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História A Maior Teoria da Conspiração de Todas - Capítulo 1


Escrita por: Shewei

Notas do Autor


Essa definitivamente minha primeira obra envolvendo o NCT (nervosa)
Esse plot foi pego na doação d @michelmyers, então creditos a el ^^

Capítulo 1 - Capítulo único


Capítulo único 

“... então fiquem atentos, não se deixem manipular tão facilmente, coisas como amor e alienígenas são coisas que o governo usa para mexer com as pessoas às influenciando a comprar presentes de dias dos namorados e gerar bilheteria nos cinemas.”

Poster por @51terrazero.

Aquela era a quinta vez no dia que Jisung suspirava olhando para o céu ensolarado, e ainda vestindo o uniforme do colégio, o garoto voltava da escola acompanhado de Jeno, seu primo e seu melhor amigo. Esse último que o olhava vez ou outra curioso para saber o que se passava na cabeça do maior, também fingia não estar preocupado, mas no fundo se sentia inquieto e um tanto medroso por pensar que seu amigo poderia descobrir o que vinha fazendo às escondidas nas últimas semanas.

Sua mente criativa já chegava a pensar qual desculpa usaria para sair daquela furada que entrara, pois não sabia se dizia a verdade ou inventava outra coisa, apenas sabia que poderia machucar o outro e até mesmo perder a amizade dele em todos os possíveis finais. Mas o que poderia ter feito? Era isso ou ter que aguentar o maior todos os dias lhe atormentando com o mesmo tema ‘alienígenas’.

Maldito momento em que Jisung assistiu ‘E.T: O extraterrestre’, ambos ainda eram criança quando a mãe do chinês resolvel por um filme que fizera parte da sua infância na noite do pijama dos garotos. O filme foi até legal, apesar do E.T ser um pouco assustador na opinião do Zhong, porém jamais imaginara que seu amigo, já conhecido por ter uma imaginação tão fértil, fosse aderir para vida uma crença por seres de outros planetas, e que isso lhe custaria noites de sono e encontros para ouvir sobre alguma coisa do tema. Já havia perdido a conta de quantas vezes tivera que passar a noite no quintal do amigo para ver se conseguiam avistar alguma nave espacial voadora, até mesmo acompanhava o coreano em encontros de grupos de pessoas que possuíam os mesmo interesses do maior. O péssimo era que por vezes precisava lidar com um monte de nerds esquisitos usando um chapéu estranho feito de papel alumínio.

E isso tudo era tão entediante e irritante para si, não que achasse tudo uma bobagem, também acreditava que o universo era grande demais para apenas existir os seres humanos como criaturas pensantes, mas de tanto ouvir o amigo falar disso sabia que precisava agir antes de explodir, primacialmente depois de descobrir não querer apenas a amizade do Park.

Então sua incrível ideia fora criar um blogger que ia contra toda as crenças de seu amigo, algo que falasse sobre tudo aquilo, heróis, aliens, e datas comemorativas ser falso e que o único objetivo desse meio era vender filmes e séries, poderia usar tudo que sabia sobre o tema para sair na frente, sabia que seu amigo veria os posters, afinal conhecia o amigo como ninguém.

E funcionou, não esperava que desse, mas deu. Desde as primeiras publicações, ele viu que seu amigo se tornou silencioso sobre os seres espaciais, o que era um alívio. Agora eles viam filmes de variados gêneros, caminhavam para casa após a aula falando sobre coisas do cotidiano, mesmo que lá no fundinho Chenle sentia um pouco de culpa e falta daquele lado bobo e fofo do seu amigo lhe contando sobre algum documentário americano, mas ainda estava feliz, não podia negar o sorriso apaixonado quando se deitava e lembrava os momentos do dia em que estivera ao lado do maior.

Porém aquela felicidade não durarou muito, e de repente seu amigo começou a viajar em pensamentos, ou por outras vezes lhe olhava de uma forma diferente, e isso não era bom.

Como naquela tarde, o maior passara o dia todo a lhe olhar no colégio, e como se sentava na frente do outro, era capaz de sentir o olhar dele queimando em sua nuca e agora no caminho para casa não parava de olhar o céu e suspirar. Será que o Park havia descoberto sobre ser o autor daqueles textos e agora pensava em como lhe confrontar e discutir consigo? Assustador. 

Não conseguia pensar em outra possível teoria, apenas sabia que o amigo estava frustrado com algo.

— Eu preciso ir por aqui hoje, sabe o dia dos namorados estão chegando, preciso dar um presente a Chaeyeon — disse Jeno começando a se afastar da dupla de amigos.

