História A love for life!!! - Capítulo 37


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Categorias Orgulho e Paixão, Os Bridgertons
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café", Mariana Benedito
Tags Aurieta
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Palavras 1.499
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Lady whistledown voltou?


Quando os Cavalcantes ofereciam uma festa, faziam-no em grande estilo.


E quando ofereciam um baile de noivado... Bem, se Lady Whistledown ainda estivesse na ativa, teria levado no mínimo três colunas para narrar o evento.


Até mesmo aquele baile de noivado, planejado às pressas (nem Lady Cavalcante nem Lady Sampaio estavam dispostas a correr o risco de que os filhos mudassem de ideia após um longo noivado), podia facilmente ser classificado como o baile da temporada.


Embora parte disso, pensou Julieta,sombria mas irônica, tivesse pouco a ver com a festa em si e tudo a ver com a especulação de por que diabo Aurélio Cavalcante escolhera uma ninguém como ela para desposar. Os rumores não foram tão graves nem quando Olegário se casara com Susana Adonato, que, assim como Julieta, jamais fora considerada um diamante de primeira grandeza. Mas ao menos Susana não fora considerada velha. Julieta não tinha ideia de quantas vezes ouvira a palavra solteirona ser sussurrada às suas costas nos últimos dias.


Mas, embora os mexericos fossem um tanto entediantes, não a incomodavam, porque ela continuava navegando em um mar de felicidade. Era impossível para uma mulher não ficar completamente boba de tanta alegria depois que o homem por quem passara a vida inteira apaixonada a tinha pedido em casamento.


Ainda que ela não conseguisse compreender exatamente como tudo aquilo tinha acontecido.


Bem, o importante é que tinha acontecido.


Aurélio era tudo o que qualquer pessoa podia sonhar num noivo. Passou quase a noite inteira a seu lado, e Julieta nem teve a impressão de que o fizera para protegê-la dos boatos. Na verdade, ele parecia ignorar por completo todo o falatório.


Era quase como se... Julieta sorriu. Era quase como se Aurélio estivesse ao seu lado porque queria.


– Você viu Josephine Tibúrcio ? – sussurrou Mariana em seu ouvido enquanto Aurélio dançava com a mãe. – Está verde de inveja.


– É só o vestido dela – retrucou Julieta com impressionante impassibilidade.


Mariana riu.


– Ah, como eu queria que Lady Whistledown estivesse na ativa. Ia acabar com ela.


– Achei que ela fosse Lady Whistledown – disse Julieta , com cautela.


– Ora, mas que besteira. Não acredito nem por um instante que Josephine seja Lady Whistledown, e tampouco acredito que você ache isso.


– É, tem razão – concordou Julieta.


Sabia que seu segredo ficaria mais bem protegido se afirmasse acreditar na história de Josephine, mas qualquer um que a conhecesse consideraria isso tão sem sentido que pareceria suspeito demais.


– Josephine só queria o dinheiro – continuou Mariana , com desdém. – Ou, talvez, a notoriedade. Provavelmente, os dois.

Julieta observou a inimiga sendo paparicada pelos súditos do outro lado do salão. Seus seguidores de sempre se amontoavam a seu redor, junto com pessoas novas, que deviam estar curiosas sobre o boato de Lady Whistledown.


– Bem, pelo menos notoriedade ela conseguiu.


Mariana assentiu.


– Não consigo nem imaginar por que foi convidada. Com certeza não há nenhum laço entre você duas e nenhum de nós gosta dela.


– Aurélio insistiu.


Mariana se virou para ela, boquiaberta.


– Por quê?


Julieta suspeitava que o principal motivo fosse a afirmação recente de Josephine de que era Lady Whistledown; a maioria dos membros da alta sociedade não sabia ao certo se ela estava mentindo, mas ninguém se dispunha a lhe negar um convite para um evento, caso tivesse dito a verdade.


E Aurélio e Julieta teoricamente não tinham motivo algum para saber com certeza.


No entanto, Julieta não podia revelar isso a Mariana , então lhe contou o resto da história, que continuava sendo verdade:


– Sua mãe não queria dar margem a nenhum tipo de boato cortando-a da lista, e Aurélio também disse...


Ela ruborizou. Na realidade, tinha sido muita gentil da parte dele.


– O quê? – quis saber Mariana.


Julieta não conseguiu falar sem sorrir:


– Ele disse que queria que Josephine fosse forçada a me assistir em meu momento de triunfo.


– Ah. Meu. Deus. – Mariana deu a impressão de que precisava se sentar. – Meu irmão está apaixonado.


O rubor de Julieta aumentou ainda mais.


– Está – exclamou Mariana . – Só pode. Ah, você tem de me contar. Ele já falou?


Havia algo maravilhoso e terrível em ouvir Mariana se entusiasmar daquele jeito. Por um lado, era sempre ótimo compartilhar os momentos mais perfeitos da vida com a melhor amiga, e a alegria e animação de Mariana eram contagiantes.


Mas, por outro lado, não eram necessariamente justificadas, pois Aurélio não a amava. Ou, pelo menos, não o dissera.


