História A Madrasta - Capítulo 26


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Categorias Justin Bieber, Scarlett Johansson
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Scarlet Johanson
Tags Drama, Inocencia, Justin Bieber, Romance, Sadomasoquismo, Scarlet Johanson, Sexo, Traição
Visualizações 496
Palavras 3.908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem, pessoal! 💀

Capítulo 26 - Magic Bieber


Fanfic / Fanfiction A Madrasta - Capítulo 26 - Magic Bieber

Scarlett Bieber


28/02/2017, às 19:05 pm.
Mansão Bieber's, Miami, EUA.


Nunca pensei que iria admitir algo deste tipo, mas ter Justin novamente por perto, tê-lo comigo, tem me feito tão bem. Matthew faz questão de frisar sempre que me vê, que tenho um "brilho" no olhar, um sorriso mais verdadeiro e feliz, típico de um comercial de TV. Tenho sorrido à toa ultimamente, dando risada por qualquer coisa idiota, meu bom humor está presente 24 horas por dia, e segundo Matthew além de ser amor, isso é resultado de uma boa foda.

Ele tem razão...  é a mágia Bieber!

A última vez que me senti deste jeito, boba e idiota, de chegar a fazer "planos" e realmente tentar fazer com que dê certo, tem muito tempo. E foi com Jeremy, ou seja... tem anos. Quando era mais nova Jeremy me fazia sentir desse mesmo jeito, mas depois da caralhada de merdas que aquele canalha fez, toda a "magia" sumiu e restou apenas... nada, não tem sentimento algum mais.

Justin sem fazer muito esforço, totalmente sem querer, pois era pra ser apenas sexo e nada mais que isso, conseguiu fazer com que eu me apaixone novamente, que eu ame alguém da mesma intensidade que a outra pessoa me ama. Me pergunto como um garoto de apenas dezoito anos conseguiu essa proeza? E pior, depois de ficar longe de mim por cinco anos, consegue reacender esses sentimentos, desejos? É totalmente louco, parece até feitiço.

Se me perguntarem sobre se apaixonar, se amar é bom, responderei sem hesitar que sim. É maravilhoso, é gostosa a sensação... mas também é horrível! Portanto, fuja o quanto puder desse tipo de coisa.

— SCARLETT!

Meu corpo sobressaltou sob o sofá com o susto que levei, por causa da voz grossa e alta gritando, querendo chamar minha atenção. Era Jeremy, parado no batente da porta da biblioteca com uma feição séria e braços cruzados, vestido com roupas casuais e confortáveis.

Por causa dele não pude me encontrar hoje com Justin, na verdade não consegui sair de casa sem ser questionada para onde era o meu destino, algo que me irrita profundamente e o desgraçado sabe disso. Jeremy estava no meu pé, decidido em me encher a pouca paciência que não tenho e percebi essa merda. Quando cancelei com Justin, ele ficou puto e desde da hora que o avisei que não poderíamos nos ver hoje, não responde minhas mensagens, ou retorna minhas ligações.

Mas além de estar de olho em mim e me perturbando durante o dia inteiro, Jeremy, estranhamente, havia decidido tirar folga e resolveu passar o dia inteiro em casa com sua família. Uma atitude suspeita demais. Primeiro ele não tira folga, segundo se faz... nunca é pra ficar com a família, o cretino sempre some para ficar de sacanagem com alguma vadiazinha.

— Onde estava com a cabeça? Estou te chamando e não responde.

— Estava lendo, Jeremy! — Mostrei o livro de capa dura em minha mão, o balançando.

— Não, querida. Lendo você, definitivamente, não estava. — Ironizou, aproximando-se e sentou no braço da poltrona, olhando curioso para meu livro e depois olhou-me, fixamente nos olhos enquanto acariciava meu rosto carinhosamente. — Está linda hoje! — Beijou-me na boca, seus lábios colaram nos meus de forma suave e carinhosa.

Fiquei tão chocada e confusa com aquela ação suspeita dele, que não tive coragem e até mesmo vontade de retribuir ao seu beijo.

— Você já foi mais fã do meu beijo, sabia? Costumava gostar. — Ele brincou, lançando-me um sorriso galanteador. Revirei os olhos, fechando meu livro com força e me levantei da poltrona.

