História A Lista - Capítulo 23


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Milah, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Romance, Swanqueen
Visualizações 590
Palavras 2.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Capítulo 23


Regina Mills's Point Of View

 

Ao chegar em casa, meu cérebro foi subitamente inundado pelas lembranças de Emma sorrindo, beijando todo meu corpo, seu olhar pairando sobre o meu... Era impossível esquecer aquela noite que havíamos passado juntas - entrelaçadas na cama dela, fazendo amor durante longas horas, perdidas em puro êxtase. Algo despertou em mim, algo que eu já não sentia há um bom tempo, o que me deixava bastante assustada pra falar a verdade.

Então tudo deu errado.

Meu celular emitia um som ritmado, não parava de chamar.

Abanei a cabeça tentando espantar aquelas vívidas lembranças e atendi a ligação.

- Superintendente - disse o detetive Nolan.

Hesitei por um momento ao escutar seu tom de voz.

- Detetive Nolan?

- Preciso que compareça ao Departamento, pois houve um roubo no Museu LACMA ontem à noite.

Não demorei muito a caminho do departamento, tenho certeza que passei todos os sinais de trânsito. Saí do veículo e caminhei as pressas para o prédio. Corri pelo corredor extenso que se direcionava a minha sala e dei de cara com Emma, sua expressão não era apenas de aflição, ela estava pálida e apreensiva.

- Que horas isso aconteceu? - perguntei ofegante.

- Não sabemos - disse Emma.

- Como assim não sabem? - acho que demorei cerca de alguns minutos para processar aquela informação.

Ela gesticulou as mãos na tentativa de explicar, mas não conseguia. Percebi seu olhar furioso misturado com o nervosismo que era notado de longe.

- O alarme não foi disparado, não teve sinal. - disse o Detetive Nolan.

- E as filmagens?? - perguntei incrédula.

- Quem roubou o museu sabia exatamente onde se posicionar, todos estavam em pontos cegos.

- Eu não acredito nisso - Emma exclamou furiosa.

- Vamos revisar as gravações, devem ter deixado algo passar.

- Precisamos acessar o sistema de segurança do museu, Srta Swan - disse Nolan.

- Vou ligar para os meus assistentes - disse com uma voz oscilante.

- Ligue pra eles agora! - exigi.

Emma saiu da sala e fez a porta de vidro bater ao fechar a porta com tudo. Sentei na cadeira da minha mesa e encarei a tela do computador que passava as filmagens do dia. Eu não tinha ideia do quantidade de obras que foram roubadas, mas com certeza não teriam sido poucas. Coloquei os braços sobre a mesa, abaixando minha cabeça. Simplesmente estava sentindo aquela pressão tomar conta de mim.

- Não consegui entrar em contato com o Peter, mas deixei uma mensagem para ele e a Ruby já está a caminho - ela disse.

Olhei para a Emma e senti o sangue dela ferver, de tanta raiva. Estava custando acreditar que tinham conseguido roubar a instituição da milionária Swan. Eu respirei fundo, tentando manter a calma para não explodir naquele momento. Tinha um bom tempo em que tudo na cidade estava tranquilo demais, até que começaram os problemas, a suspeita de um policial infiltrado no Departamento, a morte do policial Robin, a suspeita do vereador Wayne estar envolvido com desvio de verbas e agora esse roubo de um dos melhores Museus de Obras de Artes. Minha cabeça estava a mil com a imensidão de problemas que eu sabia que estava por vir.

- Senhorita, Swan - a chamo profissionalmente - Preciso entrar em contato com as principais pessoas que estavam envolvidas na organização da exposição para identificar as outras.

- Certo - ela diz meio atordoada - Preciso ligar para o meu marido, minha assistente chegará dentro de minutos - ao falar, ela nem sequer direciona seu olhar para mim e caminha para o outro lado da minha sala, ficando em um lugar mais reservado.

- Mills, o sistema está impossibilitado - Nolan exclamou.

- Vamos ligar para a central e pedir a numeração universal para ter o acesso.

- Ok - ele assentiu e retirou-se da sala

- Srta Mills - disse Belle ao entrar em minha sala em passos rápidos.

