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História A Love to Remember - Crepúsculo - Capítulo 5


Escrita por: Big_by_Wolf

Notas do Autor


EU PRECISO DE UM EDWARD NA MINHA VIDA
DESGRAÇAAAAAAAAA

Capítulo 5 - Eu posso fazer isso.


♡  ⊹    °     . ˚   𖧷 ·  °     .  ♡  ⊹


“Eu posso morrer amanhã, qualquer um pode morrer amanhã.”


— A Cinco Passos de Você.


♡  ⊹    °     . ˚   𖧷 ·  °     .  ♡  ⊹


Amber pov:

Tínhamos chegado na sala de música e rapidamente vejo o piano e um pano bem dobrado sobre ele, olhei impressionada e Edward fechou a porta de correr atrás de si, deixo meu carrinho em minha frente e me apoio levemente nele, não demorou e ele se aproximou de mim com as suas mãos no bolso.


— Então, vou saber o motivo de você ter sumido? Pois eu sei que não era por estar cansada, já que eu a vi várias vezes na janela do seu quarto. - Ele sabia ser bem direto quando queria, mas seu tom suave e calmo ainda continuava presente.


— Eu fiquei com medo. - Confesso recebendo um olhar confuso, solto um suspiro e arrumo minha cânula. - Olha para mim Edward, sou uma pessoa defeituosa que não tem concerto.


— Eu não vou deixar que isso aconteça, eu… - Sua fala ficou hesitante. - Eu gosto de conversar com você, mesmo que tenhamos feito isso pouco, eu quero participar do seu pequeno mundo, se me deixasse participar...


— Edward, não é simples isso. - O interrompo em um tom baixo. - Você é alguém incrível e parece ter saído de um filme, mas eu saí de um documentário médico.


— Pare com isso, pare de achar que não pode se aproximar, você tem muito tempo, nós temos tempo ainda. - Tive que desviar meu olhar e soltei um riso sem humor enquanto balançava minha cabeça para os lados levemente.


— Eu não tenho tempo. - Voltei meu olhar em sua direção recebendo um confuso. - O que uma pessoa na minha situação menos tem, é tempo.


— Eu vou fazer você ter tempo. - Balancei minha cabeça em negação soltando um riso sem humor, era muito difícil tentar contrariar ele.


— E se eu disser “não”? - Pude ver seu olhar vacilar, mas então ele abriu um discreto sorriso tentando amenizar o clima.


— Acho que vou ter que me trancar no quarto, ouvir música triste e chorar em posição fetal. - Levei minha canhota até meus lábios segurando uma risada que queria escapar, soltei uma tosse fraca ao abaixar minha mão.


— É, isso é bem deprimente. - Balancei minha cabeça positivamente apertando meus lábios sem muita força. - Você consegue levar algo a sério?


— Se esse sério se trata de você, eu consigo.


— Você não vai desistir, não é? - Ele fez uma expressão pensativa e não demorou para balançar sua cabeça em negação.


— Não vou. - Então ele sorriu, naquele momento meu coração se aqueceu e uma maldita sensação de borboletas no estômago apareceu, maldita hora que você apareceu em minha vida Edward Cullen, suspiro arrumando a minha cânula novamente.


— Que filmes você tem? - Edward me olhou surpreso, mas logo ficou animado.


— Bom, são alguns antigos.


— Tudo bem, gosto de coisas antigas. - Escuto seu riso e em seguida o vejo esticar sua mão em minha direção após tirá-la de seu bolso, sorri levemente e a segurei, saímos da sala e faço uma careta discreta ao ver as escadas, mas Edward então colocou uma alça do carrinho em suas costas e se abaixou de repente me pegando em seus braços. - Edward!


— O que? - Perguntou divertido enquanto subia os degraus de forma calma.


— Eu posso subir, me coloca no chão, por favor.


