História A lua mágica - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Fadas, Fantasia, Lobisomens, Ritual, Vampiros, Xamãs
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Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Descendência



  Após aquele dia/noite desastrosa, imaginei que só iria piorar no dia seguinte... Eu estava enganado.
Quando cheguei à escola percebi que tudo estava completamente normal. Rapunzel e Suka estavam dançando Show das poderosas no corredor próximo as cisternas chamadas de caixa d’água, Mile continuava me ignorando e me dando somente um ‘’boa tarde/bom dia’’ seco e áspero, e o restante da galera estavam cantando enquanto Lobo e Gabi tocavam violão.
 Avistei Volk se aproximando da cisterna e o interceptei puxando-o pelo braço e levando-o para trás de uma das pilastras azuis da escola.
- Qual o problema de todo mundo? – Pergunto-o.
 
- Não sei do que você está falando – Ele responde.
 
- Todo mundo está agindo normalmente, como se nada tivesse acontecido ontem.
 
- Coisas ruins acontecem todos os dias aqui, já devia estar acostumado. E além do mais... – Ele faz uma pausa – Há uma lua cheia chegando e estão tentando permanecer calmos.
 
- Lua cheia chegando? Quando? – Uma lua cheia, tão rápido assim? Parece que foi ontem que despertei.
 
- A lua cheia é hoje. Você é lerdo ein.
 
- O QUE HOJE? –Realmente era hoje, ontem nós aceleramos a transformação em um dia – E não me chama de lerdo!
- LIPE! – Suka chama meu nome enquanto passa no corredor e esbarra no ombro de Mile.
 
- CÓE SIRI, TÁ LOUCA DE ESBARRAR EM TUBARÃO? – Mile grita no meio do corredor e atrai olhares de todos que passavam. Era assim que chamávamos cada ano, primeiro de siri, segundo de caranguejo e terceiro de tubarão. Existe uma hierarquia aqui! Os tubarões são os formandos, portanto ninguém mexia com eles, eles ficavam no topo da cadeia alimentar e davam trotes (muitas vezes até perversos) nos Siris que eram os novatos. Os caranguejos ficavam no meio do fogo cruzado e não se metiam, o foco era quem entrava na DEVA e quem saía.

- CÓE TUBARÃO TU VAI SE METER COMIGO? QUE PARTICIPEI DO QUARTO ANO? – Suka respondeu estufando o peito e fuzilando Mile com o olhar, alunos de todos os anos já estavam se agrupando e pegando os celulares esperando uma briga. Suka era repetente por anos e conheceu uma galera chamada de O QUARTO ANO. Se o terceiro eram os tubarões, o quarto ano eram as baleias. Eram maiores de idade formados no terceiro ano que faziam o quarto ano para se especializar em alguma coisa. Eram conhecidos por mandarem na escola inteira, inclusive na direção e dar os trotes mais perversos de todos... Como jogar uma garota no valão por ela ter se recusado a se pintar no trote.
 
- ENTÃO VEM PRA MÃO SIRI! – Mile gritou enfrentando-a, elas estufaram o peito e se encararam.
 
- Ah cara... – Eu praguejo – Não era pra ser um dia calmo? – Olho e pergunto pra Volk que se divertia com a situação e sorria suavemente. Retorno meu olhar para Suka e Mile e vejo ao redor delas ondas amarelas e nas demais pessoas em volta ondas roxas.
 
- VEM! – Suka gritou, encarou mais perto, soltou o ar e abraçou a amiga rindo. O público se dispersou desapontado.
 
-Elas sempre fazem isso – Volk comenta sorrindo.

- Mas o que foi aquilo? – pergunto.
 
- Elas sempre fingem uma briga de Siri e tubarão e...
 
- Não é disso que estou falando – Interrompo – Eu vi cores ao redor delas e das fanáticas por UFC.
 
- Como assim cores?
 
- Cores, como cores, você sabe... Coloridas – Uso sarcasmo.
 
- Jura? – Ele retruca – Estou perguntando como se pareciam.
 
- Pareciam ondas em volta do corpo tipo uma...
 
- Tipo uma aura... A lua cheia está atuando nos seus poderes.
 
- Pode ser mas o que isso tem a ver? O que uma cor vai mudar na minha vida?
 
- As cores das auras revelam coisas como sentimentos, a vida, a morte ou até se é uma pessoa sobrenatural. Vamos treinar, tente ver a minha.
 
- Ãn – Fico pensativo – OK – No 9º ano um amigo meu Wiccano me disse como fazer, eu fiz algumas vezes, mas depois ignorei e esqueci. Afasto-me um pouco, fecho os olhos e me concentro em minha mente e em seguida em meus olhos abrindo-os lentamente – Não vejo nada. É como se estivesse transparente.
 
