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História A Look - Capítulo 13


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Notas do Autor


Quero agradecer a todos que me acompanha em: A Look... Confesso que já tenho toda a fanfic em minha mente até mesmo o fim. Agora estou em duvida se continuo escrevendo ou finalizo como imaginei em minha mente fértil e criativa.
Uma boa leitura para todos os meus leitores Panda.

Capítulo 13 - Indo atrás da verdade


Fanfic / Fanfiction A Look - Capítulo 13 - Indo atrás da verdade

Meryl...

Estou deitada em minha cama encolhida em posição fetal, ouço o barulho da chuva que cai forte em Miami. Minha cabeça dói de tanto que estou pensando, fecho meus olhos me lembrando daquela imagem de anos atrás quando vi Anne deitada na cama com outra mulher, suspiro profundamente tentando lembrar cada detalhe daquele dia. Dói tanto mexer na ferida, novamente fecho meus olhos chorando silenciosamente.

Levanto-me em passos lentos, tomo um banho quente rápido em seguida vou o mais rápido possível para o motel, assim que chego dou graças a Deus por ser a mesma secretaria de anos atrás, me lembro dela pelo cabelo vermelho, piercieng no nariz e o mesmo habito horrível de mascar chiclete.

–Oi! Você trabalha aqui faz tempo?-Pergunto olhando para todos os lados em busca de uma câmera.

 – Quer um quarto?

–Quero informações e pago por elas. Trabalha aqui há muito tempo?

–Sim.

–Mais de cinco anos?

–Por que a pergunta, madame?

–Apenas me responda menina. Trabalha aqui há mais de cinco anos?

–Esse estabelecimento é meu. Sou a dona.

Um silencio predomina.

 –Há cinco anos minha esposa esteve aqui com uma mulher, quero saber quem é essa mulher. Poderia me ajudar? –Pergunto sentindo meu coração acelerado, minhas mãos tremulas. –Tem câmera aqui?

–Apenas na entrada e nos corredores dos quatro.  

–Filmagens de cinco anos atrás?

 –Sim.

Meu coração acelera cada vez mais. Sinto que errei e muito com Anne, estou fazendo o que deveria ter sido feito 5 anos atrás e por minha covardia não fiz.

 –Eu sou bem organizada e tenho tudo em um arquivo por ano, mês e dia, salvo em meu notebook.

Um sorriso se forma em meus labios. Um sorriso de esperança.

–Tem um preço, madame.

–Fale seu preço que pago. –A vejo anotar em um papel e me entregar. –Para esse valor quero todas as suas filmagens gravadas, menina.

 –Por mim, tudo bem. Vai demorar alguns minutos.

 –Tempo não é problema para mim.

Enquanto a vejo fazer uma copia em pendrive, assino um cheque a entregando.

–Aqui. Entrego o chegue e recebo um pendrive com um papel que olho.

–Essa é a assinatura de quem pagou pela noite.

 –Obrigada.

Após tudo em mãos sigo caminho para casa, deixo o pendrive e o papel em cima da cama onde começo a andar de um lado para o outro, sinto que o ar não está circulando para mim, abro a janela sentindo o vento gelado, volto a olhar para a cama onde sento no chão chorando. Por que, esperei tanto tempo? Por quê? Lágrimas e mais lágrimas caem dos meus olhos azuis, sinto que minha cabeça vai me matar de dor a qualquer momento. Não tenho coragem de ver o pendrive o guardo na gaveta junto com o papel com a assinatura, aquela assinatura é familiar.  Deito em minha cama chorando. Não consigo dormir, me levanto coloco o pendrive em meu notebook e vou para aquela noite que acabou com a minha vida. Vejo as filmes, e tudo se clareiam em minha mente. Anne, nunca me traiu tudo não passou de uma armação de alguém para separar nós duas. Eu não consigo pensar, preciso de ar, preciso esquecer tudo o que acabei de ver. Pego as chaves do meu carro seguindo caminho para um bar, assim que me sento peço uma dose de Uísque uma atrás da outra, em um determinado momento me levanto entrando no meu carro seguindo caminho para o endereço que conheço tão bem, meus olhos se fecham e tudo o que vejo é uma luz forte amarela em meus olhos, uma dor em minha cabeça onde me faz fechar meus olhos abrindo com uma luz branca em minha retina, sente uma dor forte em meu corpo assim como ouço uma voz distante que me chama.

