História A Lista - Capítulo 21


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lilith "Lily" Page, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Milah, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Romance, Swanqueen
Visualizações 247
Palavras 4.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meus amores, esse capítulo será divido em duas (2) partes.
Todas partindo do ponto de vista da Emma Swan.
Espero que gostem e hoje terá essas duas atualizações.

Capítulo 21 - Capítulo 21 (Part1)


Emma Swan's Point Of View

 

Apressei meus passos, fui diretamente para o estacionamento e entrei no carro. Mal conseguia manter normal a minha respiração. Eu estava simplesmente perdendo o controle, isso não era algo comum para mim. Escutar a voz de Regina e vê-la em minha frente, me deixava completamente nervosa. 

Poucos minutos depois saí do restaurante em que estávamos. O barulho estridente das buzinas a minha volta, me fizeram perceber o quanto estava dirigindo lentamente e atrapalhando o trânsito. Em um sinal vermelho, aproveitei para esfriar a cabeça, deixando que aquelas ideias se espalhassem.

Cheguei no LACMA cruzei a entrada do museu rapidamente e segui em direção aos elevadores.  Fui até a sala dos meus assistentes para procurar Ruby e ela não estava. Vi uma cafeteira, sem pensar duas vezes peguei um copo de café, e ali mesmo tomei todo o líquido até a última gota. Não era de entrar naquela sala e muito menos tomar café ali, naquele ambiente deles, mas eu sabia que iria precisar me manter focada naquela tarde e não poderia me distrair absolutamente com nada.

- Srta. Swan? - Peter entra na sala e só percebo ao ouvir sua voz

- Que susto, Peter! - jogo o copo no lixo

- Aconteceu algo? - ele pergunta com uma expressão estranhamente confusa

- Não, só vim tomar um pouco de café. - falo me retirando da sala

- Ok.. - ele caminha para sua mesa

- Ah, Peter... - viro para ele 

- Pois não? 

- E os documentos? Você resolveu o nosso problema?

- Estou trabalhando com isso, Srta. Swan. Achei de 3 meses, falta achar desse último mês. 

- Mas e o faturamento? Está batendo?

- Irei checar isso logo mais que finalizar essa nossa situação dos documentos. 

- Certo. Lembre-se que até esse fim de semana tenho que ter todos os documentos fiscais e o faturamento tem que estar batendo. Preciso de todos os dados! 

- Pode deixar comigo. Passarei o fim de semana resolvendo tudo isso. 

- Assim espero.

Caminhei até minha sala, fechei a porta e encostei na parede. Em um ato de controlar minha ansiedade, fechei os olhos aspirando o ar a minha volta por alguns segundos, até começar a separar alguns designers da lista que Ruby deixou em minha mesa. Depois de olhar toda lista, entro em contato com algumas empresas e uma me chama atenção. Cruella De Vil, ela trabalha em uma empresa de construção de design de serviço completo. Disco o ramal para falar com Ruby. 

- Pois não, Srta. Swan? 

- Quero que entre em contato com Cruella De Vil, quero ela supervisione o design de interior do LACMA. 

- Melhor escolha impossível, Srta.

- Conhece os trabalhos dela?

- Sim, ela apareceu já em algumas revistas, propagandas em todo mundo, incluindo Eller Decor, LUXE, Dwell, People, New York Time, Coastal Living, Los Angles Timer.. Entre outros. 

- Pelo jeito acompanha os trabalhos dela, não é?

- É que na verdade eu me interesso por design de interiores também e ela é uma grande inspiração para mim.

- Sério? Não conhecia esse seu lado, Ruby.

- Sim. Ah, é que é mais um hobby mesmo.

- Mesmo assim, você deve ser muito boa no que faz. 

- Que é isso, Srta. Swan - vejo o quanto ela ficou envergonha com meu elogio

- Não sabe lidar com elogios, Ruby? - perguntei ajeitando algumas papeladas que estavam em cima da mesa

- Sei, mas é que vindo da Sra... - ela confessa 

Ruby era uma assistente extremamente competente, lógico que tínhamos nossas desavenças, o que é normal, mas não trocaria ela por ninguém. Ela sabe exatamente o meu gosto, é destemida, faz tudo pra me agradar, trabalho sempre em primeiro lugar, já me acompanha há anos no LACMA. Sei que se eu promovê-la, perderei a minha assistente e isso é uma coisa definitivamente que não quero. 

