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História A magia do amor - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi amores, desculpem a demora. Estão gostando?
Eu espero que sim.
Prontos para mais uma dose de açúcar?
Então vem suspirar com a tia Lu♥

Capítulo 2 - Sentimentos


Aquele fora um dia e tanto, comeram muitas guloseimas, justo ele que preza por refeições saudáveis, jogaram nas barracas de prendas e ele conseguiu uma pelúcia para ela depois de ver que a garota jogou a argola pela vigésima vez e ainda não estava pronta para desistir mediante a seu erro. A bola na boca do palhaço não foi muito diferente, a fila que se formou atrás deles, as pessoas já estavam impacientes, sendo assim Andrew se viu obrigado a tomar uma atitude.

Foi assim que o rapaz de olhos verdes foi surpreendido com mais um caloroso abraço da bruxinha, mas não só isso, a menina se dedicou a ganhar uma pelúcia para ele também.

— Akko, isso não é necessário. — insistiu, pois sentia que se continuassem atrasando as pessoas da fila, seriam vaiados e teriam doces jogados contra eles, mas Akko nem deu ouvidos.

— Eu sei que você é muito rico e se quiser pode ter rios de pelúcias, mesmo assim eu vou conseguir aquela pra te agradecer por ter passado o dia comigo. — declarou resoluta, os rubis cintilando em vivacidade.

Dessa vez estavam no tiro ao alvo e mesmo não sendo boa a bruxinha se concentrou e conseguiu acertar o alvo sendo aplaudida até pelas pessoas da fila. Vibrante, a menina saltitou, girou e comemorou. Andrew concluiu que seria abraçado novamente, mas não aconteceu.

Kagari entregou a pelúcia singela a seu acompanhante de olhos verdes, talvez não o tenha abraçado por ter se dado conta que já tinha excedido esse limite em demasia e não queria parecer estar se aproveitando dele.

A espera do abraço, que não veio, fez com que o rapaz sentisse caindo em um vazio. Ainda estava confuso abraçado a pelúcia que tinha ganho, quase sem capacidade de murmurar um tolo “obrigado”. Embora o abraço não tenha vindo o enlaçar de mãos foi firmado, já era alguma coisa, além de não se perderem na multidão poderia sentir o calor e a vibração da garota um pouco mais.

Andaram quase o dia todo, passearam em diversos brinquedos. Devia ser pouco mais das quinze horas quando Atsuko reclamou fome. Seguiram para a área de alimentação e fizeram o pedido. De linhagem nobre, Hanbridge nunca se permitiu comer em lugares sem estirpe, sua alimentação era seguida de uma dieta de grãos e frutos do mar, sempre acompanhado por instruções da nutricionista contratada por seu pai,preparada pelos melhores chefes culinários.

Não sabia o que pedir daquele cardápio ocidental repleto de lanches gordurosos, mirou a bruxa vigorosa em sua frente, ela parecia conhecer aquele tipo de alimento e muito bem.

— Eu não estou familiarizado com esse tipo de alimentação, não sei o que devo pedir.— revelou fazendo a garota se debruçar sobre a mesa, com uma expressão de incredulidade.

Antes que ele se desse conta, ela já havia se levantado dado a volta e se sentando ao seu lado, apontando o indicador para cada figura no cardápio e explicando como era cada lanche.

— Não entendi nada, então escolha o que você julgar ser mais saboroso que vou acompanhá-la no pedido.— o jovem aristocrata anunciou com certa timidez.

Timidez? Porque? Já havia entendido o que estava sentindo pela menina, mas ainda se julgava um tolo ao ficar tímido perto dela. Andrew sabia ser sedutor e Akko era uma tola romântica, se ele quisesse seduzi-la e ter bons momentos românticos com ela, não seria tarefa difícil, muito pelo contrário, mas não era assim que o garoto se sentia, havia algo que não sabia explicar, algo a mais que mera conquista.

— Pode deixar comigo. Vou caprichar no pedido! — ela chamou o garçom e fez o pedido.

Para Akko era cômico ensinar Andrew a comer hambúrguer, mas para ele parecia vergonhoso, só até saborear, porque depois seus olhos brilharam e seu palato parecia em festa, não se lembrara de já ter experimentado algu tão delicioso. Parecia tão errado e primitivo pegar com as mãos, mesmo as batatas fritas.  

A garota não resistiu em tirar muitas fotos do rapaz lutando com o lanche, óbvio que ela fez questão de escolher um hambúrguer duplo com cheddar, ovo, bacon, presunto, mussarela,  salada e molho especial. Foi inevitável que o nobre não se lambusasse, aquilo para a bruxa foi a maior das diversões, seu amigo todo cheio de pompa se lambuzando todo em sua frente. Tinha que registrar o momento.

— O que pensa em fazer com essas fotos? — questionou-a fingindo zanga, mas estava pouco se importando.

— Não vou mostrar a ninguém, mas daqui alguns anos quando você for um político poderoso e ocupado como seu pai, vou te encontrar e te mostrar que ao menos um dia você relaxou e curtiu. — piscou com apenas um olho, guardando o aparelho.

