História A love for life!!! - Capítulo 32


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Categorias Orgulho e Paixão, Os Bridgertons
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café", Mariana Benedito
Tags Aurieta
Visualizações 49
Palavras 951
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Não é o melhor momento...



– Pelo amor de Deus, Penelope – disse ele, agarrando-lhe a mão e puxando-a para fora do veículo –, você vai ou não vai se casar comigo?


Seus pés tocaram o chão.


Julieta era – ao menos na própria opinião – um pouco mais graciosa do que as pessoas costumavam reconhecer. Sabia dançar, tocava piano bem e em geral conseguia atravessar um salão sem esbarrar em um número muito grande de pessoas ou móveis.


Mas quando Aurélio fez a sua singela proposta, o pé dela – naquele instante apenas na metade do caminho para fora da carruagem – só encontrou o ar, o quadril esquerdo encontrou o meio-fio e a cabeça encontrou as pontas dos pés de Aurélio.


– Meu Deus, Julieta – exclamou ele, se abaixando. – Você está bem?


– Estou ótima – conseguiu dizer ela, procurando um buraco no qual se enfiar e morrer.


– Tem certeza?

– Não foi nada, verdade – insistiu ela, segurando o rosto certa de que agora exibia a marca perfeita da bota de Aurélio. – Estou apenas um pouco surpresa, só isso.


– Por quê?


– Por quê?


– Sim, por quê?


Ela piscou, aturdida. Uma, duas, três vezes.


– Err... Bem, talvez tenha a ver com você ter mencionado algo sobre casamento.


Ele a puxou sem a menor cerimônia para colocá-la de pé, quase deslocando o seu ombro enquanto o fazia.


– Bem, o que imaginou que eu diria?


Ela o fitou, incrédula. Será que ele tinha ficado louco?


– Não isso – respondeu, por fim.


– Eu não sou um selvagem completo –murmurou ele.


Julieta limpou a poeira e as pedrinhas das mangas do vestido.


– Eu nunca falei que era, só...


– Posso lhe garantir – continuou ele, mostrando-se agora mortalmente ofendido – que jamais me comporto da forma como acabei de me comportar com uma mulher da sua estirpe sem lhe fazer uma proposta de casamento.


Isso deixou Julieta boquiaberta, com os olhos arregalados como os de uma coruja.


– Não tem uma resposta? – perguntou ele.


– Ainda estou tentando entender o que você disse.


Ele plantou as mãos nos quadris e olhou para ela com clara impaciência.


– Você tem de admitir – começou Julieta, dirigindo-lhe um olhar incerto – que pareceu... como foi mesmo que disse... que já fez propostas de casamento antes.


Ele lhe lançou um olhar bastante irritado.


– É claro que não fiz. Agora me dê o braço antes que comece a chover.


Ela ergueu a vista para o céu azul e límpido.


– Nesse ritmo, vamos ficar aqui por dias – explicou ele, impaciente.


– Eu... bem... – Ela pigarreou. – Você certamente pode perdoar a minha confusão diante de tal surpresa.


Aurélio segurou o braço dela com mais força.


– Vamos logo.


– Aurélio! – exclamou Julieta
, tropeçando nos próprios pés enquanto subia a escada. – Tem certeza...


– Não há momento melhor do que o presente – disse ele alegremente.


Parecia bastante satisfeito, o que a deixou ainda mais confusa, pois teria apostado a fortuna inteira – e como Lady Whistledown havia acumulado uma boa fortuna – que ele não pensara em pedi-la em casamento até o momento em que sua carruagem parara diante da casa.


Talvez até o instante em que tinha pronunciado as palavras.


Aurélio se virou para ela.


– Temos de bater à porta?


– Não, eu...


Ele bateu, ou melhor, esmurrou a porta, mesmo assim.


– João – falou Julieta, tentando sorrir quando o mordomo abriu a porta para eles.


– Srta. Julieta – murmurou o homem,erguendo uma das sobrancelhas em sinal de surpresa. Cumprimentou Aurélio com a cabeça. – Sr. Cavalcante.


– A Sra. Sampaio está em casa? – perguntou Colin bruscamente.


– Está, mas...


– Ótimo. – Aurélio foi adentrando na casa, puxando Julieta a reboque. – Onde ela está?


– Na sala de estar, mas devo lhe avisar...


No entanto, Aurélio já estava na metade do corredor, com Julieta um passo atrás de si. (Não que ela pudesse estar em qualquer outro lugar, visto que ele a segurava, com bastante força, até, pelo braço.)


– Sr. Cavalcante! – gritou o mordomo, parecendo ligeiramente em pânico.


Julieta virou a cabeça para trás enquanto continuava seguindo Aurélio. João nunca entrava em pânico. Por nada.

Se achava que ela e Aurélio não deviam entrar na sala de estar, devia ter uma boa razão para isso.


Talvez até mesmo...


Ah, não.


Julieta tentou interromper o passo, enterrando os calcanhares no chão e deslizando pelo assoalho de madeira enquanto Aurélio a arrastava pelo braço.


– Aurélio – disse, engolindo em seco depois. – Aurélio!


– O que é? – perguntou ele, sem diminuir o ritmo.


– Eu realmente acho... Aaaaah!


Enquanto ela deslizava, tropeçou na barra de um tapete e voou para a frente.


Ele a pegou e a colocou outra vez de pé.


– O quê?


Ela olhou, nervosa, para a porta da sala de visitas. Encontrava-se entreaberta, mas talvez estivesse barulhento demais lá dentro e a mãe ainda não os tivesse ouvido se aproximar.


– Julieta – exigiu Aurélio, impaciente.


– Err...


Ainda podiam escapar, não? Ela olhou freneticamente à sua volta, como se fosse possível encontrar a solução para os seus problemas em algum lugar do corredor.


– Julieta – repetiu Aurélio, já batendo com o pé no chão –, que diabo está acontecendo?


Ela olhou para trás de novo, para João, que se limitou a dar de ombros.


– Talvez este não seja o melhor momento para falar com a minha mãe.


Ele ergueu uma das sobrancelhas em uma expressão bastante semelhante à que o mordomo esboçara apenas alguns momentos antes.


– Não está planejando recusar o meu pedido, está?


– Não, é claro que não – disse ela, apressada, embora ainda nem tivesse aceitado realmente o fato de que ele tinha a intenção de pedi-la em casamento.


– Então este é um excelente momento – afirmou ele, o tom deixando claro que não deveria haver mais nenhum protesto.


– Mas é que...


– O quê?


Terça-feira, pensou ela, infeliz. E passava um pouco do meio-dia, o que significava...


– Vamos – disse Aurélio, prosseguindo caminho.


E antes que ela pudesse detê-lo, ele empurrou a porta.



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