No entanto, agia como se a amasse! Julieta se agarrava a esse pensamento, tentando se concentrar nele em vez de no fato de ele nunca ter pronunciado aquelas palavras.


Ações eram mais importantes do que palavras, certo?


E as ações dele a faziam se sentir como uma princesa.


– Srta. Sampaio ! Srta. Sampaio!


Julieta olhou para a esquerda e ficou exultante. A voz que tinha ouvido só podia ser de Lady Danbury.


– Srta. Sampaio – repetiu a velha senhora, enquanto cutucava as pessoas com a bengala até conseguir passar pela multidão e estar bem na frente de Julieta e de Mariana.


– Lady Danbury, que prazer em vê-la.


– He, he, he. – O rosto de Lady Danbury ficou quase jovem devido à força de seu sorriso. – É sempre um prazer me ver, não importa o que as outras pessoas digam. E você, sua diabinha? Veja só o que você fez.


– Não é o máximo? – comentou Mariana.


Julieta olhou para a melhor amiga. Mesmo com toda a confusão de emoções que expressara, Mariana estava sinceramente feliz por ela. De súbito, o fato de estarem no meio de um salão de baile abarrotado, com todos a olhá-la como se ela fosse algum espécime num experimento de biologia, não teve mais importância. Ela se virou e deu um abraço apertado em Mariana , sussurrando:


– Eu a amo muito.


– Eu sei que ama – murmurou Mariana.


Lady Danbury bateu com a bengala com força no chão.


– Ainda estou aqui, senhoras.


– Ah, desculpe – disse Julieta, envergonhada.


– Não há problema – retrucou Lady Danbury, com um atípico grau de paciência.


– Se querem saber, é muito agradável estar diante de duas moças que preferem se abraçar a se esfaquear nas costas.


– Obrigada por vir até aqui me dar os parabéns – falou Julieta .


– Eu não teria perdido isto por nada neste mundo – comentou Lady Danbury. – He, he, he. Este bando de tolos tentando descobrir como você conseguiu que ele a pedisse em casamento quando a única coisa que fez foi ser você mesma.


Julieta entreabriu os lábios e as lágrimas arderam em seus olhos.


– Ora, Lady Danbury, deve ser a coisa mais gentil...


– Não, não – interrompeu a velha senhora, em voz bem alta. – Nada disso. Não tenho tempo ou inclinação para sentimentalismo.


Mas Julieta notou que ela sacara o lenço e secava os olhos discretamente.


– Ah, Lady Danbury – disse Aurélio , retornando ao grupo e passando o braço pelo de Julieta num gesto de possessividade. – Que prazer em vê-la.


– Sr. Cavalcante – retrucou ela, num breve cumprimento. – Só vim dar os parabéns à sua noiva.


– Ah, mas sem dúvida quem merece os parabéns sou eu.


– Hum, sábias palavras – elogiou Lady D. – Acho que tem razão. Ela é um prêmio muito melhor do que todos percebem.


– Eu percebo – retrucou ele, numa voz tão grave e séria que Julieta achou que poderia desmaiar de emoção. – Agora, com sua licença – acrescentou, com educação –, preciso apresentar minha noiva a meu irmão...


– Eu já conheço seu irmão –interrompeu Julieta.


– Considere isto uma tradição – explicou ele. – Temos de dar as boas-vindas oficiais a você na família.


– Ah. – Ela ficou emocionada diante da ideia de se tornar uma Cavalcante. – Que encantador.


– Como eu ia dizendo – continuou Aurélio –, Olegário gostaria de fazer um brinde e, em seguida, eu dançarei uma valsa com Julieta.


– Muito romântico – observou Lady Danbury, em tom de aprovação.


– É, bem, eu sou romântico – concordou Aurélio.


Mariana deixou escapar um resfolegar alto.


Ele se virou para ela com uma sobrancelha arqueada de forma arrogante.


– Mas eu sou.


– Pelo bem de Julieta – replicou sua irmã –, eu espero que seja mesmo.


– Eles são sempre assim? – indagou Lady Danbury a Julieta .


– Na maior parte do tempo.


A velha senhora assentiu.


– Que bom. Meus filhos quase nunca se falam. Não por má vontade, é claro, mas por não terem nada em comum. É triste, na verdade.


Aurélio deu um pequeno apertão no braço de Julieta .


– Realmente temos de ir.


– É claro – murmurou ela.


Mas, ao se virar para caminhar em direção a Olegário, que estava do outro lado do salão, parado próximo à pequena orquestra, ouviu um tumulto à porta.


– Atenção! Atenção!


O sangue fugiu-lhe do rosto em menos de um segundo.


– Ah, não – sussurrou.


Aquilo não devia acontecer. Não naquela noite, pelo menos.


Segunda-feira, sua mente gritou. Ela pedira ao tipógrafo na segunda-feira. No baile dos Mottram.


– O que está acontecendo? – quis saber Lady Danbury.


Dez meninos correram salão adentro – não eram mais do que moleques, na verdade – carregando maços de papéis e atirando-os para todos os lados como imensos confetes retangulares.


– A última coluna de Lady Whistledown! – gritaram eles. – Leiam agora! Leiam a verdade.



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