- Eu sei, eu tranquei minha aura, mas você está fazendo certo – Ele sorri, segura meus ombros e me vira em direção a Annie – Agora veja as cores da sua irmã.
 
- Annie é... – Me concentro mais em meus olhos e vejo uma explosão de cores ao redor de Annie que estava sorridente cantando La La Land da Demi Lovato com Suka e Gabi – É uma mistura de aura amarela com riscos verde e rosa... É lindo.
 
- Eu sabia...
 
- Sabia o que? – Me viro para ele.
- Você consegue ver a aura sobrenatural... Não é uma habilidade muito comum – Ele pega o celular no bolso e começa a digitar – vou enviar o que algumas cores significam mas a maioria você terá que descobrir sozinho. Cada pessoa consegue ver a aura de um determinado ponto, então para cada pessoa pode ser uma cor um pouco diferente mas... Você consegue ver até o fundo da alma... – Ele guarda o celular no bolso novamente – Pode ser somente um efeito da lua cheia mas também pode não ser – Por um momento eu consigo ver um rastro preto em torno de Volk mas ele segura meus ombros novamente e me gira em direção a caixa d’água.
 
- Mas o que voc... – Quando volto meu olhar ele já havia desaparecido – Merda! – Praguejo lentamente e minha visão volta ao normal.
 
- Oi! – Thais me cumprimenta feliz – Hoje é lua cheia e eu quero juntar algumas pessoas na praia para geral socializar e claro, ficar bêbado antes de matar alguém.
 
- Ótimo! Já não tem gente suficiente para me matar.
 
- Relaxa! Nem todo mundo vai estar lá... Alguns precisam ficar enjaulados, tipo os lobisomens, portais do satanás... – Ela dá uma breve olhada para Mile – Etc. E ninguém quer ficar muito próximo nós.
 
- Nós quem?
 
- O bruxo da profecia, a bruxa mais antiga daqui, a bruxinha louca ali... – Thaís aponta para Annie – e eu, a clérigo mais brilhante da DEVA.
 
- Isso vai dar merda – A olho desconfiado.
 
- Relaxa, terão outras pessoas lá também.
 
- Vai ter brigadeiro? Só vou se tiver comida.
 
 
                                                                     *****
 
A noite chegou e Thaís, Annie, Gabi e eu estávamos sentados em roda enquanto o resto da galera estava curtindo o luau.
 
- Beleza gente, a idéia hoje é absorver a energia da lua cheia – Thais começou a falar – Pode dar merda? Sim, pode. Podemos ter umas visões inusitadas? Sim, também. Podemos ir para lugares diferentes? Também. Mas vai ser uma experiência, se morrermos, morreremos com experiência.
 
- Espera se morrermos? Então existe essa possibilidade? – Annie perguntou, e vi sua cor da aura se esvair rapidamente. Sim, eu ainda não conseguia controlar.

- Claro que sim. Na verdade pode vir alguém agora mesmo e detonar tudo. A morte é sempre uma possibilidade – Gabi respondeu.
 
- Que profundo... Quero mais não – Annie começou a se levantar e Gabi a puxou pelo braço tão rápido que seus ossos se estalaram- Ai!
 
- Senta ai galinha.
- Poxa Bode... – Annie fez uma cara triste e sua aura ficou levemente mais esverdeada.
 
- Bode? – Pergunto.
 
- É o animal espírito da Gabi... Um bode – Thais me explicou – Por isso ela anda como um animal e mordisca tudo... AGORA CHEGA DE PAPO!
 
- Gabi... – Um garoto de cabelos ondulado loiro e olhos castanhos se aproximou.
 
- Oi... Prazer! – Annie disse cruzando as pernas e estendendo a mão para o garoto beijar e vi sua aura ficar mais rosada – Ai! – Ela gritou e recuou a mão quando uma pequena queimadura tocou sua pele – Thaís!
 
- D-desculpa – Thaís tentou dizer, mas estava gargalhando.
 
- Fala Max – Gabi finalmente respondeu, fazendo menção para o garoto continuar.
 
- Você sabe onde está Luan? Eu preciso oferecer chocolate pra ele trazer meu guardião – Max respondeu.
 
- Ele está em cima daquela árvore – Gabi apontou para uma árvore distante e Max nos deixou, agradecendo Gabi e sorrindo para nós.
 
- Que gato! – Annie exclamou – Quem é?
 
- Abaixa o fogo Aninha!
 
- Alguém disse fogo? – Thaís perguntou brincalhona.
 
