História A magia do amor - Capítulo 3


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Categorias Little Witch Academia
Tags Akko, Amizade, Andrew Primeiro Amor, Comedia, Friendship, Magia, Romance
Visualizações 176
Palavras 1.396
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galera, sabem eu estou amando escrever essa Fic, porque nas fases em que minha inspiração fica caída nas minhas outras Fics, eu gosto de continuar escrevendo para não perder o jeito e não ficar preguiçosa, isso me ajuda muito.
Muito obrigada pelo apoio.
Espero que vocês gostem do cap de hoje.
Beijos.

Capítulo 3 - Efeito


Fanfic / Fanfiction A magia do amor - Capítulo 3 - Efeito

— Obrigada, Andrew. — sussurrou com voz sonolenta.

— Nunca se cansa, não é? — ele riu mas para si mesmo, pois a garota já cochilava de exaustão. E por quanto tempo mais aquele brinquedo ficaria sem andar? Não importava, ele poderia ficar ali com ela dormindo em seu ombro para sempre.

A Roda-Gigante começou a funcionar novamente, Akko ainda estava em sono profundo. Andrew começou a sacudi-la sutilmente, mas não tendo nenhuma reação ela a balançou de uma lado a outro, quando chegaram na base e as pessoas precisavam que eles saíssem para serem os próximos.

Sonolenta, a bruxinha saiu do brinquedo e o rapaz de olhos verdes a acompanhou, dessa vez com os braços dados quase a arrastando. O que fazer? Atsuko era como uma criança, após gastar todas as suas energias durante todo o dia, agora estava exausta, dormindo em pé.

Ao saírem do parque de diversão, com as mãos lotadas de prendas, Hanbridge decide ligar para seu chofer, mas para sua surpresa quando a limousine chega e  seu motorista abre a porta, seu pai se encontra no veículo, com um olhar indecifrável e postura séria.

— Pai? — questiona surpreso, mas não intimidado.

— Oi senhor conde. — Atsuko fala grogue, embriagada pelo sono. — Não coloca o Andrew de castigo, a culpa foi minha. — assim que se senta no banco do carro ela queda a cabeça para trás roncando com a boca aberta, escorregando sobre o conde que a ampara horrorizado.

— Andrew! Essa garota está bêbada? Dessa vez você passou dos limites, francamente. — vociferou sem perder a compostura e Andrew ficou com uma gota sobre a cabeça.

— Ela não está bêbada, pai, está exausta porque passamos o dia inteiro no parque de diversão e ela quis seguir toda a programação do local. Tudo bem se a levarmos em Luna Nova?

— Ela já está aqui, não é? — o mais velho franziu o cenho e empurrou a bruxa para que o filho amparasse. — Siga para Luna Nova. — pediu para o chofer.

    Durante o percurso o rapaz abraçou a amiga, a fim de ampará-la em seu sono, mas a forma cuidadosa com que fizera isso não passou despercebido ao pai, que preferiu se focar na paisagem da janela.

— Seu pai é tão rabugento...— Akko falou em meio ao sono, fazendo o mais velho a olhar de sobresalto.— aposto que ele nunca se divertiu na vida, nem deve saber o que é parque de diversão, nem imagino que ele já foi jovem um dia, com aquela cara azeda de quem chupou limão...— Andrew tapou a boca da menina, aquele sonho estava deixando um clima estranho no carro.

— Essas bruxas. — resmungou o conde virando a cabeça para o lado contrário. — cara azeda de quem chupou limão. Que ultraje!

— Pai não liga para o que ela diz, está dormindo profundamente. — objetou em defesa da garota.

    Seguiram em silêncio e não demorou para que chegassem ao destino, assim que a limusine estacionou as aspirantes a bruxas correram para as janelas de seus dormitórios. As fotos postadas por Akko e Andrew já tinham viralizado e as meninas estavam morrendo de inveja, exceto por Sucy e Lotte que estavam se roendo de curiosidade, Diana por outro lado, estava focada na leitura de um livro e nem deu atenção ao alvoroço.

As alunas acompanharam a peculiar cena de Akko sendo entregue aos cuidados da professora Ursula, pelos Hambridge. A tutora riu-se ao ver que a menina dormia em pé, valendo-se de magia para colocá-la na cama. Agradecida a família nobre por trazer a menina de volta em segurança.  

Quando Andrew voltou seu olhar para as alunas alvoroçadas nas janelas, as mesmas se esconderam. O rapaz voltou para o veículo e abraçou-se a pelúcia que Akko o tinha presenteado.

— Isso não pertence a bruxa? — o mais velho questionou, enquanto o veículo começava a se locomover rumando para longe da escola de magia.

