História A Lollipop Or A Bullet (Versão Lapidot) - Capítulo 11


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Categorias Steven Universe
Personagens Lápis Lazuli, Peridot, Personagens Originais
Tags Lapidot, Lápis-lazuli, Lgbt, Mangá, Orange, Peridot, Steven Universo, Yuri
Visualizações 58
Palavras 1.524
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Orange, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente. Tudo bem?
Estou lhes trazendo mais um capítulo dessa (não tão) maravilhosa fanfic e dessa vez eu não demorei para atualizar (UHUU)! Ksks
Esse capítulo contém altas emoções, então espero que gostem!
Sem mais delongas, até lá embaixo!

Capítulo 11 - O sino tocará.


Fanfic / Fanfiction A Lollipop Or A Bullet (Versão Lapidot) - Capítulo 11 - O sino tocará.

Dia 4 de Outubro, Monte Ninayama.

 

Ninayama, encosta da montanha.

À medida em que nos aproximávamos daquele lugar, a inclinação da montanha, de repente, se tornou íngreme.

— É fácil escorregar aqui, tome cuidado. — Avisou o Ônix me segurando.

O que estamos procurando, definitivamente está naquele lugar.

— Ontem, Lazúli disse... — Minha voz começa a ficar embargada. — Esta vida toda é uma mentira, e como é tudo uma mentira, ela pode ficar calma.

 

(...)

 

Atualmente

 

— ...Ah. — Jasper nos olhava pela porta.

— Jasper, você não estava suspensa? — Pergunto surpresa com a sua presença.

— Ah... Sim. — Respondeu entrando na sala. — Eu esqueci a minha bolsa, só voltei para pegá-la. — Falou pegando a sua bolsa e coçando a nuca envergonhada. — Estes machucados... — Se virou para a Lápis. — Me desculpe. — Pediu. — Me desculpe. — Repetiu novamente em um sussurro ao vê-la desviar o seu olhar.

Na sala silenciosa...

O sussurro de Jasper soou desesperado.

Durante todo o tempo, eu insisti que Lazúli foi infantil.

Mas tudo ao nosso redor está carregado com o cheiro de alguma coisa diferente...

Entre Louise e Jasper, algo especial que eu desconheço, está pairando no ar...

— ...Te perdoar... — Lápis se pronunciou fechando seus punhos e dando um passo a frente. — EU DEFINITIVAMENTE NÃO POSSO TE PERDOAR!! — Pegou a Jasper pelo colarinho. — JÁ QUE EU SEMPRE APANHEI SÓ DO MEU PAI!! — A olhou com ódio.

— Lazúli... — Jasper sussurrou seu nome assustada. — Estas pernas... — Seu olhar foi direcionado as pernas machucadas de Louise. — É por isso que você não caminha direito? — Perguntou, porém não obteve respostas. — ...Isso mesmo. Você realmente apanha de seu pai? É isso? — Fez outras perguntas, mas novamente não obteve respostas. — É por isso que você não consegue abrir as suas pernas direito?* — Perguntou. (N/A: No mangá em inglês há uma nota esclarecendo que a tradução do japonês é literalmente esta, e que não há duplo significado na frase).

— Eu não consigo abrir minhas pernas direito porque você não tem a chave. — Respondeu.

— Eu não tenho a chave...? — Repetiu a maior confusa. A Lápis lhe deu um empurrão fazendo com que caísse sentada no chão. — ...Ai...

— Louise... — Chamei hesitante, porém ela me ignorou e caminhou na direção de Jasper desabotoando a blusa da mesma.

— Lazú... Li...? — A mais alta lhe olha confusa. Lazúli deu dois socos no rosto da garota e voltou a olhá-la. — Lápis... — Ergueu a saia da outra o suficiente para ver sua calcinha e um pouco de sua barriga. — É verdade, você está coberta de machucados. — Olhou  para as manchas em seu corpo. — Você é suja. — Comentou. Lazúli trincou os dentes e se levantou caminhando até o esfregão que estava encostado no canto da parede da sala.

— Lá...Lápis!! — A chamo assustada.

— JASPER TAMBÉM!! — Gritou erguendo o cabo do esfregão. — NÃO TEM PROBLEMA SE VOCÊ É SUJA! — Bateu o cabo nas costas de Jasper com força.

— AAI! — A garota gritou de dor. — UUUU... UUU...

O rosto de Louise estava vividamente retorcido com raiva e ódio.

Então, Lazúli contaminou a garota que gostava dela.

“Jasper parecia estar sofrendo, mas por que ela também possuía um olhar extasiado em seu rosto?”

Eu tinha sentimentos de aversão e desconforto ao ver aquela cena...

Eu não sabia...

Ainda havia uma coisa que apenas duas pessoas sabiam.

— ...Lazúli... — Jasper chamou pela garota ao ver que ela começara a chorar. — ...É... — Começou a chorar junto de Lazúli e a abraçou.

Aquele esfregão foi o batismo de pólvora de Lazúli* (N/A: Batismo de pólvora, termo utilizado para designar o primeiro tiro de um soldado).

E ela atirou em Jasper com muita munição viva...

— UWAAAAAA. — Lápis tentava secar as suas lágrimas, porém de nada adiantava. Jasper pegou a sua bolsa e correu para fora da sala.

“Adeus, a garota do time de baseball, que sentava do meu lado...” — Olhava a mais alta sair do local.

Ela se transformou numa adulta e se tornou uma criatura completamente diferente de mim.

Embora o caminho de Jasper seja terrivelmente estranho...

Dessa forma, hoje meu primeiro amor, chegou ao fim.