— Não quero que se esforce. - Revirei meus olhos deixando uma de minhas mãos em seu ombro, o que a família dele iria pensar vendo isso?! 


— Você é impossível. - Pude ver um sorriso convencido em seus lábios me fazendo rir fraco, fiquei olhando por onde a gente passava e um quadro me chamou a atenção. - São chapéus de formatura? - Pergunto completamente curiosa e por alguma razão tinha o sentido tenso, mas não durou tanto para que eu conseguisse confirmar isso.


— São, minha mãe gosta de fazer coleções diferentes.


— A minha também. - Digo animada e Edward me olha com a sobrancelha erguida. - No nosso porão tem uma parede lotada de canetas, tem de todos os tipos lá.


— É diferente mesmo. - Edward soltou um riso baixo e paramos em frente a uma porta, ele me desceu e colocou minha mochila no chão antes de eu a segurar, então ele segurou a maçaneta e me olhou. - Só queria dizer que eu fiz a maior parte do trabalho, Alice apenas deu alguns palpites, então os créditos são para mim. - Arqueei levemente minha sobrancelha um tanto confusa e a porta foi aberta, olhei completamente surpresa com minha boca um pouco aberta, entrei devagar enquanto olhava, tinha várias almofadas de cores brancas e bege, cobertas coloridas, luzes pequenas espalhadas tanto por lençóis que faziam uma espécie de cabana quanto na parede formando um retângulo assim como é no meu quarto, o projetor estava na parede contrária, as cortinas cobriam as janelas e tinha algumas pilhas de dvd’s, de filmes variados pelo o que notei.


— Isso é…


— Exagerado? Deveria ter uma cama? Menos almofadas? Ser mais iluminado?


— Completamente incrível. - Falo sem me importar com suas perguntas andando um pouco para frente sentindo seu olhar em minhas costas. - Mas pra que isso tudo? Podíamos ver um filme na sala.


— Então achou exagerado.


— Não, não, é realmente incrível, só não tinha necessidade de gastar. - O olhei o encontrando com os braços cruzados.


— Na próxima, não vou gastar tanto. - Sorriu inclinando levemente seu corpo para frente em minha direção e me afastei levemente.


— Acho que vou me sentar. - Comento de forma distraída e limpei minha garganta levemente.


— Eu te ajudo.


— Eu posso fazer isso. - Edward ergueu suas mãos em rendição e me abaixo me sentando nas almofadas, abro meus casacos e ele já estava agachado em minha frente, mais especificamente perto dos meus pés e começou a desamarrar meus tênis, com a sua destra Edward segurou meu tornozelo o erguendo um pouco antes de puxar meu tênis com um cuidado que chegava a ser assustador, era como se eu pudesse quebrar. - Sabe que eu posso fazer isso também, não é? - Um sorriso discreto surgiu em seus lábios enquanto fazia o mesmo processo com o meu outro pé.


— Sei.


— Mas você não está nem aí, né? - Deixei meus casacos ao meu lado antes de puxar a touca da minha cabeça.


— Acertou. - Tocou na ponta do meu nariz com o seu indicador antes de se levantar após pegar meus tênis e em seguida pegar meus casacos e touca os levando para um canto.


— Você é impossível. - Arrumei meu oxigênio ao meu lado antes de me arrumar nos travesseiros, Edward tirou seus sapatos e se virou em minha direção.


— Você só machuca meu coração. - Soltei um riso baixo e coloquei uma mecha atrás da minha orelha. - Qual filme você quer?


— Você escolhe. - Sorri levemente e fico o observando olhar os vários títulos.


— Tem algum gênero que você não goste? - Perguntou sem me olhar e tombei levemente minha cabeça para o lado.


— Gosto de todos, apesar de ver mais animações. - Escuto seu riso e em seguida pegou um título, abriu a capinha e o colocou no dvd antes de ligar o projetor, não demorou para subir nos travesseiros e sentar ao meu lado puxando as cobertas e nos cobrindo. - Qual o filme? - Pergunto curiosa enquanto ele pegava o controle.


