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História A má índole do semideus; Hyunchanglix - Capítulo 1


Escrita por: Reverse_Kids e SeoHwajin

Notas do Autor


"Mais um ciclo onde eu surto com esse projeto incrível *emoji chorando*

O tema nem era tão desafiador assim, mas aí chega na hora de bolar o plot e me vem uma junção de Jurassic Park e Percy Jackson ksksk (Não vou negar, amei rs :))

Sem mais delongas, tenham uma boa leitura <33"

Jeongin: Não, mas o lagarto...
Seungmin: Cedo demais, fica quietinho aí

Capítulo 1 - Suas origens


Fanfic / Fanfiction A má índole do semideus; Hyunchanglix - Capítulo 1 - Suas origens

O dia no acampamento de meio-sangues havia amanhecido com um ar diferente, propenso ao caos instalado por uma notícia um tanto quanto confusa. Eunkwang, um dos centauros instrutores do acampamento — além de ser o líder dali —, carregava a maior parte do grande peso daquele acontecimento, não só por ser um dos responsáveis pelo lugar, e sim por ter que lidar com tudo pessoalmente. 

Eros estava possesso de raiva, mesmo que a irresponsabilidade fosse toda e somente sua, gritando com o centauro e ordenando que fizesse algo urgentemente antes que a informação chegasse aos demais deuses do Olimpo e lhe causasse mais problemas. 

Em uma de suas idas ao mundo dos mortais, tão sedento por uma diversão além, o deus do amor e do erotismo cometeu a falha de descuidar-se de seu objeto precioso, o qual era a fonte de seu poder proeminente; havia sido furtado, deixado à mercê de uma tremenda insegurança pela falta de seu arco e flecha. 

Aquilo era um descuido tremendo, principalmente por se tratar do mundo mortal. Entraria em problemas ainda maiores se as outras divindades descobrissem sua incompetência, por isso havia deixado Eunkwang encarregado de lidar com a tarefa, o qual fazia de tudo para pensar em uma boa solução; afinal, aquilo não era um pedido, mas sim uma ordem.

[ . . . ]

O sininho por cima da porta, ainda que um tanto agudo demais para os ouvidos da atendente, indicavam que finalmente havia chegado um cliente. Quer dizer, oito adolescentes banhados em energia como se aquele não fosse mais um monótono dia de semana. 

Não estava um clima bom para tomar sorvete, o que seria um dos motivos para o movimento fraco daquele dia. Ainda assim, Jisung os fez prometer que não iriam pisar em casa antes de ter um gelado em mãos. 

— Você é um pilantra, arrasta a gente pra sorveteria e não traz sequer um centavo — Jeongin murmurou, franzindo os olhos enquanto mirava descaradamente o Han, mesmo tendo a certeza de que também não contribuiria em nada no pagamento. — Mas obrigado por convidar a gente, hyung, eu realmente tava com vontade de tomar uma casquinha com cobertura de chocolate. 

O citado nem ligou, dando pulinhos agitados sobre chão, com o lábio inferior entre os dentes em uma careta sofrida. 

A maioria já havia se arranjado em uma cadeira, distraída demais para notar o drama do rapaz que continuava de pé. 

— Galera, alguém topa ir ao banheiro comigo? 

— Por quê? Não sabe mirar no vaso sozinho? — O sorriso debochado contornava os lábios cheios e avermelhados de Hyunjin, uma característica típica do rapaz de madeixas longas e escuras. 

Ainda que Jisung quisesse ter dito algo, apenas contentou-se em aumentar o bico sobre os lábios, encarando cada um de seus amigos por ali até que enfim obtivesse a resposta que queria. Costumava ser espatifado de mais e com vergonha de menos, principalmente quando se tratava de seus melhores amigos. 

Felix levantou-se, sorrindo pequeno enquanto abanava uma das mãos. 

— Eu vou! Aproveitem e peçam o de sempre pra mim… 

Aquele grupo havia se formado desde a colônia infantil de férias, quando tinham entre cinco e sete anos, ainda imaturos demais para brincarem entre si sem sair com alguma parte do corpo ralada — continuavam no mesmo pique atualmente, mas pelo menos os hematomas tinham diminuído. Não recordavam-se tanto daquela época, uma vez que eram jovens demais, mas gostavam de como a amizade deles vinha se construindo durante todos esses inúmeros anos de convivência. 

