História A Love Between Hanrry and Christopher - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sim! Sim! Sim! Eu demorei, eu sumi, tá com baixa qualidade esse capítulo, MAS, eu não desisti.

Tô exausta e destruída, mas fazer o que né? É lavar o rosto e seguir em frente! (O.b.s: NÃO FAÇAM ISSO! CUIDEM DA SAÚDE DE VOCÊS, TANTO MENTAL QUANTO FÍSICA!)

Gostaria que vocês falassem comigo, isso iria me incentivar mais e me deixar feliz :)
Vou puxar um tópico para o assunto: o que você faria se nunca em toda a sua vida você tivesse visto seu pai, falado com ele, ou recebido um centavo da pensão, e, derrepente, recebessem uma carta, pedindo para que compareça no tribunal de justiça de uma cidade que você nem sabia que exista, e seu guardião confirmasse que é lá que seu pai mora?

Se vocês chutaram, acertam, foi isso que meu pai fez! Estou sendo processada por ele \0/

Capítulo 10 - Capítulo X


Estava correndo até meu armário enquanto minha mente disputava as lembranças de meus períodos de segunda, junto ao fato de que não posso continuar esquecendo que tenho aula no segundo andar depois do almoço.

Abri meu armário pegando de lá todo o necessário para as próximas aulas, o sinal de início do quinto período ecoou e eu joguei algumas coisas de qualquer jeito dentro do armário e fechei, indo a toda velocidade até a escadaria principal.

Meu celular começou a vibrar dentro do meu bolso e tive que fazer malabarismo para conseguir atender com a quantidade de coisas que eu carregava.

Atendi sem sequer olhar a identificação, e continuei passando pelas ondas de estudantes que iam se abrindo e dissipando para direções opostas.


- Alô? - disse afobado e ofegante.

- Oi para você também.

- Ah, Will... para que o drama, nós moramos juntos. - disse trocado o idioma para o inglês. - Eu não sei se você sabe, mas eu estou em algo chamado aula agora, e não posso perder muito tempo, mas desembucha.

- Então, eu meio que me enrolei um pouquinho aqui, e não vou conseguir passar para te buscar hoje, também vou voltar bem mais tarde. Já liguei para o papai mas ele vai ter que fazer uma cirurgia de emergência, e não sabe quanto tempo vai passar na mesa. E a mamãe, bem, você sabe os horários dela.

- Ah, sem problemas, já disse que não tenho mais dez anos.

- Hanrry, você vai ficar bem em casa sozinho? Quando eu disse que iria demorar bem mais do que o costume, não estava brincando. E pelo que o papai me disse, não era nem para ele estar na cirurgia, mas estão faltando dois cirurgiões e ele quase está sendo obrigado a fazer. Isso é, obrigado se ele não amasse o que faz.

- Já disse que estou, e vou ficar bem.

- Mesmo?

- Mesmo.

- O.k, mas para garantir tranque a casa, e se vir algo estranho- cortei ele antes que terminasse a sua fala, e parei em frente a porta da sala onde alguns alunos entravam.

- Já sei, ligue para a polícia.

- Eu ia dizer: ligue para a nossa mãe, que em dois minutos as forças armadas vão estar na porta de casa. Mas a polícia também serve. Ah, facas, elas estão na gaveta, não pense duas vezes.

- Credo, parece que mortos vivos vão invadir a casa se eu ficar algumas horas sozinho. - disse brincando.

- Não brinque Henrryel, estou falando bem sério. Se acaso você acabar ligando para a polícia, me ligue logo em seguida. - ele disse baixo, mas passando mais seriedade do que na última fala.

- Certo.

- Que bom, me ligue quando estiver na frente de casa, e depois de uma hora me ligue de novo.

- Sim. Preciso ir, a professora está chegando. Até.

- Até. Ah, também me mande uma mensagem quando soltar.


Entrei antes da professora e fui direto para o meu lugar. Mas enquanto passava tive uma "surpresa" que realmente não esperava.

Christopher estava sentado ao fundo da sala, com a atenção presa em algo de seu caderno.

Em todas as minhas aulas de física - que por sinal ocorriam apenas segunda - eu nunca havia visto seu rosto, nem se quer pintado. Fiquei um pouco surpreso, mas também não encarei muito.

Nós não havíamos parado de nos falar como eu havia previsto, mas não significava que tínhamos diálogos frequentes. Algumas mensagens por dia, em alguns dias. Também nos falávamos nos períodos de educação física, e alguns outros, como cálculo, em que minha carteira ficava ao seu lado.

Também não havia perdido contato com Noah, eu e o moreno nos falávamos frequentemente, até mais do que eu dialogava com Christopher, ouso dizer.

Perdi a linha de raciocínio quando a professora entrou na sala claramente alarmada, ela colocou alguns materiais na mesa, estava avoada, coisa que ainda não a tinha visto parecer. Ela é sempre tão concentrada, objetiva, come se seus passos já tivessem sido calculados a muito tempo, ela sempre sabia o que dizer.

Chequei o mais disfarçadamente possível o horário em meu celular, e, tive a confirmação de que ela estava atrasada. A professora sentou um pouco, olhou ao redor e pousou seus olhos em algum ponto ao fundo da sala, não se demorou muito, e desviou o olhar apressadamente. Ela tomou um pouco de sua garrafinha d'água e respirou como se o ar de seus pulmões estivessem acabando. Passou o olhar novamente pela sala, parou ele sobre mim e pareceu pensativa, então finalmente levantou-se, foi para a lousa com dois cadernos em mãos e uma expressão aflita.