–Meryl? Meryl?

Olho para aqueles olhos negros sentindo uma dor em meu peito que me faz chorar de dor e remorso.

–A-Anne?

–Não se esforce, por favor.

–Onde estou? O que aconteceu?

 –Você sofreu um grave acidente e está no hospital. Assim que recebi a ligação dos bombeiros vim para cá... Meryl?

 –Eu descobri a verdade, Anne. Descobri toda a verdade, Sweet. Eu vou entender se me odiar por toda a vida.

–Meryl, o que Você está falando? –Pergunta Anne preocupada com sua esposa, a mulher que tanto ama.

–Eu descobri a verdade, Anne.

–Você está me assustando. Vou chamar a Cat.

–Não... –Meryl, segura na mão de Anne carinhosamente. –Me ouça, pro favor. Eu descobri que Você nunca me traiu, Anne. Eu descobri.

 –Como, Meryl? Como descobriu?

–Eu fui até aquele motel, paguei pelas filmagens de cinco anos atrás e pelo vídeo vi o momento que chegou desacordada no braço de um homem com aquela mulher desconhecida ao seu lado. Você é inocente, Anne. Perdoa-me, meu amor. Perdoa-me.

Anne sente seu coração apertado e ao mesmo tempo aliviado por finalmente Meryl descobrir a verdade. Lágrimas de dor e aliviado cai de seus olhos.

–Anne?

–Agora acredita em mim, Meryl Streep? Acredita?

–Me perdoa meu amor. Perdoa-me?

–Não, Meryl. Eu não te perdoei. Você devia ter feito o que fez hoje anos atrás e não fez Meryl. Preferiram me julgar, me deixar sozinha com a nossa filha chorando. Eu jamais a trairia, jamais. Quantas vezes falei que sou inocente? Quantas? E Você não me ouviu.  Não me ouviu, Meryl.

–Anne, me perdoa?

–Não, Meryl. Quero ver esse vídeo. E Você vai me mostrar. Eu juro que quero justiça.

Os olhos de Anne estão vermelhos assim como os olhos de Meryl, é nítida a dor de ambas as mulheres que choram.

Tudo o que Meryl deseja é abraçar Anne, reconquistar sua esposa a mãe de sua filha. Sua alma, gêmea.

–Anne, me perdoa?

–Não... Eu preciso ir embora, Meryl. Eu preciso de ar. –Anne, sente o quarto apertado, precisa sair dali o quanto antes. Não pode ficar olhando para aqueles pares de olhos azuis celeste.

–Para onde vai, Anne?

–Vou para casa.

Sem dizer mais nenhuma palavra Anne Hathaway sai daquele quarto seguindo caminho para sua casa, precisa de um banho longo e quente, e principalmente ficar sozinha.

Assim que chega a sua casa retira suas roupas entrando no chuveiro, senta no chão gelado abaixando sua cabeça onde a água cai em seus fios negros, chora toda a sua dor, medo, angustia e raiva de Meryl. Por que, Meryl, não fez isso 5 anos atrás? Por quê? Sente um buraco dentro de seu peito que vai se fechando, em alguns momentos chegou a desacreditar de sua própria inocência. Sabe que nunca trairia a mulher que ama a sua esposa a mãe de sua filha. Após longos minutos, se levanta, desliga o chuveiro seca seu corpo, hidrata sua pele colocando um pijama de algodão pelo frio, desce as escadas entrando em sua cozinha preparando uma xícara de chocolate quente com canela. Leva o chocolate aos labios sentindo o doce do chocolate com o picante da canela, sorri aliviada por toda a verdade vir à tona. É inocente, nunca traiu Meryl. Não sabe quanto tempo fuçou ali, foi desperta com o som de seu celular tocando. Ao atender ouviu a voz de Cat, dizendo que Meryl chama por Ela. Assim que encerra a ligação leva sua xícara aos labios tomando seu delicioso chocolate quente. Assim que termina sobe as escadas de seu quarto, troca de roupa voltando para o hospital, olha para Meryl em um sono profundo, se aproxima tocando seus fios de cabelo loiros. Sussurra bem baixinho com lágrimas nos olhos: Amo-te, meu amor. Sempre vou te amar, Meryl. Porém, não posso me esquecer de tudo o que passei por não acreditar em mim.   Foram 5 anos.

