História A Maldição da Múmia - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Marian, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Will Scarlet, Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Detetive, Emma Swan, Investigação, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Lesbicas, Lgbt, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Saga, Swanqueen
Visualizações 63
Palavras 1.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, FemmeSlash, LGBT, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo-Ai, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieee,
Estou amando seus comentários! Continuem por favor!
Obrigada do fundo do coração! ♥

Sem mais delongas, boa leitura! \o/

Capítulo 6 - Jolly Roger


Fanfic / Fanfiction A Maldição da Múmia - Capítulo 6 - Jolly Roger

— Sua namorada está te esperando lá fora, teve que atender uma ligação — disse o porteiro da delegacia para mim.

— Eu não tenho namorada! — eu falei já sentindo um calor nas bochechas.

Tive muita dificuldade na hora de passar pela porta giratória, empurrando as três bagagens enormes de Regina. No lado de fora da delegacia, ela segurava o celular na altura dos olhos e falava carinhosamente com Henry. Pela tela do dispositivo, de relance antes dela desligar, vi o rosto pálido do menino que não parava de sorrir. Já a mãe, sua figura contrastava com o resto das pessoas que passavam pela calçada. Apesar dela ter um estilo um tanto dark de se vestir, não se podia negar o quanto elegante e misteriosa ela estava.  Não que eu quisesse que ela fosse minha namorada... Mas o que estou escrevendo? Enfim. O que eu gostaria de deixar claro, na verdade, é que no fundo, eu estava me sentindo bem em poder ajuda-la com meu trabalho. Mais do que nunca, eu estava determinada em solucionar de uma vez por todas o caso da Maldição da Múmia.

— Eu não consigo imaginar o porquê de uma pessoa trazer tantas coisas numa viagem — Eu disse enquanto parava ao lado de Regina e em seguida chamava por um taxi.

— Nem queira imaginar o que carrego nessas malas.

— O que? Uma múmia?

— Talvez uma pessoa esquartejada?

— Céus! Você é muito macabra.

— E você é muito sem graça, senhorita Swan.

Por um instante buscamos nossos olhares e desatamos a rir genuinamente, como duas crianças bobas até que um taxi parou. Ajudei-a colocar as malas no bagageiro, e antes dela fechar a porta do carro, eu disse:

— Me espera em casa, ok? Tenho umas coisas para resolver antes.

— Já que não tenho outra escolha — falou Regina com seu adorável tom sarcástico.

***

Esperei o taxi sumir de vista, montei na motoneta e segui em direção ao porto.

Quando cheguei lá, já havia anoitecido, estava tudo quieto. A iluminação amarela provinha dos postes, fazia frio e a neblina pairava sob superfície do mar e da plataforma.  Um calafrio percorreu meu corpo, gelando minha coluna, da base até a nuca. Do coldre, saquei minha .40, e do bolso interno da jaqueta vermelha, peguei uma lanterna de led antes de subir a bordo do navio pirata, Jolly Roger.  A madeira do assoalho estava úmida devido ao clima. Silêncio. O navio balançava quase imperceptível na água calma.  Dei uma volta pela proa, passei pelo meio e segui em direção a traseira do navio, subi a escada a minha direita até chegar no andar da cabine do capitão. A porta estava destrancada, então entrei cuidadosamente mirando a lanterna para várias direções. O facho de luz iluminou uma escrivaninha de madeira entalhada a mão, havia papeis e mapas sobre ela.

Enquanto eu passava rapidamente os olhos pelas folhas, tive a impressão de ouvir ruídos do lado de fora. Parei para ouvir melhor, e só escutei o assovio do vento batendo nos mastros. Continuei a vistoria. Abri a primeira gaveta que tinha apenas apetrechos velhos como lupa, luneta, bússola, marca passo...
Abri a segunda contendo tinha mais papéis, folhas de pagamento e recibos antigos. Ao pegar o maço de papel e retira-lo da gaveta, notei que a gaveta era mais rasa do que a primeira. Peguei um extrator de grampo e forcei o fundo falso até conseguir empurrar o fundo falso. Não tinha nada lá, exceto poeira. Aproximei-me mais para observar de perto e notei que uma parte não havia poeira, mais precisamente em formato retangular. Talvez antes ali antes tivesse uma caixa que recentemente fora tirada daquele esconderijo. Tirei uma foto com o celular. E rapidamente tratei de voltar tudo no lugar. Após fechar, levei um susto enorme, com uma facho de luz vindo do lado de fora. Logo a luz se apagou e eu desliguei a minha lanterna. Tive a impressão de ver um vulto lá fora através do vidro da porta. Caminhei lentamente e com o silêncio de um felino. Abri devagar a porta e dei um passo afora trombando com um corpo. Duas mãos agarraram em cada braço meu, nossos narizes se encostaram, as respiração quentes se misturou com a proximidade. Primeiro o cheiro floral levemente adocicado invadiu meu nariz. Depois, ao passo que minha pupila se dilatava acostumando-se com a escuridão, fui percebendo através da penumbra os traços marcantes dela.