A começar por Bang Chan, o mais velho, o certinho do grupo e dono da certeza, o que mais tinha neurônios dentre todos os oito; em seguida, por ordem de idade, Lee Minho, tão pleno e sossegado quanto qualquer outro, porém era bastante recomendável pensar algumas vezes antes de tentar lhe testar toda essa paciência — mesmo que fosse um poço de tranquilidade, o Lee pai de gatos poderia ser um dos mais vingativos por ali; Seo Changbin era a exata definição da expressão "não julgue o livro pela capa" — até porque nem aquela cobertura toda de seu estilo emo gótico das trevas colava mais com os amigos — tendo a personalidade agitada e brincalhona, apesar de, às vezes, dar uns chiliques de velho resmungão. Em compensação, tinham Hwang Hyunjin para dar e vender deboche, com uma pitada extra de inconveniência em seu olhar destemido, era o tipo de pessoa que fazia jus à figura forte que passava aos olhos dos demais.

— Desceu pela descarga, Sung? 

Felix deu duas batidas na cabine a qual o Han estava, preocupado pelo silêncio e demora do amigo. Certo que não havia se passado sequer dois minutos desde que chegaram ali, mas o rapaz de cabelos loiros bem hidratados costumava ser bastante impaciente, principalmente quando a questão envolvia um sorvete chocomenta a sua espera do lado de fora. 

Não obteve uma resposta imediata, então aproximou-se mais da porta para averiguar se Jisung continuava vivo. Apenas esqueceu-se de que, além de espalhafatoso, o Han também era um de seus amigos mais dramáticos.

A porta abriu com tudo, fazendo um som estrondoso ao bater contra a parede fria, por pouco não acertando o nariz do rapaz que ainda estava dentro da cabine. Felix, por outro lado, faltou se jogar no chão com tamanho susto, indo parar do outro lado do ambiente e tropeçando no extintor de incêndio que ficava perto da lixeira. Em um reflexo, suas mãos seguraram algo, uma outra porta, que abriu-se com o peso imposto. 

O grito que saiu de sua garganta foi agudo, mas ainda não superava o que Jisung soltou ao ver o Lee praticamente saltar para trás. 

— Puta merda, Sung! Você quer me matar do coração?! — brandou, com o peito subindo e descendo de forma acelerada, recuperando-se do susto. 

Contudo Jisung apenas abriu a boca em estado de choque. Felix até pensou que tivesse sido em decorrência da pequena confusão, mas logo notou que o olhar do amigo ia muito além de seu desespero por quase ter caído. 

Se antes tinha o fôlego quase que em falta dentro de seu peito, naquele exato instante o Lee constatou que também não sentia mais as batidas de seu coração. Atrás daquela estrutura conservada de madeira, indicada como um quarto de produtos de limpeza por uma plaquinha em sua superfície, existia muito mais do que panos de chão e detergentes. Uma imagem complexa demais para ser somente ilusão de ótica; era, literalmente, um campo vasto e verde, cheio de árvores enormes, onde era possível olhar nitidamente para o céu azul bonito e escasso de nuvens. 

— Puta merda… — Jisung sussurrou, com a boca aberta em puro choque. 

Felix deu um passo para trás. 

— Certo, você também tá vendo isso, não é? Eu não estou ficando doido… — Cutucou o amigo, que assentiu freneticamente, ainda com a mesma expressão no rosto atônito. — O que a gente faz?

— Puta merda… 

— Eu… — Soltou o ar que prendia nos pulmões, piscando repetidas vezes. — Sung, fica quietinho aqui, eu vou chamar os meninos… 

O Han ao menos se mexeu para concordar ou discordar — a última opção sendo o que provavelmente faria se não estivesse tão impactado —, dando a deixa certa para o garoto de sardas sair correndo em direção a saída do banheiro, tropeçando nos próprios pés com a ansiedade. 

O restante da turma discutia sobre alguma coisa sem importância, nem se dando conta da afobação alheia até que Felix enfim os chamasse a atenção. 

— Calma, Lix, o que aconteceu? — Chan perguntou preocupado. 

— O Jisung desceu pela descarga? — Hyunjin questionou, recebendo um tapa na nuca vindo de Minho. — Ai! 

— Não! O Jisung… Eu… — Balançou as mãos no ar. — Aconteceu uma coisa muito louca no banheiro! 

— O quê?! — Changbin observou, olhando curioso para o australiano. 

— Eu não sei! 

— Como não sabe? — Foi a vez de Jeongin se meter no meio. 

— Eu não sei! — repetiu. — É melhor vocês irem ver. 

[ . . . ]

— Será que tinha maconha na água do cursinho? 

— Jeongin, cala a boca! 

— Ué, Seungmin, é uma possibilidade. 

Jeongin não estava de todo errado em sua suposição, afinal não era todo dia que encontravam uma passagem como aquela em um banheiro de sorveteria, o que obviamente os levaria a ter um pensamento do tipo. 

