História A Little Death;; hyunin - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Hwang Hyun-jin, Yang Jeong-in
Tags Hyunin, Hyunjin, Jeongin, Skz, Stray Kids
Visualizações 336
Palavras 1.802
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Mistério, Survival, Yaoi (Gay)
Avisos: Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


caralho perdi minhas foto hyunin tudo

Capítulo 1 - Wood, hugs and hope


Fanfic / Fanfiction A Little Death;; hyunin - Capítulo 1 - Wood, hugs and hope

Fazia um tempo.

HyunJin não tinha ideia de que dia poderia ser. Segunda-feira? Terça-feira? Sábado ou domingo?

Realmente, não fazia ideia do tempo, de forma alguma. Mal se lembrava, mas a última vez que contou o dia, era domingo. Estava numa festa da universidade. Bebeu muito. Acordou em um lugar que nunca pensou que fosse se encontrar. Fora sequestrado.

Só tinha um fio de ideia de que hora poderia ser, visto que a cabana de madeira deixava frestas entre os troncos desproporcionais e velhos. Atualmente, era dia. Talvez 16:30.

O sequestrador era um homem com aproximadamente quarenta anos, mas os contornos descuidados em seu rosto e corpo faziam parecer ser dez anos mais velho. Era magro, maltratado pela fome e péssimas condições de uma vida confortável. A pele era bronzeada, mas de forma dolorida, como se sempre estivesse sendo banhado pelo sol de verão.

Por falar nisso, não era verão. O inverno asiático costumava ser rigoroso e impiedoso, principalmente àquelas pessoas que não têm como se aquecerem de forma confortável. E, atualmente, Hwang HyunJin era uma dessas pessoas.

Apesar de ser habituado a passar por seus problemas sozinho, HyunJin agradeceu aos céus por não estar sozinho nessa. Junto a ele, Yang JeongIn também fora sequestrado. Ambos os adolescentes foram roubados, porém em lugares e tempos distintos. Só depois de três dias trancafiado naquela cabana pequena e malcheirosa foi que Hyunjin descobriu que JeongIn fora sequestrado antes dele.

JeongIn não soube contar por quantos dias esteve apagado, muito menos quanto tempo fazia que estava preso, mas de certo não passou de um mês. Duas semanas e três dias, eles não sabiam. Duas semanas e três dias.

Ainda que a personalidade obviamente carrancuda do homem sequestrador não fosse surpresa para ninguém, preocupava-se em manter alimentadas suas vítimas. Não queria que aqueles garotos morressem. Não queria que seus cem milhões de dólares fossem escorregar por ralo abaixo. Até entrar em contato com os pais de ambos, não deixaria que eles perdessem a vida. Tolo.

O homem estava sempre ausente na maior parte do dia, procurando meios de roubar comida e alguma merreca para si mesmo. Voltava a noite para deixar comida. HyunJin decorava a hora quase exata em que o desgraçado abria a porta estreita e pesada da cabana.

Horríveis. Os dias eram horríveis. Quem imagina que um dia será sequestrado? Não dá para prever, mas se o Hwang pudesse prever seu destino, não teria bebido tanto. Não teria discutido com seus amigos. Não teria nem ido à festa.

Por muitas vezes perguntava para JeongIn qual foi a última coisa que fez, antes de parar naquele lugar repugnante.

— Eu não lembro, hyung — respondia o garoto. — Eu não sei.

Yang JeongIn era apenas um ano mais jovem, mas parecia ter idade mental de uma criança de sete anos. O modo de falar, o modo de pensar e agir. Uma verdadeira criancinha. Isso era sério, e HyunJin pensou que ter sequestrado alguém como seu novo amigo fora tarefa fácil. Como roubar pirulito de bebê.

— Você é realmente uma criança, JeongIn.

— Meu psicólogo disse que eu talvez nunca amadureça.

— E se amadurecer?

— Eu não sei.

— Você quer amadurecer?

— Eu não sei, hyung.

HyunJin poderia pedir por qualquer outra companhia. Talvez MinHo, seu melhor amigo, ou alguém mais esperto para fugirem daquela prisão. Não importava, pois nenhuma outra companhia seria tão espetacular ao nível de Yang JeongIn. HyunJin aprendeu a refletir melhor sobre questões delicadas e até difíceis de resolver.

