1. Spirit Fanfics >
  2. A Maldição da Botija >
  3. Tesouro amaldiçoado

História A Maldição da Botija - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Gostaria de dizer que esse capítulo é um tanto mais sério, pois muitíssimo horrendo que foi a escravidão, não quero que ninguém fique ofendido com isso, é apenas um retrato rápido. E a história dele terá continuidade no próximo ou nos próximos capítulos.

Capítulo 2 - Tesouro amaldiçoado


January 31, 1888

José Clemente trabalhar o dia inteiro arduamente para ao menos conseguir a comida para os da família, os tempos pareciam estar melhorando um pouco já que começaram a ter apoio de várias pessoas grandes como a Princesa Isabel. Mas mesmo assim aquele maldito trabalho escravo continuava. O dono do casarão é uma pessoa impiedosa, não tenho nenhum pouco de empatia por nós, pessoas que o serviram desde o nascimento. José por muitos anos, começou a guardar dinheiro em um pote médio coberto por ouro que havia ganho da ex-patroa daquela enorme casa, o patrão, se pode-se chamá-lo desta forma, não lhe dar nenhum dinheiro, por isso, todos os dias tem que sair e buscar alguns trocados em outros lugares, seja até pedindo esmola pelas ruas do Nordeste. Não era nada fácil chegar em casa muitas vezes sem nada e a esposa olhar tristonho por não conseguir fazer nada, já que tinha que ficar praticamente o dia inteiro no casarão cuidando da filha do patrão. Mas naquele bendito dia, ele havia conseguido algo, algo que quando chegou em casa completou totalmente a sua botija. Mas minutos após aquele pequeno tempo de felicidade, homens bateram em sua porta, homens brancos, altos e de olhos azuis, que pareciam da alta sociedade da época, disseram que o patrão estava extremamente bravo com José, dizendo alteradamente que o jovem homem teria lhe traído onde várias formas, passando, mal vista para sua fazenda. Ele não perdeu tempo, mandou sua família na primeira carroça que passou para a cidade mais próxima onde tinha alguns amigos e parentes próximos.

Depois de proteger a quem mais amava, Clemente e seguiu até a casa do patrão para explicar que talvez aquilo teria sido um otal engano, que ele nunca traiu ninguém, apenas buscava o pão que precisava para sua amada família. Mas o dono do casarão não queria conversa nenhuma. Gostaria apenas de vingança, assim que avistou José, o grande a capataz retirou sua arma da cintura e apontou para o mesmo, fazendo com que suas pernas tremerem e seus pensamentos fossem diretos para seus melhores momentos com sua família mesmo diante de tanto sofrimento.

Meu senhor, lhe prometo que nunca seria capaz de trair ninguém. Apenas queria levar a comida as minhas crianças. — Dizia já com sua cabeça abaixada, esperando o pior.

Por vezes, Doralice, esposa de Clemente perguntava ao seu marido porque de não gastar aquele dinheiro, naquele momento enquanto eles estavam necessitados e guardar sem motivos aparentes. Ele sempre responde da mesma forma: eu quero dar uma vida melhor aos meus filhos, não quero vê-los sofrendo neste maldito lugar.” 

Era satisfatório ouvi-lo dizer tais coisas, pois, não era do feitio naquela época, um homem tão honesto quanto o José Clemente. Mas naquele momento ele poderia cometer até uma loucura, ele tinha que viver um pouco mais e acompanhar seus filhos crescendo e até casando. Mas Alessandro, seu patrão, não parecia estar disposto a ter uma conversa formal, muito menos ouvir o que o jovem teria a falar.

October 31, 1988

Depois de retirar aquele pote de ouro médio, Leonor o segurou fortemente contra seu corpo e começou a correr de volta para casa, mesmo que naquele momento não soubesse nem mesmo a direção. Ela já não sentia aquele medo terrível, mas havia uma presença lhe incomodando. O certo seria jogar aquilo fora, deixar sua família resolver os problemas com dinheiro, mas não, sua vontade ajudar falou mais alto. Tantas coisas haviam acontecido em menos de trinta minutos, porém, nesse meio tempo Carlos Alberto percebeu a ausência da neta nas redondezas, aquilo lhe preocupou rapidamente. O senhor saiu a procurando, mas nada achou. Passou-se quarenta minutos e nada de vê-la, agora já chamava seu nome gritando. Leonor já estava muito longe dali para escutar, em vez de ir pelo caminho que vieram, ela foi pelo mais longo, consequentemente, demorando muito mais que o normal para avistar a cada de avó.

Mas assim que conseguiu ver o pequeno lampião aceso, Leonor correu mais uma vez e chegou as pequenas escadas que davam acesso à porta. Se sentou ali e sua respiração estava totalmente desregulada pelo peso que carregava e ainda ter corrido quase o caminho inteiro. Depois de cinco minutos descansando, a corajosa jovem, bateu na porta de sua queria vó.

— Quem é? — perguntou a senhora do lado de dentro.

— Sou eu, vó. Abra isso por favor! — Disse ela quase implorando.

Rapidamente Maria do Carmo abriu à porta e trouxe sua neta para dentro, a olhando com extrema preocupação. A garota tinha os joelhos cheios de terra, seus cabelos emaranhados e as mãos um pouco calejadas, além daquele pote estranho, mas que lhe trazia alguma lembrança.

— Menina, onde está seu avô? Porque está dessa forma? Você está bem? — Leonor se sentou, colocando os pés doloridos para cima.

— Ele ficou lá. Estou bem, mas preciso te contar uma coisa. — Como não saber? Afinal, ela estava lhe contando sobre tal coisa algumas horas atrás.

Mesmo com a desconfiança, Maria não poderia acreditar que sua neta quebrou os mandamentos, lendas e muitas coisas sobre suas crenças, por puro prazer?

— Apesar de quase saber, quero ouvir de sua boca Leonor. — Disse a senhora de certa forma irritada.

— Eu estava na beira do rio, quando tudo aquilo que a senhora descreveu aconteceu. Recebi isso, a senhora pode me compreender? Ira nos ajudar. A você também, com a fazenda, remédios e tudo que precisam. Deve ter muitas coisas valiosas aqui.

— Não Leonor, eu não quero dinheiro maldito dentro de minha casa. Quando seus pais vierem te buscar amanhã, vamos ter uma conversa bem séria, garota! — A jovem sentiu seus olhos rasos de lágrimas, então ela soltou a botija em cima do pequeno sofá e correu para seu quarto, onde deitou chorando.

Ela repetia várias vezes: “eu queria apenas ajudar! Não trazer problemas.”

Cerca de dez minutos depois, Carlos chegou em casa, apressado, dizendo sobre o sumiço da neta, mas rapidamente fora controlado pela esposa que contou o que aconteceu. A mulher se sentia um pouco triste pela forma que falou com Leonor, mas era preciso que ela aprendesse que aquilo para é errado.

Alberto pegou aquela botija e mesmo com um pé, com uma imensa vontade quebrá-la e ver quantas coisas valiosas tinham, para ajudá-lo com seu lugar, o mesmo não poderia. Então, suspirou profundamente e colocou o pote do lado de fora, um pouco escondido atrás das plantas para que não fosse visto por intrusos, ou curiosos.

Já bastava chegar o dia seguinte e seria decidido o que fazer com aquele tesouro supostamente amaldiçoado.

Continua...



Notas Finais


Consegui terminar às 01:39 da madru. 😗✌


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...