História A Lost Love - Capítulo 22


Escrita por: ~ e ~Parrilla_Gomez

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Captainwicked, Colin O'donoghue, Lana Parrilla, Outlawqueen, Rebecca Mader, Sean Maguire
Visualizações 113
Palavras 1.369
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente queria agradecer a Lívia por tudo. A Camilla por ter me animado e não me deixou desistir dessa história. A Brenda por sempre me apoiar. Enfim...
E claro a "Pereira e Silveira" por terem me dado tal ideia.

Capítulo 22 - A Lost Love


Fanfic / Fanfiction A Lost Love - Capítulo 22 - A Lost Love

REGINA

 

“Eu parei pra pensar e decidi deixar na minha vida pessoas que já me fizeram bem, independente do que tenha acontecido que nos afastaram. Sendo assim, eu resolvi voltar a falar com a minha ex.”

Esse recado, porque isso não foi um pedido, ou uma conversa. Foi um aviso, apenas um aviso que Robin me deu indicando que tinha voltado a falar com Marian. Minha mente insegura e paranoica, me levou a milhões de estágios diferentes. Eu chorei, me culpei, me xinguei, o xinguei, gritei. Implorei silenciosamente que ele não me deixasse. Implorei gritando pras paredes do quarto que ele não me deixasse.

Mas para a mensagem de Locksley, eu só respondi. “OK!”

Porém, as perguntas de porquê, ecoavam em minha cabeça. Eram milhares, chegavam a me deixar tonta, eu iria explodir de raiva, de dor, de tensão, de amor. Estávamos tão bem.

Depois de meu surto, levantei, tomei um banho e prometi a mim mesma que não choraria por isso, que confiava nele e que toda essa loucura era coisa da minha mente insegura querendo tirar a paz que estabelecemos em nosso relacionamento.

Em menos de duas horas, estava eu no colo da minha irmã soluçando e xingando o amigo dela de tudo quanto é nome. E é claro que mais uma vez ela o defendeu, dizendo que ele só queria ser uma pessoa melhor e que se ele acha que esse é um passo para isso, eu devia apoiar, confiar e respeitar a decisão dele. Só que eu não quero.

Eu não quero que ele fale com ela!

Eu não quero que ele chegue perto!

Eu não quero que eles voltem a ser amigos!

Eu não quero!

Não quero!

Não quero!…

E foi assim que eu dormi, com a frase “Eu não quero!” ecoando em minha mente, lentamente.  

·          

— A gente estava perfeitamente bem e você vem dizer que quer voltar com ela. E ainda me pede calma? — eu gritava completamente indignada no corredor da escola.

— Em momento algum eu disse que quero voltar com ela, Regina! — ele revira os olhos.

— Você quer terminar, Robin? A gente termina, mas eu não vou ser otária pra você não. — estava pronta pra me retirar quando ele segura meu braço.

— Eu não quero terminar, eu só voltei a falar com ela, em momento algum eu disse que não te quero. Eu te amo. Eu só quero ser uma pessoa melhor.

— Enquanto você alegra os dias dela com a volta de vocês, você só me machuca. A gente precisa de um tempo. Sua vida esta muito melhor sem mim, suas saídas, suas bebidas, suas amigas, eu não vou dar de maluca e te prender.

— Para de duvidar do meu amor por você. — Robin me abraça. Me deixo levar por seu carinho em meus cabelos, mas novamente minha mente me trai e eu começo a pensar em tudo que esta acontecendo e me solto dele.

— Sai daqui!

— Não! — sua voz é firme. 

— Então saio eu.

Saio pela porta pisando firme e sinto ele me seguir. Paro na calçada e me viro de frente para Robin.

— Para de me seguir! Que saco, Locksley. — Falo bufando e continuo andando tentando chegar até o outro lado da rua, como se a minha vida dependesse disso. E talvez dependesse.

Com o canto dos olhos vi ele parado na calçada e fiquei mais nervosa ainda. Queria que ele me seguisse e não desistisse de mim, mas também queria que ele não me seguisse.

A próxima coisa que eu vi foi o loiro sair correndo em minha direção, o som da buzina de um carro chegar em meus ouvidos, Locksley gritando “Regina”, e quando me dei conta estava deitada na rua com alguns arranhões nos braços. A alguns metros de mim, Robin estava deitado no chão, desmaiado e com um corte na cabeça que sangrava. Escutei um grito de pânico e logo percebi que eu que tinha gritado.

Depois do meu grito de pânico total ao estar presenciando o acidente do meu namorado. Ao vê-lo estirado no chão, sangrando. Eu não consegui correr até ele. Na verdade, eu não conseguia nem levantar. Eu só paralisei, fiquei ali sentada no chão frio, em estado de choque. Parecia até um robô desligado ou comandando a ficar parado, a diferença é que meu peito subia e descia pela respiração forçada. Quando voltei ao meu estado natural, parecia até que meu espírito estava retornando ao meu corpo, já era tarde. Já tinham alguns médicos em volta dele, eles não me deixavam me aproximar, não me deixavam abraçá-lo, não me deixavam fazer nada. Eu gritava aos quatro ventos que eu era namorada dele, que eu tinha o direito de estar ao lado dele.