A cabana era minúscula e continha um cheiro horrível de bolor, mofo. Com o tempo, os garotos se acostumaram, mas claramente não era a mesma coisa que respirar um ar puro, ou o próprio ar cinzento das cidades. A cabana parecia estar enfiada no meio de uma floresta densa e imensa. Mas, em Seul, não havia florestas assim, por isso HyunJin pensou que talvez eles estivessem mais longe do que imaginavam. O homem sequestrador não revelava onde se localizavam — e para quê o faria?

As noites eram dolorosas e mais do que desconfortáveis. Não havia como dormir num colchão minúsculo, sujo e fedorento. Ainda mais com JeongIn, que era apenas alguns centímetros menor, de altura.

— Hyung?

— Hum?

— O colchão é muito pequeno.

— Durma nele sozinho. Estou sem sono.

HyunJin acostumou-se a passar as noites em escuro, porque em claro era minimamente impossível. A única coisa que iluminava o pequeno cômodo eram algumas velas velhas e deterioradas. Também tinham um cheiro ruim, mas nada que colocá-las longe de seus narizes não resolvesse. Seria bom se pudessem fazer isso com o odor de bolor ou com a própria inhaca do corpo, pois até aquele momento não puderam ter água para tomar banho. A única roupa que lhes servia eram a do corpo, e o Hwang teve que se maltratar internamente pelo cheiro de álcool.

— Você tem um cheirinho de morango, JeongIn.

— Eu tenho, hyung?

— Sim, você tem.

Por muitas vezes, HyunJin acordava o máximo possível abraçado ao corpo magro de JeongIn, com o rosto escondido na curvatura do pescoço alheio. Cheirinho de morango.

JeongIn gostava de quando seu amigo o abraçava forte. Gostava também de dizer que estava tudo bem, quando HyunJin falava dormindo, tendo pesadelos. E adorava quando HyunJin se abria nas palavras, naquela melancolia, desabafando o que incomodava internamente. Mesmo se fosse noite, mesmo se sua voz estivesse rouca pelo sono, mesmo que suspirasse pesadamente, a cada frase dita. Mesmo se tinha aquela mania de dizer “eu não sei”.

Contudo, o Hwang não chorava. JeongIn o admirava por isso também.

— Sinto falta dos meus amigos.

— Eu também, hyung.

— Sinto falta de Kami.

— Posso conhecê-la um dia?

— Claro. Ela vai adorar você.

— Sinto falta da mamãe, hyung.

— ... Eu também.

Encaramujados, abraçados no colchão fino, eles podiam sentir as costas tocando o chão. Era como se não houvesse colchão, apenas o chão duro, doloroso e álgido. Era um dos raros momentos em que se sentiam acolhidos. Um pelo outro. Desconforto confortável.

As comidas que o homem desgraçado trazia para os garotos se alimentarem eram frutas que não foram lavadas, talvez apanhadas de uma árvore qualquer, queijo azedo, pão amanhecido e, raramente, um pouco de leite. Por várias vezes, JeongIn colocava para fora o que não servia no estômago. HyunJin arranjava uma forma de limpar a sujeira do amigo.

Água é o essencial para o ser humano, mas só havia água nova a cada dois dias. Quente ou morna. Podia-se notar um gosto invasivo no paladar assim que o líquido descia pela garganta. É suposto água não ter sabor, certo?

Não era tão saudável, mas ninguém podia correr o risco de morrer desidratado. E se morressem com infecção estomacal?

— Eu não gosto dessa água, hyung.

— Nem eu, mas nós temos que beber para sobreviver mais um pouco.

Pensando bem, se fosse outra pessoa ali, presa com Hwang HyunJin, até não se importaria tanto com nenhum dos dois. Mas era Yang JeongIn. E HyunJin precisava sobreviver para estar ao lado do Yang. Não queria deixá-lo sozinho. HyunJin costumava ser mente fechada e duro consigo mesmo, mas há situações em que deixam a personalidade das pessoas à prova.

Hwang HyunJin merecia sobreviver? Yang JeongIn merecia sobreviver?

Não nevava, embora o frio congelasse até o estômago. Naquela noite, o vento, incontáveis vezes, apagou os fogos das velas. Não sobrou muito delas. Estavam acabando. JeongIn pediu para que o hyung acendesse, mesmo que não fosse necessário abrir a boca para proferir palavras gentis.

— Hyung? As velas apagaram. Pode acendê-las de novo, por favor?

— Claro, JeongIn.

