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História A maldição de Chihiro - Capítulo 10


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Notas do Autor


Olá meus preciosos, como estão?
Eu gostaria de avisar que partir do capítulo anterior (no qual eu esqueci de avisar) a história irá se passar em primeira e em terceira pessoa, por que certos acontecimentos pediram o ponto de vista geral dos personagens agora que estamos na reta final ^.^

Enfim é isto, desejo uma boa leitura ❤

Capítulo 10 - A distância é o pior castigo


Fanfic / Fanfiction A maldição de Chihiro - Capítulo 10 - A distância é o pior castigo

POV CHIHIRO

Eu acordei no porão do Castelo de zuzhó, em uma cela suja, as recordações me doendo a cabeça, levei a mão ao peito, estava cicatrizado e não apresentava mais dor alguma, 

quanto tempo teria se passado desde que desmaiei?


A cela a frente tinha uma movimentação sutil, parecia uma pessoa, mas por conta do escuro não consegui ver seu rosto já que apenas uma tocha iluminava o local e em sua grande parte apenas o corredor.


Ouvi sons de Passos e fechei os olhos, o som cessou a minha frente.


- Não precisa fingir que está dormindo, sou eu. - A voz de Lin me fez abrir os olhos.


- Lin! Hehe... - Ri sem graça. - que bom ver você. 


- É bom ver você acordada também, dormiu durante o dia todo, achei que iria hibernar por toda a estação. - Sua voz estava um misto de irritamento e alívio, ela se agachou e colocou uma tigela de mingau a minha frente.

- Tome você deve estar com fome, eu tentei manter quentinho mais é uma grande distância da cozinha até aqui, deve estar morno. - Dei uma grande colherada e quase chorei de prazer, meu estômago clamava loucamente por comida, comi tudo em segundos e ofegante devolvi a tigela.


- Obrigada! estava delicioso. - Agradeci.


- Sabe aconteceu algo muito estranho hoje. - Ela murmurou se sentando em frente à cela. - Dione está evitando o porão o dia inteiro, achei que ela não perderia a oportunidade de te perturbar agora que está presa, até mesmo Margarida achou estranho.


- Talvez isso tenha algo relacionado ao Akira, talvez eles estejam apaixonados, ao menos no caso do Akira é o que parece. - Opinei e ela deu de ombros.


- Pra um cara humano ele se apaixona muito rápido, e tem péssimo gosto se você quer saber. - Debochou.


Dei risada.
- É ele tem mesmo. - Concordei. - E as novidades, há alguma?


- Você está se referindo ao Castelo ou a quem eu acho que está? - Ela perguntou levantando a sombrancelha.


Corei.
- Uh, os dois? - Ela me deu um bolinho de feijão doce chamado mushi e deu uma mordida generosa antes de responder.


- Bom eu fico triste em dar essa notícia, mas não o vejo faz 2 dias, desde que aconteceu a festa. - Me senti pra baixo ao ouvir aquilo, havia três possibilidades extremas e nenhuma me agradava ao todo.


- Talvez ele tenha ido a alguma missão que yubaba ordenou ou pior...


- Há não diga isso, tenho certeza que ele está louco de saudade e vira em breve. - Tentou me reconfortar, conversamos por mais alguns minutos antes dela se retirar, me recostei na parede de pedras e cantei a primeira música que me veio a mente, me recordei de Uy será que ele estava bem? Eu esperava que sim.


Os primeiros raios de sol surgiram pela janelinha no canto da parede e o corpo na cela da frente se moveu soltando um grunhido dolorido.


- Waaaah que dor nas costas... - Ele bocejo, aquela voz...


- Hiroshi?! - Exclamei. - Hiroshi-sama! Ah... Eu não deveria, mas estou feliz que está aqui.


- Chihiro, você acordou, está se sentindo bem? - Indagou.


- Estranhamente sim.


- Foi uma loucura, seu peito se regenerou derrepente na noite retrasada, talvez seja por causa daquela cicatriz estranha que você tinha. - Exclamou e concordei.


- Deve ser por isso que estão me mantendo aqui. - Murmurei.


- Fique tranquila, eu tenho certeza que seu namorado vai vir salvar a gente. - Ele se espreguiçou tranquilo. 

Conversamos por mais um tempinho até na hora do almoço qiando tive a adorável presença de Kamaji que me trouxe uma cartinha simples mas que despertou minha curiosidade a tal ponto que não contive minhas mãos.


- Entre a penumbra da noite, até o raiar do sol, espere acordada. ~ Y. - Li em voz alta.


- Y? - Indagou Hiroshi.


