História A Light Reborns - Capítulo 17


Escrita por:

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Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Maggie Greene, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Rick Grimes
Visualizações 46
Palavras 3.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey galera, como estão? Espero que bem
Mais um capítulo novinho para vocês, espero que gostem.
Bjss, e até mais
Boa leitura

Capítulo 17 - Beth vem de Bethany


Fanfic / Fanfiction A Light Reborns - Capítulo 17 - Beth vem de Bethany

POV Daryl

Choque. É o que sinto quando Beth pronuncia aquelas palavras. Não que seja uma coisa ruim, ou que eu não queira, mas é como um soco na minha cara e eu não sei como reagir. Não faço ideia.

-O que? – pergunto como um perfeito retardado e ela sorri de lado, ainda parecendo cansada.

-Lembro de tudo que diz a você, Daryl Dixon – diz mais alto dessa vez, os olhos fixos nos meus. – E você estava errado.

-Sobre o que? – pergunto ainda bobo. Ela abre um sorriso inteiro, de quem sabe das coisas e se inclina em minha direção, ficando tão próxima que sinto seu hálito em meu rosto.

-Estavam vivos e todos nos encontramos de novo– ela ri e eu a puxo para cima de mim por puro impulso, beijando seus lábios.

Tudo em mim se aquece, e eu me sinto maravilhado e assustado ao mesmo tempo. Agora que ela se lembra, que sabe, é como se a verdade esmagadora do quanto gosto dela estivesse exposta, fosse mais verdadeira e palpável. Ela puxa meus cabelos, e então nos separamos lentamente.

-Idiota- resmungo e ela faz carinho em meu rosto, uma lagrima escorrendo por sua bochecha.

-Você que é – resmunga e eu rolo os olhos. Ela ri de novo e se aconchega em meus braços, encostando a cabeça em meu ombro e me surpreendendo. – Como pude esquecer você?

-Não sou tão importante assim, loira- digo para tranquiliza-la, e ela me dá um tapa no ombro.

-Como eu disse, o idiota é você- resmunga e é minha vez de soltar uma risada.

-Talvez eu seja – concordo e ela se vira em meus braços, focando os olhos em mim.

-Talvez – concorda e então me analisa – Sei o que está pensando. Não ouse, Daryl.

Olho para ela arqueando a sobrancelha.

-Na lista de pensamentos conturbados de Daryl Dixon, você deve estar refletindo o quanto você não é bom para mim, ou assustado pra caramba com eu estar lembrando de tudo novamente – resmunga e eu olho para ela atordoado – Não faça cara de surpreso, isso é muito você.

-O que exatamente é muito eu? – pergunto entre surpreendido e qualquer outra coisa que possa ser possível.

-Você se achando insuficiente, - responde elevando as sobrancelhas. -digamos que eu queira acelerar as coisas, e evitar esse confronto mais para frente.

-O que isso quer dizer, loira? – pergunto e ela fecha os olhos.

-Hmmmm, eu não fazia ideia de como é bom ouvir você me chamar assim- diz com um sorriso lindo. Abre os olhos em seguida e fixa os olhos em mim – Quer dizer que eu quero você exatamente como queria antes.

-Isso porque você se lembrou. – aponto e ela rola os olhos.

-Porque me apaixonei por você duas vezes, Daryl, e sendo assim você tem que concordar comigo que não dá pra evitar – diz com seriedade, mas acaba ficando tensa em seguida – Anão ser que você não me queira. Nesse caso dá pra evitar. Mas você me beijou. Se importou comigo o tempo todo. Certo? Oh Deus eu não estou confusa sobre isso, você estava. Eu...

E é ai que vejo que a deixei nervosa. Beth tem duas reações quando fica nervosa. Silêncio gelado e barulho sem fim. Aparentemente atingi o barulho sem fim dessa vez.

-Beth – interrompo, puxando o queixo dela para que me encare. – É claro que quero você. Sempre vou querer.

Sai como um resmungo, e me sinto desconfortável, mas ela ouve. E a atinge, porque o sorriso volta para seu rosto e então estamos nos beijando.

E dessa vez não quero parar.