— Uma lição de amor.


— Romance?


— Não. - Soltou um riso novamente. - Não sou tão óbvio assim. - Revirei meus olhos divertida me focando nas imagens que começavam a aparecer, não demorei para começar a prestar a atenção no filme.


[...]


— Eu nunca mais deixo você escolher um filme. - Reclamei batendo com um travesseiro em Edward enquanto usava minha canhota para secar as lágrimas da minha bochecha.


— Então vai ter próxima vez?


— Não muda de assunto. - Resmungo o vendo sorrir. - Você conseguiu me destruir.


— Não pensei que iria chorar tanto. - Edward riu enquanto passava seus braços sobre meus ombros me abraçando.


— Ele só queria ficar com a filha, poxa. - Murmurei virando meu rosto para tossir um pouco, em seguida sinto o toque de Edward sobre minha bochecha tirando os rastros de lágrimas de forma lenta.


— Chorona. - Soltei um riso baixo, tossindo novamente e percebi um olhar preocupado em minha direção.


— Eu tô bem. - Antes que ele perguntasse alguma coisa, ele desviou o olhar e batidas na porta foram ouvidas antes de ser aberta e me afastei de Edward ao perceber a aproximação o fazendo revirar os olhos, não demorou para Esme aparecer com uma bandeja em mãos.


— Oi crianças, trouxe um lanche, você poderia estar com fome. - Quando ia falar algo meu estômago fez um barulho, me fazendo sentir minhas bochechas aquecerem enquanto Edward segurava o riso. - Não ria dela, Edward.


— Ele deve ter dormido com um palhaço, só sabe rir. - Digo virando meu rosto para olhá-lo e ele tinha um sorriso um tanto cúmplice que me fez erguer a sobrancelha levemente sem entender.


— Não ligue para ele querida. - Volto minha atenção para Esme que se aproximou e ajudei a colocar a bandeja sobre as almofadas, encontrando uma grande variedade de doces e salgados.


— É muita coisa. - Comentei enquanto olhava impressionada e escuto seu riso.


— Como não sabia o que gosta, achei melhor um pouco de tudo. - Quando fui olhar-lá senti sua mão em minha bochecha recebendo um leve carinho. - Coma bastante. - Sorriu uma última vez para mim antes de se afastar e olhar para Edward antes de sair do quarto, me virei para ele empurrando a bandeja em sua direção.


— Vamos comer. - Edward balançou sua cabeça em negação enquanto me olhava.


— Não estou com fome. - Arqueei minha sobrancelha, mas não questionei, eu mesma tive esses momentos e isso acontecia bastante quando eu tomava os remédios bem no início, peguei um biscoito o levando até minha boca, mordendo um pedaço logo em seguida. - O que você faz quando está em casa? - Perguntou de repente e bati o biscoito levemente contra os meus lábios antes de dar uma nova mordida, esperei engolir antes de falar.


— Não tenho muito o que fazer, eu jogo, assisto filmes, leio, participo de promoções, faço tarefas da faculdade, durmo e repito o processo, mas nem sempre nessa hora. - Solto um riso fraco pegando mais um biscoito.


— Uma coisa que você gostaria de fazer?


— Correr, mas não daqui até o andar de baixo, tipo ir daqui até La Push, para mim seria como participar de uma maratona. - Tombo levemente minha cabeça para o lado comendo o biscoito em minha mão.


— Tem mais?


— Bom… tem. - Encolho levemente meus ombros e noto que Edward observava meus movimentos com atenção, seu olhar desviava por breves segundos do meu rosto.


— Me conte. - Balancei minha cabeça em negação. - Por que não? - Perguntou com um sorriso nos lábios.