- Preciso reconhecer mais o seu trabalho, você faz muito pelo LACMA... - admito 

- É... Muito obrigada. Srta. Swan - ela sorrir diante da visão que tinha de mim, estranhando um pouco a minha simpatia. 

- Bom, mas agora precisamos finalizar pequenos detalhes para a exposição. As obras já chegaram? 

- Já, todas já estão no acervo, cobertas. Precisamos só finalizar a decoração interior, o bar e uma coisa que eu gostaria de saber, você quer algum música no ambiente?

- Entre em contato com a Cruella De Vil, vou resolver os detalhes da iluminação e do bar, e em relação ao som, gostaria de músicas clássicas e instrumentais. 

- Certo. Então entrarei em contato com a Cruella e irei procurar algum DJ para tocar no ambiente. 

- Ok. Estarei na entrada se precisar de mim - ajeito minhas coisas, pego meu celular e vou diretamente para o acervo.

Observei de longe como estava ficando todo o processo para a exposição, juntei alguns representantes da equipe e fiz uma breve observação para eles.

-  Lembrem-se que os quadros sempre tem que tá no nível dos olhos. Cada um tem uma altura, mas uma altura média dos visitantes que frequentam o LACMA varia de 1,65 a 1,75, o centro do quadro tem que estar em metragem média entre esse número, ele não pode ficar nem acima, nem abaixo, senão causa uma péssima sensação visual. As exposições principais são realizadas em dois salões, segundo uma grade anual estruturada em quatro temporadas, no salão principal. Outras mostras são exibidas regularmente no espaço do corredor de ligação, no salão secundário, onde é desenvolvido o programa de instalações Projeto Parede.

Depois de algumas instruções, caminhei para o balcão onde ficaria o bar, peguei meu celular para entrar em contato com alguns fornecedores de bebidas e com a empresa responsável pelos os garçons. Cerca de uma hora depois, vejo Mary na entrada principal do museu e vou ao seu encontro.

- O que faz aqui? - pergunto me fazendo parar no meio do caminho.

- Vim ver se minha amiga precisa de ajuda - ela fala me puxando para um abraço 

- Ah... - sorrio sem jeito

- Emma, você ultimamente tá muito estranha comigo, aconteceu algo? 

- Não, nada. Só estou cheia de coisas pra fazer - disfarço colocando a culpa no trabalho 

Gostaria muito de poder falar para Mary tudo que tava se passando, mas não podia fazer isso comigo. Seria admitir tudo o que estou sentindo pela Regina e isso jamais iria acontecer. 

- Ok, mas então, vai querer minha ajuda? - ela falou dando um sorriso pra mim

- Tudo bem.. Vamos lá - revirei os olhos e puxei ela pela sua mão, indo em direção ao bar. 

- O que pretende fazer aqui? - Mary pergunta curiosa

-  Aqui temos essa bancada com um balcão de mármore branco em forma de L , que será composta por algumas  banquetas metalizadas, tenho que ver com a Ruby quantas banquetas irei colocar aqui. Vamos colocar também alguns elementos modulados nesses dois painéis laterais - mostro para ela -  E neles terão algumas bebidas, elementos de decoração e quatro mini-adegas.  Colocarei espelhos em lugares estratégicos que reflitam as bebidas e dê impressão de variedade ao bar... - sou interrompida

- Quer que eu faça isso pra você? 

- Ah, não sei, Mary... 

- Emma, confia em mim? 

- Confio, claro que confio - digo dando uma risada leve

- Então, eu sei o quanto você está cheia de coisas pra resolver, por mais que você diga que já está quase tudo finalizado, sei que não. 

- Sabe? - pergunto curiosa

- Sim. Agora deixa comigo - ela pega a prancheta e começa a preencher algumas coisas. 

- Tem certeza? - falo duvidosa

- Emma Swan! Vai resolver suas coisas, deixa que eu resolvo isso aqui - ela fala revirando os olhos e saindo da minha vista.

Vou para a ala do segundo salão e lá vejo o quadro do Toulouse Lautrec, a obra que mostrava duas mulheres nuas na cama e automaticamente lembro-me de Regina. A sua voz rouca me deixava completamente enfeitiçada. 

