História A linguagem das tuas flores - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Shouto Todoroki
Tags Bakutodo, Bakutodo Week, Todobaku, Todobaku Week
Visualizações 175
Palavras 1.461
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, quem tá vivo sempre aparece né KKK
Essa deve ter sido a coisa mais açúcar que eu escrevi e eu realmente espero que gostem <3

Vetado pela minha doçura @Manxdy, obgd amor 💕

Capítulo 1 - Capítulo Único


Sua família tinha uma floricultura, então, trabalhava ali desde sempre.

Não era o trabalho mais “másculo”, como Kirishima diria, mas, nunca ligou para isso. Achava muita besteira do amigo se preocupar tanto com algo desse tipo, inclusive, não era importante saber o que os outros pensavam de si. Nunca foi, e nunca seria.

Diferente de como a maioria das pessoas imaginam, clientes de floriculturas são, em geral, irritantes. Você acha que não pode piorar até que uma noiva histérica comece a gritar com você por que o buquê ficou horrível (sendo que você avisou que as flores eram de péssimo gosto e ia ficar uma merda).

Talvez essa convivência toda o houvesse transformado no pavio curto que era. Sinceramente, iria socar alguém se mais alguma criança entrasse gritando -mesmo assim, crianças eram seus clientes favoritos, apesar de nunca admitir.

E pretendia seguir sua vida normalmente, fingindo estar feliz atendendo, depois enfiaria fones nos ouvidos e se desligaria como sempre. Isto é, se não tivesse acabado de chegar um novo cliente -muito bonito por sinal.

-Com licença... eu gostaria de buscar um buquê de margaridas. Está no nome de Todoroki Shoto.

Todoroki. Não lhe era um nome estranho, se não se enganava, havia escutado algo sobre ele na TV.

Deu de ombros, deixaria para pensar depois, e desceu do banco onde estava sentado, pegando as flores que o outro havia encomendado -imaginava que fossem para um familiar, não era o tipo de flor que as pessoas compram para dar a namorados.

Parando para pensar, aquele cara era bem bonito. E se ele tinha deixado o nome, provavelmente, havia se cadastrado também. E, se ele tinha se cadastrado, provavelmente voltaria mais vezes.

Agarrou um arranjo de rosas lavanda que estavam embaixo do balcão e entregou ambos, vendo o bicolor franzir o cenho.

-Pra que isso?

-Cortesia da casa. Aceita logo essa porra.

Todoroki arregalou os olhos, colocando o dinheiro já contado sobre a mesa. Qual era a probabilidade de um japonês que você nem conhece usar um palavreado desse nível com você? A julgar pelas roupas e pelo modo de falar, aquele loiro era um típico yankii. Todoroki achava eles todos iguais. Apenas aceitou o que lhe foi oferecido, e saiu do estabelecimento.

——

Todoroki tinha como rotina aparecer lá aos sábados, e Katsuki não sabia como ele conseguia dinheiro para isso.

Toda vez que ele entrava lá, saía com uma flor a parte do que a que comprou. Nunca foi fácil para Shoto identificar emoções, então, não entendia o que ele queria consigo. Adoraria entender, mas não conseguia, e isso o fazia sentir meio estranho.

A primeira vez que saíram juntos havia sido até um cinema. Shoto não falava muito durante o filme, então, conseguiam ter uma boa conversa sobre o tema dele depois, já que o bicolor não se distraia, e Katsuki passou a apreciar a companhia de Todoroki ao ver que ele levava essas coisas a sério.

——

Todoroki sempre perdia para Bakugou no video-game. Havia se conformado com isso, da mesma forma em que havia se conformado que, em cada sábado, teria que arrumar lugar para mais uma flor no seu vaso.

——

Havia acabado de chegar na casa de Katsuki pela primeira vez.

Respirou fundo, batendo na porta.

Não foi Katsuki que atendeu.

-Olá, senhora Bakugou. Eu poderia falar com o Katsuki?

A mulher parecia ter visto um fantasma, e ia mesmo perguntar qual o problema, até que o viu descer. Usava jeans e uma regata preta bem marcada – ele era previsível. Abaixou a cabeça, cumprimentando a mãe de seu amigo, e subindo para o quarto dele.

Quando desceram, teve que escutar várias piadas com duplo sentido vindo dela. Aparentemente, Katsuki não costumava levar muitas pessoas lá, e, por isso, ela achava que eles tinham algum caso.

—-

Estavam em frente ao hospital. Todoroki não tinha contato a história inteira ainda. 

Tampou o rosto com a mão, tentando se encorajar de uma vez.

-Meu pai era um marido abusivo para minha mãe. Ela chorava muito na minha infância. Eu só lembro dela chorando. - Shoto suspirou, tirando uma das mãos do rosto. - Ele a enlouqueceu. Minha última lembrança da infância é dela dizendo que eu era parecido com ele e jogando água quente em mim. - Katsuki parecia horrorizado, Shoto não se deixou ser interrompido. - Ela não tinha culpa do que passou na mão daquele homem, e está internada desde então. Eu nunca a odiei. Mas ele é a pior pessoa que eu já conheci.

