História A Little Piece Of Heaven - Capítulo 48


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Categorias Avenged Sevenfold, Chris Evans, Jared Leto, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins
Personagens Brooks Wackerman, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Amanda Bracho, Avenged Sevenfold, Drama, Johnny Christ, M Shadows, Michelle Haner, Romance, Series, Supernatural, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Visualizações 33
Palavras 4.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei! Mil perdões mas tive um pequeno problema de saúde e tive que me ausentar. Maaaaas estamos de volta e esse capítulo está muito detalhado espero que gostem e no final temos uma bomba! Boa leitura xuxus <3

Capítulo 48 - Um fio de esperança


***ZACKY***

 

A sala de espera do hospital parecia um velório. Alguns choravam, outros questionavam, mas todos estavam em choque. Gabriela e Michelle foram as que mais deram trabalho sendo levadas para enfermaria pra tomar medicamentos para acalmar os nervos.

Brian estava o tempo todo de cabeça baixa sentado na cadeira fitando as mãos. No chão uma poça de suas lágrimas que escorriam sem parar em seu rosto e ninguém ousava chegar perto dele naquele momento.

- Alguém precisa avisar o Evans. Essas horas o acidente já deve ser notícia no país inteiro. – Johnny disse a mim.

Brian o encarou com um olhar perdido. Era difícil pra ele saber que a Amanda tinha um namorado que precisava ser avisado e que ela estava grávida dele.

- Eu vou ligar para o Scott ele tem o número do Chris e eu falo com ele. – Paola que estava perto de nós falou.

- Quando ele chegar a gente precisa falar que a Amanda estava...- o olhar do Johnny carregou em lágrimas novamente e eu puxei ele para um abraço.

Fazia quatro horas que havíamos chegado ali e a única pessoa que a gente conseguiu avisar foi o Hugo, mas mesmo assim escondemos dele o real quadro de saúde da Amanda. Valary que fez as “honras”.

Desde da conversa com a médica, não tivemos notícias de nenhum dos três e ninguém ousou sair desse hospital.

 

- Gente. – William se aproximou de nós e todos foram num pulo perto dele. – A Carol saiu do coma e está em observação e o Dan já pode receber visitas duas pessoas por vez.

- Eu vou primeiro. – Matt se manifestou.

- Vou com você. – disse em seguida.

- E a Amanda Will? – Kelly perguntou.

- Estamos tentando outros medicamentos, mas ela ainda não está reagindo. – William disse quase sem esperanças.

A única pessoa que não teve nenhuma reação foi o Brian. Ele continuava da mesma maneira que antes.

- Matt e Zacky me acompanhem, por favor.

Seguimos William pelo enorme corredor até o quarto em que o Dan estava. Matt dava passos largos e eu tive que acelerar o meu passo para estar ao lado dele. Antes de entrarmos de fato no quarto, tivemos que colocar uma touca especial e passar álcool nas mãos.

William abriu a porta para que pudéssemos entrar.

- Vocês têm vinte minutos ele não pode fazer muito esforço. – ele nos disse ao sair.

Dan estava abatido e com um olhar perdido. Seus olhos inchados denunciavam que ele já sabia sobre o estado de saúde da Carol e da Amanda.

- Como você está amigo? – fui o primeiro a falar algo.

- Péssimo. – ele se limitou em dizer.

Dan usava uma tipóia no braço direito e sua perna esquerda estava suspensa sob uma pilha de travesseiros com gesso até a altura do joelho, nas mãos marcas de machucados e um grande curativo no supercílio do lado esquerdo.

- A polícia quer falar comigo amanhã. – ele disse em seguida.

- O delegado disse que um carro tirou vocês da estrada. Você conseguiu ver alguma coisa? – Matt perguntou.

- Não, foi tudo muito rápido. Eu falava com a Carol e um clarão veio por trás do carro. Depois eu me lembro de ouvir o celular da Amanda tocar, mas ela não estava no carro e ouvi vozes é só o que eu me lembro. – Dan disse começando a chorar novamente.

- Fica calmo Dan a polícia vai atrás dessa história. – disse me aproximando dele.

- E vocês ainda têm dúvidas que foi a Kira?