— Porque eles estão em um frasco de geleia, eu escrevo… desejos, posso assim dizer, desde que entrei na UTI pela primeira vez, pois na minha cabeça quando eu me curasse iria realizar todos eles. - Peguei o copo de suco e o bebi um pouco antes de continuar. - Mas resolvi começar a realizar eles, nunca se sabe o dia de amanhã, não é? - Coloco o copo de volta na bandeja, quando o olhei podia sentir um leve brilho repreendedor na minha direção. - Não precisa me olhar assim, é brincadeira.


— Você tem um humor um tanto duvidoso às vezes. - Viro meu rosto tossindo fraco antes de voltar a olhá-lo. - Já começou a realizar algo?


— Alguns. - Corto a fatia de bolo com meus dedos pegando apenas um pedaço e o comendo.


— Quais?


— Como é curioso.


— Vamos, eu gosto de ouvi-la falar. - Desviei o olhar um pouco envergonhada e arrumo minha cânula.


— Foram poucas coisas, não gosto de roubar todo tempo dos meus pais, mas eu já aprendi a fazer torta de mirtilo pois eu amo essa torta. - Edward soltou um riso fraco enquanto me olhava. - Patinamos no gelo, fizemos uma trilha até a praia de La Push mas meu pai levava o meu cilindro e Max me carregava nas costas, não fiz muitas coisas.


— E tem mais algum por agora?


— Eu tirei um no dia do jantar, seria aprender a tocar piano, eu acho tão bonito as músicas nele. - Comento com um sorriso em meus lábios.


— Eu posso te ensinar.


— É sério? - Edward balançou sua cabeça positivamente. - Mas não vai te atrapalhar, você com certeza tem coisas mais importantes para fazer.


— Não se preocupe com isso, quando você quer começar? - Encolho meus ombros enquanto Edward me observava.


— Eu não sei, tenho que ver com a minha mãe e tem também a sua família, não quero ser um…


— Você não é nem vai ser um incômodo. - O mesmo me interrompe e em seguida segura minha canhota passando seu polegar sobre as costas de forma lenta. - Temos quase a mesma temperatura. - Comentou de forma vaga enquanto olhava nossas mãos e ele estava certo, mais um pouco e talvez minha mão ficasse mais gelada.


— Você precisa de luvas, isso sim. - Edward soltou um riso nasal e ergueu minha mão depositando um beijo lento sobre ela antes de baixá-la e erguer seu olhar em minha direção, meu rosto estava quente enquanto ele olhava em meus olhos e seus olhos pareciam mais dourados do que antes. - Quer assistir mais um filme? - Pergunto quebrando o silêncio e um sorriso discreto aparece em seus lábios enquanto balançava sua cabeça positivamente.


— Quantos quiser.


[...]


Após mais dois filmes e metade de um, eu tinha acabado por cair no sono, ainda mais com a garoa que começou cair do lado de fora e fazer um barulho fraco contra os vidros das janelas, eu me acordei um pouco perdida tentando reconhecer o lugar e quando me lembrei passei meu olhar procurando por Edward, mas ele não estava em nem uma parte. Sentia meu corpo um pouco mole e me forcei a ficar sentada, assim que consegui arrumei minha cânula tossindo um pouco e a porta foi aberta e não demorou para Edward aparecer com uma caneca em mãos saindo uma fumaça.


— Tinha a suspeita que você estava acordada. - Comentou e soltei um riso fraco deixando minha cabeça tombar levemente para frente. - Amber? - Volto a erguer minha cabeça colocando um leve sorriso em meus lábios enquanto Edward se aproximava.


— Eu estou bem. - Ele pareceu me analisar por um momento antes de se agachar em minha frente. - É sério. - Escuto seu suspiro antes de estender a caneca em sua mão em minha direção e o cheiro de chocolate me atingiu.


— Minha mãe fez para você.


— Sua mãe quer me engordar. - Pego a caneca de suas mãos com cuidado e Edward senta ao meu lado e notei que estava com seus tênis novamente.


