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História À l'ombre d'un pin - Capítulo 2


Escrita por: e LynxLily


Notas do Autor


Irrul. Vamos lá.
Acho que estou me apaixonando pela escrita de novo, nem acredito nisso :)
Boa leitura. Os caps não serão tão grandes, mas creio que vão ser muitos, e vão sair com um frequência legal.

Capítulo 2 - Il n'y a rien a faire


Fanfic / Fanfiction À l'ombre d'un pin - Capítulo 2 - Il n'y a rien a faire

Quarta-feira, 5:50 PM cinco de junho, um dia depois do crime 


—Dipper? Mason? Fala comigo, por favor. Acorde. Vamos.

—Huh...?—O pequeno solta um grunido, deixando a luz do consultório adentrar seus olhos.—O quê?

Um rosto redondo, corado e bonito se aproxima. Mabel estava preocupada demais para dizer muito, então só beijou a testa do irmão. O médico ao seu lado lia atentamente o diagnóstico recém-imprimido. Do lado de fora, uma equipe de policiais esperava a saída de Pines. Cerca de sete suspeitos já haviam sido entrevistados, mas nenhum parecia saber sequer onde a universidade era. 

Senhor Pines estava com raiva estampada no rosto, mas preferira ficar em casa, onde as autoridades não questionaram o porquê de Mason estar completamente sozinho no apartamento dele e dentro da biblioteca. O cobrariam explicações de ter criado um filho tão solitário, iriam querer saber de tudo, e, provavelmente, culpar o velho pela tragédia que aconteceu noite passada. 

—Asfixia mecânica.—O médico grisalho e preocupado disse, sem hesitar.—A pessoa que te desacordou tinha intenção de matar. Você definitivamente foi abusado sexualmente e fisicamente, mas iriam te matar se não tivesse apagado tão rápido.

—Me matar?

Mabel balançou a cabeça confirmando. Lágrimas de raiva e revolta escorriam pelas bochechas da moça com cabelos tingidos de roxo. A reação de sua mãe quando a viu com os cabelos curtos e pintados foi a colocar imediatamente para fora de casa. Haviam apenas duas semanas que ela tinha entrado na república em que sua melhor amiga de infância, Grenda, já estava.

Apesar da cabeça cheia, não dormia sem antes ligar para o irmão. Dipper contava como havia passado o dia e o que queria fazer no dia seguinte, e Mabel contava o que de novo tinha acontecido com os pais e no curso que estava fazendo. 

—Entendo que você foi vítima de algo horrível,—Um policial entra na sala.—Mas precisamos da sua versão sobre como foi seu dia antes do crime.

Pines sequer respondeu. Estava dormindo na maca. Seu corpo estava coberto de roxos e arranhões. Seu pulso estava deslocado, mas não reclamou de dor para o doutor em momento algum. Tudo parecia dormente e estranhamente gelado. Mason se sentia morto. 

Mabel balançou o corpo do irmão, o acordando.

—Precisa dizer o que aconteceu. 

Quarta-feira, 6:30 PM, cinco de junho, um dia depois do crime

—Queremos todos os detalhes. Nada é desnecessário, Mason. Iremos fazer de tudo para te ajudar e punir os responsáveis pelo que aconteceu com você. 

Pines suspirou profundamente, colocando uma das balas de café que estavam em cima da mesa de mármore na boca. 

—Certo. Eu acordei, coloquei a marmita na parte de trás da mochila, botei o livro embaixo do braço e saí de casa. 

—Como você foi?

—Andei até a estação e peguei o metrô, a linha de sempre. Comprei salgadinho na estação, fui comendo. Tava com dor de cabeça porque não tinha conseguido dormir. 

—Por que não dormiu? 

—Ah, às vezes sinto saudade de ter gente em casa. É meio solitário morar só num apartamento tão grande. Dá medo e...

—E?—Mabel se intromete. 

—Eu fiquei triste, só isso. Enfim, depois que eu cheguei em Sorbonne, três amigos meus vieram pedir ajuda. O Otávio, o Noah e a Jack já vão fazer o TCC e tal. 

—Há quanto tempo você conhece eles? Fale sobre cada um deles. Como eles são?

—A Jack é estranha, sabe? Meio distante de todo mundo. Muito quietinha. O Otávio é fofo, preocupado, engraçado. Ele acabou de chegar em Paris e tem sotaque australiano. O Noah parece muito comigo. Esses dias estava triste porque terminou com a Brenda, mas ele nunca brigou com ninguém. 

—Certo. Parece que você gosta muito deles.

—É.—Dipper corou, hesitando em responder.

—Como foram as aulas ontem?

—Mais tensas e corridas do que o normal, até que tudo bem. Professores ruins sendo ruins e professores bons sendo bons. 

—Falou com alguém durante a aula? Alguma conversa te chamou a atenção? Professor, colega...

—Faxineiro.—A irmã completou, e o delegado fez um gesto com a cabeça concordando. 

—Não. Eu não falei com ninguém na aula, não gosto de falar muito.

—Almoçou fora?

—Sim. Com a Mabel. Ela queria conversar com mais calma sobre o que aconteceu esses dias com nossos pais.

O ar condicionado fazia um chiado ensurdecedor, então a cada pausa no diálogo a agonia e pressa surgiam junto ao barulho. Ninguém queria estar ali. Todo mundo era suspeito. 

—Vocês poderiam me contar o que houve? Tem problema? 

—Não, não senhor. —A figura esguia e magra de Mabel agitou-se e tomou distância do filtro de água.—Eles já estavam bravos comigo porque desisti de fazer Medicina, e eu apareci lá em casa com o cabelo cortado e roxo. 

—Entendo, entendo. Você ainda está no Sorbonne? 

—Sim. Faço artes visuais. 

—Interessante.—O sorriso do velho delegado formará duas covinhas no seu queixo, abaixo de uma linha de expressão suave. Era, sem dúvidas, um homem bonito apesar da idade. Seus olhos verdes e sua pele retinta faziam sucesso entre as moças (e rapazes) até pouco tempo atrás.—E pouco antes do incidente, senhor Pines? O que estava fazendo?

—Bem, é o último semestre e fui estudar. Ando ansioso para me formar e fui passar a limpo um capítulo de direito constitucional no meu fichário. 

—Como estava a biblioteca? Em que mesa você se sentou?

—Sentei na última, porque era a única desocupada. Nao gosto de dividir mesa com desconhecidos, e estava um pouco cheio. Passei umas horas lá, todo mundo foi embora de uma vez.

—Tudo bem, Pines. É o suficiente. Agora que ouvi seu depoimento, irei trabalhar com a minha equipe e chamar algumas testemunhas. Não se preocupe. Sei que agora você está muito fragilizado e confuso, por isso, minha recomendação sincera é: Vá para casa, Mason. Marque uma consulta com algum bom psicólogo. Não se estresse com provas por agora.

Dipper sorriu em resposta, com os olhos chuvosos.







Notas Finais


A quarentena pode estar mexendo com minha cabeça, porém mesmo que ninguém esteja de fato lendo ou gostando dessa fic, é muito satisfatório escrever.
♡ Se você leu e gostou, muito obrigado pela paciência e por ser essa pessoa maravilhosa e tchau.
**Dá fav? Hihi**


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