- Nós já contamos toda a história para o delegado ele expediu um mandato para Los Angeles para interrogá-la e disse que mais tarde nos dará informações. – Matt falou.

- E as meninas? A Amanda...

- A Amanda vai ficar bem. As duas vão ficar. Vocês vão sair dessa e nós estaremos aqui com vocês. – disse tentando acalmá-lo, porém foi em vão.

 

...

 

Passava das cinco horas da tarde e o quadro da Amanda continuava o mesmo. Hugo mandou algumas mensagens dizendo que já estava a caminho e dos amigos da Amanda quem pode, estava vindo. Chris também estava a caminho e segundo a Paola, ele poderia chegar a qualquer momento.

O delegado voltou de Los Angeles com possíveis informações sobre a Kira e o Brian que era a parte mais interessada tomou a frente para ouvir o que ele tinha para dizer.

- A senhorita Kira que vocês indicaram, colaborou com as investigações, mas não temos provas que ligue ela ao acidente.

- Como não tem? A única pessoa que poderia fazer mal a Amanda é ela. – Brian disse incrédulo.

- Antes de sair da casa da minha irmã ela deixou bem claro que a Amanda ia pagar pelo que fez e poucas horas depois o carro da menina é tirado da estrada? Tem certeza que ela não tem nenhum envolvimento? – Michelle disse nervosa sendo acalmada pela Jackie.

- Eu entendo a revolta de vocês, mas ela tem um álibi. Ao sair da residência dos sanders, ela ligou para uma amiga à senhorita Sadie Sexton que trabalha com ela e mora em Huntington Beach. Kira dormiu na casa dessa amiga retornando para Los Angeles hoje às oito e quinze da manhã. – o delegado disse olhando em seu caderno.

- Você já ouviu falar nessa Sadie? – Michelle questionou o Brian.

- Não. Nunca! A Kira trabalha numa revista essas de fofoca é tudo que eu sei nunca ouvi ela falar de amiga nenhuma.

- Isso não faz sentindo nenhum. Não é duvidando, mas o senhor tem certeza de que ela tá limpa? Nenhum envolvimento? – Jason Stuart disse.

- Sim senhor. Eu entendo todo o nervosismo de vocês até averiguamos o carro dela e não consta nenhum vestígio de acidente e nem o automóvel da senhorita Sadie. A senhorita Kira até ficou em choque e precisou ser amparada quando demos a notícia a ela.

- Falsa do caralho. – Brian esbravejou socando a parede.

- Nós iremos continuar com as investigações. Vamos solicitar as câmeras de segurança do local e fazer uma varredura em desmanches, oficinas da região e também se comunicar com as delegacias do condado. Nós vamos descobrir o que aconteceu. – o delegado disse, porém não trouxe nenhum conforto pra gente.

Pelo contrário, os nervos ficaram ainda mais abalados. Michelle e Gabriela só choravam enquanto o Brian socava tudo que via pela frente. Jason Stuart e o Mike tentavam acalmá-lo sem sucesso. A única pessoa que conseguiu ter a atenção dele foi a Val. A Liz ligou pra ela porque a Renesmee estava inquieta querendo saber onde ele estava.

O desespero tomou conta do seu rosto. Até então ninguém tinha pensado nessa possibilidade. Como dizer para a Renesmee que a mãe dela estava entre a vida e a morte?

 

***BRIAN***

 

Todos me olhavam aflitos. O que eu ia dizer para a Esmee? Não sei se a Liz disse que estávamos no hospital. Eu deveria contar que a mãe dela estava entre a vida e a morte? Peguei o celular da mão da Val, mas antes ela sussurrou algo pra mim.

- Vai pra sua casa e conversa com ela. Quem sabe ela não é o estímulo que a Amanda precisa para reagir? A gente conversa com o William e vê se ele deixa a Renesmee entrar no quarto. Ela é mãe vai lutar para sobreviver para cuidar da filha. – Valary chorava ao me dizer e eu sabia que ela tinha razão.

- Oi filha. – disse ao atender a ligação me segurando para ela não perceber a minha voz de choro.

- Papai onde você está? A Liz disse que você saiu cedo.

- Eu estou...é filha, eu estou indo pra casa o pai precisa conversar com você.

