1. Spirit Fanfics >
  2. A liberdade é azul >
  3. 23

História A liberdade é azul - Capítulo 23


Escrita por:


Capítulo 23 - 23


Fanfic / Fanfiction A liberdade é azul - Capítulo 23 - 23

“E foi assim que eu consegui tirar todo o chacra da Kyuubi! Foi tão incrível, Gaara, eu me sinto tão bem, mas esse negócio é difícil de controlar, então você vai precisar esperar por mim mais um pouquinho.

 

Minha mãe é linda, você acredita que ela tem o cabelo tão vermelho quanto o seu? Eu nunca vi alguém tão bonito! Tirando você, é claro. Eu já disse que te acho lindo? Não me lembro, mas... você é lindo, Gaara!

 

Que droga, eu não consigo parar de sorrir! Estou tão agitado, acho que não vou conseguir dormir hoje. Talvez eu saia para treinar alguma coisa.

 

Estou começando a não fazer sentido, me desculpe. Mas sabe, eu me sinto a pessoa mais sortuda do mundo.

 

Eu contei sobre nós dois para ela, e ela ficou muito feliz! Ela nos aceitou e disse para você cuidar bem do tesouro dela, ou seja, eu! É uma responsabilidade bem grande, você tem certeza que aceita? Porque se você não aceitar, eu vou grudar em você e te perturbar pelo resto da sua vida, você querendo ou não!

 

Não estou fazendo muito sentido de novo… eu sei que tem uma guerra prestes a começar e você vai ter um papel importante nela, e eu nem sei se vou poder ficar ao seu lado, mas você vai ficar bem, não é? Você tem que ficar bem! Vamos lutar juntos e conseguir criar a paz que tanto precisamos, e aí vamos ser só nós dois.

 

Nossa, agora que eu vi que escrevi duas folhas! Como você me aguenta? Vou parar por hora, sei que você está ocupado.

 

Estou com saudades de você, Gaara. Não vejo a hora de rever meu namorado! É tão legal falar isso! Eu te amo, Gaara”

 

Gaara leu e releu a carta dele várias vezes. Era tão... Naruto que era como ter ele ao seu lado. Ele não discordou quando a Hokage decidiu não contar a ele sobre a guerra, sabia que ele correria para a linha de frente independente do perigo. Por isso, Gaara estava decidido a vencer essa guerra o mais cedo possível.

 

Ele dobrou os papéis com cuidado e a guardou dentro do colete do seu uniforme, perto do seu coração e seguiu até estar diante de todas aquelas pessoas.

 

Era evidente que as pessoas não se dariam bem de uma hora para outra, mas ele precisava unir aquelas pessoas. Ele apartou as brigas que começaram a sair do controle, inspirou o ar e decidiu deixar seu coração guiar suas palavras.

 

-Da Primeira até a Terceira Guerras Shinobi, cada país e cada vila lutaram em benefício próprio, se odiando e se ferindo mutuamente. Aquele ódio gerou a ambição por mais poder, e por isso eu nasci. No passado, eu também era somente ódio e poder, eu era um Jinchuuriki. Eu odiava a todos e queria destruir o mundo, exatamente como a Akatsuki está tentando fazer agora. Mas... um único shinobi de Konoha me deteve.

 

De olhos fechados, ele criou a imagem dele sorrindo, os olhos gentis e animados diante dele os guiando novamente, o libertando outra vez do temor.

 

-Ele era meu inimigo, mas derramou lágrimas por mim! Eu o feri, mas ele me chamou de amigo! Ele me salvou!! Nós éramos inimigos, mas ele é um Jinchuuriki também... Não existem pendências quando compreendemos a dor um do outro! Não existem inimigos aqui!! Todos nós estamos sofrendo por causa da Akatsuki! Não existe Suna ou Iwa, nem Konoha ou Kiri ou Kumo!! Somos todos apenas shinobi!! Se vocês ainda não conseguem perdoar a Suna, então assim que essa guerra terminar, vocês terão a minha cabeça!

