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História A Love By Accident - Capítulo 31


Escrita por: SueWoods22

Notas do Autor


Oiee voltei... mas cedo dessa vez 🤗🥰


Uma boa leitura.

Capítulo 31 - Capítulo 31


CLARKE

 

 

Certa fez li em site sobre a “teoria dos 3 amores”. Ela foi originalmente escrita pela professora de antropologia e pesquisadora Helen Fisher, de 75 anos, que dedicou boa parte da vida a analisar os comportamentos humanos e entender questões complexas como “por que amamos?”.

O primeiro amor, chamado por Helen de “fase da luxúria”, é aquele que normalmente acontece na adolescência e toma a gente de maneira avassaladora. Sabe aquela paixão de filme que a gente acredita que vai durar para sempre? Que faz a gente chorar, sofrer, se esquecer de estudar e priorizar a história de amor? Pois é. Todo mundo já esteve lá… Ou vai estar.

O meu primeiro amor foi o Finn, me apaixonei por ele tinha quatorze anos, foi quando ele se mudou para o bairro, ele era mais velho dois anos, eu fiquei fascinada pelo seu sorriso, o jeito que ele jogava o cabelo para trás, estava no ultimo ano do fundamental e ele no primeiro ano do ensino médio, era impossível ele me notar nessa época.

Quando entrei no ensino médio na mesma escola que o Finn, no primeiro dia de aula ele disse um “Oi” passei o dia pesando nele igual uma boba, talvez ele tenta sido apenas gentil, na manhã seguinte ele lembrou que morávamos na mesma rua e disse meu nome, quase babei... Talvez babei um pouquinho.

Dois meses depois estávamos namorando em “segredo” não podia contar para ninguém, ele sempre insistia nisso, não podia nem contar para a minha melhor amiga a Raven, antes das férias de verão, depois de tantas investidas por parte do Finn, em um sábado à noite minha mãe estava de plantão, ele foi até a minha casa e depois de assistir um filme tivemos nossa primeira e única relação, foi horrível... mais como eu era louca por ele fiquei nas nuvens.

Os dias seguintes foram um pesadelo, as fotos intimadas que eu mandava para o meu namorado vazaram, antes do final de semana todos os alunos da escola tinham em seus celulares um vídeo que o Finn gravou sem eu perceber da nossa transa, fiquei morrendo de raiva e vergonha de ser exposta dessa maneira, no final da tarde acabei descobrindo que foi uma aposta dele com o time de basquete, Finn apostou que transaria comigo, com a minha amiga e mais uma garota do segundo ano sem que nenhuma desconfiasse de nada em menos de três meses.

Queria mata-lo.

Ele gravou a garota e a Raven também, queria denuncia-lo, prende-lo e ensinar uma lição que nunca deve tratar uma mulher como objeto, acabei desistindo de fazer a denuncia por causa do medo da minha amiga, Raven tinha medo da reação do pai. Acabei nem contando para a minha mãe sobre o ocorrido, ficamos as duas sofrendo sozinhas as chacotas e piadinhas até o ano seguinte, por isso fechei meu coração de uma forma que achei que nunca poderia amar ou acreditar em alguém novamente.

Até encontrar Alexandra naquele estacionamento, com seu jeito arrogante e Sexy mexeu comigo....

O acidente, depois aquele encontro na casa de swing que eu pensei ser uma boate, a manhã seguinte na minha casa, o sexo incrível que ela me proporcionou, fizeram achar que tinha encontrado o segundo amor.    

O segundo amor é mais complexo e apelidado carinhosamente pela pesquisadora de “fase da paixão”. Ele faz a gente questionar quais tipo de relações queremos ter e ensina sobre o que é amar. Por ser uma relação de muito aprendizado, causa feridas diferentes do primeiro amor, que é doído por natureza, pois é quando sentimos muito pela primeira vez na vida. O segundo amor pode ser uma relação pautada em mentiras e não correspondida, na qual ficamos presas por acreditarmos erroneamente que podemos fazer algo para mudar o outro. Ele também pode levar muito mais tempo para ser superado.

 

Tive a certeza que a Alexandra era o meu segundo amor, quando me vez entrar no mundo do sexo que ela gostava, o sexo com ela foi um dos melhores... confesso o melhor de todas as outras experiências que tive na minha vida, o jeito possesivo dela, a arrogância, os ciúmes quase que doentio, talvez seja doentio, pois ela mesmo me entregou de bandeja paras  outras pessoas nesse jogo sexual, o estopim de tudo foi naquele dia em Hampton, a fúria em seus olhos, depois de termos transado com a Alycia, ela me acusou de está interessada na irmã dela, isso foi um absurdo e a maluca depois me deixou só na suíte.

 

Tentei fugir dela, desse amor, não consegui fui fraca e acabei cedendo novamente. Por ama-la insisti em muda-la, aí de novo o ciúmes, no dia que voltou da viajem que ela fez para Londres encontrou Alycia na minha casa, agrediu a irmã insinuando que tínhamos algo, nessa noite transei com Alycia querendo que Lexa tivesse ali conosco naquele quarto, confesso errei, acabei usando a Ally, depois dessa noite ficou tudo mais confuso.