- Tá bom. Você está chorando?

- Não meu amor. Me espera está certo?

- Ok te amo.

- Também te amo princesa. Bye.

Encerrei a ligação chorando igual um condenado. Eu não ia conseguir fazer isso.

- Nós vamos com você. A gente conhece a Renesmee vamos saber lidar com ela. – Gabriela disse se aproximando com o Mike.

- Eu fico aqui caso o meu irmão apareça com notícias. – Jason Stuart disse.

- Tudo bem. Cuida da Mi pra mim, por favor? – disse a ele.

- Pode deixar irmão. Força. – ele disse apoiando a mão no meu ombro.

 

...

 

Entramos em silêncio em casa e vimos os dois sentados no sofá assistindo algum desenho. Nicci comia um danone enquanto a Renesmee olhava atenta para o desenho.

- Papai. – Nicci foi o primeiro a me ver e veio me abraçar.

Peguei ele no colo o beijando e a atenção da Esmee foi para as duas pessoas que vinham atrás de mim.

- Tia Gabi e vovô Mike? Aconteceu alguma coisa? – ela veio cumprimentá-los.

- Neném, nós precisamos conversar com você. – Mike disse acariciando seus longos cabelos.

- Senhor Brian eu vou levar o Nicci lá pra cima e vocês ficam mais a vontade. – Liz disse pegando o bebê do meu colo. Seus olhos inchados mostrava que de alguma forma, ela sabia de tudo que estava acontecendo.

- Está tudo bem? Porque todo mundo está com cara de choro? Até a Liz estava chorando.

Nós três nos entreolhamos. Meu olhar pedia socorro pra eles eu não ia conseguir fazer isso.

- Filha, senta aqui a gente tem que te contar uma coisa muito delicada. – Gabi se sentou e colocou ela em seu colo.

Me sentei na mesinha de centro de frente para elas enquanto o Mike se sentou ao lado da Gabi.

- Esmee, ontem à noite enquanto a sua mãe voltava pra casa com a tia Carol e o tio Dan...eles... – os olhos da Gabriela se inundaram em lágrimas.

- O que aconteceu com a minha mãe tia? – Renesmee disse apavorada.

- Meu amor eles sofreram um acidente. – Mike disse tentando acalmá-la.

- Como assim acidente? Cadê a minha mãe, papai? Eu quero a minha mãe! – ela gritava em meio ao choro e soluços se debatendo no colo da Gabi.

- Esmee calma meu anjo. – Mike disse tentando segurá-la.

- Renesmee, vem aqui. – puxei ela para o meu colo que chorava desesperada assim como eu. – Olha nos meus olhos confie em mim. – disse secando as lágrimas dela.

- Eu quero ver a minha mãe. – ela disse me abraçando.

- Nós vamos levar você lá, mas você precisa me prometer que vai ser forte. Ninguém tem autorização pra ver ela. A gente vai tentar ver com o tio Will se você pode entrar no quarto.

- Porque vocês não a viram?

- Por que...porque ela está desacordada desde do acidente. – disse chorando ainda mais com ela.

- A minha mãe não está acordada? Ela está morrendo papai?

- Não meu amor calma...ela é forte ela vai sair dessa você vai ver. – aconcheguei ela ainda mais nos meus braços.

Renesmee chorava de soluçar. Partia meu coração ao ver o desespero da minha filha.

- Ela precisa de você Esmee. Você é a força que ela precisa pra reagir. – Gabi disse limpando as lágrimas.

- Eu quero ir para o hospital e ficar lá com você. – ela disse olhando no fundo dos meus olhos.

- Sim meu amor você vai poder ficar lá com a gente.

- Eu não quero sair de lá até a minha mãe acordar. – ela disse chorando ainda mais.

Meu Deus como será difícil os próximos dias. Senhor me de forças para suportar tudo isso.

 

...

 

Chegamos ao hospital e os olhares chorosos de todos caíram em cima da garotinha que escondia o rosto na minha cintura. Renesmee se escondia atrás de mim, mas correu para os braços da Michelle que chorava mais uma vez.

- O Hugo e a Luana chegaram e estão vendo a Carol pelo vidro. – Zacky me informou.

