História A Macabre Summer In Haddonfield - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Behind the blue eyes.


Fanfic / Fanfiction A Macabre Summer In Haddonfield - Capítulo 2 - Capítulo 2 - Behind the blue eyes.

ㅤㅤㅤㅤ— Hospital Geral De Haddonfield — 15h02

As enfermeiras andando de um lado para o outro causando ruídos agudos devido aos pisos de cerâmica cuidadosamente polida e encerada, as crianças chorando histéricamente em diversas salas ao longe ao mesmo tempo, os médicos e médicas chamando os pacientes com suas vozes graves e quase inumanas; tudo isso tornava a espera de Bill por notícias de seu “amigo” ainda mais inquietante, ás vezes ele se levantava da cadeira na qual antes se sentava e andava de um lado para outro ansioso… Ainda se questionando sobre ‘’por que caralhos eu estou aqui?‘’. Ele deveria ter seguido para casa ignorando a existência de Victor Harris e sua possível hemorragia, deveria pois o mundo seria melhor com um valentão a menos, ele estaria fazendo um serviço para a sociedade, um ladrão/estuprador e assassino em potencial a menos… Mas ele soube nos trinta segundos seguintes ao pensar nisso que se o fizesse, se culparia para o resto da vida, ele seria um assassino, ou pelo menos era o que pensava. Ele não pensava mais sobre porque salvou a vida de Victor Harris, era inútil pensar sobre isso, já estava feito. Agora ele se fazia uma pergunta pior: “Quem (ou o que) fez isso com ele?”. Ah, esse questionamento era pior, muito pior, porque em todas as vezes que a pergunta ecoou por sua mente… Uma ideia louca de que a tentativa de assassinato de Victor Harris não era uma coisa feita por uma pessoa, por um ser humano… Mas sim,

(por uma mancha azul)

por um monstro, mas isso era muito bizarro para ser possível, monstros não são reais. A ideia de haver um monstro perambulando por Haddonfield foi fortalecida quando Bill se lembrou de uma coisa: Victor Harris era membro de uma gangue de adolescentes, os “Diabos De Haddonfield”. Iludidos de Haddonfield seria um título melhor, pois mesmo tendo cometido quinze furtos e duas tentativas de assassinatos eles ainda eram trombadinhas…. Trombadinhas ligados ao tráfico de drogas com quem a maioria da polícia não ousava mexer pois haveriam consequências catastróficas se o fizessem, e nenhuma das consequências era encontrar a cabeça decapitada de um cavalo na sua cama logo ao acordar, tortura e morte eram as consequências. Chester Longfield, o líder da gangue (formada por ele, Victor e mais quatro garotos) era filho do chefe do tráfico de drogas na cidade, o integrante mais velho do grupo, tendo completado 17 anos no dia 12 de janeiro deste 1989. Se você tinha pelo menos dois neurônios funcionais não ousava mexer com Chester e seus “amigos”. Essa linha de pensamento bizarra foi varrida para longe quando uma voz feminina e gentil, mas ainda inumana o chamou.

— Billy Joshua Rhee. — Era uma das enfermeiras, esta era muito bela; ‘poderia ser modelo’, pensou Bill e se levantou da cadeira disfarçando a ereção alegre que havia surgido de repente.

— Eu. — Disse ele.

— Venha comigo — Disse ela. — Seu amigo acordou, no fim das contas não era tão grave. Felizmente não houve hemorragia, os cortes não foram tão profundos. — Complementou ela.

Ele a seguiu pelo corredor, olhando sem pudor nenhum para o traseiro dela… As poucas pessoas que ali estavam ignoraram.

Ela abriu a porta e ele entrou, a porta se fechou atrás dele e agora… Ele iria saber o que aconteceu, o que estava acontecendo. O quarto estava inundado por uma penumbra sufocante, Victor estava acordado olhando para ele. Bill ignorou e foi até a janela, puxou as cortinas brancas (como quase tudo no inteirior do prédio de 5 andares que era o Hospital Geral).

— Que porra você tá fazendo aqui, Rhee? — Rosnou Victor se sentando na cama, estava vestido com aquela belíssima camisola de hospital verde água.

— Mais respeito, eu salvei a sua vida. Eu só quero saber o que aconteceu… Afinal, você estragou a minha tarde, estragou mesmo. — Disse Bill puxando uma cadeira que estava encostada na parede em frente a cama.

— Vai tomar no seu cu, não vou dizer nada. — Disse Victor agora deixando transparecer um certo pavor ao ser questionado sobre o que tinha acontecido horas atrás, ele não sabia quantas horas haviam se passado.

