História A luz das estrelas - Capítulo 1


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Categorias Big Bang
Personagens G-Dragon, Seungri
Tags Gri, Nyongtory
Visualizações 12
Palavras 1.065
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jiyong saiu do seu local de trabalho com a cabeça baixa. O emprego no supermercado era tudo o que Jiyong tinha para pagar a faculdade de medicina. E nessa noite, depois de fazer os seus deveres no supermercado, foi demitido. Sorte que não foi por justa causa. Jiyong ainda pode pagar a faculdade com o dinheiro do seguro desemprego, mas isso só vai durar por alguns meses.

Cansado de andar, no meio do caminho de volta para casa, Jiyong se sentou no meio fio da calçada. A rua em que estava não era muito movimentada à essa hora, e ele não se preocupou em ficar ali.

Um momento depois, um rapaz que aparentava ter a mesma idade que a dele, também sentou-se na calçada ao lado de Jiyong, que ficou com medo da aproximação do rapaz. Que tipo de maluco fica sentado na rua?

Jiyong olhou para o céu estrelado. O rapaz ao lado dele fez o mesmo. Os dois ficaram em silêncio, apenas apreciando o céu noturno. Entretanto, depois de alguns minutos, Jiyong não aguentou mais aquele silêncio.

— Eu amo olhar o céu — Jiyong tentou puxar algum assunto com o rapaz. — As estrelas são lindas.

O rapaz continuou olhando as estrelas, e disse:

— Sabia que a maioria delas está morta.

Jiyong já estava triste; um pessoa pessimista do seu lado era coisa demais para ele aguentar. Jiyong quase levantou do chão.

— Cara, eu tive um dia ruim — disse Jiyong. — Por favor não estrague a minha noite.

O rapaz desviou o olhar para rua. Ele pareceu envergonhado, e Jiyong ficou ressentido por ter falado com o rapaz dessa maneira.

— Eu só queria dizer que mesmo mortas, a luz delas nunca se apagou — disse o rapaz, educadamente. — E eu concordo com você — ele voltou a olhar para o céu — elas são lindas.

Jiyong prestou mais atenção no rapaz. Ele usava roupas pretas — capuz e a blusa. Somente a calça jeans era azul-clara, e nela tinha uns rasgos nos joelhos. Ele também estava com um headphone pendurado no pescoço. Jiyong pode ouvir a melodia de uma música clássica saindo deles. Era Danse Macabre. Jiyong já fez aulas de flauta doce, e tocou essa música em uma apresentação do conservatório.

— Qual é o seu nome? — Jiyong perguntou.

— Seung Hyun. E você é o...

— Jiyong.

— Desculpe a curiosidade — Seung Hyun olhou para Jiyong —, mas o aconteceu para o seu dia ser ruim?

— Eu perdi o emprego. Fui demitido, mas não foi por justa causa. A empresa em que eu trabalhava sempre está demitindo alguém, e hoje o felizardo fui eu.

Seung Hyun pareceu entender o drama de Jiyong.

— Isso é horrível. Tomare que você arranje outro emprego logo.

— Estou torcendo por isso. — Jiyong ainda não entendia por quê Seung Hyun estava ao lado dele. — Então, o que você está fazendo sentado aqui comigo? Estou gostando da sua companhia, mas é estranho ficar assim na rua.

Seung Hyun sorriu.

— Eu gosto de ficar ao lado de pessoas bonitas.

Jiyong arregalou os olhos.

— Você está flertando comigo?

— Você acha que eu estou flertando com você?

— Acho.

— Pois achou certo. Mas se você for hetero, vou entender.

Seung Hyun era bem interessante. Por que não tentar alguma coisa?

— Eu não sou hereto — disse Jiyong.

— Não é? — Seung Hyun colou o seu rosto com o de Jiyong, que ficou assustado, mas não pensou em se afastar.

— Não... sou — Jiyong gaguejou.

— Sei que acabamos de nos conhecer, mas eu posso te beijar.

Um beijo não faria mal, isso até animaria a noite de Jiyong.

— Pode.

Seung Hyun juntou seus lábios com o de Jiyong. O beijo começou tímido. Jiyong imaginou o que as pessoas da rua pensariam ao vê-los. Seung Hyun começou a beija-lo com mais intensidade, como se fosse o último beijo que daria na vida. Jiyong sentiu um gosto estranho na boca de Seung Hyun, parecia xapore ou aspirina. Assim que pararam para recuper o fôlego, Seung Hyun levantou do chão.

— Até qualquer dia, Jiyong. — Ele saiu andando. E Jiyong ficou espantado.

— Espera, você não vai querer o meu número?

— Não precisa. Se o destino quiser, vamos nos encontrar de novo.


***

Jiyong colocou seu jaleco branco; ele estava fazendo um estágio em um hospital. Era parte dos estudos da faculdade. Ele era responsável por verificar o estado dos pacientes internados.

Jiyong entrou em um quarto, lendo a ficha médica do paciente.

— Olá, senhor... — Jiyong olhou para o paciente. — Seung Hyun?

O rapaz tinha um monte fios ligados ao corpo dele. Jiyong ficou surpreso, não só por reencontrar Seung Hyun depois de um dia, também por ver o triste estado dele. Na ficha que Jiyong segurava, estava dizendo que Seung Hyun estava tratando um câncer no estômago.

Apesar disso tudo, Seung Hyun sorriu.

— O destino quis! Estou muito feliz em reencontra-lo. Queria estar apresentável. Como vai?

— Bem.


***

Um mês se passou. Jiyong ia checar vários pacientes no hospital, mas o seu favorito era Seung Hyun. O rapaz estava em uma situação grave, mas nem por isso era uma pessoa triste. Seung Hyun sempre animava o dia de Jiyong.

— Bom dia, Seung Hyun. — Jiyong chegou todo alegre no quarto do seu paciente favorito, mas Seung Hyun não o recebeu com o mesmo entusiasmo. — Algum problema? Você está se sentindo bem?

— Eu acho que vou morrer, Jiyong.

— Não, não. Você não vai morrer.

— O médico veio falar comigo mais cedo — disse Seung Hyun. — Ele disse que as chances de cura são mínimas.

— Seung... — Jiyong sentiu lágrimas quererem aparecer. Ele se apegou tanto a Seung Hyun.

— Me prometa uma coisa, Jiyong. Se eu for, você não irá ficar triste.

— É impossível prometer uma coisas dessas.

— Eu sei. Mas não quero que você chore por minha causa.

Jiyong entrelaçou suas mãos com as de Seung Hyun.

— Você me disse uma vez que a maioria das estrelas do céu estão mortas, mas elas brilharam tanto durante a vida que ainda dá para ver a luz delas. Desculpe, Seung Hyun, mas eu não posso prometer isso. Você é como uma estrela. É impossível fazer essa promessa porque será impossível esquecer você enquanto sua luz estiver brilhando para mim.



Notas Finais


Preciso parar com as histórias tristes. Nem eu aguento mais.


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