E antes dele falar alguma coisa, vi o Chris Evans sentado num canto ao lado da cunhada e da Paola.

Ele estava de cabeça baixa com as mãos na cabeça. Pelo subir e descer de seus ombros percebi que ele chorava compulsivamente. A essa altura ele já deveria saber que a Amanda estava grávida de um filho dele. Ele realmente a amava muito.

- A Paola e a Meg contaram pra ele que a Amanda estava grávida. Ele ficou muito surpreso e arrasado. – Zacky falou olhando para a mesma direção que eu.

Ao ouvir a Mi pedir para a Renesmee se acalmar, ele levantou o olhar em direção da minha filha. Chris se levantou e sentou ao lado da Michelle.

Ele esticou os braços e a Renesmee foi abraçá-lo. Ele acariciava seus cabelos e dizia que tudo ficaria bem e que a Amanda era forte e ia sair dessa.

- Vocês tiveram alguma notícia? – perguntei para todos.

- Depois que você saiu a médica que está acompanhando a recuperação das meninas informou que a gente poderia ir ver a Carol pelo vidro e que a expectativa é que ela acorde do coma dentro de algumas horas. Brooks e o JJ entraram agora para ver o Dan e a Amanda continua na mesma. – Jason Stuart me informou.

- A Val e a Mi conversaram com o William e como o quadro da Amanda é grave, ele teria que pedir autorização para deixar a Renesmee entrar. – Lacey se aproximou de mim para falar.

- A Renesmee não vai sossegar se não ver a Amanda.

- Eu sei Brian, mas o Will disse que ela pode se assustar ao ver a situação dela. – ela segurava o choro ao falar comigo.

Meu Deus que pesadelo era esse?

 

Depois de dez minutos, William e a médica vieram falar com a gente. Renesmee foi abraçá-lo e ele se abaixou para abraçá-la.

- Eu e a doutora conversamos com o conselho e eles autorizaram a entrada da Esmee para ver a Amanda. – William disse a nós.

- Porém ela só poderá entrar se for acompanhada de um dos médicos e poderá ficar lá no máximo dez minutos. – a médica completou.

- Nenhum de nós pode entrar com ela? – perguntei.

- Infelizmente não. Ela está na UTI à entrada da menina só foi permitida por muita insistência do diretor do hospital. Eu mesma jamais permitiria isso. – a médica tentou se explicar.

- Tio Will eu quero ver a minha mãe, por favor? – o olhar da Renesmee era de partir até o mais duro dos corações.

- Você vai meu amor e eu estarei lá com você. – ele acariciou seus cabelos.

Saber que o Will entraria com ela me deixou um pouco mais tranquilo. Na teoria porque na prática eu estava a beira de um colapso nervoso.

- Vou levar a Esmee para se preparar para entrar. – William disse a mim.

Assenti para ele.

- Filha, vai ficar tudo bem. Eu quero que você acredite nisso pois se você acreditar, eu e todo mundo aqui vamos acreditar também. Não importa como você vai ver a sua mãe lá dentro só acredita que ela vai sair dessa e vai voltar pra gente. – disse olhando pra ela.

- Tudo bem papai, eu sei que a minha mãe vai ficar bem. – ela disse secando as minhas lágrimas.

- Vamos Esmee? – Will pegou na mão dela.

Os dois entraram pela porta de vidro e senti meu coração esmagar contra meu peito. Do outro lado Chris me olhava como se tivesse algo para me contar. Hugo e a Luana voltaram e ele chorou ainda mais ao ver a Gabi e a mim.

 

 

***WILLIAM***

 

Renesmee caminhava a passos largos em minha direção. Antes de entrarmos de fato na UTI, tínhamos que nos preparar. Usar uma roupa especial, touca na cabeça e lavar muito bem as mãos com álcool em gel. Thamar ajudava a Esmee enquanto eu me preparava. Eu não tive coragem de ver a Amanda não teria emocional pra isso então a Thamara era a médica responsável por ela enquanto eu cuidava do Dan e da Carol. Essa seria a primeira vez que a veria e teria que manter a calma e passar calma para a Renesmee.

- Meu amor, eu quero te falar que não importa como vamos encontrar ela ali dentro. Eu quero que se lembre dela como a mulher linda e alegre que ela é. – me abaixei para ficar na altura da Renesmee.