— Oh, tudo bem, meu jovem. Mas saiba que tem três policiais ali fora, eles querem saber o que aconteceu com você, e eu vou dizer que não sei… Mas vou contar uma coisa interessante a eles, sobre um garoto e sua gangue de trombadinhas, ele vai verificar, você vai ter sérios problemas… E da sua gangue, só você vai ter problemas; já que sendo o membro mais novo, você não é importante… Chester te substituiria em pouco tempo. — Ponderou Bill com calma.

Silêncio por parte de Victor.

— Tudo bem, flor do dia… Estou indo. Adeeuuus. — Disse Bill, sorrindo.

Bill abriu a porta lentamente esperando que a Victor cedesse a chantagem mesmo sem nenhum policial lá fora, ele era burro pra cogitar que não tivesse ninguém além de pessoas comuns esperando pra ser atendidas. Quando ele estava fechando a porta escutou a voz de Victor, agora ele estava quase gritando… Havia medo na voz:

— Tudo bem… Eu falo, eu falo, mas eu já te aviso, Rhee… Vou te matar quando sair daqui. — Disse Victor.

Bill voltou para dentro do quarto e fechou a porta novamente, agora ele estava com medo… Ah, ele estava com medo, com muito medo do que poderia ouvir. Voltou a se sentar na cadeira.

— Pode começar, estou ouvindo. — Disse Bill.

— Bom… Eu estava…
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ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ— Victor Harris — 05h40
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acordando de um sonho horrível, ele não conseguia lembrar qual era o tema… Mas tinha sangue, muito sangue, era possível sentir. O quarto estava totalmente escuro, pois a cortina amarelada velha estava fechada, cobrindo a janela. Victor se levantou de uma vez e sentiu uma leve tontura, e voltou a deitar pesadamente. Agora ele se lembrou com amargura de que dia era hoje… Hoje era o último dia letivo, poderia ser um dia feliz para

(O Rhee, aquele nerd quatro-olhos do caralho)

um garoto de boas notas, bom comportamento… Só havia um problema: Esse não era o caso de Victor. A possibilidade de ele reprovar era grande, e isso era horrível… Ele era diferente dos outros “demônios de Haddonfield”, tinha sonhos… Não queria ser um fracassado, definitivamente não queria. Todos, inclusive os professores o viam como o típico valentão que bate nos menores por diversão, mas ele não fazia por diversão, não totalmente; as maiores motivações para bater nos outros, fazer piadas com a intenção de machucar era simplesmente: esquecer as dificuldades em casa com a mãe alcóolatra e prostituta nas horas vagas, se sentir incluído, maior, feliz de certo modo… Se sentir não tão sozinho. Havia uma certa diversão em bater em alguns; estes alguns eram os que faziam piadas com o ‘ramo’ no qual a mãe dele trabalhava. Uma vez, em março do ano anterior, enquanto passeava pelo pátio do colégio, escutou dois moleques conversando. “A mãe daquele Victor Harris é puta”, disse um sem perceber que Victor estava passando. “Fico imaginando como deve ser foda o dia dos pais dele”, disse o outro e começou a rir. Os dois só descobriram que foi ele horas depois, quando acordaram na enfermaria. Victor avançou contra os dois que estavam sentados em um banco de costas para ele, e deu um soco potente na parte de trás da cabeça de um…. O outro não teve tempo de gritar, só de olhar uma vez para o amigo caído estatelado no chão com a cara no chão; Victor aplicou um mata leão no garoto, e ele desmaiou menos de um minuto depois. Victor foi forçado a soltar pelos braços fortes de um dos inspetores, um que havia sido contratado á pouco tempo… Um mês depois este inspetor foi preso acusado de pedofilia. Victor foi suspenso por uma semana e o inspetor foi condenado á 15 anos de prisão. Ninguém nunca mais fez piadas com a mãe de Victor e sua profissão.