 “Lazúli está...” — Olho para a garota sentada no chão chorando.

Uma criança que não consegue distinguir afeição de ódio.

Sempre, em algum lugar, há uma pessoa que não sabe que isto é errado...

“Eu me pergunto se Lazúli possui alguém importante em quem ela possa atirar.” — Tiro o lenço da garota de minha bolsa e começo a secar as suas lágrimas e assuar o seu nariz.

— Esta vida, não é real. — Comentou de cabeça baixa quando parou de chorar.

— ...Hã? — A olho confusa.

— Com certeza, todo mundo está mentindo. — Continuou. — Então, esta calmaria é certamente a pior mentira de todas. — Levantou a cabeça lentamente e me olhou. Sinto meus olhos marejarem e então à abraço, depois de alguns segundos ela retribui o abraço. — Ei, Percy Doty. — Me chamou. — Você falou que a nossa professora disse que a coisa mais importante para nós, crianças, é a segurança, certo? — Perguntou.

— Sim... — Respondo.

— Mas eu me pergunto o que é segurança. Eu me pergunto onde isso está. — Falou apertando mais o abraço, eu olho para a janela e vejo  que chovia lá fora.

— ...É mesmo. Eu também não sei. — Digo.

“Você pode ser feliz, se você está seguro? Eu não sei...”

— Mas... Um dia... — Voltou a falar. — Eu vou a algum outro lugar, um dia. Um lugar que não fica aqui. — Comentou. — Eu estou, desesperadamente desejando aquele lugar. — Fechou os olhos. — É mesmo, em Homeworld. Eu irei descansar e conhecer novas gens. Não terei que fazer nada depois disso. — Um sorriso calmo se abriu em seus lábios.

— Um mundo de gens? — Perguntei retoricamente. — Você dorme sempre, em um mundo destruído? — Pergunto.

— Isso, isso mesmo. — Respondeu.

— Não parece tão ruim. — Falo. — Você tentaria fugir? — Pergunto depois de ficarmos em silêncio por alguns minutos. Ela se afasta do abraço e me olha. — Para algum lugar, que não seja aqui? — Acrescento sem olhá-la, ela parece pensar um pouco antes de responder.

— Ok. — Sorriu. — Percy Doty também quer fugir. Então, vamos fugir juntas. — Pegou na minha mão e caminhamos para fora da escola.

 

(...)

 

— É mesmo... Nós não podemos ir sem bagagem. — Lembro enquanto caminhávamos de mãos dadas embaixo da chuva.

— O que devemos levar? — Perguntou me olhando de canto.

— Mochilas e secadores de cabelo. Depois disso, devíamos levar uma lapiseira. — Falo e ela ri.

— Esta é uma escolha esquisita. — Disse.

 

Quebra do Tempo (Casa da Peridot).

 

— ...Ah. — Olho para a porta do quarto do meu irmão ao ouvi-lo abrir a mesma.

— Peridot. A onde você vai? — Perguntou o Oliver ao me ver arrumar as minhas coisas.

— ...Nós vamos... — Começo a falar. — Nós vamos fugir. — Digo firme e o vejo franzir o cenho.

— Aaah. — Suspirou e desviou o olhar. — Eu também gostaria de ir... Para outro lugar. — Comentou. Eu abaixei o olhar e saí de casa com um guarda chuva. Lazúli me esperava do lado de fora e ao me ver ela sorriu.

 

(...)

 

Nós duas estava parada em frente o portão da casa de Louise, nossas mãos estavam juntas e dividíamos o mesmo guarda-chuva.

— Espere aqui, tá? — Pediu soltando a minha mão.

“Eu vou desaparecer de dentro desta casa.” —  Me lembro do dia em que a Lazúli disse que iria “pufar” e imediatamente eu segurei novamente a sua mão e abaixei a cabeça. A garota se aproximou lentamente.

 — Está tudo bem, Peridot. — Ergueu a minha cabeça para me fazer olhá-la, ela aproximou o seu rosto do meu e me beijou. Foi um beijo calmo e, por um momento, eu esqueci que íamos fugir, eu sentia as famosas "borboletas no estômago" e meu rosto começou a esquentar. Porém, uma coisa estragou aquele beijo, parecia que Lazúli estava se despedindo de mim, esse pensamento me destruiu por dentro. — Já volto. — Sussurrou com o rosto ainda próximo ao meu e foi em direção à porta de sua casa, ao abrir a mesma ela parou e me olhou, a garota de cabelos azuis acenou para mim e sorriu adentrando o local.

Eu tive a sensação de que essa foi a primeira vez que eu vi o verdadeiro sorriso de Louise. Por causa disso, nós estamos indo para bem longe.

Para um lugar longe daqui. Para um lugar onde Lazúli e eu podemos ser livres.

“É mesmo... Está lá.”

A coisa que tanto eu quanto Lazúli não conhecemos, a coisa importante que não conseguimos entender. “Segurança”.

 

(...)

 

Meia hora se passou.

E então uma hora.

Louise Lazúli nunca apareceu.


Notas Finais


E então, o que vocês acharam? Gostaram? Estou aceitando sugestões!
Não se esqueçam de comentar, eu ficaria muito feliz de interagir com vocês!
Qualquer erro ortográfico, por favor me avisem nos comentários, eu ficaria muito grata!
Até o próximo capitulo, se cuidem e tchau!! ♥♥♥♥

OBS: Eu sei que a parte do beijo ta uma bosta, mas me dêem um desconto, tá? Esse é o primeiro beijo que eu escrevo ksks


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