- Oi Belle, ainda bem que você está aqui. Preciso que você obtenha o máximo de informações com a assistente da Srta Swan, ela chegará logo mais e quero que fique responsável sobre isso e por favor, mantenha tudo gravado e no sigilo, você não poderá passar essas informações para ninguém sem antes de entrar em contato comigo.

- Ok, Mills.

Vou até o encontro da Emma e a encontro sentada no sofá com a cabeça baixa.

- Emma... - mantenho a distância entre a gente.

- Regina... - ela me olha com os olhos marejados - Killian não me atende, já deixei várias mensagens para ele... Eu não sei o que faço - ela fala quase em um sussurro.

- Emma, eu preciso ir ao Museu, vou tentar o máximo resolver tudo isso, ligue para Mary, mas não fique só e sobre seu marido... - dou uma pausa - Precisaremos entrar em contato com seu marido também, todos são suspeitos.

- Mas o Killian está viajando a trabalho!

- Mas mesmo assim precisamos falar com ele. Agora preciso ir, fique aqui o tempo que precisar, depois entrarei em contato com você.

- Está bem - ela me fita.

- É.. Ok, tchau - me disperso dela e me apresso para seguir a caminho da instituição.

- Nolan, você vem comigo. Mande viaturas para o museu como ponto de encontro. Entrei no viatura blindada, me acomodando no assento e coloquei minha pistola no coldre axilar.

- Pronto. Vamos - Nolan disse juntando-se a mim.

O caminho foi completamente em silêncio, tirando algumas vezes que Nolan trocava algumas palavras com outros policiais. Pisei no acelerador do carro e logo mais chegamos ao destino, descemos do carro e logo avistei alguns agentes do FBI presentes.

- Por que o alarme não disparou, Nolan? Eu não entendo isso! - perguntei indignada enquanto caminhava em direção a outros agentes.

- Não sabemos. O alarme manual foi acionado agora pela manhã, também não entendemos como isso aconteceu.

- Quem acionou?

- Um segurança do Museu que tinha acabado de entrar em seu turno. 

- A imprensa já chegou?

- Não, ainda não.

- E os assaltantes?

- Nada, estamos procurando imagens pela região.

- Por favor, Nolan, me dê uma notícia boa!

- O segurança que acionou o alarme manual foi atingindo e está vivo.

- Menos mal! - suspiro um tanto aliviada - O que aconteceu com as câmeras do interior do prédio? - perguntei.

- Não tem sinal.

- Como que não?

- Não tem! Devem ter bloqueado ou desviado, mas não tem sinal. Estamos trabalhando nisso.

- Qual o problema da rede?

- Cortaram a fibra ótica, então não da pra hackear.

Analiso um pouco a situação e me encontro perdida.

- Eu quero todos os analistas aqui, agora. - diz o detetive Nolan.

- Temos as plantas do interior do prédio?

- Estamos analisando as possibilidades de como eles conseguiram entrar no museu - disse um dos policiais.

- Falamos com a equipe de seguranças do FBI. E eles nos autorizaram a usar o programa de identificação de IP - disse Nolan caminhando em minha direção.

A minha equipe estava nas ruas, tentando buscar pistas e testemunhas, mas estavam sendo algo quase impossível de se conseguir. Os envolvidos no roubo pareciam ser bastantes habilidosos, tendo todo cuidado para não serem vistos.

- Superintendente, as rotas do serviço de segurança do LACMA são confidenciais e soubemos que muda todo dia.

- Então como eles conseguiram planejar um roubo tão coordenado?

- Provavelmente algum dos assaltantes conhece muito bem o sistema de seguranças não só do museu, como das ruas. 

- Agente Mills, encontramos uma testemunha, um segurança do branco que fica aqui em frente ao museu e disse que viu um homem suspeito saindo sozinho do museu em direção a uma van às 03:55am.

- Precisamos checar algumas câmeras que estão posicionadas nas ruas. Quero helicópteros voando o dia todo sobre a cidade! Será necessário uma intervenção imediatamente. Nolan, peça para encaminhar o segurança para o departamento e qualquer notícia entre em contato comigo.

- Deixe comigo Superintendente Mills. 