Ele se sentou na cama depois de alguns minutos, ele não tinha ideia de quantos e pensou que poderia de atrasar… Mas aí lembrou que a escola ficava á poucas quadras de sua casa e sorriu no escuro. Se levantou da cama, as molas do colchão também velho como a cortina rangeram por pelo menos quinze segundos, ''Barulho irritante do caralho, eu acabaria com ele se pudesse… Mas para isso precisaria de um colchão novo, e falta uma coisa importante pra conseguir ele: O dinheiro.'', pensou ele com tristeza ao se deparar com a realidade de merda na qual vivia. Ele se pôs de pé e andou até o lado direito da cama, puxou a cortina e abriu a janela e ela rangeu em diversos pontos… Ele socou ao travesseiro e pensou: “Tudo nessa porra de casa range, TUDO NESSA MERDA RANGE. QUANDO EU VOU COMEÇAR A RANGER TAMBÉM?”. O sol o cegou momentaneamente e ele gritou um palavrão, logo a visão voltou e ele olhou para a rua sem carros, e expirou o ar da manhã, havia cheiro de café, pão recém-saído do forno, era tão delicioso, tão acolhedor e ele imaginou uma família feliz fazendo a primeira refeição do dia conversando, o pai contava piadas com o primeiro jornal da manhã no colo, os filhos riam em uníssono, a mãe preparava panquecas. Todos estavam felizes. “Eu nunca vou ter uma família assim, sei disso… Estou destinado á morar em um conjunto conjunto habitacional como este que moro hoje, a diferença é que morarei sozinho, porque eu não sou o tipo de pessoa que tem um final feliz”. Uma lágrima insignificante escorreu pela bochecha direita, ele enxugou e partiu para o banheiro, afastando o pensamento.

Puxou a porta sanfonada que fez um barulho alto e rouco. “Pelo menos não rangeu”, pensou ele. Ele entrou no banheiro e parou em frente ao espelho analisando o cabelo liso e negro bagunçado, as bolsas abaixo de seus olhos, elas eram resultado de noites e noites mal dormidas. Ele se despiu e entrou no box, ligou o chuveiro, seis minutos depois terminou e saiu. Se secou e saiu do banheiro. Suas roupas estavam em cima de uma cadeira próxima da porta; sua velha jaqueta de couro preta cujo desenho das costas era a logo do Queen, sua banda favorita. Os outros integrantes dos “Diabos De Haddonfield” achavam a banda uma merda pelo fato de o vocalista ser gay… Talvez nem achassem isso, mas diziam que sim pois queriam manter suas poses de criaturas desprezíveis fãs de Metallica, Megadeth, Twisted Sister e outras; afinal, que valentão é levado a sério tendo entre suas músicas favoritas ‘I Want To Break Free’? Eles nunca tomaram conhecimento aquela era a logo do Queen, talvez aqueles boçais inúteis nem soubessem o que era uma logo. Eles achavam muito foda o desenho, a fênix e tudo mais. Jaquetas de couro não eram tão moda como um dia foram, mas Victor não ligava pra isso. Ele se sentia bem com aquela jaqueta, se sentia bonito… Se sentia como Morten Harket. Victor tinha lá suas semelhanças com ele. Ele não sabia quando a jaqueta deixaria de servir, ela já tinha dois anos de uso; ele ganhou quando completou doze anos, o último presente que ganhou de sua mãe; ele tinha 1,66 na época e agora 1,74… Não ganhou muita massa corporal de lá pra cá.

Ele se vestiu e voltou ao banheiro para pentear o cabelo, arrumá-lo melhor, em uma espécie de topete. Ele era um valentão, mas tinha seu lado metrossexual, felizmente ignorado pelos outros “Diabos”.

Ele saiu do quarto e seguiu para a cozinha, ignorando o quarto de sua mãe… Onde ela não estava, estava na sala, e droga… Estava mal. Uma mulher de 39 anos, 1,69 de altura, envelhecida pelos vícios, dependente do governo, largada no sofá velho verde musgo da sala com uma roupa que uma garota com pelo menos 16 anos usaria. Victor concluiu que ela havia bebido muito, muito mesmo; chegou durante a madrugada e desabou no sofá. A vestimenta dela o enojava e por um momento ele concordou com aqueles dois garotos: sua mãe era uma puta, um ser desprezível que não valia a porra do ar que respirava e que estava destinada á danação eterna no inferno. Nada mais, nada menos do que o que uma puta merece. Ele foi até o quarto dela e pegou um cobertor que estava em cima da cama, voltou e a cobriu, inclusive o rosto, ele não a cobriu por ter se preocupado… Mas sim, porque se tivesse que olhar por mais tempo para ela, vomitaria. Logo após cubrí-la foi para a cozinha e fez um sanduíche de creme de amendoim, comeu rapidamente, deixou o prato na pia entupida de louça, e saiu pela porta dos fundos, fechou-a, colocou a chave no bolso e desceu as escadas á todo vapor. Sua bicicleta estava amarrada ao lado de casa, em uma cerca. Ele a empurrou até a rua, pegou impulso e subiu, seguindo corajosamente veloz pela Rua Morganst, uma das várias da parte nada enobrecida de Haddonfield; o meio acre do Inferno.