— E você já foi menos falso. Por que não diz logo o que quer e me deixa em paz? — Falei rudemente, sem paciência para as gracinhas do mais velho. Jeremy, franziu o cenho surpreso pela minha atitude grosseira e soltou uma risada debochada.

— Seja lá quem estiver te fodendo, faz com que seu bom humor seja exclusivamente para ele. — Revirei os olhos, fitando-o com tédio. Tinha que manter cara de paisagem e me fingir de louca, desentendida. Por mais que Jeremy desconfiasse de traição, ele podia achar que sabia, só não poderia descobrir e muito menos descobrir quem é. — O cara é bom no que faz, parabéns para ele! — Debochou.

— Do que está falando?

— Não se faça de idiota. Não é uma criancinha!

— Na verdade, não sou como você. Infiel e essa palavra você sabe o significado de trás pra frente, Jeremy! — Pisquei, sorrindo falsamente para o moreno.

Ele, por sua vez, não ficou nada feliz com a minha resposta, mas controlou-se.

— Pra cima de mim, Scarlett? Vai dizer que não me trai?

— Você deve se sentir muito culpado mesmo para insinuar. Me trai tanto, que fica paranoico e tem medo do mesmo acontecer. Homens... tão hipócritas! — Revirei os olhos.

Jeremy ficou em silêncio, analisando-me, por alguns segundos. E realmente eu deveria ser muito bonita, ou deveria ter algo de especial em mim, para que ele não parasse de me olhar!

— Sinto sua falta, Scar.

Ah, não! Era só o que me faltava.

— Jeremy, é sério...

— Também estou falando sério. — Aproximou-se e me puxou para ele, colando nossos corpos com força. Repousei minhas mãos em seu peitoral, em defesa, tentando me esquivar de qualquer tipo de contato que nossas bocas poderiam ter. — Você sabe que, essas traições, não faço por mal!

— Se você não sabe, acha mesmo que eu irei saber?

— Como você é brincalhona. — Me roubou um selinho. — Me desculpa pelas merdas que faço. Eu não quero te perder! — Acariciou meu rosto, fitando meus olhos.

Por um mísero segundo cogitei a ideia de que ele poderia mesmo estar arrependido e que me queria mesmo perto dele. Mas estou plenamente me iludindo e errada! Porque Jeremy não se arrepende de nada do que faz, pode ser a pior merda de todas, ele vai olhar na sua cara, rir e dizer que faria de novo. Ele também não me quer perto dele, não como antes, como de fato sua esposa, mulher, companheira.

Jeremy quer um título e se contenta com o inútil, invisível e vago "minha". Ele sabe plenamente que continuamos casados por causa de nossos filhos, caso contrário estaria longe dele à tempos. Mas simplesmente não ligo para o que Jeremy quer, ou deixa de querer.

Em uma realidade onde tenho Justin, nada mais importa e com ele me importo.

— Jeremy...

— Estou disposto a mudar, Scar. Quero passar mais tempo com você e com nossa filha Jazmyn. Fazer algumas viagens, sei lá... — O empurrei de perto, violentamente.

Ele cerrou os punhos e tentou aproximar-se, não hesitei antes de acertar um tapa em sua face.

Novamente Jeremy tornava a excluir Jaxon de sua vida. Demorou pra ficha cair pra mim de que realmente ele nunca gostou do garoto, Jeremy antes disfarçava sua indiferença pelo filho e desde a barriga, até ao nascer em uma brincadeira maldosa o chamava de " pequeno bastardinho". Mesmo que não fosse seu filho, ele deveria me respeitar!

Totalmente ridículo!

Jaxon não merece passar por algo disso, tenho raiva, ódio, de mim mesma por fazer isso com meu filho. Jeremy enfiou na cabeça dele que Jaxon não é mesmo seu filho, que o traí... e bem talvez, essa vontade dele, seja mesmo verdade.

— Está disposto a mudar? — Questionei incrédula com sua cara de pau, o empurrando novamente. — Mas não consegue aceitar seu próprio filho?

— Jaxon? É um bastardo! Já falei! — Deu de ombros, fazendo pouco caso.

— E mesmo que fosse, ele nasceu de mim! Da mulher que você já disse um dia "amar". E que amor era esse, Jeremy? Falso! Como você!