Minha visão ficou turva e a última coisa que eu me lembro é de ver uma maca carregando meu namorado pra dentro da ambulância.

 “Beep Beep Beep Beep”

Foi isso que eu ouvi antes mesmo de abrir os meus olhos, automaticamente eu soube onde estava. Hospital, só aqui pra ter esse barulho irritante do monitor cardíaco. Quando abri meus olhos, me deparei com minha mãe sentada no sofá que tinha ali.

— Mãe?

— Regina! Graças a Deus, filha. — ela se aproxima e eu percebo que seus olhos estão cheios de lágrimas. — Eu te amo tanto, querida. — beijou meu rosto. — Você quer alguma coisa? Sua irmã está louca pra te ver. Seu pai está super preocupado. — ela dispara.

— Cadê o Robin? — assim que profiro o nome do meu namorado, minha mente se enche com a lembrança. A lembrança dele me gritando, me empurrando, me salvando, sendo atropelado no meu lugar. Percebendo que minha mãe não me respondeu, meu desespero cresceu. — Mãe, cadê ele? Como ele está?

— Calma, Regina. Você não pode se exaltar assim. O estado do Robin é grave e no momento ele está em coma no quarto ao lado. Os pais dele estão com ele, daqui a pouco quando a médica te examinar novamente, você vai lá. Mas tem mais uma coisa…

— Não quero saber, manda essa médica vir logo. Eu quero ver meu namorado. — a interrompo completamente em prantos.

Depois de algumas perguntas e de minha mãe quase enfiar um pão na minha goela alegando que eu precisava comer, eu finalmente consegui sair do meu quarto. Encontrei meu pai que me abraçou forte e murmurou coisas como: “Tive muito medo de te perder.” e “Eu te amo, filha.” 

Em um cantinho estava Zelena agarrada a Killian, molhando toda a camisa do moreno de tanto chorar. E fez o mesmo que o meu pai, me abraçou e falou algumas coisas.

Eu queria sorrir e dizer que estou bem, mas não consigo. Minha cabeça dói de tanto choro reprimido, tudo que eu mais quero é correr pro quarto de Robin e pedir a todos os Deuses que ele acorde. Meus pés me guiaram até o quarto 208, ele estava ali, do outro lado da porta. Deitado na cama, sem me ouvir, sem me ver. Sabe-se lá quando ele voltaria e é tudo culpa minha. 

Quando abri a porta, Roberta me olhou. Eu fechei os olhos porque eu não aguentava olhar o rosto da minha sogra cheio de lágrimas, ver nos olhos dela toda a dor que eu estava sentindo e saber que era culpa minha. Saber que ele arriscou a vida por mim. Mas ela surpreendentemente me abraça e eu retribuo sussurrando alguns “me perdoe”.

Roberta me deixou sozinha com ele, eu me aproximei de sua cama e sentei-me na beiradinha.

— Eu não sei o que dizer, eu não sei se você está ouvindo, mas eu preciso dizer, ou melhor, pedir. Pedir desculpas por ter desconfiado de você, por ser tão insegura, por ter causado tudo isso, meu amor. É minha culpa e deveria ter sido eu, babe. Eu não posso viver sem você, Robin. Você é tudo pra mim. — respiro fundo.

— É muito injusto, com você, comigo, com seus pais. Eu não quero te perder, loirinho. Eu não consigo sem você, eu não vou conseguir criar o nosso filho. Eu estou grávida, amor. Nós vamos ter um bebê, acorda logo. Ele merece ver o seu sorriso, ele merece ver seus oceanos.

“That's what true love is, it's sacrifice. Giving up everything for the person you love.”

                                                                                                                                                 _ Regina Mills          


Notas Finais


Eu pensei, repensei, escrevi e reescrevi e cheguei à conclusão que esse era realmente o jeito certo de terminar essa Fic.
Chorei muito, mas era necessário. Ele era o Amor Perdido dela.
Essa foi a Fic que eu mais demorei pra finalizar. Uma jornada de um ano e um mês. Muitas aventuras.
Uma história que surgiu na minha cabeça durante a aula porque eu queria eternizar um casal de amigos que eu shippo. Eu não queria um término pra simbolizar a perda desse amor, até porque, eles já começaram terminados, seria uma ida e volta que eu enjoaria. Enfim.
Espero que tenham gostado.
Amei muito escrever, amei cada comentário, a companhia de vocês. Obrigada por tudo. Amo vocês, até a próxima Fic.
With love, Bree. @fuckingmxder


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