Havia uma certa magia em andar de bicicleta cortando as ruas vazias de Haddonfield no início da manhã, um certo… Poder; uma sensação de ser imortal, mesmo contemplando com felicidade uma morte violenta ao bater em algum carro enviado por Lúcifer para aparecer exatamente naquele cruzamento. Mas nesta manhã isso não aconteceu, pois hoje Victor contemplaria a morte mais de perto, e ele se sentiria mais mortal e frágil do que nunca… Embora, á esta hora da manhã nem cogitava esta possibilidade, afinal, quem cogita que vai morrer enquanto se sente imortal?

06:50; ele prendeu a bicicleta no estacionamento e seguiu na direção da multidão de pais e filhos, havia muita conversa e ele resolveu se distanciar, foi até o outro lado da rua e se sentou na calçada; acendeu um dos últimos cigarros que restavam na embalagem amassada de Marlboro que estava no bolso direito da calça. Ele não era dos maiores adeptos dos cigarros convencionais, os de maconha eram melhores; quem fornecia seus baseados eram seus ‘bons amigos’, os outros “Diabos de Haddonfield‘’. Victor era o único deles que não usava outras drogas além da maconha. Ele tragou profundamente e expeliu a fumaça pelo nariz, algo lhe saltou aos olhos, e obviamente era Jennifer Winston; ela estava atravessando a rua para onde ele estava… Há pelo menos 15 metros de distância, e agora ela estava na calçada; a distância diminuia e ele se questionava sobre oque faria se ela ‘ousasse’ cumprimentá-lo, era improvável, mas se tratando dela… Tudo era possível. Ela estava linda, como sempre, vestia o uniforme… Mas não usava a calça do uniforme que todas as garotas usavam, e sim o short do conjunto, o short abominado pela maioria dos pais por ser vulgar. E ela estar usando aquilo o fez pensar mais uma vez: “Ela é louca”. Talvez ela fosse louca mesmo, talvez fosse.

Ela se aproximou gentilmente dele e perguntou:

— Tem outro cigarro? — Disse ela sorrindo. O sorriso dela quebrava completamente ele… E uma voz dizia em sua mente: ‘Você ama ela, você ama loucamente e queria beijá-la agora. Vejam só essa, Victor Harris está apaixonado’. A voz estava certa? Ele ainda não tinha certeza, e antes que ele pudesse ter, ela prosseguiu: — Oh… Que falta de educação a minha, nem me apresentei e já estou te pedindo um cigarro. Jennifer Winston, prazer. Pode me chamar apenas de Jen, se quiser. Por mais que você já saiba quem eu sou, estudamos juntos desde… Nem me lembro quando.

— Desde o quarto ano — Ele se viu dizendo. — Você fuma, sério? — Ele perguntou e quando as palavras saíram de sua boca, ele se arrependeu. Se ela pediu um cigarro é óbvio que ela fuma, idiota.

— Não, bobão. Eu gosto de pegar cigarros e amassar com o pé na calçada. — Disse ela e riu.

De imediato, ele ficou estupefato; nenhuma garota teria coragem de interagir com ele, de pedir um cigarro, e melhor: De ser ‘grosseira’ em alguma resposta de alguma pergunta dele

— Esse que estou fumando era o último, foi mal. — Disse ele desconfortável, ela fazia alguma coisa com ele, o deixava fraco, constrangido.

— Tudo bem, tudo bem, mas fique sabendo que ainda vou conseguir um cigarro seu. — Disse ela em seguida o sinal soou. — Bom, eu preciso ir agora.

— Eu também. — Disse ele.

Ela saiu andando na frente, e ele passou mais um minuto ali sentado observando ela e os outros centenas entrando pelo portão.

Quando quase todos haviam entrado ele se levantou, pegou sua mochila e entrou também, ignorando o olhar azedo do velho inspetor Burglar. Por onde ele passava chamava a atenção, e no caso dele... Isso não era bom; todos os alunos da sala dele e das outras salas de séries abaixo do sétimo tinham medo dele, muito medo. Para eles, Victor era o tipo de garoto que quebraria um braço, uma perna ou um nariz por diversão, pra começar a manhã com “estilo”, ás vezes ele batia em algum garoto sem motivo nenhum, apenas para extravasar a raiva.