- Talvez seja algum sobrenome. - Falou Kamaji, dedilhei os dedos na cela pensativa, poderia ser alguem disposto a nos tirar daqui.


- Se for uma fuga, você poderia vir conosco Kamaji, não precisa ficar aqui, Lin também. - Ele sorriu cansado ao ouvir minha proposta e negou.


- Pretendo ficar mais um pouco, só atrasariamos vocês já que yubaba conseguiria nos rastrear facilmente. 


- Podemos dar um jeito nisso senhor Kamaji.- Ele tocou meu rosto gentilmente com uma de suas mãos.


- Nós dois sabemos que isso não irá acontecer minha criança, não se preocupe conosco, sinto que o fim de yubaba está próximo. - Ele murmurou e pela primeira vez concordei.


- Rezo para que seja verdade e que no fim tudo acabe bem. - Sussurrei com tristeza, o observei sair e ansiosa andei de um lado para o outro na cela, Hiroshi aproveitou para se exercitar mas o sono estava quase nos vencendo e várias vezes nos questionamos se a ajuda realmente viria.

Até que finalmente passos apressados desceram as escadas e mal acreditei ao ver o rosto de Yumi-sama.


Ela estava com o cabelo um pouco mais comprido e seu estilo gótico havia sumido.


Ela destrancou a cela rapidamente e nos abraçamos apertado, tive de piscar várias vezes para realmente acreditar naquilo.


- Ah chihiro-chan como eu senti sua falta garota! Olhe para mim estou só o trapo. - Ela riu ao ver meu espanto.


- Olhe para mim então. - Murmurei me afastando.


- Canrram! Eu estou aqui também sabe. - Hiroshi disse e Yumi impaciente destrancou sua cela.


- Pronto está livre. 


- E meu abraço? - Pediu estendendo os braços.

  
- Nem chegue perto. - Ela rosnou.


- Um beijinho então? - Fez biquinho e ela segurou o rosto dele com uma mão o empurrando para trás.


- Devemos sair daqui logo, chega de brincadeirinhas ok? - Ela falou e ao sairmos da masmorra corremos ao longo do corredor em direção a cozinha onde adentramos o jardim dos fundos parando finalmente para respirar.


- Espere Yumi para onde vamos? - Perguntei ofegante e ela me olhou confusa.


- Ora, Chihiro, estamos indo para casa! 


- Espera... Mas como? - Perguntei tensa, algo parecia errado.


- Como? Isso não importa certo? Precisamos voltar para o nosso mundo Chihiro, assim que estiver em segurança com a sua avó podemos conversar com mais tranquilidade. - Explicou.


Hiroshi tocou meu ombro gentilmente, ele entendia minha confusão mais do que ninguém.


-Mas você já tem uma forma de voltarmos? - Perguntei e ela concordou balançando um frasquinho.


- É só cada um de nós beber um pouco disso aqui. - jogou o frasco no ar antes de pega-lo de volta.


- Onde conseguiu isso? - Indaguei de modo firme o que a fez exitar, vi seu sorriso vacilar.


- Sabe quando eu estava em Atlantis, no início foi muito difícil pra mim, fiquei pensando que vocês estivessem mortos, então poderia ser menos curiosa???


- Me desculpe eu...


- Ela fez uma pergunta simples, não a nada rude nisso. - Hiroshi tomou a frente me defendendo.. - Pode responder ela, por favor? 


Ambos se encararam por alguns segundos em uma disputa silenciosa até os ombros de yumi relaxarem.


- Certo, desculpe Chihiro, mas aquele cara...


- Haku? - Perguntei, seu nome saindo com facilidade após dias sem pronunciar seu nome.


- Sim, Esse mesmo, ele apareceu aonde eu estava trabalhando, me libertou e entregou este frasco, me disse que iria resolver alguns assuntos e que era para tentarmos convencer você a vir embora conosco.


- Mas... Me convencer a ir embora, porque ele faria algo assim?. - Murmurei e encarei o rosto envergonhado da minha amiga.


- Eu só queria fazer o que achava melhor, quero dizer, olhe para nós, estamos em frangalhos e Akira simplesmente se juntou aos vilões desse mundo estranho para sobreviver, não acha sensato ele se afastar de você? - Quis argumentar com aquilo mas me calei, sabia que nada iria mudar o rumo de seus pensamentos.


- Eu preciso ir vê-lo, entendo os seus sentimentos e respeito isso, mas não posso ir pra casa. - Murmurei.


- Não pode ficar! - Exclamou Yumi mas Hiroshi a olhou feio.