 

Ficou claro para ele a mudança na expressão de todos, mas ele ainda precisava dizer mais coisas.

 

-O inimigo agora está atrás dele! Se eles o tiverem nas mãos, o mundo shinobi vai ser destruído e tudo que vivemos terá sido em vão! Eu quero proteger meu amigo, meu companheiro, e quero proteger esse mundo! Mas eu sou jovem e inexperiente demais para isso! Por isso, eu imploro a cada um de vocês, me emprestem a sua força! 

 

Junto com a aliança shinobi, ele partiu, determinado a proteger todas as coisas que eram importantes para ele.

 

❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃

 

Gaara nunca pensou que o primeiro inimigo que enfrentaria seria o seu pai. Tantas lembranças amargas passaram na sua cabeça quando ele usou o Jinton: Sakin Taisō (Funeral imperial do pó de ouro) para parar o seu Ryūsa Bakuryū ( Fluxo da cachoeira de areia movediça). Se pudesse, evitaria aquele confronto, mas recuar não era mais uma opção.

 

-Há quanto tempo, pai.

 

-Gaara, onde está o Shukaku?

 

Ele não deveria ficar surpreso por ele se preocupar unicamente com o Shukaku, e não com ele.

 

-Ele se foi há muito tempo. Não sou mais o jinchuuriki que você criou, pai. As pessoas que estão te controlando extraíram o Shukaku de mim. Aquilo me matou mas eu sim estou vivo hoje graças à Chiyo-baa-sama e aos meus amigos.

 

-Você tem amigos?

 

Suas palavras não o abalaram, Gaara não esperava uma súbita mudança dele. Mas era difícil ignorar o sentimento amargo que elas deixaram.

 

-Pai, você tentou me matar seus vezes, e a cada vez, meu medo é ódio por você cresciam. Mas eu não o odeio mais. Eu entendo os seus motivos. Eu sou o Kazekage agora. É dever do líder da Vila eliminar qualquer ameaça. Nós temos que proteger o que é importante.

 

-Você é o Kazekage?

 

-Não é só isso. Ele também é o comandante chefe do regimento de batalha principal das forças aliadas. Apesar da sua idade, ele não é apenas um Kage, como também tem o respeito dos outros Kages também.

 

Gaara nunca esperou que alguém como o Tsuchikage o defendesse daquela forma.

 

-Esse edo-tensei tem o seu mérito, afinal. Vamos ver do que você é capaz, Gaara.

 

Ele não queria que aquela luta se estendesse, Temari poderia chegar a qualquer momento e ele queria poupar sua irmã daquele fardo. Por isso, ele usou o Suna Arare (Granizo de areia) como uma distração. Foi bem sucedido em capturar o seu pai, como havia planejado, mas nem em seus sonhos mais felizes, ele imaginou que ouviria seu pai falando com ele com tanto carinho.

 

-Você cresceu, Gaara. Tudo o que um pai precisa fazer é acreditar em seus filhos. Não é, Karura? Eu não tenho mesmo a habilidade de ver o valor das coisas.

 

-Do que está falando?

 

-Não importa quando ou onde, a areia sempre vai te proteger. Esse não é o poder do Shukaku, e sim o da sua mãe, Karura. Sua mãe o amava.

 

Ele pensou ter ouvido errado. O que seu pai estava falando, não tinha nenhuma conexão com as coisas que ele presenciou.

 

-Minha mãe me amava? Mas naquele dia, o Yashamaru disse que...

 

-Eu mandei ele mentir para você. Se tinha alguém que ele odiava, era eu, por tudo que eu fiz com a sua irmã. Eu falhei. Eu julguei que você não tinha valor e coloquei um fardo desnecessário em seus ombros sem pensar duas vezes. Eu privei você do seu futuro e te transformei em um jinchuuriki, roubei sua mãe e o amor dela de você, eu roubei seu laço com seus irmãos e com a vila. Eu até tentei roubar sua vida. Eu só te dei um coração partido.