Agarro sua cintura com as duas mãos e a trago para meu colo novamente.  Ela sorri entre o beijo, e sobe as mãos para meus cabelos puxando. Nos separamos em busca de ar, e eu sigo para seu pescoço, sugando a pele, apertando entre os dentes e me deixando embriagar pelo seu cheiro. Que falta que eu senti desse cheiro...

-Daryl – geme baixinho, enfiando as unhas em minha nuca. Meu sangue esquenta, ferve.

Suas mãos passeiam livremente por meu corpo, se infiltrando por dentro de minha camisa. As unhas arranham de leve meu peito, me fazendo arrepiar e meus músculos tencionarem.

-Ainda tenho efeito sobre você, hã? – sussurra contra meu ouvido, prendendo o lóbulo de minha orelha em seguida.

Sorrio, me sentindo desafiado. Uma de minhas mãos desce para sua bunda, apertando e me deliciando com a sensação. Ela geme engasgado e eu estouro os botões de minha camisa em um movimento rápido. Arquejo com a visão de seus seios ainda cobertos por um sutiã rosa, e sigo para o fecho, me livrando da peça em seguida.

Paro, deixando meu olhar descer lentamente por seu corpo, e me divirto com o rubor que sobe por suas bochechas. Subo uma das mãos pelo seu tronco e seguro seu seio, os olhos fixos nos dela em desafio. Ela geme e seu corpo se arqueia para mim.

-Ainda tenho efeito sobre você, hã? – murmuro baixo, arqueando a sobrancelha.

Seus olhos se incendeiam, e ela me puxa para um beijo brusco. Correspondo, brigando por poder. Suas mãos pequenas e macias sobem com a minha camisa e nos separamos para nos livrarmos do tecido incomodo.

Deito-a na cama e me delicio com a imagem dela ali em minha cama, os lábios inchados, os cabelos bagunçados contra o travesseiro, apenas uma calcinha preta me impedindo de ve-la por completo.

Deito meu corpo sobre o dela, e recomeçamos os beijos. Separamo-nos e eu desço os beijos por seu pescoço e clavícula, finalmente chegando aos seios. Ergo os olhos para poder capturar cada expressão e abocanho um deles enquanto massageio o outro. Ela se arqueia  e um gemido longo escapa. Ela fecha os olhos, a boca se entreabre e sua expressão de prazer faz com que eu endureça ainda mais, se é que isso é possível.

Sugo seu seio com mais força e pressiono meu pau contra ela, que geme mais alto, entrelaçando uma perna ao redor de meu quadril.

-Abra os olhos, Beth – mando  me afastando de seu seio mas sem parar de massagear o outro.  Ela pisca algumas vezes e foca os olhos em mim..

Brinco com sua calcinha, passando os dedos por cima do tecido encharcado. Ela fecha os olhos novamente. Eu paro.

-Olhos abertos, Bethany – rosno e ela xinga, abrindo os olhos novamente.

-Vá para o inferno- resmunga, e eu sorrio.

-Ainda não loira, tenho algo a fazer- digo e volto a beijar seu corpo. Desço os beijos por sua barriga e chego a sua calcinha.

Arrasto-a com os dentes para fora do corpo dela. Beijo a parte interna de sua coxa, subindo até chegar onde quero. Gostosa. Beth Greene é tão fodidamente gostosa.  E é minha.

Brinco com ela um pouco, ouvindo seus resmungos irritados, e só então passo a língua ali, entrando fundo. Ela geme mais alto. Deliciosa. Movo a língua por toda a sua extensão, até chegar ao seu feixe de nervos. Raspo os dentes ali e pressiono esse ponto, fazendo-a enlouquecer. Seu corpo estremece e eu sei que está próxima. Continuo até que ela se desfaça em minha boca.

Ergo os olhos e encontro-a ofegante, os olhos escuros, pupilas dilatadas. Subo por seu corpo e nos beijamos novamente. Ela nos rola na cama, rebolando sobre meu pau, me levando a loucura. Xingo.

Beth sorri de lado e beija meu peito, mordendo pontos específicos, me matando de tesão. Maldita. Um gemido engasgado me escapa, seguido de tantos outros quando ela começa a passar a língua por meus mamilos e por meus músculos no geral.