 

Queria às duas...

 

Propus o relacionamento à três, fui egoísta eu sei, não me orgulho disso, Lexa é o amor da minha vida, meu ponto fraco, eu tenho certeza disso, mais como ouvi alguém falar uma vez, que a pessoa pode ser o amor da sua vida mas não o amor para a sua vida. Talvez ela não seja no momento o amor para a minha vida.

 

Quando descobri a data dos aniversário delas, bolei uma surpresa, fiz uma reserva em restaurante que eu sei que as duas amam e depois iremos para a casa de swing onde fiquei com a Alexandra pela primeira vez, será uma despedida e depois disso escolherei apenas uma delas, eu sei que vai doer para ambas as partes. Infelizmente não posso ficar com às duas.

 

Hoje é terça-feira segundo dia que venho no apartamento da Alycia para saber como ela está, ontem fiquei quase uma hora tocando a campainha, desisti e fui arrasada para casa sem noticias delas. Agora estou tocando a campainha à dez minutos, com duas sacolas na outra mão contendo o nosso jantar e sobremesa.

 

— Ally... amor abri eu trouxe o jantar... É lasanha de quatro queijos, eu sei que você ama.

 

Escuto uns passos vindo em direção a porta, então Ally a porta para mim, está de roupão os olhos inchados, cabelo solto e bagunçando.

A olho surpresa. Sua expressão muda por completo e, sem se mexer, pergunta:

— Trouxe sobremesa, Princesa?

— Pudim de morango.

Ela sorrir... Que sorriso! Senti tanta falta dele.

— Entra.

Entro, vou até a cozinha esquentar a janta, enquanto ela coloca a mesa, minutos depois estamos jantando.

— Essa lasanha está perfeita, Clarke.

— Foi eu que fiz.

— Já pensou em cursar gastronomia?

Balanço a cabeça que sim.

— Princesa, devia cursar e depois de formada, abrir um restaurante, já tem aqui a sua cliente assídua.

Sorrio,

— É sério meu amor.

— Está bem vou tentar.

— Você que fez? Fala pegando o pudim.

Faço que sim com a cabeça.

— Delícia, amor.

Por volta das nove horas, estamos sentadas no sofá assistindo um filmes romântico bem clichê, estou com a cabeça no seu ombro então me afasto um pouco e olho para ela.

— Você não vai me contar o que aconteceu?  Pergunto.

Sinto que hesita; seus olhos revelam isso. Aproxima sua testa da minha e sussurra:

— Amor... Clarke...

— Me conta, por favor.

Ally balança a cabeça, ela conta que Roan apareceu no escritório com um vídeo nosso, pediu dinheiro, ela deu o que ele pediu e ainda disse algo sobre a Lexa, Ela havia dado dinheiro para o primeiro amor de Ally a deixa-la, ela foi até o Will, descobriu que ele nunca a amou foi tudo mentira, que ele tem uma família, um filho lindo e a mulher dele está grávida, ela chora, chora muito, eu a abraço, choro junto, me dói ver ela sofrer, fico puta com a Alexandra como ela pôde fazer algo assim? Fico com mais raiva desse tal de Will, como esse idiota foi capaz de quebrar o coração da Alycia assim? Como não ama-la?

Depois de algum tempo abraçadas em silêncio...

— Você está bem? — pergunto.

Vejo que ela sorri. Em seguida me dá um beijo no alto da cabeça.

— Não se preocupe. Vai passar. Tudo passa...

Falo que vou dormir aqui, amanhã ela vai me levar no trabalho, vai almoçar comigo e irei dormir de novo aqui com ela e na quinta-feira dia 10 sei que é seu aniversario, tenho uma surpresa para as duas.

— Você não vai dormir aqui.

— Porque não?

— Não quero sexo — murmura, com uma sinceridade esmagadora.

— Vou ficar aqui contigo... não vou te atacar.

Sorrimos,

Levanta-se e me estende a mão. Eu a pego e ela me leva até o quarto.

Levante as cobertas e se enfia nelas. Vou ao banheiro tomo banho, visto minha camiseta de alcinha e o short de dormir. Instantes depois, me deito ao seu lado, e ela enfia o braço embaixo do meu pescoço.

Chego mais perto e ela me beija na ponta do nariz.

— Te amo.

— Te amo além do infinito. Digo antes de beija-la.

Sua proximidade e sua voz me relaxam, e, abraçada a ela, acabo adormecendo. Desperto por volta das cinco, Ally dorme tranquila, fico velando seu sono, penso em toda história que ela me contou na noite anterior, como a conheci e a forma como ela me trata, um ser humano incrível como esse não deveria ter sofrido assim.

 

O terceiro e último amor, intitulado por Helen como “fase do compromisso”, é aquele inesperado, que chega sem avisar e acontece naturalmente. A conexão é tão forte e recíproca, que o amor não tem roteiro e a relação apenas acontece. Quando você vai ver, já está fazendo planos que incluem a pessoa e firmando um compromisso maduro por causa de toda a bagagem anterior adquirida.

 

Acho que encontrei meu ultimo amor...

 

 

 


Notas Finais


Espero que gostem...
Comentem...

Desculpe os erros.


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