Um longo silêncio predomina no quarto.

Anne se afasta sentando na poltrona branca olhando para Meryl, não sabe em que momento dormiu apenas que acordou com uma mão macia e quente em sua testa.

–Meryl?

–Você voltou Anne. Voltou.

–Eu quero ver o vídeo.

–Está no apartamento no notebook na minha cama, ao lado tem um bilhete com uma assinatura de quem pagou o motel. Eu não conheço a assinatura, Anne.

–Quero ver, Meryl. O que faz fora da cama? Está machucada, precisa de repouso.

 –Eu estou bem, Anne. Vamos para o apartamento.

Após sair do hospital, Meryl, segue caminho para seu apartamento com Anne ao seu lado.  Assim que entram pela porta se olham olho no olho.

 –Tem certeza que quer ver, Anne?

 –Absoluta Meryl. Preciso ver.

Meryl mostra o vídeo para Anne. Abraça sua esposa que chora em seu peito que chegar a soluçar.

–Estou aqui, Sweet. Nós duas fomos vitimas de uma armação.

Os olhos negros de Anne, pega o pequeno recibo em mãos conhecendo aquela assinatura. Rapidamente se afasta de Meryl sentindo tudo ao seu redor girar, sente um cheiro forte em seu nariz que a faz abrir os olhos.

 –Anne?

–O que aconteceu, Meryl? O que?

 –Você desmaiou. Foram muitas emoções, Sweet... Calma e respira.

Anne olha para os olhos azuis agora vermelhos. Observa as olheiras em Meryl, um curativo em sua testa.

–Conhece essa assinatura, Anne?  Conhece?

–Conheço, e não vou te dizer de quem é Meryl.

–Como?

–Não insista.

 –Anne, o que vai acontecer agora? –Pergunta Meryl com seu coração apertado.

–Estamos separadas, Meryl. Você me deixou, se esqueceu? Eu só queria que confiasse em minha palavra, era tudo o que lhe pedi desde o começo. E Você não acreditou precisou ver esse vídeo. Amor é confiança, companheirismo, lealdade e Você não tiveram comigo, Meryl Streep. Eu te amo e por te amar tanto que sofri por anos, houve momentos que cheguei a duvidar da minha inocência. Eu preciso de tempo, Meryl. Preciso ficar sozinha muito longe de Você.

Anne, limpa suas lágrimas com seu coração apertado.

–Eu preciso saber de quem é essa assinatura, Anne. Por favor.

 –Não precisa saber. Eu preciso de tempo, Meryl. Deixe-me, por favor.

Após dizer suas palavras, Anne, segue com o pequeno bilhete para a casa da pessoa que conhece tão bem. Ao chegar aperta a campanhia entrando.

 –Eu sei o que Você, fez há cinco anos Sandra. Eu sei que foi Você.

Sandra arregala seus olhos.

 –Anne, o que Você está falando? Está bem?

–Você sabe Sandra.

Anne entrega o bilhete para Sandra que olha para o bilhete com a sua assinatura.

–Vou te esclarecer, Sandra. Naquela noite saímos para jantar e de algum modo Você me dopou me lembro de ver seu rosto vagamente em minhas lembranças. Acordei naquele motel com aquela mulher ao meu lado e Meryl me olhando. Eu não entendo, por que, fez aquilo? Por que, Sandra?

–Eu te amo, Anne. Sempre te amei. E sim, Eu te dopei para ter seu amor e Você somente para mim.

Anne arregala seus olhos surpresa.