A porta da sala estava aberta, todos na sala estavam dispersos já que não havia professor na frente do quadro negro. Mas logo que ele entrou… A sala mergulhou num silêncio constrangedor, todos ali exceto uma pessoa tinham medo dele. Ele se dirigiu até a sua carteira no final da segunda fila do lado da porta, segundos depois a conversa continuou normalmente; Victor colocou os pés em cima da mesa como de costume, mas logo tirou quando percebeu que estava sendo observado, e era por nada mais nada menos que a única garota que fumava cigarros em toda a Haddonfield, Jennifer Winston (Ou pelo menos ele achava que ela era a única), e quando tirou os pés de cima da mesa e desviou os olhos dos dela... Entendeu o que ela fazia para o deixá-lo assim; ela tinha poder sobre ele… E ao contrário de todas as garotas das duas salas do sétimo, três do sexto, duas do quinto, duas do quarto e três do terceiro… Ela não tinha medo dele. Para todas as outras garotas, Victor era o tipo de garoto que daria uma porrada em seu rosto sem motivo nenhum e sairia andando naturalmente; um completo retardado, mas ele não era isso, lá no fundo havia um garoto de bom coração, e a possibilidade de ela ver fraqueza nele, assustou Victor. Se ela conseguia ver, mais alguém conseguiria ver, até que todos veriam fraqueza nele. Ela tinha muito poder sobre ele, todos tem poder uns sobre os outros… Exceto pelos bebês. Seu pai tem poder sobre a sua mãe, sua mãe tem poder sobre o seu pai, o chefe dos dois tem poder sobre eles, você tem poder sobre o colega menor (ou sobre o colega gordo, depende), e ela tinha poder sobre Victor… Porque ele estava apaixonado por ela, e soube naquele momento que escapou do olhar dela como se fosse perigoso continuar olhando; como se seus olhos fossem queimar se ele ousasse continuar. E pela primeira vez, ele se encontrou constrangido, ele se encontrou sem saber oque fazer perante uma garota, ela não era como as outras; outras garotas se encolheriam se ele ameaçasse bater nelas… Ela não faria isso, provavelmente desviaria e acertaria um chute potente em seus testículos, e demonstrando fraqueza para a primeira pessoa ele estaria sujeito á cair perante outros e outras. Naquele momento de pavor ele nem sequer cogitou que o sentimento fosse mútuo, afinal, o que ela veria num brutamontes como ele? Ela sabia que na essência ele não era um completo brutamontes? Essas perguntas seriam respondidas em outra ocasião, mais á frente.

Ela se virou para o lado e voltou a conversar com Sophia Thomas Andrey, ou como Patrick Archie, um dos ‘amigos’ de Victor chamava: “A nerd safada”. Provavelmente Patrick sentia atração por garotas que usam óculos(e também por ruivas, como Jennifer), mesmo Sophia usando óculos apenas ás vezes. Ela odiava os óculos. A sra. Langdon entrou, todos a ignoraram de início, mas logo ela pegou o apagador e bateu com força; se tornou impossível ignorá-la.

— Acho que já conversaram ba… — Ela começou, mas logo parou para observar a porta que se abria lentamente.

Era aquele nerd quatro-olhos do Rhee, atrasado pela primeira vez no ano, e irônicamente no último dia de aula.

— Billy... Você sabe que está atrasado, não sabe? Quem te deixou entrar? — Questionou ela olhando na direção de Bill de braços cruzados.

— Intervenção divina, professora. Um cara de branco abriu pra mim, eu tenho certeza que era deus, ou era só o inspetor velho alcóolatra e o resto que eu vi foi culpa de algo diferenciado que tinha no meu cereal. — Explicou Bill sorrindo o tempo todo e a sala toda riu, menos Victor. “Que idiota”, pensou ele. Havia uma pitada de inveja no pensamento, claro. Bill era um aluno comportado(em sala de aula) e tirava ótimas notas.

— Engraçado você, Billy... Eu poderia te mandar para a diretoria, mas como este é o último dia de aula eu vou deixar passar — Disse ela ainda com os braços cruzados. — Isso nunca mais vai acontecer, certo, Billy? — Complementou ela.

— Certo, sinhá Verônica. Muito brigado por ser tão piedosa, sinhá. — Disse ele solenemente e seguiu para a sua cadeira fazendo um moonwalk ridículo que causou risinhos insignificantes pela sala e Victor pensou novamente: “Que idiota”.

Victor continuou sentado do mesmo modo, olhando para todas as direções… Mas dando uma atenção especial ao trio formado pelo próprio Bill, por Sophia Thomas Andrey e por Josh Stevens, o saco de banha. Ele parou de olhar em todas as direções e se focou no grupo, e apenas neles. Jennifer estava á frente de Sophia escrevendo algo em seu caderno, ele não ousava prestar atenção apenas nela… Pois sentia que ela poderia se virar á qualquer momento, os olhares se encontrariam novamente e aquele poder intoxicante que envolvia ela enfraqueceria Victor novamente, e talvez dessa vez fosse pior, ela poderia se levantar e ir até ele. “Por que estava olhando pra mim?”, ela perguntaria. Ele não responderia. “Qual o seu problema?”, ela reforçaria. Ele continuaria sem resposta, morrendo de vergonha até que um buraco se abriria no chão e ele pularia sem emitir nenhum som, agradecendo á Deus ou ao Diabo por ter aberto aquela porta, digamos assim.