 

No trajeto de volta para o Departamento, passei por uma área aparentemente desinteressante e diminui o ritmo para analisar melhor a situação que estava se passando. Poucos minutos depois, voltei para a estrada principal e logo estava estacionando a viatura no estacionamento do DPTO. Avistei Emma conversando com alguém em um carro que estava próximo ao meu, sua voz era de alteração quando dei por mim, seu marido estava ali com ela. 

Minha mandíbula contraiu e cerrei os dentes com força.

- Miss Swan - me referi a ela.

- Olá, Regina - falou esbravejando. 

O olhar do seu marido se direcionou para mim e consegui sentir sua fúria dali mesmo.

- Deixa ela em paz, Killian - Emma parecia segurar a porta do carro para ele não sair.

- Algum problema aqui? 

- Não, pode ir, Regina.  - ela mal olhou para mim. 

- Ok - virei as costas e caminhei para entrar no recinto.

O caminho estava silencioso em minha mente, estava bloqueando totalmente as vozes que estavam ali. Deixei que meus pensamentos vagassem por tudo que estava acontecendo. Fui até a sala de conferência e algumas pessoas saíram rapidamente da sala.

- Superintendente - disse Marian ao entrar na sala.

- Agente Marian.

- Encontramos esse celular aos fundos do museu, nele contém um aplicativo que consegue rastrear os sinais do GPS de veículos governamentais de segurança e mapeia a localização exata.

- Então todos esses seguranças são suspeitos?

- Sim!

- Onde eles conseguiram esse aplicativo?

- As transações são não rastreáveis. Provavelmente deve ter sido feito pela Dark Web.

- Isso não parece bom - digo.

- O que é Dark Web? - Emma pergunta ao entrar em minha sala.

- 95% da internet não aparece nas buscas conhecidas. Tem de armas até tráfico sexual, e agora assaltantes. - falo.

- Regina e agora? O que irá acontecer? - percebi que Emma estava ficando pálida demais e se apoiou na parede.

- Emma? - me aproximo dela e envolvo meu braço em sua cintura tentando ajudá-la a se manter em pé.

-  Não, não precisa. Eu...

- Me desculpe.

Silêncio.

A porta se abriu.

Killian entrou furioso em minha sala e ergueu uma sobrancelha ao ver que estávamos próximas demais.

- Que pouca vergonha é essa? - disparou.

- Passei mal, Regina me ajudou - retrucou com suavidade.

- Se cuide, Emma - pisquei discretamente para ela e automaticamente ela me abriu um sorriso singelo.

Killian suspirou pesado e nossos olhares se cruzaram por uma fração de segundos. Emma engoliu em seco e se manteve com a mesma postura. Ela estava com uma expressão frustada e até mesmo irritada. 

- Me diga que já sabem que foram os responsáveis pelo roubo - Killian perguntou ao aproximar-se de mim.

- Ainda não, mas estamos apurando algumas coisas...

- Você realmente não vai conseguir resolver nada - deu uma risada sarcástica -  Isso aqui não é lugar para mulher trabalhar.

- Estamos em um processo de investigação, Sr Killian. Garanto que farei o máximo para conseguir resolver todo esse caso, mas não queira menosprezar a minha competência, se estou aqui é porque sou A MELHOR.

- Killian, pare com isso!! Você mal chegou de viagem... 

De repente despertou uma certa curiosidade em mim. 

- Emma, você disse que seu marido estava viajando, certo? - assumi minha postura firme e autoritária.

- Sim! 

- Quando ele estava pra voltar de viagem? - perguntei ao me aproximar do Killian.

- O que você está insinuando, Superintendente? - ele me encarou de frente sem desviar o olhar.

- Ele iria voltar na terça da semana que vem... - falou tentando captar o que estava acontecendo ali.

- Não estou insinuando nada, Killian. Apenas estou procurando saber de pequenas coisas que com certeza fará uma grande diferença.

- Você quer dizer que eu roubei a minha própria esposa? - disse incrédulo.

- Eu não estou dizendo ABSOLUTAMENTE nada. - o provoquei e comecei a analisar suas expressões.

- Isso é um absurdo!! Vamos Emma, deixe que essas pessoas façam o seu trabalho! - ele pegou pelo braço da Emma, que saiu andando devagar por conta da tontura que ainda estava sentindo.

- Emma? - segurei seu outro braço com delicadeza fazendo ela virar para mim.

- Regina, agora não - sussurrou. 

