História A Lista Negra (Jerrie) - Capítulo 37


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Categorias Fifth Harmony, Little Mix
Personagens Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Perrie Edwards
Tags Jerrie, Little Mix
Visualizações 141
Palavras 2.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas :)
sei que prometi voltar logo e acabei demorando mais do que devia, mas em minha defesa, continuo super atarefada.
enfim, boa leitura.

Capítulo 37 - Only You


 

Aperto meus olhos numa vã tentativa de abri-los, mas parece que minhas pálpebras pesam uma tonelada, ao fundo ouço um som irritante. Parece que o despertador está soando mais cedo hoje. Decido ignorar e o barulho para por alguns segundos só para recomeçar novamente e só então me dou conta que o barulho na verdade é o toque do meu celular.  Abro os olhos imediatamente, ainda sonolenta tateio pela cama em busca do celular. Ninguém costuma ligar para mim, ainda mais a essa hora da manhã. Vejo o nome de Perrie no visor e atento imediatamente.

— Alô? — atendo estranhando o motivo de ela está me ligando a essa hora.

Bom dia, flor do dia. — fala com uma voz melódica. Ela parece animada demais para uma hora dessas da manhã.

— Aconteceu alguma coisa, Pezz? — pergunto ainda preocupada.

Não, te liguei para avisar que estou indo te buscar para irmos ao colégio. Esteja pronta em uma hora. Ainda temos que passar na casa da Leigh. — comunica e demoro alguns segundos para entender o que está acontecendo.

— O quê? Você vem me buscar? Por qual motivo? — ela sorri.

Porque eu quero, oras. Agora vai se arrumar. Te vejo daqui a pouco, linda. — dito isso ela encerra a ligação. Fico alguns minutos olhando para o celular antes de correr para o banheiro para me arrumar.

[...]

Quando entro na cozinha, mamãe está de costas preparando seu habitual café preto, ao me vê ela leva um pequeno susto.

— Jade, caiu da cama, hoje? — pergunta surpresa, já que normalmente eu sou a ultima a levantar da cama. Mamãe vive reclamando que se atrasa para o trabalho por minha causa, mas não é minha culpa se meu corpo não funciona de manhã. Odeio acordar cedo.

— Vou para escola mais cedo, hoje. Perrie vai passar aqui para me buscar. — respondo enquanto pego uma tigela e encho de cereal. Mamãe me olha com a testa franzida, ela já está acostumada que eu pegue carona com Perrie para voltar para casa, mas ela vir me buscar é novidade.

— Bom, assim não me atrasarei hoje. Você acha que pode voltar com ela para casa também? — concordo com a cabeça — Tenho uma reunião com um advogado que seu pai me indicou, ele quer que o processo corra o mais rápido possível. Pelo jeito, não vê a hora de se casar com aquela... Briley.

Sinto ressentimento na fala de mamãe e dor, talvez, acho que somente agora ela se deu conta que a partida de papai foi definitiva. Eles irão assinar o divorcio e ele provavelmente irá se casar de novo. Talvez ela também se case novamente, ou não. De qualquer forma, acabou. O fim do amor é ainda mais triste que o fim de um casamento de quase vinte anos.

— Bom dia! — Karl entra na cozinha nos cumprimentando. Mamãe sorri para ele e afaga seu ombro antes de sair da cozinha segurando sua caneca de café.

— O que ela tem? — ele pergunta com a testa franzida.

— Acho que ela só está chateada porque o papai deu entrada no processo de divorcio. — Karl concorda com a cabeça e senta a mesa com uma tigela de cereal em frente a mim.

— Ele provavelmente só quer casar logo com a Briley. —fala com a boca cheia de cereal.

— E o que você acha disso? — pergunto.

— Do papai se casar de novo? Ele tem esse direito e, além disso, a Briley é legal — o encaro com as sobrancelhas arqueadas — É sério, ela consegue convencer papai a fazer coisas diferentes todos os fins de semana. Até estamos planejando acampar no próximo feriado. Você deveria vim conosco — concordo com a cabeça, mas duvido muito que papai me convide, aliás, mal consigo imaginar papai deixando o trabalho de lado para planejar passeios em família. Não consigo enxergá-lo agindo tão paternal — E a Briley ainda está por dentro de todas as séries e ainda ouve punk rock. Dá pra acreditar? Consegue imaginar mamãe ouvindo musica punk? — diz animado.