 Desafivela o cinto, e logo em seguida começa a se livrar a calça meias. Ajudo.

Ela sobe os beijos por minhas pernas,  e eu a puxo para cima, girando em seguida, recebendo um olhar indignado em resposta.

-Estou cheio de saudades para matar, loira- respondo antes de tomar seus lábios para mim.

Me acomodo entre suas pernas e me posiciono para entrar. Ela está com os olhos fechados, gemendo baixinho.

-Daryl, por favor – pede baixinho, entre os gemidos.

-Abra os olhos então, loira- respondo. Ela xinga e os abre. – Quero entrar em você com esses olhos fixos nos meus.

 E é assim que acontece. Deslizo para dentro lentamente, sentindo cada centímetro entrar conforme ela me acomoda. Um gemido me escapa ao mesmo tempo que dela. E eu fecho os olhos, apreciando a sensação de estar apertado dentro dela, de senti-la em mim.

-Abra os olhos, Daryl. Eu quero estar olhando dentro de seus olhos enquanto você entra fundo em mim – manda e eu abro imediatamente, atordoado pelo uso das palavras contra mim.

O desejo queima tudo em mim e eu só consigo me perder em Beth.

POV Beth.

Dentro. Daryl está tão dentro de mim quanto possível. Sinto o meu corpo estremecer e deseja-lo mais e mais. Que se mova, que entre fundo e forte. Porque Daryl Dixon é meu e eu sou dele. Tudo em mim derrete por ele, reage a ele, deseja ele.

Mesmo sem lembrar, mesmo sem saber, eu já sentia falta dele. Eu já queria ele. Meu corpo sentia falta dele por perto, dele dentro de mim. Oh céus.

Ele começa a se mover mais rapidamente, mais fundo e eu perco a noção das coisas. Não existe mais nada além de nós dois e do momento. Movo contra ele, e entramos em um vai e vem frenético e delicioso.

Ele mete forte e fundo, e eu vejo estrelas, perdida no prazer que me rodeia e transborda. Os gemidos escapam de mim sem que eu consiga evitar. E dele também, as vezes como rosnados contidos.

Outro orgasmo se aproxima, sinto a pressão conhecida, sinto cada mais próximo, mais próximo, até que com um grito eu me desmancho. Ele se move mais algumas vezes e então desaba sobre mim também.

Ficamos ali, caídos e suados, tentando recuperar o folego. Ele pesa sobre mim, mas eu não me importo. Na verdade, gosto. Depois de um momento ele se apoia nos cotovelos, diminuído o peso e me encara.  E então eu simplesmente sei que Daryl estragou o sexo para qualquer outro. Nada menos que ele vai me satisfazer. Sei que cheguei a essa conclusão logo depois de nossa primeira noite, mas até então eu não sabia com certeza. Não quando ele tinha sido meu único. Agora sei.

-Tudo bem? – pergunta preocupado.

-Tudo ótimo- respondo me erguendo e beijando-o lentamente. Ele retribui com carinho, e depois sai de mim lentamente, me arrancando um gemido.

Ele me puxa para seu peito e eu me acomodo ali, apenas curtindo o momento.

-Você estava certa- diz depois de um tempo, fazendo desenhos irregulares em minhas costas.

-Sobre o que? – pergunto me erguendo para encara-lo.

-Eu senti muito a sua falta quando você se foi – responde e meu coração bate acelerado, e meu peito se enche de carinho e amor.

Sim, amor. Não que eu vá dizer a ele, não quando sei o quanto isso pode assusta-lo. Abro um sorriso do tamanho do mundo, dou um selinho rápido e o abraço.

-Que bom que estou de volta então – sussurro, ainda agarrada a ele.

(...)

Ele me faz comer em algum momento depois do sexo. Insiste até que eu me sente e coma tudo o que está na bandeja. Não que tenha sido difícil, uma vez que gastei energias com ele.