- Max assim como Lipe é um bruxo diferente. Ele é um bruxo em que seu guardião não habita seu corpo, o corpo dele seria destruído – Gabi explicou – Então ele usa o corpo de Luan que é um portal, para se comunicar com o guardião. Só existem três bruxos desses no mundo... É bem raro.
 
- Ok gente, dane-se Max! Vamos focar aqui! – Thais disse já estressada e vi sua aura que sempre foi completa luz irradiar uma luz mais alaranjada – Merda! – Ela praguejou lentamente – Fechem os olhos e concentrem-se.
 
Nós obedecemos. Fechei meus olhos e me fixei na lua cheia, em sua energia, seu poder infinito e der repente já não estava mais com meus amigos na praia.
 
- Galera? – Pergunto ao nada. O cenário noturno na lua cheia permaneceu, mas agora eu estava em um salão com poções coloridas, um caldeirão escuro fervendo com um homem musculoso, olhos verdes e cabelo negro vestindo roupas tradicionalmente indígenas e um cocar de penas verdes.
 
- Olá Felipe! – Ele disse sem expressão – Demorou bastante...
 
- Quem é você – Pergunto sem me aproximar.
 
- Sou Maikekai – Ele responde pegando a colher do caldeirão fervente e mexendo – Mas pode me chamar de Kai... Você é meu descendente.
 
- O que? – Pergunto rindo.
 
- Você é a quinta geração... – Ele começa a falar e eu me aproximo – A quinta geração dos bruxos xamã-negro... Eu sou o quarto – Ele agita as mãos, faz aparecer um brigadeirão e me oferece, eu reluto – Não está enfeitiçado, Sei que você gosta de chocolate.
 
- Se eu morrer... Eu volto para te matar – Ameaço e aceito o brigadeiro mordiscando.
 
- Isso é impossível, eu já estou morto – Ele sorri – Durante toda a humanidade, só existiram quatro xamãs negro... Cinco agora com você. Todos com mortes terríveis, por rituais, caças ou para evitar que esse poder caia em mãos erradas... Sabe do que estou falando?
 
- Lobo? – Respondo ainda devorando o brigadeiro.
 
- Exatamente. Você tem o dever de proteger esse poder custe o que custar.
 
- Mesmo que custe minha vida?
 
- Sim. Entretanto, eu fui um dos que conseguiu a magia eterna e me tornei imortal e quero que descubram na sua geração como é perigoso tentar roubar a nossa magia... – Ele se aproxima mais de mim – Eu devastei uma cidade inteira que queria meu poder... No dia 1 de novembro de 1952 eu destruí a ilha Elugelab.
 
- Não foi a ilha que os Estados Unidos jogou a bomba Ivy Mike?
 
- Obviamente eu não deixaria indícios... E quero que faça o mesmo! Se alguém ousar tomar seu poder... DESTRUA! – Ele segurou meus ombros e olhou no fundo dos meus olhos, seus olhos eram tão esverdeados quanto os meus – O brigadeiro que te dei intensificará seus poderes para você conseguir despertar o seu terceiro guardião.

- Você batizou meu brigadeiro?
 
- Eu pus uma parte do meu poder nele, agora você não precisará da lua cheia para se comunicar comigo, pode fazer isso a qualquer momento...
 
- Entendo mas ainda sim você mentiu
 
- Verdade... Perguntas?
 
- Não... Eu acho
 
- Não? Então vou embora – Kai disse soltando meus ombros e tudo desapareceu, estava de volta na praia com meus amigos.
 
                                                                          ******
 
Algum tempo se passou e agora várias outras pessoas chegaram, inclusive Suka que veio falar comigo da noite que teve.
 
- Ah, como eu amo a lua cheia! Transei a noite toda! – Ela dizia.
 
- Desnecessário saber – Annie disse.
 
- É o normal de uma vampira amor – Suka responde e ri antes de pegar seu celular que havia recebido uma mensagem – Filha da ... – Ela diz com olhar raivoso para a tela do celular, no mesmo instante sua aura que ainda não estava aparente ficou completamente vinho – VOU MATAR ELES!
 
- Eles quem? -Eu pergunto puxo o celular com Annie para ver o que ela havia recebido. A foto de Patrick dando amassos em Maria enquanto ela sorri e tira a selfie.
 
- VOU MATAR ELES DOIS! – Suka gritou. Seus olhos ficaram completamente vermelhos, suas unhas cresceram junto dos seus caninos que começaram a cortar seus lábios. Ela correu tão rápido que não conseguimos acompanhar.
Eu e Annie começamos a correr na direção do vulto de Suka desejando que a nossa vampira fique bem e que não caísse na armadilha de Maria.
 



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