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História A liberdade que percorre nas notas de uma música - Capítulo 1


Escrita por: Ikamy

Capítulo 1 - Capítulo Único


-Lucy venha me ajudar!

-Já estou indo mãe. - Sai correndo até a lavanderia da nossa casa. - Sim? -  perguntei enquanto abria a porta.

-Você poderia estender essas roupas para mim? Eu tenho que começar a preparar o almoço para seu pai.

-Hm, claro!- minha mãe saiu da lavanderia.

Eu abri a janela da lavanderia, e um vento forte entrou. ‘Ugh, que frio’. comecei a pegar as roupas e fui estendendo no varal que fica pendurado na nosso janela até a janela do prédio ao lado, aos poucos enquanto estendo começo a ouvir um som que ia ficando cada vez mais alto, olhei pela janela e vi uma garota, de cabelos ruivos, pele morena e sardas no rosto. Ela estava tocando uma flauta, uma música animada que junto com o vento, parecia que eu poderia voar. Meus pés começaram a se mover, é como se eu estivesse completamente livre. 

Fui estendendo as roupas enquanto me movimentava ao som da música, até que:

-Haa, terminei. - Sai correndo saindo da lavanderia, depois pela cozinha fazendo minha mãe se assustar.

Passei pela porta da frente e desci as escadas, quando cheguei nos últimos degraus, a menina estava passando bem na minha frente, ‘ah, ela é tão linda’, eu estou completamente paralisada, apenas observo, sua beleza, e o lindo som que saia de sua flauta.

Reuni todas minhas forças para seguir em frente, ‘ Vamos ela está se afastando!’

Comecei a correr até que toquei seu ombro.

-Ha, haa… - Ela deu um pulinho, e me olhou assustada, mas rapidamente ela se acalmou - E-eu posso saber seu nome? - Perguntei enquanto levantava meu rosto para ve-lá.

-Ah? - Ela corou - Bem (risos) Eu me chamo Solly.

Ela se virou para mim, que rapidamente ajustei minha postura.

-Prazer, eu sou Lucy! - Ela sorriu para mim, meu rosto estava quente. O que é isso? - É, hum, você toca muito bem! - falei apontando para a flauta em suas mãos, que estava em frente a seu corpo, ela acompanhou meu olhar.

-(sorri) Você gosta de música Lucy? - Acenei, enquanto a olhava. -Bem o que você acha de se encontrar comigo?

-T-tipo um encontro? - meu rosto ficou totalmente corado, enquanto ela ria um pouco envergonhada.

-Bem.. -Ela ficou em silêncio durante uns segundos, com a cabeça meio de lado, tímida. - Vamos dizer que sim.

Nós ficamos em silêncio durante um tempo, até que eu a vi respirando fundo, ela começou a se aproximar de mim, eu conseguia ouvir sua respiração e até mesmo sentir o calor dela. Meu coração estava tão acelerado, até que ela começou a falar baixinho em meus ouvidos o local que deveríamos nos encontrar.

Ela sorriu e se afastou de mim, ela sinalizou um tchau para mim, e se virou indo embora.

Eu observei ela se afastar durante um tempo, depois fui para casa.

-O que aconteceu? -Minha mãe me perguntou curiosa quando entrei na cozinha.

-Ah, n-nada.- falei abaixando a cabeça para ela não me ver toda vermelha.

Ela apenas riu baixinho e pediu para que eu fosse tomar banho. ela com certeza já havia entendido. Passou-se um tempo, eu já havia terminado meu banho, meu pai já tinha chegado em casa, ele também foi tomar banho, depois jantamos. Finalizando então assim nossa noite.

Após alguns dias, o dia que Solly havia marcado nosso encontro finalmente chegou, eu estava ansiosa, esse é o meu primeiro encontro.

-Mãe?

-Sim? 

-Posso te contar uma coisa?- perguntei desviando meu olhar.

-Claro senta aqui. - Ela disse batendo no assento ao lado dela no sofá.

Eu me aproximei e sentei ao seu lado. 

-Bem, hoje, eu… Tenho um encontro.

Ela me olhou surpresa, e logo após riu.

-Então é por isso, hum. Então quem é?

-O nome dela é Solly..

-Oh. Ela é uma garota?

-Ah, um, é sim. - Eu abaixei minha cabeça preocupada. - Tem algum problema?

-Não haha, só fiquei surpresa. - Ela levantou meu rosto e me deu um beijo na testa. - Então como você a conheceu?

Eu contei tudo para minha mãe, e pedi se ela poderia me emprestar um dinheiro para comprar uma roupa para o encontro, ela me olhou, pegou minha mão e me puxou até seu quarto, eu apenas sentei na cama e comecei a observa-lá mexendo e remexendo nas coisas em seu guarda-roupa. De lá ela tirou um lindo vestido brando, de comprimento médio, junto tinha também um espartilho, depois ela voltou a procurar no guarda-roupa e pegou duas sapatilhas brancas com detalhes dourados.

-Aqui! Se você gostar deles você pode usar. - ela sorriu, parecia muito feliz em me dar o vestido, e os outros acessórios. - Mas se você não gostar eu te dou o dinh.. - Eu pulei em seus braços.

-Eu vou usá-los mãe, muito obrigado!

Ela saiu do quarto e disse que eu poderia me arrumar ali mesmo, depois ela me ajudou com meu cabelo e com uma leve maquiagem.

Chegando no local marcado vi que cheguei um minuto atrasada, e estava torcendo para que a Solly não ficasse brava. O local é uma taberna, pelos sons parecia que as pessoas estavam bem animadas dentro dela. Eu fiquei do lado de fora esperando.

O tempo foi passando e nada. Eu comecei a pensar se deveria ir embora, até que comecei a ouvir a mesma música que Solly estava tocando com sua flauta naquele dia, decidi entrar na taverna. E assim que entrei uma onda de energia pareciam me encher, eu vi Solly tocando junto com outros músicos em um palquinho que tem dentro da taberna. Eu fiquei parada em frente a porta até que ela me viu, parecia que meu coração iria sair para fora. 

Ela estava vestida com um lindo vestido vermelho, e um espartilho marrom.

Ao me vê ela parou de tocar por uns segundos e sorriu para mim, e quando voltou a tocar a música parecia mais feliz, e cheia de vida. Um garoto, que parecia ter alguns anos a mais que eu apareceu em minha frente.

-Você é a amiga da Solly?

-S-sim.

-Venha comigo.

Eu o segui até uma mesa, que tinha uma boa visão do palco.

-Você pode se sentar, daqui a pouco a Solly vai se juntar a você. - Eu acenei com a cabeça.

Ainda de pé, eu a observei mais um pouco. Deixei minha bolsa em uma das cadeiras e fui para o “grande” centro que fica entre o palco e nossa mesa, e me deixei levar pelo som da música, livre. Pessoas que estavam sentadas começaram a se levantar e foram se juntando no centro da taberna para uma dança. 

Eu estava dançando, até que senti alguém tocar meu ombro. Me virei rapidamente com o susto e vi Solly rindo.

-Parece dessa vez fui eu quem lhe assustei! - Ela se aproximou de mim, passou seus braços pela minha cintura, parecia que havíamos virado um só, como o vento. E nessa noite nos deixamos ser levadas pelas notas da linda música até entardecer.

 



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