— Ela gosta de mimar, mas acha que deve fazer bastante isso com você. - Arqueei minha sobrancelha enquanto assoprava o chocolate antes de bebê-lo.


— Por que? - Pergunto após sentir o chocolate descer me aquecendo na mesma hora.


— Segredo. - Revirei meus olhos com seu tom de suspense e bebi mais um pouco. - Gostou? - Perguntou de forma interessada.


— Sim, está muito bom, vou precisar… - Minha fala é interrompida pela porta sendo aberta e Alice entra de repente, vejo Edward bufar o que me faz segurar o riso e escondo meu sorriso com a caneca em frente aos meus lábios.


— Oi Amber. - Alice saltitou em minha direção e simplesmente empurra Edward para o lado e senta em seu lugar, não consigo segurar o riso dessa vez ao ver sua expressão irritada. - Você está tão linda com essa carinha de sono.


— Obrigada…? - Tombei levemente minha cabeça para o lado meio em dúvida.


— Não fomos apresentadas oficialmente, sou Alice. - Estendeu sua mão em minha direção e segurei a caneca melhor antes de apertar sua mão sentindo a temperatura baixa. - Edward não para de falar sobre você.


— Alice. - Seu tom era de censura.


— Não sei como você o aguenta, ele é muito grudento, imagina vocês sendo…


— Alice! - Apertei meus lábios desviando o olhar bebendo mais um pouco fingindo que nem estava ali.


— O que foi? - Alice se virou para ele e apenas observava.


— Da licença? Eu que estou conversando com ela. - Alice se voltou para mim revirando seus olhos levemente.


— Viu? Grudento. - Ri novamente encolhendo levemente meus ombros e então batidas na porta atraíram minha atenção e Esme estava nela sorrindo em nossa direção.


— Amber? - Ergui minhas sobrancelhas esperando que continuasse. - Seu irmão está aí, ele veio te buscar.


— Mas já? - Alice perguntou formando um bico em seus lábios.


— Está tarde e eu tenho que fazer algumas coisas da faculdade também.


— Vou avisar ele que você já vai descer.


— Obrigada Esme. - Sorrio de leve sendo retribuída antes de vê-la sair do meu campo de visão, em seguida Alice se levanta esticando sua mão em direção a minha caneca e a pega após eu a entregar. - Obrigada Alice.


— De nada, espero conversar mais com você da próxima vez, se o Edward não te roubar antes.


— Tentarei ao máximo não ser roubada… isso ficou estranho falando em voz alta. - Reprimo uma careta ouvindo um riso da fadinha.


— Espero por isso então. - A vejo se virar e sair do quarto, olhei para Edward e o mesmo já me olhava.


— O que?


— Já precisa ir mesmo? - Me devolveu com outra pergunta e balancei minha cabeça positivamente. - Eu podia te sequestrar.


— Vai se enjoar de mim daqui a pouco.


— Eu duvido muito. - Falou tocando a ponta de meu nariz se levantando em seguida e andando em direção às minhas coisas às pegando antes de voltar, deixou minha toca e casacos ao meu lado e se agachou em minha frente soltando um pouco meus cadarços.


— Eu posso fazer isso, Edward. - Ele simplesmente me ignorou e segurou meu tornozelo com cuidado para colocar meus tênis em meus pés, bufei baixo vendo seu sorriso discreto. De certa forma eu achava isso muito adorável, claro que parecia que ele cuidava de cada movimento dele, mas o cuidado e a gentileza que Edward tinha comigo o fazia parecer um príncipe da Disney e então eu me perguntava, como eu pude esconder que estava morrendo?


— Amber?


— Eu. - Respondo terminando de colocar meu segundo casaco o fechando, pegando minha touca e arrumando meu cabelo para colocá-la enquanto Edward terminava de amarrar meus tênis.


— Posso ir vê-la amanhã? - Perguntou ao erguer seus olhos em minha direção após terminar de amarrar os cadarços.