- Eu sei que o acidente foi grave. Mas ela vai melhorar não vai?

- Você entrando lá, é o estimulo que ela precisa para se recuperar você é o amor da vida dela. – disse acariciando seu rosto.

- Renesmee, o estado da sua mãe é muito deliciado mas quero que você saiba que estamos fazendo o possível pra ela se recuperar e logo estar com você. – Thamara também se abaixou para falar com ela.

- Então vamos entrar e fazer o impossível. Eu sei que a minha mãe vai sair dessa. – ela disse para nós dois.

A abracei e seguimos para o quarto.

 

Apesar de namorarmos por pouco tempo, eu conheço a Amanda há anos desde quando ela ainda era uma garota assustada e cheia de traumas que tinha que aprender a cuidar de um bebê. Eu gostava da companhia dela e uma das coisas que eu mais gostava de ver quando estava com ela, era observar ela dormir.  

Seus braços abraçados ao terceiro travesseiro que ficava em baixo dela, suas pernas dobradas procurando um apoio muitas vezes entrelaçadas entre as minhas pernas, e como ela ocupava quase toda a cama com isso, seus longos cabelos cobrindo parte do seu rosto, a expressão serena e a boca entreaberta que a fazia babar, o subir e descer dos seus ombros com uma respiração pesada de quem realmente dormia um sono profundo, os barulhos que ela fazia que ela jurava que era mentira já que segundo ela, ela não ronca e o seu olhar perdido quando acorda tentando se situar de onde está até seu sorriso doce ao dizer bom dia e sair da cama para enfrentar o mundo.

Agora ela está novamente dormindo na minha frente. No lugar de três travesseiros, apenas um apoiava sua cabeça, seu corpo estava ereto numa cama fria, no lugar dos cabelos o seu rosto estava coberto por machucados profundos, na sua boca entreaberta estava um tubo de ventilação que emitia oxigênio aos seus pulmões, os únicos barulhos que fazia era dos aparelhos ligados que a mantinham viva, o subir e descer dos seus ombros era quase imperceptível e seus olhos fechados pesados como se ela realmente dormisse um sono profundo. Porém dessa vez será mais difícil de eu ver o seu olhar perdido ao acordar e como eu queria ver aquele sorriso de bom dia de novo.

 

Renesmee segurou firme na minha mão e escondeu seu rosto na minha barriga. Se estava sendo difícil pra gente, imagina para uma criança de dez anos.

- Ela está muito machucada. – ela finalmente disse. Apesar da máscara cobrir quase todo o seu rosto, seus olhos cheios de lágrimas estavam claros e sua feição triste.

- Esses machucados vão cicatrizar meu amor. Dentro de alguns dias, ela não terá mais nenhum. – disse acariciando seu rosto.

- Ela está sentindo dor?

- Não. Agora não mais. – disse olhando a Amanda.

Thamara aplicou uma dose forte de morfina já que ela não estava reagindo aos medicamentos. Ela não sentia dor mas também nada mais a sua volta. Esse era o problema.

- Porque você não vai até lá e conversa um pouco com ela? – encorajei a Renesmee.

Ela respirou fundo e soltou da minha mão e seguiu em frente. Fiz o mesmo e fui mais perto da cama.

Amanda dormia como um anjo se fosse em outra ocasião parecia que a qualquer minuto ela acordaria para ir trabalhar. Só que ali ela estava longe de acordar.

Renesmee segurou na mão dela com cuidado já que vários fios passava por sua mão. Me aproximei ainda mais das duas e pude ver de perto os machucados em seu rosto. Era como se ela tivesse sido cortada por vários cacos de vidro ao mesmo tempo. A imagem dela assim tão debilitada fez meu estômago embrulhar.

- Oi mamãe. Eu queria tanto que você acordasse. – Renesmee disse chorando me fazendo chorar ainda mais. – Como que isso foi acontecer? Nós nos falamos ontem à noite e você disse que voltaria pra me ver. Porque que isso foi acontecer?

Acariciei as costas da Esmee. Não teríamos muito tempo mas não podia interromper esse momento.