- Quer alguma coisa, Srta. Swan?  - um dos rapazes da equipe que estava tirando algumas obras antigas me questionou 

- Que? Ah, não, nenhum - tento disfarçar 

- Podemos tirar essa obra, então? - ele pergunta

- Pode, precisaremos de espaço aqui no salão.

- Ok. Irei encaminhar para o deposito. 

- Espera! - ajo impulsivamente.

- O que foi? - sua expressão era confusa

- Só 1 minuto. 

Pego meu celular e ligo para Ruby, mandando ela descer e encontrar comigo imediatamente.

- Oi. O que aconteceu? - dentro de alguns minutos ela já estava ao meu lado

-  Verifique e documente essa obra, pegue a nota fiscal e emita o certificado de procedência. Irei comprá-la. 

- A Sra. vai comprar? - perguntou espantada

- Sim - falo convicta 

- E peço para entregar na sua casa?

- Não. Logo mais irei te passar o endereço pra entrega - viro para o funcionário - Pode levar para o meu escritório. 

- Certo. Srta. Só isso? - Ruby pergunta

- Só! Na verdade.... - dou uma pausa - Você já terminou as coisas que pedi pra fazer? 

- Sim. Estava só checando os detalhes finais. 

- Ótimo, Mary está fechando a parte do bar, vai ajudar ela, por favor. 

- Está bem. Ah, Srta Swan. Você precisa fazer seu discurso também.

- Nossa, tinha esquecido completamente disso. Vou pra minha sala e vou fazer isso agora, não quero interrupções, me chame só em último caso. 

- Ok. 

Caminhei entre as pessoas que andavam de um lado para o outro, entrei no elevador e logo chego em minha sala. Andei até o enorme painel de vidro que havia em minha sala, dali eu poderia ter uma visão incrível dos arranha céu de L.A.

- Como você vai ter cabeça pra fazer um discurso, Swan? - resmunguei 

Precisava descansar um pouco para poder render durante aquele fim de tarde e finalmente conseguir concluir tudo. Peguei meu celular e deixei no criado-mudo, próximo de onde estava. Me deitei sobre o sofá que ficava ali mesmo em minha sala, tirei meu salto alto e deixei que por uma fração de segundos meu corpo relaxasse sobre o estofado.

[...]

Acordei do pequeno cochilo, escutando o toque estridente do meu celular, levantei em questão de segundos e peguei o aparelho que estava em cima do criado-mudo.

- Emma Swan - falo com uma voz meio sonolenta.

- Olá, Swan - senti uma espécie de adrenalina assim que escutei aquela voz.

- Regina? - pergunto custando acreditar que era ela de verdade na ligação ou se era sonho. Olhei rapidamente para o relógio e vi que havia passado algumas horas que eu estava li descansando, me levantei rapidamente. 

- A própria - percebo seu tom provocativo

- Como... Como você conseguiu meu número? - pergunto confusa, ajeitando meu vestido que havia subido um pouco enquanto dormia. 

- Tenho meus contatos! - ela deu uma risada 

- Imagino que sim. E porque pediu meu número novamente mais cedo?

- Por que queria que você tivesse dado, mas como não consegui o que queria.. - ela da uma pausa

- Aí resolveu brincar de detetive e.. - fui interrompida

- Emma, eu não brinco disso. Eu sou a Superintendente, esqueceu? Mas se bem que não foi por esses meios que consegui o seu número - ela insistia na sua risada

- O que você quer, Regina? - falo em um tom seco

- Não está feliz com a minha ligação?

- Ai Regina, não começa. 

- Na verdade eu gostaria de fazer esse convite pessoalmente, mas acho que não será possível -

- Convite? Que convite? - pergunto um pouco nervosa

- Mary não falou?

- Tem que ter a Mary envolvida... - falo em um tom baixo para ela não escutar, mas não adiantou 

- Qual o problema? - ela pergunta

- Nada. Mary não me falou nada! 

- Ãh.. Então, tinha dado a ideia de sair pra algum bar, pra relaxar um pouco por conta da tensão no trabalho que estou tendo e acredito que você também. Mas Mary achou melhor marcar algo lá no meu apartamento. O que acha?

- O que eu acho? Não acho nada, Regina! Entenda, não podemos ser amigas, nem nada! - falo em um bom tom.

- Qual o problema? - ela pergunta em um tom cínico 

-  Cai na realidade, Regina. Não vai acontecer nada! Aquilo foi totalmente errado e me arrependo amargamente. Entenda que não irá se repetir! 