Jeremy me puxou com tanta brutalidade para si pelo meu braço, que juro ter sentido meu pescoço estalar no mesmo momento. O mais velho apertava violentamente meu braço, fitando-me com um olhar duro e sério.

— Não importa o que me diga. Jaxon nunca será considerado meu filho, um verdadeiro herdeiro meu, além de Jazmyn e Justin! Seu filhinho não passa de um bastardo!

— Você é um merda, Jeremy! Vai se foder, seu verme! — Novamente, tornei a atingir minha mão em sua face com força e cuspi na mesma.

Jeremy me fuzilou com o olhar, se antes estava nervoso, agora estava incrivelmente bravo, prestes a me matar. O moreno avançou em minha direção, agarrando em meu pescoço, com o verdadeiro propósito de me machucar, ou seja me bater.

— EI! FICOU LOUCO?

Segundos depois daquele grito, o corpo de Jeremy foi jogado contra o sofá com o forte empurrão dado por Justin, que chegou tão repentinamente, que me questiono se aquilo foi sorte da minha parte, ou apenas consciência mesmo. Rapidamente agarrei Justin, ao notar que ele pretendia acertar socos em Jeremy, o abraçando por trás para impedí-lo que fizesse alguma besteira contra seu pai.

Meu enteado estava tão tenso e a minha única vontade no momento era sumir dali com ele, fazê-lo esquecer o que viu e relaxá-lo.

— Que merda você pensou que iria fazer? — Justin o questionou. Jeremy permaneceu silêncio. — Pai... de uns tempos pra cá, não te reconheço mais! Primeiro o episódio com Jaxon, ainda não te perdoei pelo que vi e agora isso? Bater em mulher? Sério? Qual o seu problema?

— Filho... eu não ia...

— PARE DE MENTIR! — O mais novo explodiu, tentando se soltar, mas apertei seu corpo no meu com mais força. — Você estava enforcando Scarlett, a mãe dos seus filhos! E eu vi, pai!

— Você não ouviu o que ela falou pra mim.

— Não me interessa. Não te dava o direito de levantar o dedo pra ela, muito menos levantar a voz, quanto mais enforcá-la! Sabe, por quê Jeremy? Porque ela merece respeito por suportar todas as merdas que você faz todo santo dia!

Tive que me esforçar para esconder o sorriso orgulhoso que queria escapar. Discretamente beijei o ombro de Justin, os músculos estavam completamente duros pela tensão preenchida no local.

— Assim como ela, você está perdendo o juízo ao falar comigo nesse tom. Ainda sou seu pai, Justin!

— É mesmo? Poderia ser Jesus, falaria do mesmo jeito. — O mais novo retrucou debochado, enfrentando o moreno de cabelo raspado e braços tatuados em sua frente.

Ambos ficaram encarando-se sérios, se eu não estivesse ali, provavelmente teriam trocados socos.

— O que está acontecendo aqui? — Charlotte perguntou, confusa. Nos olhando receosa.

Na verdade, gostaria de saber o que esses dois estariam fazendo aqui. Jeremy havia os convidado? Ou se convidaram?

— Nada, Lottie. Foi um mal entendido e já nos acertamos. Não é mesmo, filho? — Jeremy o questionou, seriamente. O puxando para ele e pelo som dos tapas depositados na nuca do garoto, pela expressão reprimida de dor dele, foram fortes.

Franzi o cenho, encarando Jeremy irritada. Quando ele tinha ficado tão maluco? Há segundos até olhava para o filho de uma maneira que denunciava sua vontade de bater nele. Porém bastou que Charlotte, sua nora, aparecesse para ele deixar a voz mansa. Por quê?

Talvez quisesse deixá-la de fora dessa confusão que acabou envolvendo Justin, ou... não, impossível. Isso não pode MESMO estar acontecendo!

— Vá se trocar, querida. O jantar ficará pronto daqui a pouco! — Jeremy avisou, num tom calmo e carinhoso, e beijou minha bochecha. Assim como eu, Justin ficou assustado.

— Vocês estão bem? — Charlotte tornou a perguntar, Jeremy riu fracamente assentindo. O moreno passou o braço pela cintura dela, carregando-a para fora da biblioteca.