— Não, mas não acho grande coisa. Aposto que ela não faz um assado tão bom quanto o da mamãe. — falo sentindo uma vontade repentina de defender mamãe diante das qualidades da descolada Briley.

Karl me olha com a testa franzida, mas antes que ele possa falar alguma coisa, a campainha toca e só pode ser uma pessoa. Perrie. levanto da mesa imediatamente, murmuro um “eu atendo” para Karl.

Quando abro a porta, dou de cara com uma Perrie sorrindo para mim. Seus olhos estão num tom de azul mais claro e mesmo de calça jeans e uma blusa branca simples, ela ainda consegue ficar extremamente linda.

— Oi, Pezz. — cumprimento.

— Olá, flor do dia — reviro os olhos diante do apelido e ela sorri ainda mais, exibindo suas covinhas — Então, já está pronta? — ela pergunta após ficarmos algum tempo nos encarando.

— Só preciso pegar minha bolsa — ela concorda com a cabeça e se remexe no lugar, só então lembro de convidá-la pra entrar — Entra.

Dou espaço para que Perrie entre e fecho a porta atrás de nós.

Deixo Perrie sentada no sofá da sala e praticamente corro em direção ao meu quarto onde escovo os dentes e pego minha mochila. Encontro Karl quando estou descendo as escadas.

— Desde quando tem uma amiga tão gata? Ela está solteira? — pergunta.

— Não acha que é muito novo para ela? — pergunto com a testa franzida.

— Gosto de garotas maduras. — arqueios as sobrancelhas e ele simplesmente dar de ombros.

— Sinto muito, irmão, mas é melhor você procurar outra “garota madura” — faço aspas com as mãos — Perrie não está disponível. — dou um tapinha no ombro do meu irmão e sorrio da sua cara de decepção.

Quando chego a sala, mamãe está na sala, já vestida para o trabalho e sentada numa poltrona de frente para Perrie. Estão conversando, mas não consigo entender sobre o quê, já que param de falar e me encaram.

— Podemos ir? — pergunto a Perrie que concorda com a cabeça e levanta do sofá.

— Então, até outro dia, senhora Thirlwall. — mamãe levanta e sorri para Perrie.

— Apareça mais vezes, querida. — diz simpática.

Estranho o clima amistoso entre elas. Apesar de já ter visto Perrie varias vezes, mamãe nunca foi muito simpática, acho que no fundo ela ainda não confia em mim andando com as pessoas que eu costumava odiar.

— Sobre o que você e mamãe conversavam? — pergunto a Perrie assim que estamos do lado de fora.

— Sobre o memorial que estamos organizando. Ela pareceu gostar das ideias. — concordo com a cabeça e Perrie destrava as portas do carro para entrarmos.

— Então, sentiu tanta a minha falta que não pôde esperar para me ver na escola, por isso veio me buscar? — pergunto provocando-a assim que entramos no carro. Ela me olha com uma sobrancelha arqueada.

— Falando assim, você me faz soar tão carente — faz uma careta e sorri — Mas de certa forma, você tem razão. Eu não podia esperar para vê-la, Jade Thirlwall. — não sei se é a forma como ela pronuncia meu nome ou a forma que me olha, mas sinto meu estomago revirar, de um jeito bom.

— E você só queria me ver? — Perrie sorri de lado e se aproxima do meu banco.

— Na verdade, eu também pretendo te beijar. Muito. — seus olhos desviam para a minha boca. Mordo o lábio inferior e ela suspira.

— O que está esperando, então? — sussurro próximo aos seus lábios. Perrie sorri de lado e fecha o espaço entre nós e me beija. Suspiro assim que seus lábios encontram os meus. É incrível como a sensação de beijar Perrie fica cada vez melhor.

Finalizo o beijo quando sinto meus pulmões implorarem por ar. Abro os olhos e vejo que Perrie está tão ofegante quanto a mim. Ela sorri e beija meu rosto antes de falar:

— Por mais que eu queira ficar aqui com você, ainda precisamos passar na casa da Leigh. — concordo com a cabeça.