Victor se agarrou á realidade e escapou daquela fantasia apavorante, Josh havia saído da sala, assim como a sra. Langdon. Bill e Sophia continuavam conversando, até que ela levantou a mão e fingiu que bateria nele; ele se encolheu. “Que frouxo, como consegue ter medo dela?”, pensou Victor e riu… Mas logo a risada sumiu quando ele soube que se Jennifer fizesse o mesmo com ele, ele também se encolheria. O maldito poder… E isso serviu para ele saber também que Bill gostava de Sophia, ela também tinha poder sobre ele, poderia ser menor, mas ainda tinha, e Bill o sentia.

Josh voltou para a sala, Michael Flowers se aproximou e se juntou ao trio. Eles riam de uma maneira tão límpida e infantil que Victor se entristecia. “Eu estou sozinho, sim, eu estou sozinho”, pensou ele. Afastou o pensamento com um pouco de dificuldade e focou em Jennifer, ela não estava conversando com ninguém, apenas escrevia no caderno, e ele se questionava: “O que caralhos ela está escrevendo?”, a resposta não vinha, e pouco importava se viria ou não; o fato é que ela estava sozinha, era um bom momento para ele agir, ir até lá, puxar assunto… Fácil pensar, difícil fazer. Ele não teve tempo para ir, a sra. Langdon voltou para a sala, havia chorado e todos viram… Mas não deram importância. Uau, a professora está com problemas e foi chorar, o problema é meu? Não. Todos pensaram que não era, ninguém se importou.

Depois de dez exaustivos minutos de fala ininterrupta da sra. Langdon sobre o ano letivo que terminava, ela chamou cada um até a sua mesa para cada um pegar seu boletim. Victor foi o último, já estava perdendo as esperanças de avançar quando a sra. Langdon disse:

— Victor Harris, venha até aqui pegar o seu boletim… Você passou.

Victor se levantou e foi andando com afetação até a mesa, ele sentia que acabaria desmaiando… O mundo ficou cinza, mas a cor voltou quando a sra. Langdon disse novamente:

— Victor, estou orgulhosa. Suas notas estão boas, vejo que se esforçou, espero que mantenha ou até busque notas melhores. — Em seguida ela sorriu solene.

Victor pegou o boletim e disse:

— Talvez, talvez eu mantenha.

Ele olhou para suas notas uma vez ainda na frente da mesa da sra. Langdon, em seguida saiu andando com sua expressão padrão, de poucos amigos. Se sentou na cadeira, olhou para o boletim por uma última vez e guardou na mochila. Suas notas estavam ótimas, ele queria gargalhar de alegria, mas se o fizesse todos olhariam pra ele pensando: “Deve ser louco”, todos incluindo Jennifer. Então ele apenas sorriu, um sorriso lindo.

As aulas seguintes foram inúteis, Victor continuou ali, silencioso, saboreando sua glória enquanto os professores que vieram deram suas opiniões sobre o rendimento da sala, contaram algumas histórias de vida para o tempo passar e ao meio dia em ponto, o sinal soou. O mais aguardado de todo o ano. Victor saiu empurrando todos que via pela frente no tumulto que se formou na porta para sair da sala, ao sair da sala respirou fundo e gargalhou como louco.

Ele saiu andando, as portas estavam abertas… E enfim, ele saiu da escola. Alegria e desejo, pensamentos gloriosos, ele sentia que iria explodir em êxtase, mas isso não aconteceu. O desejo sumiu o deixando mais consciente, o céu estava lindo, azul sem nenhuma nuvem… Tão lindo. O dia estava perfeito, mas, tinha algo no ar, e não era um odor desagradável para a maioria de maconha colombiana; era algo como… Morte. Você não sentia isso com o olfato, mas sim com a mente. Ele foi até o estacionamento e a alegria sumiu dando lugar á raiva; sua bicicleta havia sido roubada. “Quem? Quem? Quem? Quem?”, gritava sua mente. Na verdade a pergunta estava errada, não era quem… E sim, por quê? A Bicicleta de Victor não era nova, não era cara, mas alguém roubou, POR QUÊ?

Victor chutou a porta do único carro que estava no estacionamento e só após chutar, ele percebeu que aquele não era um carro qualquer, e sim… Um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco como Christine. Aquele carro era uma obra de arte e Victor parou para admirá-lo mesmo depois de chutá-lo. Ele tinha um certo medo de o carro ligar mesmo sem motorista e tentasse o matar, felizmente isso não aconteceu, depois de mais ou menos um minuto ele saiu andando, eram 12:08. Ele pretendia procurar Chester e os outros, para que eles descobrissem juntos quem o roubara, o ladrão havia mexido com os “Diabos de Haddonfield”.