- Certo. Agora me diz uma coisa, qual o problema de você ir pra esse jantar em minha casa? Que no caso não será apenas eu e você. Mary, Belle, Marian, Ingrid.. Chamei todas!

- Então você estará bem acompanhada! - reviro os olhos quando escuto o nome da Ingrid

-  Me responda, Emma! Qual o problema de você ir pra esse jantar? 

- Por que você não para de dar em cima de mim, Regina. Pronto, era isso que você queria ouvir? 

- E se eu parar, você comparece ao jantar? - ela fala em um tom sério.

- Se você parar? - falei sem jeito

- Sim. Parar de vez! - ela afirma novamente.

- Eu já pedi várias vezes pra você parar e olha no que deu... - estava sentindo uma ansiedade fora do comum

- Emma Swan. Você quer que eu pare? 

  Respirei bem fundo analisando seu pedido.

- Quero, Regina. Por favor, pare com isso. - disse sem ter certeza do que estava falando

- Ótimo. Estamos resolvidas então. 

- Como assim? 

- Vou te mandar uma mensagem com o endereço e o horário. Até mais tarde, Swan.

- Mas, Regina... - ela desliga a ligação.

Dentro alguns minutos, ainda estava sem acreditar no que ela havia dito e se realmente ela iria cumprir o que falou, sobre parar de dar em cima de mim. Logo mais, com o meu celular ainda em mãos, recebo uma mensagem.

 

"Hills Penthouse West Hollywood
8560 Sunset Boulevard 

West Hollywood 

CA, 90069

 O jantar é às 20h. Até mais."

 

Eu meneei com a cabeça negativamente tentando voltar para minha realidade.  Apoiei meus braços sobre a mesa, me inclinando um pouco para frente. Fechei os olhos, levando meus dedos até minhas têmporas, onde fiz uma massagem leve.

 

- Emma, posso entrar? - escuto a voz da Mary e algumas batidas na porta do meu escritório. 

- Pode, Mary - pego meu salto e calço novamente. 

- O que estava fazendo? 

- Tirei um cochilo, precisava descansar um pouco.

- Humm.. Vamos pra casa então. 

- Não, já descansei. Preciso terminar meus planejamentos.

- Entendi. Bom, Ruby me ajudou com o bar e já está tudo finalizado. 

- Ótimo - falo um pouco distraída

- Você tá bem, Emma? - ela pergunta sentando na cadeira a minha frente

- Uhum, estou. Por que não estaria? 

- Sei lá, seu semblante... -ela gesticula com as mãos 

- Não, estou normal. Por sinal, que jantar é esse que a Regina me chamou?

- Ah... Ela já falou com você? - perguntou com um sorriso no rosto

- Sim, ela me ligou. - falo sem prestar muita atenção nela

- Tá explicado então... - deu uma risada

- O que? - pergunto confusa

- Nada. Enfim, hoje vai ser o jantar. Eu ia te chamar, mas ela foi bem mais rápida! - ela fala mexendo no celular - Você aceitou o convite?

- Não. - respondo em um tom seco

- Mas ela acabou de dizer que você aceitou?? - me fitou sem entender o que estava se passando

- Eu não aceitei, ela acha que sim, até mandou o endereço. 

- Você não vai mesmo? 

- Não. Tenho muita coisa pra fazer, Mary. Você mesma viu! - pego alguns papéis e começo a assinar alguns documentos que estavam em falta

- Fala sério, Emma! Você sabe que AGORA não tem mais o que fazer - ela enfatiza o 'agora' - Parece até que tem medo da Regina! - ela atiça 

- Me poupe, Mary Margareth. Eu realmente tenho mais o que fazer! Você sabe que eu nunca fui de ter amigas, muito menos de ficar saindo de casa em casa. - falo em um tom brusco

- Você anda muito estressada, Emma. Pra que tudo isso? Você vai voltar pra casa e vai ficar sozinha naquela mansão. O que custa acompanhar hoje a gente no jantar? Depois você volta pra casa, não precisa demorar por lá.   

- Mais tarde darei a resposta, mas não confirmo nada - reviro os olhos e volto a finalizar algumas documentações. 

- Como quiser - ela sai da minha sala um tanto furiosa. 