E assim fazia com que as velas voltassem a iluminar, parcialmente, o lugar frio a abandonado. Os garotos esticavam as mãos perante os fogos das velas, numa tentativa única e inútil de se aquecerem. O cobertor de maltrapilho não era capaz de cobrir os dois corpos gelados e necessitados de calor. Esse é o momento em que qualquer pessoa se sente um verdadeiro mendigo. Pelo menos tinham um teto e quatro paredes, caso nevasse.

HyunJin desistiu de manter-se acordado, às três da manhã. JeongIn não falara nada até aquele momento, pois quando se distraía com algo, era difícil tomar sua atenção.

— JeongIn? JeongIn...

— Hum?

— Vá dormir.

— Não tenho sono, hyung.

Ninguém merece passar por aquilo. Ninguém merece sentir-se preso e miserável. Ninguém merece ser enclausurado. Ninguém merece valer 50 milhões de dólares.

Foi complicado para tirar pelo menos uma soneca. HyunJin dormia por cinco minutos, acordava e apagava novamente. Nesse ciclo tedioso e torturante. JeongIn continuava desperto, observando a última vela ser comida pelo frio, pelo vento. A cera derretida podia reluzir no chão sujo.

Para JeongIn, era triste quando algo acabava assim. Ele não entendia porquê as velas acabavam, já que eram elas que davam luz ao local. Coisas luminosas não podem acabar, porque sobra apenas a escuridão. E JeongIn tinha medo disso. Ninguém explicou o significado de escuridão, mas o garoto descobriria sozinho.

— Está morrendo... — dizia, num sussurro quase mudo. Em seus olhos, a pequena e frágil chama ainda resistia ao fim. — Ela vai morrer, hyung...

HyunJin não estava escutando.

— Por que o fim chega? — a pergunta pairou no ar.

Por quê?

O corpo gélido do Hwang caiu no colchãozinho miserável. Suas costas e cabeça doeram, mas o garoto suportou com uma expressão dolorosa.

Assustou-se quando sentiu uma mão agarrar-lhe o braço, apertando forte. JeongIn. HyunJin abriu os olhos, mas sentiu como se ainda estivesse com eles fechados. Não houve tanta diferença.

— Está escuro, hyung.

— Há uma vela.

— A última das últimas?

— Eu acho que sim.

— Faça brilhar, hyung.

HyunJin fez viver não só a vela, mas também um sorriso no rosto do Yang.

— A vela é pequena e fina...

— Você tem que dar valor às luzes pequenas também, hyung.

O dia custava pintar no céu. Custava pintar nas esperanças dos garotos.

Novamente, Hwang HyunJin tentava dormir. E Yang JeongIn fitava a pequenina vela, que se desmanchava ao lado das antigas. O destino era o mesmo.

Sete minutos. Levou sete minutos para a vela ter seu fim. JeongIn não contou, mas estava admirando-a morrer, com aquela dor aguda na consciência e o medo crescente do escuro. Por isso, deitou-se ao lado de HyunJin, abraçando-o o máximo que podia. Suas unhas grudaram na roupa alheia. Não estava esperando que o amigo fosse o abraçar também, por isso a surpresa. Raramente tinha surpresas tão agradáveis assim. Como se fosse natural, HyunJin tinha o corpo quente, mas o outro não quis se afastar.

Juntos, olharam para a vela; o fogo inquieto mostrava que o vento não deixaria qualquer chamazinha viver, naquela noite.

JeongIn viu a chama cair no piso, em meio a própria cera brilhante e inútil. Ele a viu se apagar, morrendo, por fim.

Ficou escuro.

— Hyung.

— Hum?

— A vela morreu.

— Como?

— Toda a cera acabou, então sobrou apenas a chama. Mas ela sumiu com o sopro do vento...

— Volte a dormir, JeongIn.

Eles tinham que segurar as pontas, aguentar tudo aquilo. No frio do inverno e na solidão das madeiras, HyunJin e JeongIn só tinham o frio entre as quatro paredes amadeiradas, colchão e cobertor surrados, um pouco de esperança e a si mesmos.

Fazia um tempo.



Notas Finais


tambem nao entendi, entao shiu

eu so queria fazer algo mais poetico, e estou satisfeita, voces estao?

eu comecei a escrever isso quando houve um blackout aqui, ai surgiu umas ideias e pah

e nao, nao vai ter continuacaoKKK

mas eu mesma queria.

bye.


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