— Não, esse aqui é meu. — respondeu o jovem em um murmúrio fraco.

— Uma pelúcia barata, piff!— desdenhou angustiado ao ver como o filho estava agarrado a algo tão medíocre.— Não me conte, deixe que eu adivinho. Tudo isso começou porque você foi devolver o chapéu a ela? — o conde perguntou ironicamente, sem olhar para o filho, como a resposta não veio o mais velho dirigiu seu olhar severo em direção ao jovem, encontrando-o adormecido ressonando profundamente. — Andrew...— suspirou pesadamente.

    Aquela expressão no rosto de seu filho fazia com que o conde tivesse um péssimo pressentimento sobre o futuro. Aquela bruxa foi problema desde que a vira pela primeira vez, não que ela não tivesse seu valor, na verdade o político tinha consciência de que a menina já havia salvado a cidade inteira, não lhe tirava o merito, mas ela era topetuda, afrontosa e muito rebelde, não o tipo de lady que almejava como futura esposa de seu filho.

    Poderia parecer exagero já ponderar esse lado, mas sabia que ambos são jovens e com hormônios a flor da pele, não tinha como saber com que frequência mantinham contato ou até onde esse contato se estendeu, mas sabia que não queria o nome da família metido em escândalos e ter um relacionamento cordial com as bruxas não quer dizer aceitar uma delas como sua nora.

(...)

    Dois meses se passaram e as alunas de Luna Nova já tinham se esquecido do episódio Andrew e Akko isso depois de atormentar a castanha durante semanas querendo saber detalhes do encontro, que a mesma insistia em afirmar não ter sido um encontro romântico,se focando em novos escândalos e babados das redes sociais.

A garota, por sinal, vinha progredindo cada vez mais em sua magia e agora já conseguia voar muito bem em sua vassoura, além de realizar outras magias, até as mais complexas. Tinha boas recordações daquele dia, mas nada no âmbito romântico, não sentia como se o nobre a enxergasse dessa maneira, na verdade supunha que ele a tinha acompanhado naquele dia por mera gentileza.

Não que durante esses dois meses eles não tivessem trocado algumas mensagens por celular, mas sempre eram simples palavras, cumprimentos, nada de diferente em relação aos seus outros amigos.

Enquanto isso Andrew, aos olhos de seu pai, se tornara cada dia mais rebelde, tendo se dedicado muito mais tempo a tocar piano do que em artes e estratégias políticas, até parecia que o rapaz estava estudando para ser um musicista e não um político.

Não havia muito o que se fazer, Andrew estava a cada dia mais afastado do destino escolhido por seu pai, das reuniões políticas que constantemente era obrigado a assistir para aprender os trâmites e até mesmo de seus amigo e cada dia mais voltado para as partituras.

O piano passou a ser seu maior amigo. A descoberta de seus sentimentos por Atsuko o aproximou de seu amor pela música, pois quando tocava era uma forma de confessar seus sentimentos. Para todos os jovens a descoberta do primeiro amor é algo lindo e feliz, mas para ele estava sendo doloroso, uma vez que sabia tudo que implicava escolher se declarar para a garota.

Seu mundo era sombrio cheio de falsos bajuladores, falsos sorrisos, pessoas elegantes, bem trajadas, com máscaras de nobreza e almas de demônios, sempre prontos a humilhar e rebaixar os outros, tendo prazer com isso, e Akko… Akko era como uma flor do campo, livre e selvagem, arrastá-la para aquele mundo de falsas aparências, seria crueldade.

E como seria daqui em diante? Seriam amigos e ele a veria se formando e conhecendo alguém especial, talvez se casando, enquanto ele estaria preso às metas traçadas pelo pai, pois como ela mesma disse uma vez, ele estava vivendo para suprir expectativas alheias e uma pessoa sem sonhos é uma pessoas sem alma, uma pessoa triste.

Angustiado com sua vida e suas opções, após dedilhar a última melodia, Andrew baixou a cabeça sobre as teclas e ficou meditando sobre seu presente, relembrando o passado e temendo o futuro e qualquer escolha que ele tomasse ia parecer egoísta de sua parte.

Quando seguiu para seu quarto, trocou suas vestes pelas de dormir e fez sua higiene, tudo automaticamente, como se realmente estivesse sem alma, perdido, sem saber o que deveria fazer, qual caminho deveria seguir. Deitou-se em sua cama e lá estava a pelúcia que ganhou da bruxinha, não conseguiu evitar de lembrar do sorriso caloroso dela, puxando o objeto para si e o abraçando sentindo que o aroma doce de Atsuko ainda estava impregnado ao objeto.

 



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