 

Fico furiosa com a situação, guardo todos os documentos assinados em pastas separadas e coloco na estante.  Disco no ramal da Ruby.

- Venha aqui na sala.

- Estou indo.

[...]

- Pois não?

- Ruby, quero saber o que falta ser feito para a inauguração de amanhã.

- Srta. Swan, aqui está  a check-list, pode conferir - ela entrega a lista 

- Como está a rota de circulação do bar? 

- Não está apertada, dá tranquilamente para todos circularem no salão, sem atrapalhar as entradas.

- A iluminação?

- Existem luzes adequadas em todos os salões, para leitura dos textos e informações também. No salão secundário a luz se torna mais ambiente, mais baixa, porém fica um clima mais aconchegante, sem deixar a elegância de lado. Além de luzes ambientes próximas ao bar, dando um ar de sofisticação. Setorizei os pontos de iluminação e destaquei as obras principais para que eles possam ser acionados separadamente. 

- E sobre as alturas dos quadros?

-Estãoposicionados em uma altura confortável para visualização de todos(pessoas em cadeiras-de-rodas e pessoas em pé), niveladas em umpatamar dentro das medidas de ergonomia para acessibilidade emexposições. 

- O Dj já foi contratado? 

- Sim, 'A Dj' apresentou seu press kit, já analisei todas as músicas e estão todas de acordo com o que pediu.

- Ótimo. 

- As obras vão ser expostas na madrugada desta noite, o ambiente já está todo estruturado da melhor forma, Cruella De Vill deu um toque de refinamento em todo interior, aperfeiçoando todo o museu deixando uma incrível comunicação visual aos visitantes. 

- Hum... Tenho que admitir, essa nova equipe que contratamos é bastante comprometida e levaram realmente adiante todos os objetivos que foram traçados. 

- Concordo com a Srta. Tudo está ocorrendo tranquilamente, tudo na ordem do dia e no tempo certo também. Com certeza tudo dará certo amanhã! E a senhora deveria descansar, não acha que já está na hora, não?

- Que assim seja! Amanhã o LACMA estará fechado das 09h até às 19h, já notificou à todos? 

- Sim! Amanhã iremos só finalizar os últimos detalhes da produção, mas pode deixar que estarei logo cedo por aqui. 

- Ótimo. Precisarei do dia todo para me organizar para a inauguração, sem contar que ainda nem comecei o meu discurso. 

- Já marquei seu horário no salão, às 15h no Mèche Salon, 8820 Burton Way. 

- Não sei o que seria de mim sem você, Ruby! - dou uma risada.

-  Pode ir pra casa, Srta. Swan. Amanhã estará tudo do jeito que você quer e se acontecer algum imprevisto, ligarei imediatamente para senhora. 

- Combinado, Ruby. Não hesite em me ligar, ok? 

- OK!

Me disperso dela e de alguns funcionários que estavam circulando no LACMA. 

- Boa noite à todos! Amanhã será o grande dia e conto com todos vocês!

- Boa noite, Srta. Swan 

- Boa noite! 

Alguns dos funcionários me responderam e saí diretamente para o estacionamento. Olho para o relógio que marcava 19:58 e instantaneamente lembrei do convite feito por Regina.

- Você não pode ir, Emma Swan. Não pode ir! - repito várias vezes para mim mesma. 

Senti o celular vibrar na minha bolsa. Peguei o aparelho, notando que não passava de mensagem. Ao desbloquear a tela do celular o primeiro nome se destacou no visor:

Regina Mills.

Bloqueei o visor do celular, deixando que um suspiro pesado escapasse de meus lábios.

 

Saí do estacionamento do museu e dirigi para minha casa. 
Ao entrar em casa, fui diretamente para meu quarto e notei a presença do meu marido arrumando as malas.

- Finalmente você chegou. Pensava que eu iria viajar e não fosse me despedir de você - ao me ver, veio me abraçando e segurando meu rosto para depositar um beijo em meus lábios. 

- Estava super ocupada fechando os últimos orçamentos pra nova exposição. Preciso tomar um banho imediatamente -  falei me afastando dele.