— O que você está fazendo Regina? — esbravejei dando um passo para trás.

— Eu sabia que você viria, eu não podia perder...

— Ah! Mas que coisa, Regina. Não sei que tipo de pessoa estamos lidando... Pode ser perigoso.

— Perigosa sou eu quando mexem comigo e minha família, senhorita Swan.

— Mas...

— Vem, você precisa ver o que tem lá em baixo.

A escada que dava para o segundo compartimento rangia a cada passo, rompendo com o silêncio aterrador.

Ela foi na frente, inumando o caminho, mas havia um detalhe incomum: ela segurou em minha mão para me guiar pelas sombras. Sem tempo para objeções, nós descemos até o porão. Lá dentro estava mais quente. O cheiro de mofo e maresia remetendo a uma caverna, fez meu nariz coçar.

Regina me fez dar mais alguns passos até a extremidade traseira, iluminou o chão e pude ver o enorme cadeado trancando um alçapão.

— Senhorita Swan, por que não arrombamos? Algo me diz que aqui está...

— A Múmia?

— Uhum.

— Olha Regina — eu disse me abaixando e me dando conta de que nossas mãos ainda estavam dadas. Então desfizemos a união e apontei para mostrar a ela que, tanto a fechadura, como o cadeado, eram novinhos em folhas. Instalados recentemente — Olha aqui o pó da madeira, provavelmente de quando o parafuso perfurou-a. Acendi minha lanterna e procurei ao redor algo para arrombarmos a fechadura, mas antes de achar o pé de cabra, encontrei a furadeira em uma prateleira repleta de cordas.

— Olhe a prova — apontei para a furadeira. — Regina, tire fotos de tudo.

— Shiuuu!

— O quê? — perguntei.

Ela apontou para cima.

Escutei passos no andar de cima.

Saquei a arma e acenei com a cabeça para ela vir logo atrás de mim.

Um passo de cada vez, fomos subindo a escada. Já do lado de fora, quando estávamos quase alcançando as escadas que davam para a plataforma, escutamos uma voz masculina grave e ligeiramente feroz.

— O que fazem aqui? — Ele acendeu a luz de um lampião muito potente, que iluminou a nós todos e boa parte do navio. — Detetive Swan?

— Sou eu.

— Invadiu meu navio?

— Humm... Não. Claro que não, capitão. Vim lhe dar uma notícia, mas como ninguém respondeu quando chamei, nós nos atrevemos a subir aqui e procurar pelo senhor.

— O assunto é tão sério para tanto?

— Bem, seu marujo foi encontrado morto essa manhã.

— O Barba Negra?

— Sim. Foi nas margens do Rio East. O senhor não notou o desaparecimento dele?

— Não, miss Swan. Ele costumava sair e demorar para voltar. Ele ia de bar em bar...

— Posso imaginar.

— Obrigada Miss Swan e Miss?

— Mills, Regina Mills, capitão.

Houve uma pausa da qual Will Scarlet semicerrou os olhos analisando Regina. — Oh! Sim, miss Mills.

Ela apenas acenou com cara de pouco amigos.

— Então, miss Swan, e agora? Quais são os procedimentos? — o capitão me perguntou.

— Apareça amanhã às 8 da manhã na agência, ok?

 

***

Nos despiedemos de Will e voltamos de motoneta para minha casa sob os protestos de Mills a respeito do meu meio de transporte precário.

Quando chegamos fomos para sala, onde eu acendi a lareira e permanecemos de pé em frente dela nos aquecendo.

— Você notou a reação dele? — perguntei a Regina.

— Sim. Nem perguntou a causa da morte e já foi querendo saber “Então, miss Swan, quais são os procedimentos?” — ela imitou o sotaque inglês de Will.

— Muito sugestivo. Muito.

Continuamos a observar as chamas do fogo, hipnotizadas por elas. Como se aquela energia nos ajudasse a rever melhor tudo o que vimos no navio.

— Amanha pedirei ao juiz um mandato para abrir aquele alçapão.

Obrigada, miss Swan — disse Regina novamente com falso sotaque inglês arrancando-me um sorriso tímido.

— Pelo o quê?

— Sem poder voltar para meu filho, a única coisa que me faz sentir menos pior é ajudar a solucionar o caso. Obrigada, por permitir uma parceria entre nós.

— Eu não trabalho com parcerias, miss Mills. A senhorita é intrometida demais. — impliquei. Ela deu uma gargalhada. Então a encarei séria. — Prometo que amanhã tudo vai se resolver!

Ela assentiu com um largo sorriso no rosto.

 


Notas Finais


Mas espera, o que é isso que está rolando entre elas?
Emminha está comovida com a história de Henry, que linda! *---*

Um grande abraço e até loguinho ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...