História A liberdade não existe - Capítulo 1


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Categorias Super Junior
Personagens Kim Heechul
Tags Heechul!centric
Visualizações 5
Palavras 827
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Ficção Adolescente, LGBT, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Adoro a época que o Heechul parecia muito uma garota,mais do que hoje.

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction A liberdade não existe - Capítulo 1 - Único

O que é a liberdade para você?


Algo inexistente,uma ilusão criada pelo ser humano para fugir dessa sociedade cheia de defeitos,repleta de falhas,baseada na desigualdade e composta por maldade.


Justifique sua resposta.


Nessa sociedade a tal da liberdade não existe,ninguém é livre para fazer o que quiser,não está na lei que é proibido ser feio,mas mesmo assim as pessoas julgam,não está na lei que é proibido ser gordo(a),mas isso não impede as pessoas de reprimirem alguém assim,não está na que é proibido ser lgbt,mas isso não faz com que as pessoas parem de sentir nojo,ódio,repulsa entre outros.


A lei não me impede de gostar de passar maquiagem,mas várias vezes me vi sendo questionado sobre isso.


"Por que você não tira essa base?"

"Por que você passa batom? Isso não combina com você."

"Você está horrível,deveria parar de passar essas maquiagens,um homem não deve usar coisas de mulher."


A lei não me impede de usar roupas femininas,mas ela também não impede as pessoas de reclamarem.


"Você deveria parar de usa essas coisas,você é um homem."

"Para que essa tiara? Isso é coisa de mulherzinha."

"Você é um garoto ou uma garota?"

"Francamente,essas roupas são de mulher,não deveria ficar usando,por que não coloca uma calça no lugar dessa saia?"


A maior parte desses questionamentos vem da minha mãe,o que está errado,a família deveria apoiar,não julgar.


Ninguém é livre,a sociedade não permite isso,ela julga,ela prende as pessoas numa caixinha de padrões,não apenas de beleza,mas também sociais,profissionais,pessoais,entre outros.


Uma prostituta é julgada pela maior parte das pessoas,mas isso não é culpa dela,ninguém sabe o que ela passa,então por que continuam julgando? Querendo impor seus padrões? Forçá-los goela abaixo nas pessoas?


Nem mesmo quem não se importa é livre,pois a sociedade continua não permitindo,você pode ignorar e não se deixar atingir pelos comentários e ações,mas eles continuam ali,e você querendo ou não está sempre cercados por ele,se importando ou não eles continuam ali,então não adianta,ninguém nessa sociedade é livre,ninguém pode ter esse direito.


Para ser livre nesse mundo,você teria que ser um animal,mas ainda assim,correria o risco de ser enjaulado ou caçado,teria que se preocupar com predadores e com seu habitat,então ainda não seria livre.


Para ser livre,teria que ser o solo,mas seria usado até se tornar infértil,e então seria largado,inútil e infeliz,ou seja,ainda não seria livre.


Para ser livre,teria que ser a água,mas continuaria sendo gasto,poluído,e algum dia iria acabar,então também não seria livre.


Para ser livre,teria que ser uma planta,mas seria morto pelos humanos,uma árvore seria cortada,uma flor,arrancada para ser usada como presente,os humanos arranjariam uma utilidade para você,e no final seria jogado fora,ainda não seria livre.


Para ser livre,teria que ser um objeto,mas se fosse algo importante,as pessoas te usariam até se estragar,e então o jogariam fora,sem uso,se fosse algo sem utilidade,não seria comprado,não seria usado, iria para o lixo sem sequer ter uma chance,ou ficaria guardado em uma gaveta,no escuro e não seria lembrado,mais uma vez,não seria livre.


A sociedade tem a mania de fazer ideais de pessoas perfeitas,e planta isso em todos enquanto ainda são pequenos.


Mas essas pessoas perfeitas também não são livres,elas não são julgadas,mas são precionadas igualmente,elas não podem errar,não podem decepcionar,pois,na primeira queda,ninguém irá ajudar-lhe,começará à ser julgado,e quando tentar levantar,será criticado e empurrado.


A sociedade tem essa mania de pensar que somos como robôs,não sentimos,somos eficientes,não falhamos.


Mas ela esquece que todo robô tem uma fase de testes,tem uma complexidade enorme,tem falhas antes de ficar pronto,e a sociedade não quer esperar,ela quer o robô perfeito no momento em que quiser,ela não entende que precisamos de teste,e ela esquece também que robôs quebram,que podem dar curto circuito,que não duram tanto assim,mas ela não se importa,e continua os querendo,então quando um quebra,se decepciona,julga,e vai atrás de outro,não percebendo que ela fez mau uso do aparelho,que ela não soube usar,que ela é a culpada.


Ninguém é livre,e a culpa é dessa sociedade que vivemos,pois ela nos prende,e sequer se importa.


Eu não me importo quando eles dizem que não é minha culpa,assim como não importo quando eles dizem que é,porque a sociedade é mentirosa,enganosa e muitas vezes está errada,não sabe os fatos,não sabe as verdades,não sabe tudo,e mesmo assim continua a dar pitaco.


Eu não me importo quando dizem que eu estou bonito,assim como não importo quando dizem que estou feio,pois o exterior não me importa,e são poucas as pessoas que podem dizer sobre meu interior,essas eu não uso nem uma mão inteira para contar.


Eu não me importo com o que a sociedade fala,pois ela não sabe tudo,ela não está sempre certa,ela não me conhece,mas mesmo assim eu continuo preso por ela,e por seus comentários,eles não me afetam mas estão ali,esperando o momento que eu fraquejar,para então me derrubar,ocupando minha mente e me puxando cada vez mais para o fundo,até o ponto em que eu cair e chegar ao fundo do poço.


Eu sou um dos que não se importam,e mesmo assim continuo preso por ela.


E é por isso professor,que se o senhor quiser falar de liberdade,me mostre uma sociedade que não seja assim,apenas uma,caso contrário minha resposta continuará a mesma:


A liberdade é inexistente e a sociedade culpada até que me provem o contrário.


Notas Finais


E o Heechul minha diva até que se prove o contrário.

Levei um bom tempo até finalmente tomar coragem pra postar essa OS,mas aqui estou eu não?


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