- Eu vou ficar aqui com você. Se for preciso eu vou entrar aqui todos os dias pra ver se você melhora. Você tem que sair daí mamãe. Lá fora tá cheio de gente preocupado com você. O papai tá arrasado você tem que voltar pra ficar com a gente. Nós somos os quatro mosqueteiros eu, o Nicci, você e o papai. Você é a rainha do nosso castelo. Vamos mamãe reaja!

Renesmee continuava com a mão apertando a mão da Amanda enquanto chorava em cima do seu corpo. Me virei de costas chorando compulsivamente. Aquela cena era a coisa mais triste que eu já tinha presenciado.

O barulho acelerado do holter chamou a minha atenção. Ele não tinha feito esse barulho antes já que a Amanda estava praticamente morta.

- Tio Will ela apertou a minha mão! – Renesmee disse eufórica. – Olha! – ela soltou a mão e a mão da Amanda continuava segurando a sua.

Rapidamente fui conferir os sinais vitais dela.

- Esmee meu anjo se afasta um pouco. – disse cuidadosamente.

Conferi os sinais de pulso e realmente a pulsação dela estava acelerada. Apertei levemente suas pernas mas ela não reagiu. Seus olhos ainda estavam fechados e sua respiração um pouco acelerada. Ela ainda estava em coma porém estava começando uma reação.

- Tio ela está acordando?

- Ainda não meu amor. Ela começou uma reação que não tinha ainda.

- Isso é bom?

- Isso é ótimo! – disse me virando para a Esmee sorrindo. – Vamos sair e chamar a Thamara ela que está cuidando da sua mãe. – Parabéns minha princesa você foi fundamental na recuperação da sua mãe. – disse a pegando no colo e saindo do quarto atrás da Thamara.

 

 

***BRIAN***

 

Até o ser humano mais descrente, fazia uma prece neste momento. Estávamos todos apreensivos e com muita esperança. Se a Val estivesse certa, a Renesmee seria o estímulo que a Amanda precisava pra desenvolver alguma reação.

Andava de um lado para outro jurando tudo que eu podia em troca da recuperação da Amanda.

- Brian? A gente pode conversar? – Chris se aproximou de mim.

Seus olhos estavam inchados e seu rosto vermelho. Não fazia ideia do que ele queria comigo.

- Papai a minha mãe segurou a minha mão! – antes de eu responder ao Chris, a Esmee entrou correndo em minha direção e atrás dela William com um sorriso de orelha a orelha.

Peguei a Renesmee no colo e todos se amontoaram em volta da gente.

- O que aconteceu meu amor? – Michelle se aproximou do Will.

- A Amanda começou uma reação. Seus sinais vitais normalizaram até aceleraram com o toque da Renesmee.

Um graças a Deus uníssono ecoou pelo lugar. Chorei um pouco mais aliviado com a minha filha em meus braços e uns foram abraçados os outros em meio a choros e sorrisos.

- E agora? Ela vai acordar? – Mike perguntou.

- Calma pai uma coisa de cada vez. Ela reagiu ao toque e seus sinais vitais normalizaram. Ela ainda está em coma mas vai começar a reagir aos medicamentos.

- E quanto tempo ela pode ficar em coma? – Hugo disse.

- Ainda é cedo pra saber. A Thamara vai continuar fazendo os exames. Ela teve uma pequena melhora mas já é alguma coisa já que desde que chegou ela não tinha reagido em nada.

- Mas ela vai melhorar eu sei que vai. – o sorriso e o entusiasmo da Renesmee foi o gatilho para fazer a gente sorrir um pouco em meio a esse caos.

 

...

 

Renesmee acabou adormecendo nos meus braços enquanto Zacky e Meg foram pra casa para ver as crianças e Zacky jurou voltar mais tarde. Matt e Val também foram e iam passar em casa para buscar o Nicci já que eu e nem a Mi arredaríamos os pés daqui. Lacey também foi pra casa com muito custo fazendo o Johnny jurar que ligaria caso tivesse alguma novidade. Kelly e Brooks também foram. Nessas alturas, não teríamos mais novidades então não tinha a necessidade de ficar tanta gente a única certeza era eu ficaria essa noite.

- Brian? – Chris se dentou ao meu lado com um enorme copo de café nas mão me oferecendo.