A reação dos demais não havia sido muito diferente da que Felix e Jisung tiveram, talvez até mais espantados do que eles. O momento era um tanto caótico se fôssemos analisar de fora, mas na mente de cada um dos oito rapazes ali, aquilo era quase como um filme de fantasia misturado com terror — principalmente na imaginação fértil de Minho, o alienado da trupe.

— Não deveríamos chamar a atendente? — Felix lembrou, encarando diretamente o mais velho entre eles. 

Chan deu de ombros. 

— Ela foi atender o telefone antes de anotar nossos pedidos e não voltou até aquele momento que você apareceu… E eu duvido um pouco que ela saberia lidar com uma passagem estranha assim.

— Isso se ela não souber que essa coisa existe, porque também tem a possibilidade dela entender exatamente do que se trata isso tudo — Seungmin deu um outro ponto de vista.  

— Alguém já tentou passar por aí? — foi a vez de Changbin questionar, com uma mão no queixo e a outra envolta da própria cintura.

— Medrosos do jeito que são? Acho bem provável que não. — Hyunjin até poderia estar certo em sua análise, visto que Han Jisung, de fato, não tinha muita coragem para absolutamente nada, mas talvez naquele quesito não fosse bem assim. 

Isso porque, antes mesmo do Bang intervir dizendo que seria melhor chamar alguém realmente responsável para averiguar, Jisung já atravessava a entrada tranquilamente, ultrapassando uma espécie de barreira transparente, as mãos dentro dos bolsos da calça moletom e olhinhos curiosos que espiavam cada canto do novo ambiente. 

O Han tinha a mania irritante de achar que qualquer lugar era igual a sua casa, ou seja, costumava ser relaxado com os bons modos e aproveitar cada oportunidade para dar uma de adolescente folgado. Lee Felix, por outro lado, era a fadinha adorável do grupo, carinhoso e cuidadoso, o típico certinho que passava gel nos cabelos em dia de apresentação escolar. 

— Sung! — Felix brandou, pronto para seguir os passos do amigo, todavia teve sua mão segurada por uma outra maior, tão quentinha e macia, que mesmo sem olhar já pôde decifrar quem era o dono. 

Ainda assim, fez questão de encarar seus olhos. 

— Binnie… 

— Pode ser perigoso, você não sabe o que tem do outro lado — avisou com um tom obviamente preocupado. — Deixa que eu vou na frente.

— Como você é cavalheiro, Bin. — Hyunjin arqueou as sobrancelhas, sorrindo ladinho para o mais velho. 

O Seo revirou os olhos, nem percebendo a carinha acanhada de Felix bem à sua frente.

E assim começaram uma nova jornada para dentro do tal campo desconhecido, indo um de cada vez até que não sobrasse mais ninguém do lado de fora — ou, então, de outra perspectiva, do lado de dentro. 

O sol estava tão bonito enfeitando o céu azul, fazendo um belo conjunto com as árvores grandes e de folhas verdinhas espalhadas pela grama, algo até então super normal, se deixássemos de levar em conta a forma que foram parar ali. 

— Eu não sei o que tá acontecendo, mas estranhamente me veio uma sensação louca de que eu deveria estar aqui — Jisung explicou, sendo esse o motivo para ter se precipitado ao passar primeiro. 

— Agora que você disse… é, acho que eu também tô sentindo isso — constatou Minho, chegando mais perto de Chan, que estava a poucos centímetros de distância.

Outra coisa a se dizer sobre eles, é que além de terem se conhecido em uma colônia de férias, coincidiam sobre a grande parte não morar com ambos os pais. Changbin, por exemplo, vivia com a mãe e o padrasto, enquanto Hyunjin fora criado a vida toda somente pelo pai. Era um fato até bastante comum, e talvez seja exatamente por isso que nenhum dos garotos parecia ter notado aquilo até então, contudo essa seria uma das explicações para estarem onde estão no momento. 

Não era uma coincidência, desde o início, sempre foi o destino. Aquele era o propósito da existência de cada um; se encontrarem, viverem juntos e protegerem uns aos outros. 

Ao longe, mas nem tão distante assim, um rapaz de aparência jovem corria apressadamente até o grupo desorientado, causando espanto por ser algo completamente fora do normal. 

— Hey!

[ . . . ]   

— Isso é loucura! Vocês estão todos loucos e isso é a coisa mais idiota que eu já ouvi na minha vida! — Felix deu uns pulinhos no chão, com as mãos nas orelhas igualmente uma criança do fundamental, ignorando toda e qualquer explicação que lhe dessem para aquela história. 