- Irei pro aeroporto daqui há 45 min. Fica um pouco aqui comigo, já estou terminando de fazer as malas - ele insistiu me puxando pelo braço e me abraçando novamente

- Killian... - fechei os olhos e dei um sorriso forçado 

- Vamos lá, Emma. Faz um bom tempo que não aproveitamos mais - ele começa a depositar alguns beijos espalhados pelo meu pescoço

- Eu sei, mas estou com muita dor de cabeça - tentei me afastar dele

- Você sempre inventando desculpas. Já te falei, aquilo que eu não tenho em casa, procuro em outro lugar - ele deu as costas e começou a colocar suas roupas de qualquer jeito na mala

- Para, Killian. Deixa eu eu faço isso - revirei os olhos e peguei as roupas de suas mãos e comecei a organizar sua mala de viagem.

- Você está tão linda com esse vestido - ele se posicionou atrás de mim e iniciou seus toques em meu corpo.

- Assim não vou conseguir terminar de arrumar suas coisas - falei disfarçando.

- Vem cá, Emma. - ele me virou de frente para ele e uniu meu corpo com o seu.

Killian depositou um beijo em meu pescoço, fechei os olhos assim que senti seus lábios indo de encontro a minha boca, suas mãos se fecharam em minha cintura com um aperto forte.

- Killian, vamos deixar isso pra depois - sussurrei

- Vamos fazer agora, amor. - insistiu e logo em seguida me beijou ferozmente.

Eu acompanhei seus movimentos sem a menor vontade, até sentir a ponta da sua língua contornando meus lábios. Ele me guiou até o outro lado da nossa cama sem desgrudar seu corpo do meu. Tentei recuar algumas vezes, mas já estava deitada. Killian sorriu entre os meus lábios e levou sua mão até o zíper do meu vestido, me deixando apenas com a parte debaixo da lingerie branca que usava, na qual ele fez questão de tirar lentamente. 

- Que saudades que eu tava desse corpo... - ele se delicia depositando alguns beijos em minha barriga e volta a me beijar.

Ao sentir seu toque, desejei duas coisas e a primeira me fez recuar bastante ali naquele momento. Regina Mills novamente estava em meus pensamentos, o primeiro deles. Por mais que não quisesse mais saber dela ao mesmo tempo eu almejava sentir seu toque, seu beijo, seu cheiro e aquilo fez com que eu simplesmente saísse da cama rapidamente. E a segunda coisa, era que eu não estava sentindo absolutamente nada por ele, aquilo me assustava, nunca tinha chegado a esse ponto em nossa relação de tantos anos. 

- Emma? Pra onde vai? - Killian me pergunta confuso 

- Não estou com cabeça pra isso, Killian. Respeite isso! - pego meu roupão de seda, vou para o banheiro e me tranco ali mesmo. 

- Emma você não vai fazer isso comigo, eu já estou aqui todo excitado! Sai daí! - ele bate na porta com força algumas vezes.

- Você sempre arruma um jeito de se satisfazer, não é? Pronto, arrume outro jeito agora - falo em um tom seco.

- Você é louca, não sei o que ainda estou fazendo com você! - ele fala em um tom super alto, no qual acabo me assustando, mas logo depois se cala. - Já estou indo embora, aproveite esse tempo sozinha e aprenda a valorizar o homem que tem em casa. - em poucos minutos escuto alguns barulhos de portas sendo fechadas e percebo que ele já havia ido embora.

Eu precisava agora mais do que nunca relaxar e tirar aqueles pensamentos da minha cabeça; desde que conheci Regina não parei de ter devaneios com aquela mulher.

Liguei a hidromassagem, acendi algumas velas aromáticas, coloquei uma música para me distrair um pouco, uns sais minerais na jacuzzi, porém foi tudo em vão. Eu não estava mais aguentando aqueles sentimentos, aquele desejo e ao mesmo tempo inquietação, ansiedade, medo. Ah o medo, era algo que falava mais alto que tudo e todos. Passei alguns momentos ali, insistindo na possibilidade de conseguir tirar aquela mulher dos meus pensamentos, mas nada deu certo.  Regina Mills, tinha um sex appeal indiscutível. Seu jeito de andar, sua postura, sua voz rouca, seu olhar sedutor, tudo aquilo despertava em mim um libido enlouquecedor. 

Saí da banheira um pouco confusa em relação ao que se passava comigo. Olhei para o celular e vi algumas chamadas perdidas de Mary Margareth e apenas uma mensagem não lida de Regina Mills. Optei em ver primeiro a mensagem:

"Se passar das 20h, não precisa vim."



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