— Você quer?


— Adoraria. - Edward estendeu sua mão para mim e a segurei me levantando em seguida com sua ajuda.


— Três horas está bom para você? - Pergunto com um leve sorriso.


— Está sim. - E novamente minha mão é levada em direção aos seus lábios e um beijo é depositado nas costas, mas dessa vez foi mais demorado antes de voltar baixa-lá. - Posso pelo menos ajudá-la a descer? - Revirei meus olhos soltando um riso fraco.


— Só por você ter pedido dessa vez, eu aceito. - Edward pega meu cilindro o colocando em suas costas e se abaixou um pouco me pegando em seus braços, deixei um de meus braços em volta de seu pescoço enquanto começava a andar. - Daqui a pouco você vai reclamar do meu peso.


— Não sei de onde tirou isso. - Comentou quando já estávamos no corredor. - Além do mais, não me importo de ter você em meus braços, mas se quiser estar na…


— Edward!


— Eu ia falar nas minhas costas, que mente impura a sua, senhorita Cranston.


— Você é ridículo. - Escuto seu riso descendo as escadas. - Não ria.


— Você é incrível. - Então sinto um selar em minha têmpora e logo fui colocada no chão após Edward descer as escadas, em seguida tirou a alça de seu ombro e meu cilindro estava no chão antes que eu começasse a puxá-lo andando em direção a sala, assim que chegamos Max conversava com Emmett mas sua expressão era um tanto irritada e acabei erguendo minha sobrancelha.


— Resident Evil é um marco na cultura pop e principalmente no terror. - Max argumentava e Emmett acabou gargalhando.


— Silent Hill que foi, ele é inspiração para vários jogos de terror. - Balancei minha cabeça em negação, sério que estavam brigando por conta de jogo?


— É sério... - Virei meu rosto em direção a Edward um tanto assustada. - Que eles estão discutindo sobre jogo?! - Deus, não me dê esses sustos não. - O que foi? - Perguntou me olhando e notei um sorriso de canto em seus lábios.


— Nada, nada. - Balancei minha cabeça em negação e me virei para meu irmão. - Max, para de discutir pois sabemos que o melhor jogo é o Rule of Rose.


— Esse jogo é doentio. - Meu irmão reclama e reviro meus olhos.


— É uma obra-prima, agora vamos pois o Emmett não tem que ficar ouvindo asneiras suas. - Max me mostra a língua e o ignoro. - Me desculpem por isso, ele caiu do berço quando bebê. - Os vejo rirem baixo e meu irmão faz uma cara emburrada. - Desculpe caso eu tenha atrapalhado também.


— Não atrapalhou em nada querida. - Esme falou e se aproximou me abraçando e logo se separou. - Nos visite sempre que quiser.


— Está bem. - Sorrio após nos separarmos por completo. - Até qualquer hora. - Digo para os outros irmãos de Edward e não demorou para o mesmo acompanhar a mim e meu irmão até a porta após receber alguns acenos. - Até amanhã, Edward.


— Eu não recebo um beijo de despedida? - Max fez uma cara de nojo ao me olhar e segurei o riso ao olhar para Edward, ele não tinha vergonha na cara nem uma pelo visto.


— Até amanhã, Edward. - Repito ignorando o que tinha perguntado e enganchei meu braço ao de Max enquanto descíamos as poucas escadas e as rodinhas batiam contra elas.


— Você só machuca o meu coração, vou começar anotar e cobrar. - Enquanto andávamos para casa o olhei por cima do ombro acabando por rir de seu drama e me virei para frente novamente.


— Como você aguenta? - Max perguntou soltando um riso fraco, sorri de canto antes de olhá-lo.


— Ele é um palhaço.


[...]


— Vamos, vamos, me conte tudo. - Minha mãe apareceu de repente no meu quarto, tinha voltado com Max algum tempo e meu pai tinha ido até a casa do senhor Black, minha mãe como estava no banho nem viu quando chegamos.