Peguei o café dele o agradecendo. Não comia nada a horas.

- Obrigada cara. Como você está? Deve ser doloroso pra você toda essa situação.

- Sim é muito doloroso. Mas eu tenho consciência que o meu sofrimento não chega nem perto do de vocês que estão com ela há anos.

- O seu sofrimento é tão ou igual ou pior que o nosso. Ela estava esperando um filho seu. – disse um pouco baixo.

- Eu preciso conversar com você sobre isso. Podemos ir para um lugar mais reservado?

- Claro só me deixa aconchegar ela em algum lugar.

Ele assentiu com a cabeça. Chamei o Jason Stuart e passei a Esmee pra ele. Ela resmungou um pouco mais se aconchegou no colo dele. Jackie a cobriu com uma manta que o William arrumou.

 

Segui com o Chris para uma sala de espera mais reservada. Fechei a porta quando ele passou ali poderíamos conversar em paz.

- Pode falar o que você quer falar comigo? – disse cruzando os braços.

- Sente-se por favor. – fiz o que ele pediu e me sentei na cadeira que ele apontava pra mim.

Chris respirou fundo e se sentou na cadeira a minha frente.

- Faz pouco tempo que eu e a Amanda estamos juntos. Eu me apaixone por ela desde da primeira vez que a vi. – ele começou dizer me encarando.

Senti meu estômago revirar. Eu a amava mais que tudo nessa vida só que ele também a amava e ela ia ter um filho com ele. Se não fosse esse acidente, ela ia descobrir que estava grávida e quem sabe eles até casariam?

- Eu vou ser direto. Depois que nós nos assumimos, vocês ficaram juntos?

- Que? – perguntei incrédulo.

- Não me entenda mal eu a amo e quero que você seja honesto comigo. Vocês dormiram juntos nos últimos meses?

Automaticamente me lembrei da ocasião. Foi no dia que ela foi pra casa quando o Matt sumiu. Eu me declarei pra ela acabamos dormindo juntos e ela foi embora deixando um bilhete pra mim. Isso fazia tempo e foi só aquela vez.

- Sim. – eu finalmente disse. – Uma única vez foi quando o Matt sumiu. Ela foi pra minha casa para me ajudar com as crianças e eu não sei o que aconteceu mas rolou. Depois disso ela foi embora me deixando um bilhete dizendo que tudo estava terminado entre a gente.

Chris deu um sorriso torto. Eu imagino o que ele estava sentindo. Era difícil saber que a sua namorada tinha te traído.

- Olha cara foi apenas uma vez. Depois disso cada um seguiu a sua vida e vocês ficaram juntos. Eu amo a Amanda mas sei que a nossa história acabou. Ela quer ficar com você.

- Brian, todas as vezes que eu e a Amanda ficamos juntos, eu usei preservativo e nunca teve nenhum escorregão da nossa parte. Pelo contrário ela era bem criteriosa com isso.

Meus olhos se arregalaram.

- O que você quer dizer?

- Pelo o que a Meg falou ela estava grávida de mais de dois meses. No período em que ela engravidou eu estava viajando e mesmo assim sempre nos protegemos. Quando vocês ficaram juntos, vocês usaram preservativos?

- Não me lembro...quer dizer eu acho que não...eu...ela tomava pílula não tomava?

- Não Brian. A Amanda não toma pílulas contraceptivas. Ela disse isso pra mim quando ficamos juntos pela primeira vez.

 

Claro! Quando ficamos juntos no Coachella ela disse que não tomava remédio e depois na minha casa ficamos tão envolvidos que nem nos lembramos de proteger. Não isso não seria possível!

- Nós nunca nos descuidamos e eu também tenho uma contagem baixa de esperma. Se eu quiser ser pai, tenho que fazer um longo tratamento.

Me levantei da cadeira e o Chris fez o mesmo. Comecei a chorar ainda mais. Isso não podia estar acontecendo.

- O que você quer dizer com isso? – minha voz mal saía.

Chris apoiou a mão no meu ombro.

- O bebê que a Amanda perdeu era seu, Brian.


Notas Finais


Parabéns para quem acertou! Teríamos um baby Bracho Haner ):


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