Já estavam ali há um bom tempo, desde que o tal rapaz havia os achado na entrada secundária que dividia os dois lugares. O citado, inclusive, apresentado gentilmente como Wooyoung, o sátiro de sorriso bonito e cabelos cheirosos, que eram acompanhados de belos chifres curvos e pontiagudos.

— Lix, você já falou isso mais de três vezes… — Changbin acariciou suas costas, suspirando pesadamente com a situação. — Não é como se fosse o fim do mundo descobrir que seus pais são… são… enfim, deuses gregos… Quer dizer, falando em voz alta realmente parece estranho, mas temos que olhar pelo lado positivo. 

— E qual é o lado positivo de ser filho de Hades? Quer dizer, me parece que você gostou bastante de descobrir que seu papai é o deus do submundo. — O clima já não estava um dos melhores, mas sempre tinha Hyunjin para piorar, independente do momento. Seu sorriso debochado encobria a preocupação dos olhos pendendo por alguma explicação maior do que aquela que tinham recebido.  

Eunkwang, que há pouco havia saído para buscar alguma coisa, retornou com um tubo enorme em mãos, daqueles típicos comumente usados para guardar papéis. 

A situação, mais caótica do que qualquer outra, dava-se início antes mesmo daqueles oito rapazes sequer existirem. Deuses tinham tudo o que precisavam por ali, mas sempre queriam mais, principalmente quando o assunto era se divertir em terras mundanas, o que acarretava em algumas consequências.

Meio-sangues, ou então, semideus, eram parte disso, sendo a junção dos dois seres em um só. Costumavam não ter muito contato com a parte grega de seus semelhantes, e muitos, por vezes, demoravam décadas até descobrir toda aquela história. 

E assim que eram informados sobre tal, o destino mais lógico a tomarem era justamente aquele em que encontravam-se no momento; o acampamento de meio-sangues, formado para a proteção, disciplina e preparação de semideuses. 

Hyunjin era filho de Afrodite, a deusa do amor e da beleza, mas que não havia herdado muito da personalidade da mãe, o que por vezes era motivo de intrigas em seu grupo de amigos. 

— Hyunjin, não complica as coisas — Chan pediu.

— Certo, crianças, eu adoraria ficar papeando horas e horas aqui com vocês sobre essa incrível revelação, inclusive, não esperávamos pela visita inesperada, mas já que estão aqui… — O centauro abriu o tubo que tinha em mãos, retirando de lá um papel de aparência desgastada e esticando suas extremidades sobre a mesa de madeira ao centro de sala. — Preciso que me ajudem em uma missão importante. 

— É, vocês mal chegaram e já tem coisa pra fazer — Wooyoung, que estava escorado no batente da porta, apontou, balançando a cabeça negativamente.

— É obrigatório? — Jeongin questionou, com uma pitada de desânimo na voz. Ainda estava processando que era filho de Hermes, o deus da velocidade e do comércio. 

— Você nem sabe o que é ainda — Seungmin disse paciente, analisando a situação enquanto seus olhos percorriam cada canto do ambiente. 

Estavam na sala de Eunkwang, que não era nem tão grande e nem tão pequena, porém repleta de bugigangas que o Kim sequer imaginava quais fossem as utilidades. 

— Não, não vou forçar ninguém a ir, até porque vocês ainda são novatos. Mas o que eu preciso não é tão complicado… — O instrutor ergueu o olhar, apontando com o indicador um ponto que brilhava no papel levado; era um mapa. — Estamos em busca de um artefato importante para um dos deuses. Eros está sem seu arco e flecha e me encarregou de achar pra ele. Na verdade, já temos uma localização do objeto e acreditamos que esteja nas mãos de um humano, alguém que não saiba a real utilidade daquilo, e já que precisamos treinar vocês, não vejo o porquê de chamar outros semideus… Vai ser uma boa experiência de aprendizado, sem muitos riscos aparentes. 

A ideia não era uma das melhores, ao menos não na cabeça do mais novo grupo de semideuses, que não tinham muita noção daquele novo universo que lhes era apresentado. 

— E se eu morrer? — Jisung levantou-se do banquinho que havia achado por ali, afobado com a possibilidade. Por incrível que pareça, ele era o mais relaxado dos oito. — Calma, semideuses podem morrer? 

— Você é idiota ou apenas se faz? — o Hwang perguntou indignado. 

— Ao menos ele é mais legal que você, Hyunjin… — Minho sussurrou segurando a risada, a qual fez o filho de Afrodite revirar os olhos. 

