, cancele.

— A senhora quer que eu cancelar um jantar de negócios? — Estranhou.

— Sim! Acontece que quero sair hoje à noite, para jantar com o meu noivo. — Disse olhando alguns papéis, tentando ignorar a presença do assistente.

— Jantar com seu….. noivo?!

A frase de Fernando saiu tão surpresa e desanimada, que Lety não pôde evitar olhá-lo. Quis sumir naquele momento. Mas manteve sua postura:

— Sim, jantar com meu noivo! Precisamos começar a nos organizar para o casamento, e isso exige tempo e dedicação. Preciso que seja um evento impecável.

— Ahh, claro, eu compreendo... Com licença.

Fernando abaixa a cabeça e sai totalmente desnorteado com tal afirmação de sua chefe. Ele sai dali acreditando que apesar de tudo, Lety é completamente apaixonada por Aldo, já que mesmo depois do que ele presenciou, ela continua com os planos de se casar.. Lety encosta a cabeça sobre a mesa, desanimada:

— Droga! — Volta a erguer a cabeça — Mas eu não posso deixar que nada estrague os meus planos. Nem mesmo isso que estou sentindo pelo Fernando, seja lá o que for.

Depois de algum tempo ele se aproxima com o remédio que Letícia pediu. O telefone da presidência toca e ela pede para Fernando atender enquanto toma o remédio. Imediatamente o rapaz atende:

— Presidência Solis, bom dia! 

— Bom dia, meu rapaz. Sou eu, a Teresinha Mendiola.— Contente ao ouví-lo.

— Senhora, que prazer. Eu vou passar para a dona Lety. Só um momento. 

Fernando entregou o telefone para Lety, em seguida se retirou.

Obviamente, Fernando não entendia o que estava acontecendo. Sempre que achava que sua relação com a chefe iria melhorar,  ela mostrava que nada mudou! Tudo isso o estava sufocando. Mas no fundo, achava mesmo que o melhor era esquecer daqueles beijos, dos momentos agradáveis e de tudo que envolvia Letícia Solis, pois ele sabia que jamais poderia dar a ela a vida de riqueza e luxo com a qual estava acostumada. 

O dia foi passando muito rapidamente. Lety encheu Fernando de trabalho, e nem ao menos perguntou sobre o final de semana dele com a mãe e a irmã. Fernando ficou triste e achou que ela não se importava:

— E por quê se importaria com o que um empregado fez no final de semana? 

Perguntou a si mesmo, repleto de um desânimo que o consumia desde quando notou Letícia chegar indiferente.

Por outro lado, Lety estava ao telefone, dessa vez, com Carolina:

— Não acredito que você está tratando ele assim de novo, amiga! O que você acha que está fazendo?

— Me protegendo! Estou defendendo tudo o que construí até aqui. 

— Ahh claro! E para mostrar ao seu Erasmo e ao mundo que você pode tudo, vai se casar com um otário que é capaz de te agredir?

— Já te pedi para não falar sobre isso, Carolina. Aquilo foi só uma vez. —  Mentiu —  Não vai mais acontecer, eu já disse.

— Você deveria contar tudo isso para o seu Erasmo, Lety! Não é possível que ele continue defendendo o Aldo dessa maneira, depois que souber o que ele foi capaz de fazer com você, que é A FILHA do seu Erasmo.

— Sabe muito bem que o meu pai não acreditaria em mim. 

— Isso é o que você diz. Mas nós sabemos que na verdade, você tem medo da decepção que isso causaria no seu Erasmo, por perceber que o rapaz “perfeito” que ele vê como o filho homem que não teve, na verdade é um covarde. Acorda, Lety. Você não pode viver tentando proteger o seu pai. Era ele quem tinha que fazer isso por você, amiga. Você precisa se permitir viver o que o seu coração está te pedindo. Para de pensar no seu Erasmo e pensa em você, pelo menos dessa vez.

— Ai, já chega, Carolina, Não quero mais papo com você. Vou trabalhar.

— Lety, eu te amo, mas às vezes eu fico com muita raiva de você! Sua tonta! 

Lety desliga o telefone na cara da amiga. Mas Carolina já nem se importava quando a amiga fazia isso em meio a alguma conversa tensa. Carol e Márcia queriam ajudar a amiga, por saber que uma das maiores fraquezas de Lety, era o próprio pai. Mas Lety não aceitava nada que pudesse interferir em seu objetivo de fazer com que seu Erasmo um dia admitisse que tinha orgulho dela.


 


Notas Finais


Beijos e até a próxima, se Deus quiser.


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