Antes de virar seguir pela avenida Carter n° 54 com destino á rua Larry Rogan, onde Chester e os outros estavam quase sempre, ele olhou para trás com medo e por um segundo pensou ter visto

(Christine)

o Plymouth Fury saindo do estacionamento, e os vidros estavam sujos, sujos de sangue. Mas logo Victor esfregou os olhos e o Fury ainda estava lá, estacionado. “Pare de ser idiota, carros não andam sem motoristas na vida real”, pensou ele e riu.

Depois de 10 minutos de caminhada, ele chegou até a Larry Rogan. O sol estava escaldante, e logo ele avistou Chester Longfield, Leonard Longfield, Patrick Archie, Arthur Macklemore e Christopher Barnes, eles vinham andando na direção de Victor… Silenciosos, totalmente diferentes do habitual, Victor não percebeu, queria logo falar com eles sobre ter sido rápido. Victor parou na frente deles, ninguém o cumprimentou e nem ele se mostrou interessado em ser cumprimentado.

— Eu fui roubado… Algum filho da puta roubou a minha bike. — Disse Victor ofegante.

Todos olharam para ele com expressões vazias no rosto, expressões de pessoas mortas.

— É mesmo? — Questionou Chester deixando um sorriso demoníaco escapar.

Victor entendeu naquele segundo… Que eles tinham roubado sua bicicleta e agora, só Deus sabia oque fariam com ele. Em todos os rostos expressões vazias permaneciam, e Victor percebeu que havia algo nos olhos deles… Um brilho insignificante e estranho, que só se tornaria significante pouco depois.

— É… — Victor se viu afirmando e dando passos para trás para tentar correr.

Não dava mais tempo. “Acabou”, pensou ele. “É agora que você morre, Vic”.

Quando ele pensou em começar a correr, já estava sendo contido por Arthur, Chris e Leo. Chester só olhava ele se debatendo no sol escaldante do início da tarde, ele sorriu e tirou da cintura… Uma faca, o cabo prateado com detalhes em cromado brilhava de maneira extravagante ao sol do início de tarde. Victor viu que o sorriso no rosto de Chester se alargou e o primeiro golpe veio, em arco, rasgou a camiseta e fez um belo corte no peito, sangue escorreu abundante pela camiseta branca e continuou descendo chegando até a cueca, Victor sentia o sangue quente escorrendo. O segundo golpe veio, agora foi profundo ou pelo menos ele achou que foi, Victor gritou, a faca saiu, o sangue jorrou.

— Soltem ele, deixem tentar fugir. — Ordenou Chester ainda com aquele maldito sorriso no rosto.

Victor até tentou, colocou as duas mãos nos lugares onde foi golpeado e tentou fazer pressão, mas só conseguiu encharcar as mãos com o próprio sangue. Passou as mãos pelo muro de tijolos vermelhos, marcando-o e caiu no chão gemendo.

— Por que? — Sibilou ele enquanto Chester se aproximava, agora ele e todos os outros estavam sorrindo.

Não houve resposta.

Chester e Leonard levantaram Victor e o levaram para o beco. Os outros três ficaram na entrada do beco observando a movimentaçã da rua como se algo fosse acontecer.

Outro golpe, agora do lado esquerdo. Mais dor, uma dor lancinante agora. Chester retirou a faca e limpou na camiseta… E o gesto de limpar a faca não significava que tinha acabado, significava que ia acabar agora, com a morte de Victor.

E quando Chester se preparava para o golpe final, resvalando entre realidade e loucura… Victor viu que o brilho se intensificou nos olhos de Chester e Leonard, era um brilho azul elétrico, mas ao mesmo tempo

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ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ— No quarto de Victor — 15h11

—… Não parecia ter cor nenhuma. Eu sei que parece loucura, mas foi isso que eu vi, azul… E cor nenhuma, apenas uma luz bizarra. — Contou Victor, seu rosto estava pálido como queijo cottage, mas ele havia esquecido um único detalhe; antes de apagar, apenas um ou dois segundos depois de ver oque havia naqueles malditos olhos, ele afastou o olhar e viu passando lentamente pela rua, o maldito Plymouth Fury, a janela do motorista estava aberta, e DEUS! Não havia ninguém.

— Entendi, eles tentaram te matar sem motivo nenhum. — Disse Bill, fingindo lógica. Talvez ele estivesse mais assustado que o próprio Victor, simplesmente porque o que ele acabara de ouvir não parecia ter sido inventado, ele conseguia sentir o horror de Victor enquanto falava sobre os olhos. O lado racional de seu cérebro insistia que Victor estava enlouquecendo áquela altura, havia loucura nos olhos de Chester, mas não havia nenhum brilho alienígena e mortal; sua mente fez o trabalho de criá-lo.