— Contar…? - Perguntei meio em dúvida me sentando na cama após tirar meus tênis com meus pés tossindo um pouco.


— Não me venha com isso, mocinha. - Soltei um riso fraco enquanto a via colocar as mãos em sua cintura. - Como foi lá?


— Foi legal, assistimos uns três filmes e meio no total, pois eu acabei dormindo. - Tirei minha touca, a colocando sobre a cama e comecei abrir meus casacos. - E ele vai me ensinar a tocar piano, se você…


— Com toda certeza eu deixo, não precisa nem perguntar. - Ri de forma fraca tentando tirar meus casacos e minha mãe me ajudou. - E como ele é?


— Curioso, gosta de perguntar bastante e sempre está querendo me agradar. - Minha mãe segura meus casacos os levando até meu guarda-roupa, de repente senti uma pontada em minha cabeça me fazendo fechar meus olhos com força.


— Você pode convidá-lo para vir aqui também se quiser. - Ouvi a voz da minha mãe e abro meus olhos piscando com força algumas vezes a encontrando de costas para mim.


— Ele disse que queria me ver de novo, vai vir aqui amanhã.


— Isso é maravilhoso, vou fazer algumas coisas para vocês. - Ela se virou e coloquei um sorriso em meu rosto.


— Tenho certeza que vai ser divino como todas as suas comidas. - Escuto seu riso e coloco minhas pernas para cima da cama. - Mãe, eu estou um pouco cansada, posso dormir até a hora do jantar?


— Claro, meu raio de sol. - Seu olhar era analítico em minha direção, mas fiz uma leve careta divertida em sua direção e isso causou um riso enquanto se aproximava e me ajudava com as cobertas. - Qualquer coisa me chame, está bem? - Balancei minha cabeça positivamente e recebi seu beijo em minha testa, me deitei de lado e a luz foi apagada e minha porta encostada, fechei meus olhos puxando o ar por conta da dor de cabeça que parecia não querer ir embora, mas um cochilo iria resolver, dormir sempre resolvia.


[...]


Sabem quando você vai mergulhar e acaba não fazendo do jeito certo e engole um monte de água? Pois era exatamente assim que me sentia enquanto uma dor alucinante atingia minha cabeça, eu me sentei na cama tentando puxar o máximo de ar para os meus pulmões e então, eu gritei.


— MÃE! PAI! - Minha cabeça girava e lágrimas estavam caindo pelas minhas bochechas, meu pai foi o primeiro a entrar em meu quarto como um furacão, acho que ele tentava falar comigo mas não conseguia o entender, não demorou para minha cânula ser substituída por uma máscara de oxigênio, as cobertas foram puxadas e pela minha visão embaçada pude notar que tinha sido meu irmão que parecia estar ao lado da nossa mãe que tinha uma manta em suas mãos, meu corpo foi envolvido por ela e erguido, minha cabeça tombou no ombro do meu pai, sentia seu aperto enquanto me mantinha encolhida, ele tentava não fazer movimentos bruscos pois sabia que para mim seria pior, a dor em minha cabeça e em meus pulmões pioravam. Diziam que quando a dor era insuportável o corpo se desligava mas não foi isso o que aconteceu, o ar gelado bateu contra meu corpo até ser colocada dentro do carro, mas eu não estava preparada para morrer, como nas outras vezes que isso já aconteceu mas agora era diferente, poderia ser a última vez que minha família me veria “respirando”.


Notas Finais


Edward com os quatro pneus arriados pra Amber

E o Eduardo tomando todo o cuidado com a Amber 🤧
Admito que eles são meu ponto fraco 🥺👉🏻👈🏻

Mano do céu, nossa menina está indo para o hospital, como será que o Eduardo vai reagir a isso? ;-;

Espero que não tenha nem um erro e obrigado por ler ‘-‘)sz

-W


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