Bakugou o abraçou, e não disseram mais nada até que fossem obrigados a se separar pelo horário.

Entraram juntos na sala de Rei, e Shoto chorou quando a viu.

Shoto chorava em todas as visitas.

Estavam estudando quando Bakugou simplesmente bateu na sua nuca.

-Ô, pavê maldito, presta atenção. - Esperou que o olhar inexpressivo caísse sobre si. - Eu trouxe um negócio.

Bakugou jogou sobre a mesa dois arranjos de tulipas de cores diferentes.

-Brancas para a sua mãe, vermelhas para você. Pega logo antes que eu mude de ideia.

Sentia-se estranho quando Bakugou lhe presenteava. Um estranho muito bom, já que, havia descoberto que ele não fazia aquilo com mais ninguém.

-Obrigado, Katsuki. Minha mãe te adora, aposto que ela vai ficar feliz. Aliás, é a primeira vez que você me dá uma flor vermelha.

Bakugou corou, enquanto cruzava os braços, e encarava outro canto.

-Combina com a sua cara.
 —-

-Ah, Shoto.. você acha que eu consigo ir falar com ela? Digo, eu não sei se tenho alguma chance.

Momo deixou a mochila cair sobre o tapete vermelho do quarto do amigo enquanto se sentava na ponta de sua cama. Yaoyorozu era sua melhor amiga desde de que se conhecia por gente, tinham confiança e intimidade o suficiente para dormirem na casa um do outro, saírem juntos...e apesar da maioria das pessoas insinuar que fossem um casal, eles não ligavam. Chegava a ser uma piada. 

-Jirou parece bem feliz perto de você. Eu acho que você deveria tentar.

Momo roía as unhas. Gostava de Jirou a muito tempo, e não é como se ela não soubesse disso, mas, a família de Momo era muito tradicionalista. Tinha medo de que seus pais não reagissem bem e que isso causasse algum impacto na outra.

-Shoto...Desde quando gosta de flores?

Todoroki arqueou a sobrancelha, até perceber do que ela estava falando.

-Ganhei elas...de um amigo.

Momo se levantou, olhando as flores. Arregalou os olhos.

-Um amigo te deu isso?

-O que tem?

-Não é o tipo de coisa que se dê a um amigo.

Todoroki arqueou a sobrancelha, deixando claro que não sabia do que ela falava.

-Rosa lavanda, se eu não estou enganada, é algo como amor ou encantamento no primeiro olhar. 

Sentiu seu rosto esquentar enquanto a garota prosseguia.

-Acácias amarelas costumam ser algo como “amor secreto”.  Violetas são como lealdade e... Tulipas são sobre o amor verdadeiro. Por que não me contou que estavam namorando?

Katsuki tinha razão. Combinava com a sua cara.

——

Precisou de um dia para digerir tudo aquilo.

Decidiu conversar com Katsuki. Talvez fosse uma coincidência, uma parte sua queria que fosse – a parte que queria fingir que não estava a tempos apaixonado pelo melhor amigo – enquanto a outra queria se jogar nos braços do loiro.

Quando entrou na floricultura, durante o horário de almoço (Bakugou sempre almoçava no balcão, onde ele, também, colocava os pés), Todoroki estava ofegante e vermelho, o loiro o olhou com uma feição de espanto, e precisou se apoiar na porta para não cair.

-O... O que você quis dizer com aquelas flores?! Por que você me daria algo daquele tipo?

Bakugou o encarou, estático. Óbvio que entendia do que ele estava falando, só não achou que fosse precisar tocar no assunto tão cedo.

-Eu... te achei muito bonito desde a primeira vez que eu te vi. Porra, meio a meio, você continuou aparecendo, e eu comecei a te conhecer e... caralho. Eu gosto muito de você, seu desgraçado.

Katsuki estava se declarando. Sentia como se fosse chover ácido. É a última coisa que imaginava ele fazendo.

Antes que pudesse dizer algo, Bakugou desceu do banco. O uniforme dele consistia apenas em acrescentar um avental verde, e o uso de botas – elas o deixavam basicamente na sua altura.

-Eu gosto de você, seu merda. Tá feliz? É bom que esteja.

E Katsuki o beijou, segurando naquele cabelo misto, o qual adorava sentir a textura - outra coisa que não admitiria nunca. Todoroki estava, obviamente, com vergonha, e Bakugou não estava diferente dele.

 Se encararam quando o ato foi finalizado, as respirações estavam totalmente desreguladas e o cabelo de Shoto estava completamente bagunçado.

Mas, ele sorria. Sorria por que tinha muita sorte em ser correspondido pela única pessoa que o fazia se sentir amado.

 

 

 


Notas Finais


é isto


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