De vez em quando pessoas enlouqueciam(em maior quantidade á cada dez anos) e matavam outras sem motivo nenhum e por causa disso surgiu uma lenda sobre uma entidade que se alimentava das almas das pessoas assassinadas por suas “cascas”. As história era a mesma, só uma coisa variava, a cor dos olhos da “casca” após a possessão, muitos diziam que eram olhos vermelhos diabólicos injetados de sangue, outros diziam que eram negros, outros diziam que eram totalmente brancos, mas nunca houve um consenso; e Bill pensou nessa lenda agora. Era idiotice pensar em causas sobrenaturais para o que aconteceu com Victor sendo que era mais provável os ‘amigos’ dele terem experimentado alguma droga nova… E desejo assassino fazia parte dos efeitos. Só uma coisa não encaixava; entre tantas pessoas para matar… Porque logo Victor?

(Agora os “Diabos” são apenas cascas, as novas cascas)

Essa pergunta não seria respondida agora, era impossível respondê-la agora.

(novas cascas)

— Não, você não entendeu… — Gritou Victor, havia um pavor indescritível no rosto dele. — VOCÊ SÓ ESTÁ DIZENDO ISSO PORQUE QUER TANTO QUANTO EU SAIR DAQUI! — Continuou ele, e o pavor aumentava, ele desabaria em lágrimas em breve.

Bill se levantou da cadeira, sem nem se despedir saiu andando até a porta. Victor continuou berrando e agora os berros dele pareciam insignificantes, Bill achou que iria desmaiar… Mas logo voltou á plena consciência, abriu a porta e saiu do quarto, fechou-a e se encostou pesadamente na porta. Victor havia parado de berrar e provavelmente chorava agora. Bill respirava rápida e dolorasamente, estava voltando ao normal, o ar embora com aquele tradicional cheiro de hospital o estava fazendo voltar ao normal. Ele se afastou da porta, e olhou em volta; o corredor estava vazio e isso o deixou aliviado, ninguém escutou os berros de Victor, nada daquele pesadelo. Ele se sentou em uma das cadeiras pretas e riu, de alívio.

Se levantou, depois de um minuto ou dois e saiu andando pelo corredor. Ele sairia do pesadelo agora e pretendia não comparecer tão cedo ao hospital geral. Aquela linda enfermeira apareceu novamente, agora sorridente, sem motivo nenhum.

— Como ele está? — Perguntou ela.

— Ele não está muito bem — Respondeu ele —, acho que precisa de um calmante ou de um analgésico. Não quis falar nada, disse para mim voltar depois.

— Tudo bem, vou verificar como ele está e depois providencio o analgésico. — Ela sorriu novamente e Bill retribuiu o sorriso timidamente, ela saiu andando em direção ao quarto de Victor. Bill ficou arrepiado pois teve a impressão de ter visto um brilho estranho nos olhos dela segundos antes de ela seguir para o quarto de Victor, um brilho parecido com o descrito pelo próprio Victor. Bill afastou aquele pensamento assustador com uma facilidade surpreendente, mas antes de seguir viagem,

(novas cascas, novas cascas)

olhou para trás sem motivo algum, se virou novamente, colocou as mãos nos bolsos da calça jeans e saiu andando até a escada que levava para o térreo, para a recepção. Desceu as escadas rapidamente e chegou até a recepção. Estava quase vazia, havia duas mulheres, três crianças, quatro homens de meia idade e um velho de boina lendo o jornal. O velho soltou uma gargalhada e disse em voz alta:

— Os maconheiros do jornal andam fumando mais erva do que de costume, puta merda. Que porra é um acelerador de partículas? — Em seguida ele voltou a rir, ignorando os olhares de reprovação.

— Pode ter certeza, meu bom ancião. — Concordou Bill andando alegremente até a saída.

Ele saiu e respirou o ar puro do lado de fora, o ar da primeira tarde do verão, o ar limpo sem nenhuma nota de naftalina. Ele havia saído do pesadelo que foram as horas de espera por notícias sobre o cuzão do Victor Harris, tremendo mal agradecido e do que foram os minutos escutando a história de como tentaram matá-lo. Bill já havia voltado ao clima de início do verão ignorando a pergunta que deveria ter feito: Por que não mataram ele?
Talvez alguém estivesse chegando, ou mais de alguém. E esta era mais uma pergunta que ficaria para outro dia.


Notas Finais


Até mais!


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