— Está tudo bem, Lottie. Não se preocupe! — Jeremy garantiu, sorrindo amigável. Ela fitou Justin, com os olhos azuis carregando incerteza e desconfiança, mas o loiro assentiu, dando razão ao pai. — Me ajude a escolher o vinho para o jantar! Venha Justin!

— Vou aproveitar pra quebrar uma garrafa na sua cabeça... — Ele resmungou, tampei a boca não conseguindo evitar a risada.

Justin esperou que Jeremy e Charlotte saíssem, deu uma rápida olhada no corredor e voltou correndo até mim, para me roubar um rápido beijo, ao qual retribuí com gosto. O mais novo sorriu sapeca, piscando e retirou-se às pressas da biblioteca ao ouvir o chamado de sua esposa sem graça.

— Louco...

— Por você...
 

¤¤¤
 

O jantar poderia ter sido melhor, caso Justin não tivesse ficado de cara fechada e em silêncio durante toda a refeição, enquanto Jeremy e Charlotte não calavam a porra da boca um segundo. Justin ignorava o pai com vontade, quando Jeremy tentava puxar assunto, ele sequer o olhava. Jeremy me fuzilava com seus olhos castanhos, mandava-me olhares mortais, como se a culpa dele estar sendo tratado deste jeito pelo próprio filho, fosse realmente e exclusivamente minha.

Todos permaneceram na sala de estar assistindo algum programa de televisão, que não fiz a mínima questão de saber qual era. Dei uma rápida olhada em Jazmyn e a mesma estava em seu quarto totalmente entretida no meio de suas bonecas e a casinha delas. No quarto ao lado dela, era o de Jaxon o mesmo estava deitado em sua cama, debaixo do cobertor, vendo desenho. Ao me ver parada ali o olhando, sorriu de um jeito fofo e me chamou com as mãozinhas para ficar com ele.

— Essa não foi a primeira vez que meu pai fez isso, não é?

Ergui meu olhar para o loiro parado na porta do quarto, com um olhar questionador e a curiosidade estampada em sua face.

— Pode ter parecido que não, você pode não acreditar também... sim, foi a primeira vez.

— Ah, qual é, Scarlett? Não precisa mentir pra mim! O que acha que irei fazer? Descer essas escadas e encher meu pai de porrada? — Franzi o cenho, ele bufou revirando os olhos, amenizando a expressão dura exposta, rendendo-se. — Okay. Talvez eu realmente faça isso! Mas, você pode me contar a verdade. Somos amigos, lembra?

— Já falei a verdade e você se recusa a acreditar.

— Vai ficar defendendo o seu agressor?

— Não estou defendendo ninguém. Seu pai já gritou comigo, já ameaçou me bater ao levantar a mão pra mim... só que ele ainda não ficou louco de me bater, de verdade. Entendeu?

— Então você está esperando acontecer? Sério? Nunca achei que fosse esse tipo de mulher, Scarlett! Estou decepcionado. — Falou, fitando-me com desgosto, revirei os olhos.

— Acabou o assunto? Está enchendo o meu saco.

— Vocês estão brigando? — Com a voz calma e baixa, Jaxon perguntou timidamente, nos olhando.  Troquei olhares com Justin, sentindo vontade de estrangulá-lo.

— Não. — Respondemos em uníssono.

— Estamos só conversando, Jaxon. — Justin falou aproximando-se e sentou na beirada da cama, ao lado dele. — Você gosta de basquete?

— Ele adora. — Respondi por ele, ao ver que o mesmo ficou acanhado.

— Mas o papai nunca me ensinou a jogar... — Murmurou, chateado, encolhendo-se nos meus braços.

Justin travou o maxilar, negando com a cabeça, irritado pelo que ouviu. Pedi para que o mesmo se acalmasse.

— Vou te levar para ver um jogo de basquete. Que tal, Jaxon?

— O papai nunca me levou também em um desses.

— Eu vou levar e depois vou te ensinar a jogar, será bom como o pa... — Semicerrei os olhos, vendo o que ele queria falar. Percebi que essa ideia de Jaxon ser seu filho, ainda não tinha saído de sua cabeça. — Irmão. — Corrigiu-se a tempo e sorriu sem graça.