 Não era como se o amigo e primo se importassem muito, o Park e o Chines sabiam como o amigo era um namorado meloso e havia passado o intervalo todo falando sobre a tal data comemorativa que se aproximava. E naquele momento Chenle estava mais preocupado em teorizar sobre o melhor amigo, já Jisung estava mergulhado em pensamentos sequer notou o afastamento do outro.

A cada passo que o menor dava, ele pensava sobre o que fazer, porém sabia que precisava confrontar o outro primeiro, mas antes queria se preparar para ter uma boa explicação para aquilo tudo. Não poderia simplesmente perder a amizade do coreano, aceitaria ser xingado, mas ainda assim queria ter um bom pedido de desculpas, aceitaria até mesmo virar a noite com um chapéu de alumínio no meio do quintal para manter a amizade com o maior.

Então assim que avistou sua casa saiu correndo se despedindo do amigo com um grito de longe, ele necessitava por um plano em prática.

E assim o fez. 

Mandou uma mensagem para seu amigo marcando de se encontrarem em sua casa pela tarde daquele mesmo dia, quando sabia que estaria só, pois como era fim de semana seus pais estariam na casa de sua avó e assim ninguém atrapalharia o momento dramático da amizade dos dois. No horário combinado, Jisung chegou a sua casa e, como de costume, se sentou sobre a sua cama. Por um momento o clima ficou tenso, Chenle encostado na porta do quarto encarando o coreano, tentando tomar coragem de iniciar a conversa, e o outro perdido em pensamento sobre alguma coisa com aquele mesmo olhar de sobrancelhas franzidas.

Calma, calma, respira…

 

— Sabe, Jisung, nós somos amigos desde o jardim de infância. A nossa amizade não pode acabar assim — disse o garoto com coragem se aproximando cada vez mais do amigo, se abaixando na frente desse lhe segurando a mão de dedos finos e quente. — Você é muito importante para mim, então-

Antes que desse continuidade a suas palavras, seu corpo foi empurrado lhe fazendo cair sentado no chão, e um Jisung lhe olhava desesperado e com o rosto completamente vermelho. O chinês teria sorrido e achado aquela aparência do maior uma graça, claro, se sua bunda não estivesse dolorida.

— Eu não levo isso a sério! — gritou o garoto para o amigo, logo se levantando indo em direção a porta do banheiro do cômodo e se trancando ali.

Se aquele momento estivesse em algum mangá, sobre a cabeça de Chenle teria mil e uma incógnitas se seu amigo não se importasse com aquela situação, porque estava agindo tão na defensiva. Mil e um pensamentos vinham em sua mente, tentava juntar as ações do outro garoto em sua mente e nada concreto vinha, apenas a preocupação tomava espaço, e a hipótese de que talvez Jisug tivesse arranjado um amigo melhor que gostasse de todas aquelas teorias. Sua mente estava tão longe que sequer percebeu quando o outro garoto, que estava escondido em seu banheiro, saiu e se sentou ao seu lado com um olhar preocupado e as orelhas vermelhas.

— Eu te machuquei? — perguntou baixinho e tímido.

— Minha bunda está doendo — respondeu o menor querendo complementar com ‘meu coração também’.

— Me desculpa — disse o mais velho envergonhado olhando para seu amigo que, inconscientemente, possuía um biquinho nos lábios. Ele claramente estava chateado com algo, pois era sempre assim que ficava quando estava frustrado, tão bonitinho.

— Vai continuar me olhando assim? — perguntou o menor se virando para o amigo que não tirava os olhos de si.

Badum!

Jisung ao invés de afastar o mais novo, dessa vez afastou a si mesmo, porém não era páreo para um chines decidido, a cada vez que tentava se afastar mais perto de si o menino de cabelos escuros chegava. E em um momento o espaço do quarto acabou, e suas costas se encontraram com a parede, ainda tentou se levantar, porém antes que conseguisse fazer isso, o Zhong subiu sobre suas coxas lhe imobilizando totalmente quando segurou suas mãos que tentaram afastá-lo.

O mais novo estava tão perto que o cheiro de seu perfume inebria a mente do Park, era desesperador e perfeito. O coração do maior quase saia por sua boca, seu estômago girava e sua mente parecia vazia, mas sua visão estava boa o bastante para ver os raios de sol que entravam pela janela fazer a pele branca do outro brilhar, e aqueles olhos pequenos e castanhos lhe mostrarem uma galáxia única.