- Você conhece ela mais do que ninguém, não adianta insistir, o único que podemos fazer por ela é ficar mais algum tempo, até ela decidir o que fazer. - Olhei grata para Hiroshi e antes que dissessem algo a mais me afastei de ambos com a desculpa de que precisava de tempo, eu sabia que não deveria ficar sozinha pois as chances de yubaba me procurar eram altas mas algo parecia errado no desaparecimento de haku e uma pequena parte minha tinha esperanças de que se algum perigo surgisse ele viria me salvar.

 Aquela noite passei as horas sentada na praia, repassando tudo que tinha acontecido mas nada que me ajudou a descobrir seu paradeiro então pela manhã quando a praia começou a ser frequentada decidi não desistir e continuar procurando.

- Com licença, você viu um espírito da água nessas redondezas? Ele tem cabelos e olhos azuis, geralmente usa uma roupa branca, ele é uns 4 dedos mais alto que eu... - O casal negou com um aceno e continuei até o cansaço me vencer. 


Fui até um casal virado de costas para mim em uma última tentativa mas me contive quando eles me olharam.
Era Hiroshi e Yumi.


Senti meus olhos ficarem turvos de cansaço, era um alívio ver rostos conhcidos.


- Aish... Você está um caco minha amiga, ainda bem que viemos. - Yumi tocou meu rosto

- Você tem dinheiro? - Ela perguntou, neguei constrangida e Yumi olhou sugestivamente para Hiroshi que suspirou dramaticamente.

- Bom como eu sou o único assalariado, irei pagar as despesas de um quarto para vocês duas, já que esse dinheiro não me vai ser útil no nosso mundo mesmo.


- Eu não o encontrei, Yumi. - Segurei seu braço em quanto ela me apoiava com o braço.


- Você precisa descansar Chihiro, depois podemos procurar por ele. - Ela disse gentilmente. - Está se sentindo melhor?


Concordei me levantando.


- Vamos ficar aqui até que você encontre ele, já que decidiu ficar. - Sorri grata para os dois e mal me vi caindo em sono profundo ao chegar na hospedaria a alguns metros da praia.

(...)

Ficamos hospedados em um hotel pouco conhecido na cidade, o único que por sorte do destino aceitava humanos, Hiroshi e Yumi me tratavam gentilmente e Hiroshi deu um jeito de esconder nossa presença com um bruxo da cidade afim de nos esconder o máximo possível de yubaba.

Certa manhã Yumi me encarou longamente antes de enfim tomar coragem para dizer o que pensava.

- É isso mesmo que quer? Viver aqui com ele? - Ela perguntou certo dia quando cheguei de mais um dia de buscas frustrado.


- Sei que minha resposta não agradará você, nem a mim agrada completamente, mas eu espero que você me perdoe, mesmo não lembrando mais de mim no mundo humano. - Conclui, ela pareceu mal humorada com minha resposta d me entregou um um frasco, um dos mesmos que ela mostrou quando saímos da prisão de yubaba.


- Eu não...


- Pegue, só por precaução, não precisa usar, pode jogar fora se quiser mas isso me deixará mais tranquila se eu souber que está com você. - Concordei e coloquei o frasco no bolso do vestido verde que estava usando quando Hiroshi-sama abriu a porta.


- Não sabe bater? - Rosnou Yumi.


- Calma garota, vem convidar vocês para jantar com o homem mais bonito dessa hospedaria. - Ele piscou fingindo limpar as unhas na blusa de frio.


- Você conhece algum lugar onde não nos discriminam? - Perguntou Yumi e ele se encostou no batente da porta.


- Bom um espírito me disse que há um restaurante perto do meu emprego de garçom que aceitam humanos. Ou espíritos de humanos como estamos fingindo ser. - Olhei para trás dele onde uma mulher cheia de Ramos e flores o olhou desconfiado.


- Hehe estou brincando é apenas uma brincadeira. - Ele consertou acenando para a mulher totalmente envergonhado.


- Tão sutil. - Murmurei, Yumi ergueu a mão como se fosse o bater, mas se deteve.


- A honra será toda sua e a conta também. - Yumi disse provocando várias reclamações da parte de Hiroshi em quanto desciamos as escadas e finalmente eu estava livre, me sentia extremamente feliz por estar vivendo aqueles momentos com eles apesar das desavenças.


- Não fique bravo Hiroshi, você é o único que ainda trabalha e ganha por isso. - Expliquei e ele diminuiu as reclamações, seu humor um pouco melhor.


- Sim, você não precisou trabalhar por alimento. - Yumi provocou enlaçando seu braço no meu, após alguns minutos de caminhada na trilha chegamos no restaurante, ele era um pouco afastado e ficava próximo a uma colina, não muito afastado do Castelo de yubaba.