 

Gaara pensou que não precisava daquilo, que a ferida no seu coração já estava fechada, havia anos que ela não doía mais. Mas ele estava errado, embora não doesse, não significa que ela tinha sarado. Gaara só tinha se tornado bom em ignorar.

 

Mas agora que ele sabia disso, não pôde conter as lágrimas, de alegria e de alívio, de libertação e de gratidão. A última vez que tinha chorado assim foi naquela noite que ele perdeu tudo. Mas diferente daquela vez, ele não sentiu desespero, se sentiu simplesmente livre.

 

-Sua mãe te amava, e te protege até hoje. Ela te trouxe ao mundo e te deu amigos. Ela fez de você um Kazekage. Ela deu a você tudo que eu tentei roubar de você.

 

Gaara não recebeu um abraço ou pode conversar com Karura pela primeira vez, mas ele entendeu melhor a comoção por trás da carta do Naruto. Ele sentiu o amor embriagar seus sentidos, finalmente completo.

 

-Minha mãe foi mesmo incrível… Graças a ela, pela primeira vez, eu recebi do meu pai o meu remédio.

 

Sem perder tempo, ele terminou o selamento. Por mais feliz que estivesse, Gaara ainda tinha o peso de várias vidas em suas mãos, e não podia perder a concentração naquele momento.

 

-Você me superou a muito tempo, Gaara! Eu conto com você para proteger a vila!

 

Ele assentiu, viveria a altura daquela confiança, viveria uma vida digna, como sua mãe havia sonhado para ele. Gaara nunca mais precisaria ignorar a ferida no seu coração, pois ela estava finalmente e completamente curada.

 

❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃❃

 

Encontrar seu pai e descobrir que ele foi amado por sua mãe foi a melhor coisa que havia acontecido desde o início da guerra. Gaara sentiu o amor da sua mãe correr junto com seu chacra, lhe dando a força que ele precisava para vencer aquela guerra. Ele precisava ser tão forte quanto ela, se quisesse proteger Naruto e todos os shinobis.

 

Foi com esse pensamento que, junto com o Tsuchikage, ele enfrentou o edo-tensei do Sandaime Tsuchikage, apesar da grande diferença entre a experiência de combate deles. Enquanto pensava em uma estratégia boa o bastante, um brilho chamou sua atenção. Gaara não queria acreditar no que via.

 

-Wakusei Rasengan (Rasengan Planetário)

 

Qualquer dúvida sumiu quando ele ouviu Naruto. Mu-sama conseguiu desviar, para um ninja sensorial, era fácil.

 

-Gaara, areia!

 

Ele só reagiu ao pedido dele, criando uma plataforma para Naruto se apoiar. Com braços de chacra, ele conseguiu voltar e fazer seu ataque atingir o Tsuchikage. Seu corpo foi envolto por um vortex turbulento e jogado para longe. Oonoki conseguiu reagir a tempo, o que permitiu a Gaara selar o corpo dele com sua areia.

 

-Isso foi impressionante Gaara! Você também, vovô baixinho.

 

-Eu sou o Tsuchikage, seu pirralho. Além disso…

 

-O que diabos você está fazendo aqui? 

 

Gaara gritou assim que o choque e a surpresa passaram. De todas as coisas, de todas as pessoas, Naruto era o único que não poderia estar ali, ainda por cima sorrindo e coçando a cabeça como se fosse algo natural.

 

-Eu posso explicar Gaara!

 

-Acho bom você ter uma excelente explicação para me convencer!

 

- Eu… senti saudades - O loiro mais perguntou do que respondeu.

 

Gaara estava prestes a explodir outra vez, quando Shikaku entrou em contato com ele e explicou sobre a decisão do Raikage e da Hokage. Ele ainda não se convenceu, mas não tinha mais o que ele pudesse fazer naquela altura.