- Me liga, por favor - murmurei.

- Ok - disse virando de costas.

Nolan entrou na sala franzindo o cenho e olhando diretamente para onde estávamos posicionados. Percebi o seu olhar repreensivo e tentei disfarçar o máximo do contato que estávamos tendo ali naquele momento.

- Emma, vamos! - Killian falou em um tom mais alto. 

Consegui bloquear completamente a voz do seu marido.

- Mills, um cara estranho permaneceu durante alguns minutos na sala de entrada de serviços, conversando com um dos seguranças. Ruby disse que o museu tinha sensores de movimento e alarmes, mas sem conexão com a polícia - sua função era apenas alertar os seguranças caso algum visitante sem noção tocasse nos quadros durante a exposição. Uma câmera posicionada na rua mostra que os três suspeitos entraram em uma van branca e logo depois um homem entra em um carro preto. 

- Hummm... 

Depois de um momento, de algum modo consegui falar algo numa voz razoavelmente estável.  Me distrai tentando ligar algumas peças do caso do LACMA junto com os agentes Nolan, Belle e Marian.

 

****

(27 horas sem dormir)

06:33 da manhã seguinte

 

- Oi, bom dia! Eu trouxe suas coisas, roupas, escova de dente... - diz Zelena entrando em minha sala junto com um copo de café.

- Oh, obrigada, Zel - disse tomando um longo gole de café para me manter acordada.

- Dormiu aqui?

- Sim...

- Regina, você precisa ir pra casa, não adianta passar noites acordadas aqui no departamento - disse tentando me convencer.

- Eu sei, mas não posso deixar passar nada e eu sinto que estou deixando.

- Mas Regina... - ela insiste.

- Eu preciso voltar ao trabalho. Obrigada por trazer as coisas para mim.

- Tudo bem.

 

As horas estavam se arrastando. Estava sem paciência, inquieta. Emma se ausentou drasticamente do caso, apenas nos falávamos por ligações, a maioria das vezes as escondidas. Se quiséssemos falar sobre o caso, a partir de agora seria com Killian que teríamos que entrar em contato.

 

****

11:18pm

 

- Fiquei sabendo que você ultimamente tem tido contato com a Srta. Swan... - disse Nolan.

- Sim, nada demais - acho estranho ele falar sobre o assunto.

- Devo ficar preocupado com a sua objetividade neste caso, Superitendente Mills?

- Nem um pouco. Nada tivemos nada demais.

- Estou falando de maneira geral, normalmente seu julgamento é irrepreensível, mas com ela... - ele fala enquanto toma um gole do seu café.

-Nós sabemos que isso é diferente, eu já conhecia Emma antes mesmo disso tudo acontecer...

- É por isso que preciso saber se você está focada e se posso confiar em você em campo, se está vendo tudo com clareza.

- Eu estou.

- Eu digo ao contrário. Acho que devemos considerar a sua retirada neste caso.

- Não será necessário, Detetive Nolan.

- Mills, você tem que limitar seu contato com a Srta.Swan, interaja com ela apenas profissionalmente, pelo menos por enquanto. Estou falando pelo seu bem, você está há poucos meses no cargo de Superintendente e quero que você permaneça por longos anos, mas você sabe o quanto isso pode atrapalhar sua carreira profissional, não é?

- Tá certo, Detetive Nolan. Obrigada pela sua preocupação. - respondi em um tom seco.

 

Eu sentia meu corpo todo tremer. Era de nervosismo, medo, raiva, vários sentimentos misturados. Tudo se resumia pela falta de provas que estávamos tendo do caso da Emma. Em toda minha carreia policial, não havia passado por nada parecido. Caminhei em passadas lentas dando voltas pela minha sala, pensando em mil maneiras que eu poderia resolver o meu 'suposto relacionamento' com Emma. Isso não será fácil.

 

 


Notas Finais


E ai, meus amores!! Gostaram no capítulo? Espero que sim, hein?!
Comentem, digam o que acharam, interajam comigo, responderei à todos.

***

Mas e agora vamos aos questionamentos?
Quero saber de vocês o que acham que está por vir...

Como ficará o envolvimento das duas depois de tudo isso?
Quem são os assaltantes?


Aguardem os próximos capítulos!
Amo vocês! ♥


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