*

Estava andando distraidamente até a sala de biologia, era impressionante o modo como o mundo gostava de brincar comigo. Trabalho. Um trabalho valendo outra bela nota, e como o valor era grande, o trabalho também. Duplas novamente, gostaria de saber se os professores daqui conhecem algo chamado prova. Meus pensamentos estão bem divididos entre mudar minha dupla, ou apenas fazer o trabalho e rir do destino.

Entrei na sala e fui para meu lugar ainda distraído. Senhorita Elisabetta só pode estar louca, o trabalho é muito para só uma semana, terei que investir boa parte da semana nele.


~~Christopher.

Assim que bateu para o final do sexto período desci as escadas para o corredor dos armários e deixei todas minhas coisas por lá mesmo. Saí em direção aos fundos da escola enquanto a quantidade de alunos ia diminuindo.

Virei no final do último corredor, passei pela sala dos funcionários, o depósito de limpeza e mais algumas salas que me parecem estar interditadas, enquanto o sinal para o começo do sétimo período tocava por todo o enorme prédio. Cheguei no final do corredor e abri a pequena porta que deveria estar trancada a tempos, passei pela porta e encostei no mesmo momento, andei até um banco grande de pedra que ficava abaixo de uma enorme árvore e sentei.

Respirei algumas vezes pensando se deveria ou não fazer a ligação, e mais algumas tomando coragem para realizá-la. Tenho cinquenta minutos, preciso realmente ligar? Poderia apenas deixar a curiosidade me matar. Por fim tomei uma lufada de ar e peguei o aparelho em mãos.

- ... Alô? Filho, o que precisa? - disse do outro lado da linha, não foi preciso muito para perceber seu bom humor.

- Dominic, você falou com Elisabetta?

- Hm...? Ah, sobre o trabalho de física? Sim, foi um... "pedido" meu.

- Imaginei. - soltei baixo - Bem, imagino que também fora pedido seu a escolha de minha dupla.

- Sim, certo como o de costume Chris. - meu interior se revirou com o som de sua voz falando meu apelido.

- Hm... Eu apenas queria saber o que você quer com isso. - disse meio sem pensar.

- O que eu quero com isso? Você gostaria que eu soletrasse moleque? Estou te pedindo a quanto tempo exatamente a mesma coisa? Parece que você não consegue cumprir uma silmples coisa que envolva sua vida pessoal, e ainda manda que eu vá... como era mesmo, "atrás da bunda dele" eu mesmo? Eu espero que vo- sua  voz parecia cada vez mais irritadiça, levantei-me do banco e coloquei meu cérebro para pensar.

- N-não. Eu queria saber o que você queria com isso, mas não dessa forma. Só não queria estragar seus planos, gostaria de saber para qual casa ir, e se você tem algo específico em mente. - menti da forma mais calma e descarada possível.

- Ah... Me parece que não perdi o bom humor no final. Vá para a casa dele, já dei um jeito para que fiquem sozinhos por um tempo.

- Hm, poderia saber o quê...?

- Eu pedi alguns favores na faculdade de William, também aproveitei e liguei para o hospital. Falei com alguns velhos conhecidos e garanto que Andrew irá demorar. Ah, mais tarde irei fazer mais algumas ligações, Aurora chegará um pouco mais cedo em casa. Espero que ainda se lembre das fichas deles, mas qualquer coisa irei te mandar uma mensagem quando ela sair do escritório.

- Certo.

- Não estrague esta chance, será uma longa semana e já planejei boa parte dela.

- Sim senhor. - e isso foi a última coisa que disse antes de ter a ligação cortada pela pessoa na outra linha.

Votei a me sentar no banco um pouco frustrado, mas nenhuma novidade.

*

~~Henrryel.


- Ah, mãe, o Christopher vai ir lá em casa, certo? Vamos fazer um trabalho.

- Que? Ah, certo...? Em que horário ele vai?

- Não sei, acho que vamos direto - disse e olhei para o lado, onde Christopher estava esperando eu avisar minha mãe.

Abafei o microfone do celular e cutuquei ele com o pé.

- Hey, você direto para minha casa?

- Pode ser. Vamos juntos.

- Mãe? Sim, vamos ir agora.

- Tudo bem. Ele avisou o pai dele?

- a-ah, eu acho que sim.

- Hm? Veja se ele avisou, não quero pais atrás de mim como se eu tivesse sequestrado seus filhos.

- Tá bom. - olhei novamente para Christopher, que dessa vez não havia mudado seu olhar de direção e estava atentanto em minha conversa.

- Você avisou seu pai?

- Mandei uma mensagem.

- Hm, o que ele falou?

- Como?- disse com as sobrancelhas unidas.

- Ele deu horário para voltar, ou coisa do tipo?

- Não.

Voltei minha atenção para a ligação, mas dessa vez não desviei o olhar, fazendo com que mantessemos o contato visual.

- Mãe? - chamei.

- Eu.

- Sim, ele avisou.

- Tudo bem, então se divirtam.

- Nós vamos fazer um trabalho, o que tem de divertido?

- Ahrg, você é tão desmancha prazeres meu filho. Sei lá, se joguem da escada, lutem entre si, acerta ele com algo na cabeça! Só façam o favor de não se quebrarem.

- Tomou seus remédios hoje Aurora?

- "Tomou seus remédios hoje Aurora?" - disse sarcástica - Quer apanhar garoto?

- Olha... A lig... tá falha... Vou ter que desligar, tchau. - e desliguei.

- Globo de Ourouro de melhor ator.

- Engraçadinho - cerrei os olhos enquanto o fitava.


Notas Finais


Perdão pelas notas enormes lá em cima.


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