 

-Onde o seu corpo verdadeiro está?

 

-Está indo com o Bee-ossan atrás do Madara. Eu me dividi pelos campos de batalha para ajudar.

 

-Que seja, Kazekage, ainda temos dois Kages antigos para selar, então eu vou na frente. Não demorem, vocês dois.

 

Oonoki partiu para o campo de batalha, ficou claro que Gaara queria um momento a sós com Naruto. Foi só quando ele não estava mais no campo de visão deles que Naruto o puxou para um abraço. O manto de chacra laranja da Kyuubi era acalentador, ou talvez fosse só a saudades que aconchegou o coração do ruivo. Não importava.

 

Naruto segurou dos dois lados do rosto dele, os polegares girando perto dos seus olhos enquanto lhe dava vários selinhos.

 

-Você estava chorando? O que foi?

 

-Meu pai foi revivido pelo edo-tensei e acabamos lutando.

 

-Sinto muito, Gaa.

 

-Tudo bem. Ele me contou sobre minha mãe, ela me amava Naruto.

 

Os olhos verdes brilhavam intensamente, calmos como nunca antes. Naruto entendia bem como o coração dele deveria estar inflamado de alegria, semelhante ao seu.

 

-Claro que amava. Tem como não amar você?

 

Naruto falou sorrindo e seu humor o contagiou. Não podia negar que foi bom rever ele, apesar de toda a tensão. Gaara o puxou pela nuca, e prontamente Naruto segurou dos dois lados da sua cintura, enquanto as bocas unidas exploravam uma à outra com saudades. Naruto parecia mais confiante, mais determinado, e negou a ele o domínio daquele beijo. Gaara pensou que não seria tão ruim deixar ele no controle, quem sabe o que ele seria capaz de fazer.

 

Pelo visto, ele não era o único perdido em pensamentos inapropriados para o momento. O loiro segurou na sua bunda e a apertou forte, erguendo um pouco seu quadril até que ele ficasse na ponta dos pés. Naruto deixou seus lábios para judiar da pele do seu pescoço, e Gaara deixou que ele fizesse as coisas do seu jeito.

 

-Você está mais ousado, raposinha.

 

-Isso é um problema para você? - Perguntou o outro apertando seu corpo com mais vontade.

 

-Nem um pouco.

 

Naruto riu antes de beijar sua boca outra vez, se afastando antes que as coisas saíssem mais ainda do controle. Gaara corou um pouco quando viu que ele estava ofegante, uma ereção marcada na calça. Sorrindo, ele ficou na ponta dos pés outra vez para beijar sua bochecha vermelha.

 

-Eu vou cuidar disso aqui depois - Gaara disse ao apertar o membro dele por cima da roupa dele - Eu preciso ajudar o Tsuchikage com o Mizukage, você consegue dar conta do Raikage?

 

-Farei o meu melhor, apesar do estado que você me deixou - Naruto tirou a mão dele da sua virilha e beijou o dorso da mão dele.

 

-Você quem me atacou com essa boca gostosa - Gaara retrucou sem muito ânimo - Eu sei que você é só um clone, mas por favor tome cuidado. Eu quero lutar ao seu lado mais um pouco.

 

-Vou tomar cuidado, você também, me promete que vai ficar vivo!

 

-Prometo.

 

-Isso é sério? Eu te amo, Gaara. Por favor.

 

Naruto achou fofo quando ele ficou na ponta dos pés para lhe beijar novamente. Gaara tinha várias facetas, e cada uma delas lhe encantava e maravilhava. Amava o lado possessivo e um pouco rabugento dele, mas esse lado fofo, só o fazia querer agarrar o ruivo e correr para bem longe, até um lugar onde pudessem ser felizes sem se importar com mais nada. Talvez ele fizesse isso depois da guerra.

 

-Vamos lá, raposinha!

 

-Hai!

 

Cada um deles partiu para direções opostas, mesmo com os pensamentos fixos um no outro.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...