- Acha que devíamos estar aqui? - Perguntei tensa. - E se yubaba ou algum de seus lacaios aparecer? 


- Não se preocupe, vivemos bem nos últimos dias certo? Comeremos rapidamente e saímos logo em seguida está bem? - Perguntou Hiroshi mas algo em minha mente me dizia para voltar a segurança da hospedaria.


- Não sei. - Exclamei. - Acontece que podemos nos meter em problemas não vêem? Estamos muito perto de pessoas que não podemos lidar. - Expliquei e ambos se entreolharam ficando sérios.


- Não precisamos ficar ok? Podemos pedir para a viagem. - Falou Hiroshi e concordei um pouco a contra gosto, entramos pela porta de madeira em um salão vasto com várias mesas dispersas pelo local, em sua maioria ocupada com diversos tipos de seres.


Nos encaminhamos rapidamente ao cardápio, não pude evitar de olhar em volta quando Yumi e Hiroshi escolhiam o que comer.


- ...E Você Chihiro, o que vai querer? 


- O mesmo que a Yumi. - Respondi e o garçom se retirou cozinha a dentro.


- Fique calma, nos já vamos embora. - Falou Hiroshi dando palmadinhas nas minhas costas.


- Alguns espíritos não parecem confortáveis conosco aqui. - Comentou Yumi de braços cruzados ao ver um casal desviar da gente.


Parece que nem os comércios que aceitavam humanos não deixavam para trás seu desagrado com isso. 


Foi então que vi pelo canto do olho yubaba, meu sangue gelou e pisquei bem os olhos para ter certeza de que não era um pesadelo muito mal criado pela minha mente.


Pela janela a vi descer da carruagem e logo em seguida Dione e madame Bovery, Akira vinha logo atrás, com o rabinho entre as pernas seguindo Dione.


- Droga! Parece uma piada de mal gosto! - Exclamei em pânico nos empurrando para um balcão de bebidas ao canto.


- O que? Que houve?


- Yubaba está aqui. - Sussurrei fingindo olhar as garrafas de bebidas.


Hiroshi virou a cabeça, os olhos arregalados de pavor.


- Psy! Não olhe, finja ver as bebidas.- Mandei e como uma alucinação minha pele adquiriu um tom moreno cheio de adornos, meus cabelos subiram em um coque alto assim como meus seios cresceram, pelo reflexo meus olhos viraram grandes buracos negros e meus lábios ficaram carnudos e vermelhos, será que essa magia... Haku?


Olhei para o lado vendo a imagem oposta a dos meus amigos, Yumi se tornou um fantasma de verdade, toda branca com uma máscara adornada por um sorriso de orelha a orelha e Hiroshi era um senhor alto de bigode e um olho só.


- Ah! - Hiroshi tampou a boca com as duas mãos, percebendo imediatamente que tinha chamado a atenção.


Senti os olhos de yubaba nos analisar até um garçom vir até nós.


- Com licença o senhor está bem? - Perguntou e a voz velha de Hiroshi ecoou.


- Não, quero dizer sim! Estou com soluço pode me ver um copo de água por favor? - Pediu e o garçom concordou.


Observei pelo canto do olho o grupo incomodo se sentar próximo a nós.


- Sinto o cheiro daquele Dragão traidor aqui. - Comentou Yubaba.


- Tem certeza? Eu senti um cheiro bem estranho quando entrei, não dá pra ter certeza. - Murmurou Dione e vi seus olhos passarem por mim.

- Ainda não conseguiu localizar ele e a garota? - Perguntou Bovary, cruzando as pernas elegantemente em seu vestido roxo.


- Meus servos inúteis estão procurando, assim que a notícia da morte de satou-sama chegar até os céus iram atrás de Haku e ela com certeza estára com ele, devo ficar atenta, será o meu fim se não encontrar o pergaminho. - A velha mestra resmungou, olhando com interesse para o garçom que vinha em nossa direção, era um outro desta vez, era alto e usava uma máscara escura que contrastava o uniforme do restaurante.


- Aqui está a água, meu senhor, gostaria de respirar um ar fresco? - Um brilho familiar me fez concordar imediatamente.


- Sim! Por favor. - Em quanto nos encaminhavamos para a saída o garçom se deixou ficar para trás e ao meu lado segurou meu braço.


- Continue andando, não pare por nada entendeu? 


- Espere um minuto aí, seu grande tolo! - Tive de fazer um grande esforço para continuar andando quando Haku girou nos próprios pés ao ouvir yubaba falar e sua forma voltou ao normal.



Notas Finais


Espero que tenham gostado, nos vemos no próximo capítulo ❤


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