— Quem disse que estou me divertindo? — provocou-a.

— Ué? E não está? — a pergunta veio com a boca cheia.

— Na verdade eu estou sim. — riu pelo nariz e com o guardanapo limpou um pouco de molho perto da boca da bruxinha. — Você parece uma criança de cinco anos.

Ela pegou outro guardanapo e repetiu o ato, limpando as laterais da boca do amigo e sorrindo. — Então hoje nós somos duas crianças.— concluiu e sorriram um para o outro.

Os olhares se encontraram e um leve rubor surge em suas bochechas, o tempo pareceu parar por um momento, todo agitado ambiente se congelou de forma que nenhum se atreveu a piscar.

A agitação de algumas crianças na mesa do lado os tirou do breve transe, Akko correu a mão pelo cabelo, colocando algumas mechas para trás da orelha, enquanto Andrew buscou um ponto aleatório para focar seu olhar.

Não demorou para que a bruxinha quebrasse o silêncio constrangedor listando os locais que ainda gostaria de ir.

— Ainda quero ir na Casa dos Espelhos, participar do Karaokê, na Tirolesa e ver o pôr-do-sol na Roda Gigante.— confessou agitada, voltando a comer seu lanche.

— Você nunca fica cansada? —sorriu sem mostrar os dentes.

— hm, hm...— negou com a cabeça. — Nunquinha!

E assim depois do lanche eles seguiram para a casa dos espelhos, pararam para assistir alguns truques de mágica, o que deixou o rapaz com uma gota na cabeça, pois Akko vibrava a cada truque feito pelo ilusionista, mas ela não era uma bruxa, oras? Ela era mesmo um incógnita.

Ele segurou as pelúcias e prendas ganhas nas gincanas, enquanto ela cantava no Karaokê, não pode deixar de se divertir com sua animação. Ela estava mais iluminada do que nunca, o sorriso amplo rasgado no rosto, os cabelos voando em meio aos passos de dança arriscados no palco. Aquilo ela fazia muito bem, não desafinou e tampouco errou os passos ou a letra e sem dúvidas conseguiu contagiar a galera.

Por fim ambos estavam embarcando na Roda-Gigante, como desejado e planejado pela garota, o sol já estava quase se pondo. Hanbridge não se lembrava de se sentir tão cansado assim antes, seus pés estavam doloridos e sua cabeça rodando, mas estava extremamente feliz.

Atsuko suspirou profundamente, enquanto o casal se organizava nos bancos, colocando o cinto de segurança e disputando espaço entre as prendas ganhas. O brinquedo começou a se mover. Andrew sorriu exausto e satisfeito, uma brisa refrescante soprava contra seus corpos os refrescando.

Duas lentas voltas e ambos estavam no mais profundo silencio. Na terceira volta o brinquedo para de repente assustando as pessoas, inclusive a bruxinha.

— Xii! Parece que enguiçou. — comentou olhando para baixo.

— Então  sugiro que aproveite seu pôr-do-sol.— sugeriu o rapaz.

Quando olharam ao longe a cidade estava toda dourada, começando a tomar tonalidades laranja e rosa.

— Uau! Que coisa mais linda! — ela admirou-se com expressão maravilhada. — Queria que as garotas tivessem vindo.

— Queria? Se elas tivessem vindo eu não precisaria estar aqui. — ele sorriu e olhou para as próprias mãos sobre a pelúcia que ganhara da bruxa.

— É verdade, eu não pensei por esse lado. — graciosa levou o indicador sobre os lábios. — É que tudo de bom que eu falo sinto vontade de compartilhar com elas.— colocou as mãos sobre as dele. — Obrigada por ser meu amigo e compartilhar coisas boas comigo também.

Aquelas palavras devia tê-lo deixado feliz, mas não foi assim. Aquele rosto feliz em sua frente, os rubis preciosos resplandecendo as cores do céu, os cabelos esvoaçando… Ser”amigo” ele não queria só isso dela, certamente que não, mas como contar? Como lidar com isso?

Enquanto se olhavam fixamente sem trocarem uma palavra, o sol se pos e o escuro da noite cobriu o céus, as luzes da cidade se acenderam e as rajadas de vento frio fizeram a garota estremecer.

Gentilmente Andrew e tirou seu casaco e compartilhou com ela, envolvendo-a em um abraço, talvez protegê-la do frio tenha sido uma desculpa. Akko deitou a cabeça no ombro do amigo rememorando o dia maravilhoso que tiveram.

— Obrigada, Andrew. — sussurrou com voz sonolenta.

— Nunca se cansa, não é? — ele riu mas para si mesmo, pois a garota já cochilava de exaustão. E por quanto tempo mais aquele brinquedo ficaria sem andar? Não importava, ele poderia ficar ali com ela dormindo em seu ombro para sempre.


Notas Finais


então? Me contem bruxinhas e bruxinhos, o que acharam?


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