Depois de nos aproveitarmos mais um do outro, nos levantamos, tomamos banho juntos e nos vestimos. O mundo não parou de girar apenas porque eu me lembrei dele, então temos que seguir em frente. Coloco minha calcinha e sutiã, visto a calça jeans e coloco uma camisa preta dele. Ergo a que eu estava usando antes e que agora está arruinada. Ele dá de ombros diante de minha sobrancelha arqueada.

-Por que não põe a sua? – pergunta apontando para minha regata dobrada no canto.

-Porque a sua tem seu cheiro- respondo dando de ombros. Ele engole em seco e depois sorri sacana.

 Rolo os olhos em resposta e ele se vira para ir no banheiro. Franzo a sobrancelha para suas costas, finalmente entendendo o que eu achava que estava faltando ali e não sabia. Obrigada memorias por estarem de volta.

-O que houve com seu colete? – pergunto e ele vira piscando confuso.

-Foi roubado – resmunga irritado ao compreender – Aquele Dwight filho da puta.

-Desgraçado – resmungo me aproximando e abraçando-o por trás. – Vamos pega-lo se volta assim que possível. Você fica tão sexy com aquelas asas nas costas.

-Loira- resmunga em aviso e eu sou risada.

 Saímos do quarto juntos. Ainda é dia, mais ou menos fim de tarde e chegamos ao fim da escada ao mesmo tempo que Carl entra com Judy nos braços.

A pequena estica os braços e me chama, e o garoto se apressa até mim, ele mesmo me abraçando.

-Você nos deu um susto – acusa e eu sorrio sem graça.

-Desculpe – peço, abraçando-o de volta. Judy esmagada entre nós.

-Você está bem? – pergunta preocupado e eu concordo. Pego Judy nos braços e converso baixinho com ela, sorrindo.

Sinto os olhos de Daryl queimando em minhas costas enquanto ando de um lado para outro coma garotinha. Carl faz algumas perguntas que respondo prontamente, explicando sobre como as dores de cabeça funcionam.

-Sobre isso, o Brad trouxe o remédio quando veio? – pergunto e o Dixon nega.

-Deixou um aqui da última vez que passou mal – responde calmo – Apliquei em você porque esta muito mal.

-Certo – murmuro para mim mesma. Faz sentido.

Estamos sentados na sala, Judy brincando no chão entre nós, quando Rick aparece, e também parece aliviado ao me ver consciente.

-Soube que passou mal, como se sente? – pergunta preocupado.

-Ótima- respondo rindo. Ele bagunça meu cabelo, desfazendo o coque que fiz antes de sair do quarto.

Maggie chega em algum momento depois disso, e me abraça tão apertado que acho que vou sufocar. Brad e Charles chegam logo depois, seguidos pelos gêmeos e Kota. Em um piscar de olhos a casa dos Grimes está lotada.

- Vocês são exagerados- acuso e Ed ri de lado, se movendo para me abraçar de lado quando Maggie se afasta um pouco.

-Fazia um tempo que você não tinha crises, Beth – resmunga e eu rolo os olhos. – Nos deixou preocupados, até porque tudo indicava que ia durar muito mais.

-Estou bem, já disse- resmungo e Brad ri diante de minha irritação. Ed me solta lentamente e então aperta os olhos, parecendo perceber algo. Aperto os olhos de volta, e observo ele olhar de mim para Daryl que parece carrancudo no canto da sala.

Pergunto-me se está carrancudo pela quantidade de pessoas na sala ou pelo braço de Ed ao redor de mim momentos antes. Volto a olhar para Ed, que por sua vez tem uma expressão de quem descobriu algo. Aposto uma barrinha de chocolate que ligou os pontos entre mim e o Dixon.

Ignoro isso por um momento, e volto a atenção para o resto do pessoal. Maggie faz infinitas perguntas sobre as dores e os riscos, mas para quando começa a escurecer e segue para a cozinha resmungando sobre eu ter que comer.

Ezekiel, Jesus e Carol aparecem quando Tara, Maggie, Mich, eu e Chris e Ed já discutimos sobre o jantar e estamos na metade de algo.  Mich e Tara estão um tanto quanto chocadas com os gêmeos cozinhando conosco, mas para mim é natural. Saio da cozinha mais cedo que o normal, e fico apenas variando entre os assuntos, e rindo.