— Tudo bem, não vamos deixar a Leigh esperando. — Perrie me dá um beijo  rápido e dá partida no carro.

Quando Perrie estaciona o carro em frente a casa de Leigh-Anne, ela já está em pé na calçada, esperando por nós.

— Aposto que se atrasaram porquê estavam se agarrando por aí. — fala assim que entra no carro.

— Bom dia pra você também, Leigh. — ironizo.

— Nem liga, ela tem um péssimo humor matinal. — explica Perrie, mas Leigh apenas nos ignora e mexe no celular.

[...]

Paramos numa cafeteria que fica a caminho da escola porque Leigh estava reclamando por não ter tido tempo de tomar café da manhã.

— Não acredito que aquela folgada nos fez vim comprar o café dela. — reclama Perrie enquanto equilibra um suporte com três copos numa mão. Dou risada enquanto levo um saco com croissant para Leigh-Anne.

— Aposto que ela só quis ficar no carro para ficar de papo com o Andre no celular. — Perrie concorda com a cabeça.

— É, parece que as coisas estão ficando sérias entre os dois — olho para ela que tem uma expressão preocupada no rosto — Só espero que ele não seja um idiota como o Jordan. — continua. Abro a boca para falar, mas somos interrompidas por uma garota que surge em nossa frente assim que chegamos a entrada do estacionamento.

— Perrie? Não acredito! — a estranha praticamente se joga nos braços de Perrie que tem que fazer esforço para equilibrar os copos e abraçar a garota ao mesmo tempo — Só assim para conseguir te encontrar. — fala depois de um longo abraço. Observo confusa cena a minha frente.

— Pois é, ando mega ocupada com as coisas do colégio que acaba faltando tempo. Mas a Caitlin falou que encontrou com você um dia desses. — diz Perrie. A garota concorda com a cabeça. Sei que ela não estuda no colégio pelo uniforme de escola particular que está usando.

— Ela também te falou sobre a festa da Luna, mês que vem? Você está intimada a ir. — Perrie sorri e antes que ela possa falar algo, forço uma tosse para chamar sua atenção. Perrie me encara e a encaro de volta com as sobrancelhas arqueadas, e só então ela parece se dá conta que estou ao seu lado.

— Oh, minha nossa, esqueci de apresentar vocês — ela abre um pequeno sorriso — Jade essa é Alycia e Alycia essa é a Jade. — apresenta Perrie.

Encaro surpresa a garota a minha frente. Então essa era a tal da Alycia? Devo admitir que, ela é bonita. Olhos verdes profundos, cabelos castanhos claro, quase loiros e lábios bem desenhados. Como eu disse, bonita. Bonita até demais.

Assim como eu, Alycia também me analisa antes de abrir um pequeno sorriso com seus lábios cheios cobertos por um batom vermelho.

— Então, você é a famosa Jade? — ela pergunta, e sei que posso está sendo paranóica, mas não gosto da maneira como ela pronuncia meu nome. — Ouvi falar bastante de você por aí. — ela abre um pequeno sorriso irônico.

— Jura? Queria poder dizer o mesmo, mas a Pezz nunca fala sobre você, então. — dou de ombros.

— Ah, é mesmo? — Alycia arqueia uma sobrancelha e olha de mim para Perrie que sorri sem jeito.

— Acho melhor nós irmos — fala Perrie olhando de mim para Alycia — Já estamos atrasadas para o colégio.

— Tudo bem, vou te deixar ir, mas precisamos marcar algo em breve. — Alycia fala para Perrie que concorda com a cabeça — Foi um prazer te conhecer, Jade. — abre um sorriso forçado e faço o mesmo. Antes de ir, Alycia deixa um longo beijo no rosto de Perrie e me sinto extremamente incomodada por isso. — Até mais, meninas. — Alycia solta uma piscadela e passa por nós.

— Então, vamos? — Perrie pergunta. Suas bochechas estão levemente coradas. — O quê? — pergunta quando não falo nada.

— Nada. Vamos! — passo por ela sem me importar em esperá-la.

— Jade, espere por mim. — ouço Perrie falar.

— Ande mais rápido se quiser. — murmuro, mas tenho quase certeza que ela ouviu.