O Lee mais velho era descendente de Morfeu, o deus do sono, o que explicaria muito de sua personalidade calma e reconfortante. Ele não era muito de falar, mas costumava dizer bastante coisa com apenas um olhar.

— Não, Jisung, nós não somos imortais — Chan esclareceu. 

Mas Felix ainda parecia muito nervoso com aquilo, ainda que já estivesse um pouco mais calmo comparado a antes. 

— E se não acharmos esse arco e flecha? E se acabarmos piorando a situação? E se nós nos perdermos durante a missão? Eu sou péssimo em geografia, meu senso de direção é terrível, posso acabar estragando tudo e… 

— Felix! — Seungmin, que estava ao seu lado, o balançou pelos ombros, interrompendo a confusão de palavras que o australiano soltava em meio ao nervosismo. 

Apesar de ser filho de Ares, o deus da guerra, o Kim era extremamente delicado em seus gestos, ainda que suas expressões verbais às vezes fossem bastante agressivas. Ele era articulado demais com os argumentos, tinha a língua tão afiada que poderia causar mais prejuízos que uma arma física. Fora isso, Seungmin sequer pensava em batalhar corpo a corpo com alguém. 

Já Felix era filho do deus da luz, Apolo, uma divindade bastante influente na mitologia grega. O rapaz de sardas costumava ser sensível com assuntos que lhe eram de extrema importância — um dos motivos para sua atual reação —, mas o título de seu pai encaixava-se perfeitamente na impressão que o Lee mais novo passava; ele era o raio de sol do grupo, a faísca de felicidade que incendiava os demais com sua alegria. 

Felix era capaz de conquistar qualquer um com o sorriso brilhante, não era atoa que tinha muitos pretendentes; sua luz era encantadora até mesmo para os corações que se diziam inabaláveis. 

Hyunjin suspirou. 

— Eu nem disse pra onde vocês vão, calma. — Eunkwang tentou estabilizar o garoto com um argumento meia boca. 

— Nós vamos para o parque jurássico, na Austrália. Já estive lá uma vez, é bem longe de Sydney. — O Bang deu de ombros. 

— Ele é esperto — Wooyoung comentou ainda lá da porta, atraindo os olhares dos demais, apenas escutando a conversa alheia.

— Sim, mas eu apenas li no mapa. — Chan apontou para a mesa, onde a localização antes dita brilhava em um amarelo dourado. 

— Tá vendo, Lix? A gente vai pro seu país, não tem como você se perder por lá. — Changbin era tão atencioso, principalmente quando se tratava daquele garoto em específico. 

— Ainda assim, eu nunca fui no Jurassic Park… Parece assustador. — Engoliu em seco, alisando os cabelos loiros com a palma da mão. 

O instrutor tossiu de forma exagerada. 

— Exatamente, as coordenadas indicam o parque de dinossauros, um outro motivo para se acalmarem. Lá costuma ser bem movimentado, nenhum ser mitológico seria estúpido o suficiente para aparecer em meio a tantos humanos. Vocês só precisam achar o arco e flecha e vir embora. — O centauro vasculhou os bolsos de seu casaco, puxando de um deles um objeto pequeno e achatado, quase como um pingente, tingido de um rosa metálico enferrujado. — Isso aqui é uma bússola, ela já está com as coordenadas certas, então não tem o risco de se perderem no meio do caminho. Vou providenciar mais algumas coisas úteis pra vocês, além, é claro, de um treinamento básico. É sempre bom estar preparado. 

No final, todos aceitaram a ideia de embarcar naquela aventura com os pés tremendo em nervosismo, porém determinados a descobrirem mais sobre suas origens.

Apenas tinham que tomar cuidado com certas coisas, principalmente em quem poderiam de fato confiar. Afinal, ser um semideus não era sinônimo de bondade ou lealdade, para alguns era apenas uma vantagem a mais para conseguir alcançar certos objetivos, independente de ética ou amizade.


Notas Finais


Antes de tudo, eu queria muito agradecer ao @Stay_Rainbowing que, além de uma betagem INCRÍVEL, teve todo o carinho do mundo em ajudar em tudo (te amo <3), a perfeita @JinnieChan pelo plot MARAVILHOSO, serio, foi uma responsabilidade imensa escrever esse plot de tão incrível que tava :33 e a capa EXPLENDIDA da @Ashyv <33 amo de paixão esse projeto

E por ultimo, mas não menos importante, a todo mundo que tirou um tempinho pra vir ler essa historinha aah até o próximo!!

📖 Plot: @JinnieChan
📖 Fanfic: @SeoHwajin
📖 Capa: @Ashyv
📖 Betagem: @stay_rainbowing


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