Noto, sentindo meu coração se aquecer, que minhas duas famílias estão se juntando em uma.

Jesus faz algumas brincadeira, Daryl resmunga e rola os olhos. Eu caio na risada o tempo todo. Fico estrategicamente próxima ao caçador,  e sei que ele sabe disso.  Dakota e Carl discutem por um tempo, e então concordam e então discutem. É divertido de assistir.

Jantamos rindo, e me vem á mente almoços de domingo na fazenda, a mesa enorme no quintal e parentes e vizinhos juntos. Shaw e Maggie discutindo comigo, papai na cabeceira da mesa. Ottis rindo sobre alguma piada e me perguntando sobre os estudos. Alguém brinca sobre meu pai precisar da arma logo para espantar garotos. Mamãe ri.

Volto ao presente e sorrio. Não é uma memória nova, já tinha aparecido antes. O sentimento só é o mesmo do de agora. Família.

Depois que estamos cheios a guerra volta a pairar sobre nós, o que me irrita um pouco. Não que eu não queira lidar com isso, eu só queria aproveitar o momento um pouco mais. Suspiro e empurro isso para o fundo de mim, focando na guerra novamente.

Maggie e Rick apresentam algumas coisas.  Tara informa sobre a horda que encontrou com Ella, explicando horários e tempo, e assim eu, Ed e Daryl discutimos sobre como atrai-los. Explosivos, barulho e a moto do caçador parecem dar uma boa hipótese.

As pessoas se juntam em grupinhos, discutindo e eu me levanto para lavar meu prato e copo.

-Você vai mesmo ir em linha de frente? – pergunta Daryl, sua voz rouca próxima de mim, mesmo que ele não me toque em nenhum ponto.

Viro a cabeça e o encontro encostado no armário, olhos apreensivos.

-Claro que sim. – respondo como se fosse obvio e ele desvia os olhos.

-Odeio você em perigo. Odeio a possibilidade de perder você novamente – diz baixinho, olhando para o chão.

Solto um suspiro e fecho a torneira.

-Sei que é complicado. Acha que gosto de ver você em risco? Que gostei em algum momento no passado? Que gosto de Maggie nessa bagunça estando gravida ou de Kota no meio disso tudo? Odeio tudo isso, mas é o meu povo e eu tenho que estar lá – volto para as lembranças do encontro com Negan, sentindo a raiva e a dor daquele momento – Além disso, você não é o único que tem ódio do Negan e quer vingança.

-Eu só...não queria- diz e volta a me olhar. E eu entendo

-Achou que eu me lembrar de você fosse mudar minha vontade de lutar? – pergunto direta e ele dá de ombros.

-Não exatamente. Conheço você. Você nunca fugiria a luta. Eu só queria que ficasse aqui, protegesse as crianças como fazia antes. Além disso eu não podia pedir antes, não quando você não lembrava de mim. Você era a Bethany, líder guerreira,não a Beth que me conhecia e tinha algo comigo.

Sinto que meus olhos faíscam, mas não estou com raiva. Entendo o lado dele, quando nos separamos a um tempo atrás ele ainda estava se adaptando a lutar ao meu lado ao invés de simplesmente me proteger.

-As coisas mudaram um pouco – digo me aproximando dele, ainda sem toca-lo, ciente de que ficaria desconfortável e de que há pessoas a apenas um cômodo de distância. –Estou com você, mas você sabe que não vou recuar. Não faria isso nem antes nem agora, mesmo que queira se convencer que faria. Beth vem de Bethany, você sabe.  E ambas são a mesma pessoa.

-Eu sei – admite me olhando nos olhos. – Eu sei. – repete e suspira – Passa essa noite comigo?

-Claro. – respondo sorrindo. – Mas onde?

Minha casa tem muita gente e a dele é a dos Grimes, então também há muita gente.

-Segunda casa abaixo da sua é pequena e vazia desde que chegamos aqui – informa e eu aceno.

Alguém me chama na sala, e com uma ultima piscadinha para Daryl, sigo para a bagunça e as discussões que a guerra trás. 



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