Ao chegar no carro de Perrie, entro e bato a porta com mais força que o necessário. Perrie entra no caro logo em seguida e me olha chocada.

— Ei, cuidado com a porta. — reclama.

— Foi sem querer. — digo e dou de ombros. Ela semicerra os olhos para mim.

— Por que demoraram tanto? Estava muito cheio? — pergunta Leigh se aproximando de nós.

— Na verdade, demoramos porque Perrie ficou de papo com uma amiguinha. Toma — estendo para Leigh um saco com seu pedido.

— Alycia — Perrie me corrige — Acabamos topando com a Alycia na entrada do estacionamento.

— Ah, então por isso a Jade parece tão irritada. Está com ciúmes, Jade? — olho incrédula para Leigh-Anne.

— Leigh, não viaja. Claro que não estou com ciúmes. — digo seca. Leigh dá de ombros e se ocupa com sua comida. Perrie me oferece um copo com o chá gelado que pedi, em seu rosto há um sorrisinho presunçoso, reviro os olhos para ela. — Tem batom na sua bochecha, Perrie. — ela leva a mão ao rosto e lima rapidamente antes de dá partida no carro.

Chegamos ao colégio a tempo de ouvirmos o segundo sinal tocar. Quando Perrie estaciona, sou a primeira a deixar o carro e entrar na escola. Vou até meu armário pegar alguns livros.

— Você precisa para com isso, sério. — ouço Perrie falar próxima a mim. Fecho a porta do armário e me viro parar encarar seu rosto.

— Parar com o quê? — pergunto confusa.

— De sair andando na frente e me deixar para trás, mas principalmente, você tem que parar de bater a porta do meu carro com tanta força.

— Oh, eu fiz de novo? — finjo inocência — Foi mal. — ela estreita os olhos para mim.

— Olha, sei que ficou brava por causa da Alycia, mas já deixei bem claro para você que ela é só uma amiga que, por sinal eu mal tenho falado ultimamente. Não precisa ficar com ciúmes.

— Não estou com ciúmes, já falei — falo, mas ela não parece acreditar — É só que... Não gostei dela. Ela é irônica e porque ela tem que ser tão bonita? — pergunto revoltada e Perrie dá risada.

— Ela é bonita? Jura? Nunca percebi — a encaro incrédula — A única garota para quem eu tenho olhos é você. Você sabe disso.

— Acho que sua amiga, Alycia, precisa saber disso. É obvio que ela está caidinha por você. — digo.

Perrie dá um passo em minha direção, ela apóia uma mão de cada lado no armário atrás de mim. Fico presa entre o armário e Perrie, que está tão próxima a mim que sinto todo meu corpo entrar em alerta e mesmo que eu tente parecer brava, não consigo.

— Escute bem o que vou te dizer, Jade — fala em um tom baixo. Seus olhos estão fixos nos meus — Você é a única garota que eu quero, Jade. Só você. Acho que ninguém do mundo quer tanto alguém como eu quero você. — abro a boca para dizer algo, mas faço tudo o que consigo pensar no momento: beijo-a.

Sei que provavelmente estamos chamando a atenção dos poucos alunos que ainda estão pelos corredores, mas só consigo me concentrar em Perrie. No gosto de chá de hortelã do seu beijo. Nas suas palavras que aquecem meu coração. De como ela me quer e de como eu também a quero.

— Acho que isso quer dizer que está tudo bem agora? — ela sussurra ainda próxima aos meus lábios assim que finalizamos o beijo.

— Está sim, mas se por acaso aquela garota andar te marcando de batom de novo, teremos problemas. Sérios problemas. — ameaço.

— Certo, você me assustou agora. — comenta com as sobrancelhas arqueadas.

— Ótimo. Agora vamos para aula.

Recebemos alguns, ou melhor, vários olhares enquanto andávamos pelos corredores, mas não me importo e acho que Perrie também não. Na verdade tudo o que consigo pensar é em como seu braço fica bem ao redor dos meus ombros.   


Notas Finais


Eu ia escrever mais nesse capitulo, mas resolvi postar logo pra compensar a demora. Vou deixar os tombos para o próximo ;)
Espero que tenham gostado. Até o próximo, nenês <3


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