Justin evitava me olhar, o mesmo sabia que não veria o meu melhor e mais agradável olhar amigável para ele, e sim apenas desconfiança. Meu enteado juntou-se comigo e Jaxon na cama, que ficou todo bobo com a presença do irmão e a minha de estarmos ali, passando um tempinho com ele, vendo seu desenho animado predileto.
 

¤¤¤

 

Em algum momento, em uma aventura muito louca dos personagens do desenho que Jaxon assistia, acabei dormindo profundamente, assim como o meu pequenininho que dormia em meus braços. Estava maravilhosamente bom, até o sonho era uma coisa ótima de se apreciar. Porém, tem que ter algo, ou melhor... alguém para atrapalhar.

As vozes que estavam no primeiro andar, conseguiam alcançar o segundo andar e entrar nos cômodos. E, mesmo que a porta estivesse fechada, como é o caso, é possível ouvir claramente os gritos de Justin. Arrumei Jaxon em sua cama, o deixando confortável, cobri seu pequeno e magro corpo infantil, em seguida deixei um beijo carinhoso no topo de sua cabeça.

Assim que saí do cômodo, vi que por debaixo da porta de Jazmyn saia uma fraca luz, possivelmente da televisão. Verifiquei as horas em meu celular, me certificando de que já tinha passado da hora dessa menina estar no décimo sono.

— Jazmyn... vai dormir!

Ela me encarou assustada, quando abri a porta. Abusada, Jazmyn deu de ombros e voltou a prestar atenção no filme infantil exibido.

— Jazmyn Bieber, não irei falar de novo.

— O papai deixou!

— O que?

— Posso ver televisão até a hora que eu quiser.

Típico do Jeremy! Não fica em casa, não convive com os próprios filhos e quando o faz, acha que manda em algo e que pode desmandar nas minhas ordens/regras.

— Desliga essa porra agora!

— Mãe...

— A-g-o-r-a! — Ela bufou, irritada, desligando o objeto eletrônico à contra gosto e jogou-se na cama. — Você bufou pra mim, Jazmyn?

— Não...

— Que bom. Pensei que teria que te deixar de castigo, ainda bem que não terei que fazer isso com você! Boa noite, Jazzy! Te amo!

— Também te amo, mamãe... — Resmungou, chateada, enquanto se ajeitava em sua cama de princesas. Satisfeita fechei a porta e me direcionei para o andar debaixo, disposta a saber que caralho estava acontecendo, pois a gritaria não cessava de jeito algum.

— Qual foi a parte do: Não se meta no meu relacionamento, fique longe. Que o senhor não conseguiu entender, pai?

Oh não... de novo não.

— Fica difícil não se meter no seu casamento quando fico ciente da merda em que ele se encontra. Para onde querem levar o relacionamento de vocês, hein? Para o lixo?

— Vocês não, Jeremy. O seu filho! — ela acusou, emburrada.

— Charlotte! — Justin, a repreendeu, seriamente. Ele aproximou-se da morena e disse algo que não fui capaz de compreender, talvez nem Jeremy tenha conseguido ouví-lo.

— Espero que não se incomodem com o que irei pedir, mas... — Justin e Charlotte pararam de ter uma briga interna entre eles, baseada em sussurros, olhares feios e gesticulações, para me olharem. — Por favor, parem de gritar. Ou melhor, discutir, brigar, as crianças estão dormindo e as vozes de vocês consegue entrar no quarto! Então parem... agora! — Fitei meu enteado, de forma intimidadora. O mesmo bufou, revirando os olhos.

— Pai, esse foi o último aviso que te dei, okay?

— Só estou tentando te ajudar a não deixar seu casamento acabar. Não vê que sua esposa te ama?

— Jeremy, deixe eles em paz... — Comecei, aproximando-me do homem mais velho. Esse comportamento protetor, cuidador do Jeremy, é muito estranho e suspeito, algo me diz para não confiar e não deixar que Justin confie também.

— Um dia ainda irei descobrir todo esse seu interesse, preocupação e cuidado com a minha relação com Charlotte!

— Você já falou tudo. Não tem nada para descobrir, filho!
Justin revirou os olhos, forçando uma risada e puxou à força, Charlotte, até a porta de entrada, sem deixar que a mesma se despedisse, ou melhor... que não dissesse uma só palavra.