Algumas palavras saíram dos lábios rosados e bonitos, porém seus ouvidos só conseguiam compreender por causa do som das batidas loucas do seu coração, então em desespero tentou responder o amigo.

— EU NÃO QUERO SER CONTROLADO PELO GOVERNO! — gritou assustando o garoto que estava sobre si, esse que lhe olhava sem entender o que se passava na cabeça do amigo.

— O que você quer dizer com isso? — questionou o pobre Zhong.

— Eu não posso te presentear, porque isso é apenas uma forma do governo manipular as pessoas a gastar. — Aquela explicação não tinha muito sentido, pois claramente o moreno não estava entendendo onde o maior queria chegar.

— Mas meu aniversário já passou e não é um problema me presentear — disse começando a ver o rosto do outro ficar totalmente vermelho e esse abaixar o rosto.

— É para o dia dos namorados — sussurrou,e  se Chenle não estivesse tão próximo de si com certeza não teria escutado. — Eu não sei como me declarar agora que não posso te dar um presente.

Por um segundo o menor paralisou, agora havia entendido toda a situação ali, o Park não estava irritado com si, mas sim frustrado por não saber o que fazer, por não saber como se declarar para si. Nervoso ao ponto de não conseguir falar nada, sua mente ainda tentava aceitar aquela declaração desajeitada, seu mundo girava nas duas palavras “’namorados’ e ‘declarar’.

— Eu posso te beijar? — disse o menor soltando as mãos do amigo e agora lhe segurando o rosto, fazendo os olhares se encontrarem. Ambos possuíam muita timidez, porém o Zhong sempre fora conhecido por ser o mais atrevido e com atitude.

— É.. quero… — respondeu o coreano baixinho, sua mente jovem e fantasiosa não tinha sequer certeza da fala alheia.

Mas antes que pudesse falar algo, sentiu o toque dos lábios do chinês em si,  eles eram quentes e macios ao primeiro toque, lhe fazia sentir confortável e relaxado, porém essa situação mudou quando a língua atrevida do menor lhe tocou pedindo entrada em sua boca. Aquilo era tão confuso para a cabeça de Jisung, anotaria mentalmente um lembrete para procurar depois uma teoria do porquê aquilo ser tão bom ao ponto de deixar seu corpo totalmente anestesiado.

Ambos eram atrapalhados, mas o chinês tentava controlar a situação movendo sua língua como lera em algum site da internet quando pesquisara sobre beijos. O Park tentava entender como aquilo funcionava de forma tímida e calma, se sentindo um pouco nervoso quando suas mãos incertas quiseram tocar a cintura do seu amigo, o que fez com insegurança, aquilo era tão novo para si.

Na verdade, a inexperiência de ambos os fez se afastar rindo nervoso quando os dentes de ambos bateram cortando o beijo, lhes trazendo o sentimento de vergonha, mas esse que não durou muito e logo os fez rir por achar aquilo tão engraçado, afinal eram dois amigos de tempos, situações vergonhosas eram comuns entre ambos.

— Eu quero um presente de dias dos namorados — falou o moreno saindo do colo do amigo se sentando ao lado deste. — E não me use a desculpa do capitalismo, presentes representam seus sentimentos. — Poderia completar sua fala dizendo para seu amigo não crer em tudo que visse na internet, mas lembrou do seu segredo.

— Preciso parar de acreditar em tudo que vejo — disse concordando com o Zhong. — Sabe, eu vi um forum que afirma que o presidente do ...

Antes que concluísse sua fala, o amigo juntou os lábios ao seu outra vez, porém agora não aprofundou o beijo como antes, e com os dentes mordeu a parte inferior da boca lhe fazendo soltar um gemido leve de dor.

— A cada vez que você falar de alien e teorias da conspiração, eu vou morder você — disse irritado, mas soando fofo para seu amigo.

E pelo resto daquele dia em que Jisung ficou na casa do amigo entre jogos, conversas bobas e beijos, ele não tocou em assuntos que envolvessem os seres vindos de outros planetas, preferia os toques bons do outro em si do que algo dolorido. Mesmo que o coreano tenha ficado quieto sobre aquele tema, o Zhong conhecia o melhor amigo como ninguém, sabia que esse logo voltaria a falar sobre seus favoritos, bastava surgir uma nova teoria pela comunidade, mas agora o chinês já possuía não só um plano, mas sim dois. Ele poderia desmentir tudo com seu blogger, ou simplesmente calar o maior com seus lábios.


 


Notas Finais


Betagem feita pelo blogger Elysium editions, por o bebê @Missdiaz <3 <3 <3


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