 –Eu amo a Meryl. É Ela que Eu amo Sandra.

–Mesmo depois de tudo o que Ela fez? Quem ama confia e Meryl não confiou em Você, Anne. Não confiou.

–Isso não te diz respeito, Sandra. Eu não a quero perto de mim e sinceramente não quero lhe ver em minha frente. Você está demitida e não se preocupe que vou lhe pagar tudo conforme dentro da lei. Eu só queria olhar em seus olhos. Ouvir a verdade de sua boca.

 –Eu te amo, Anne.

 –Eu não te amo, Sandra. Eu sinto que um grande peso saiu das minhas costas. Meryl sabe que sou inocente e isso é o suficiente.

–Ela sabe que fui Eu, Anne? Sabe? –Pergunta Sandra.

 –Não. E nem vai saber. Meryl, nunca gostou de Você Sandra, Ela sempre me disse que Você me amava e Eu sempre achei que era paranóia da cabeça dela e agora vejo que não é.

Sandra sorri.

–Quer saber, Anne, Eu não planejei tudo sozinha. Tive uma grande ajuda de uma pessoa que ama a sua esposa.

–Quem? Quem é essa pessoa, Sandra.

 –Não sei se conto.

Anne se aproxima de Sandra a pressionando na parede com tudo.

 –Quem é? –O olho negro transborda raiva. –Sandra, me diga quem é.

  –Juliane Moore.

Anne se afasta de Sandra.

–A professora da minha filha?

–Sim! Ela ama a Meryl.

Anne, sente uma tontura seu estômago embrulha, suspira profundamente.

–Não a quero ver nunca mais em minha frente, Sandra. Nunca mais.

–Vai voltar com a Doutora, Anne? Vai?

 –Não é da sua conta.

Anne sai da casa de Sandra seguindo caminho para sua casa, precisa ficar sozinha. Precisa respirar, assim que chega a sua casa agradece a Deus por Emma está na casa de sua amiguinha Eliie, abre uma garrafa de Bourbon tomando sentada no tapete de seu quarto olhando para um álbum de fotografias. Olha para as fotos de seu casamento com Meryl, de Emma bebê... São vários e vários momentos que lhe traz belos lembranças. Após beber meia garrafa de Bourbon deita em sua cama se entregando ao sono profundo.

**

No apartamento, Meryl, chora sozinha com suas dores pelo corpo e principalmente sua dor em seu coração.

 Eu sinto que perdi Anne para toda a minha vida, depois que a vi ir embora de meu apartamento choro deitada em minha cama como uma menina que tudo o que deseja é um abraço acolhedor, chorei até dormir. Acordei com minha cabeça pesada, meu corpo dolorido pelo recente acidente do qual graças a Deus tive apenas leves escoriações e um corte na testa. Levanto-me tomo um banho quente lavando meus cabelos, após meu banho caminho para meu quarto. Olho para as paredes me sentindo sozinha e vazia, minha vontade é morrer e nada mais. Sento em minha cama abaixando minha cabeça, olho para meus pés descalço no tapete. Suspiro profundamente, pego um caderno com uma caneta onde começo a escrever uma carta para meus dois grandes amores.

Para Anne e Emma...

Se estiverem lendo essa carta saiba que não estou mais em Miami, uma hora desses estou chegando à África. Sinto que preciso desse tempo para mim depois de tudo o que aconteceu, Anne e Emma. No momento não sou uma boa influencia para Vocês duas. Perdoa-me por ir embora assim. Eu te amo, Anne Hathaway e te amarei por toda a minha vida. Eu te amo, Bobbseys, minha princesinha.

Com todo amor, Meryl Streep.

Após escrever sua carta, Meryl, coloca em um envelope amarelo colocando dentro da gaveta, sente que precisa tomar um rumo em sua vida. Suspira profundamente deitando com roupão e tudo em sua cama de casal. Está sendo covarde como sua mãe que fugiu quando era uma criança com 5anos de idade e nunca mais voltou, foi criada por sua Tia Sarah. Fecha seus olhos lentamente se entregando ao sono profundo que embala seu corpo.



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