— Não se meta mais no meu casamento, não lhe diz respeito. É a última vez que te aviso!

— Por que? Vai fazer o que? — Jeremy rebateu, intrigado. O segurei pela camisa, antes que se aproximasse demais do mais novo.

— Um dia você descobre.

E com um sorrisinho, estupidamente lindo, debochado, Justin desapareceu de nossas vistas, após bater a porta com brutalidade. Justin foi embora, mas deixou comigo a enorme curiosidade de saber o que ele pretende aprontar contra o pai.
 

¤¤¤

 

Justin Bieber

31/02/2017, 08:20 a.m,
Miami, EUA.

 

Com uma razoável força, bati a porta do carro de Ryan. Ao sair do veículo dei de cara com as íris azuis fitando-me em uma mistura de questionamento e desaprovação, enquanto que sua expressão estava contorcida em uma careta desagradável.

— Diga de uma vez, o que quer me dizer, Ryan... — Falei entediado, cruzando meus braços. Ele suspirou pesadamente, aproximando-se um pouco mais e tocou em meu ombro.

— Tem certeza que vai mesmo fazer isso?

— Ryan...

— É o seu pai, Justin.

— Você não me fala esse tipo de coisa quando te conto sobre os meus encontros, conversas com a esposa dela. — Respondi, rudemente. De certa forma, até mesmo petulante.

— É diferente. E isso é muito mais grave, Justin!

— Oh... quer dizer então que traição não é grave? E que transar com minha madrasta é algo super normal?

— Você me entendeu, não se faça de sonso. — Ele se irritou e acertou um leve saquinho em meu ombro.

— Sim, eu entendi. E você pode até ter razão, porém... vou fazer do mesmo jeito, Ryan!

— Justin, você está agindo por impulso e sempre que age por impulso, se arrepende depois e corre pro meu ombro para chorar!

— Desta vez não vai acontecer. — Assegurei, ajeitando minha gravata. Tentei passar por Ryan, contudo o mesmo bloqueou minha passagem, ficando em minha frente. — O que é agora, porra?

— Justin, me escute...

— Não importa o que diga, okay? Eu vou investigá-lo!

— Esse é o problema e você não consegue enxergar. Já parou pra pensar nas merdas que você pode descobrir sobre o seu pai?

— Estou correndo o risco e não me importo, Ryan... — Novamente tentei passar e ele não deixou. O empurrei da minha frente, contudo o loiro não se abalou, me deixando mais irritado. — Por que está tentando protegê-lo? Primeiro a Charlotte, agora você... — Me interrompeu.

— Primeiro: Não estou protegendo seu pai. Segundo: Estou tentando te proteger, cuidar de você, é o meu dever de amigo!

— Acontece que não estou pedindo para cuidar de mim.

— Nossa... como você é mal agradecido, hein. Misericórdia!

— Sai da minha frente, Butler. — Rosnei, tentando empurrá-lo, porém parecia que estávamos dançando no meio da calçada.

— Não podemos ir em um detetive normal? De preferência o de relacionamentos? Você descobre quem é a amante dele e pronto!

— Não, isso jamais faria ele parar de se meter no meu casamento — Falei firme, conseguindo me soltar dele o empurrei contra seu carro esportivo. Endireitei meu paletó no corpo e lhe dei as costas. — Eu quero esse investigador, até porque foi você que recomendou ele e a ideia foi sua!

— Estou me arrependendo de ter aberto minha boca.

— Problema é seu. Vou investigar a vida de Jeremy e se eu precisar descobrir que ele não é meu pai de verdade, ou que matou alguém, irei descobrir...

— Justin, espera. — Tentou me segurar, contudo, consegui me esquivar a tempo e empurrá-lo de perto.

— Não adianta, Ryan. Você não vai me impedir... ninguém me impedirá de descobrir os podres do Jeremy!


Notas Finais


Só digo uma coisa, quem procura acha, hein Justin... haha. Quanto a vocês, o que acham que ele vai descobrir sobre o Jeremy? Se é que vai mesmo conseguir... digam aí!

Até a próxima e prometo que não vai demorar tanto! Bom final de semana! ❤


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