História A maldição de Majutsugako - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Historia Original, Japao, Lgbt, Romance, Suspense
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Palavras 1.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, fanáticos pela cultura japonesa! Como estão? Espero que bem. Esta deve ser a primeira vez que trago uma de minhas histórias para a Otanix, e faz um tempo que não escrevo, então perdão por qualquer erro! Bom, como devem ter visto no título, esta história é uma criação minha, não sendo baseada em qualquer anime ou mangá (tudo bem que a ideia para a história surgiu enquanto eu assistia a Harry Potter estes dias; vocês já vão entender); todo o conteúdo dentro da história foi criado por mim, com uma grande ajuda da Malenis (uma grande amiga minha). Bom, vou parar de enrolar, espero que gostem!

Capítulo 1 - Sejam bem-vindos à Majutsugako!


31 de agosto de 2019, 19h36min

A caminho de Majutsugakō, no trem

 

Adam podia ouvir os alunos passando no corredor do trem e chamando a moça do carrinho para poderem comprar comida. Só pelo pensamento, seu estômago roncou, não comia desde que embarcara. Remexeu nos bolsos, vendo se tinha sobrado algum dinheiro: nada.

 

Resolveu dar uma “passeada”, vendo se conseguia se distrair com alguma coisa até chegar à escola. Enquanto andava pelo corredor, viu a porta de uma cabine um pouco para trás da sua se abrindo; de dentro saiu uma garota de cabelos castanhos, pele bem clara e os olhos tinham uma redundância de mel. Ela olhava para ele, parecia querer dizer alguma coisa, mas tinha alguma outra coisa em sua expressão. Incerteza talvez?

 

Ela pareceu voltar à realidade, e olhando para dentro de sua cabine, alguém falava com ela. Adam viu ela acenando com a cabeça, logo depois de abrir um grande sorriso. Ela colocou o casaco e ajeitou o cabelo enquanto andava até Adam, ainda sorrindo. Ele pensou em voltar para dentro, achou que ela talvez quisesse passar, até que viu que ela acenava para ele, pedindo para ele esperar:

 

— Oi! Desculpa não ter te chamado antes, eu estava com medo de falar alguma coisa errada, meu japonês ainda não é cem por cento... — disse a menina, olhando para baixo.

 

— Chamar-me para o quê? — sua voz saiu mais áspera do que imaginava.

 

— Ah, vimos você passando pelo corredor na hora da embarcação, pensamos em te chamar, mas você estava andando muito rápido e não sabíamos em que cabine que você estava. Por que não fica lá com a gente? Ficar sozinho é chato demais, cara, e já que você acabou de chegar, precisa se enturmar. Ah... e somos as pessoas mais legais que você pode conhecer aqui, prometo-lhe. — a garota disse enquanto abria um sorriso um tanto engraçado.

 

— Hum, okay então. Obrigado.

 

A menina não parecia ser de descendência japonesa, não possuía olhos mais puxados, e, enquanto falava em japonês, podia-se perceber um leve sotaque em sua fala.

 

Quando chegaram à cabine, lá havia mais três pessoas: mais uma menina e dois meninos.

 

— Vocês dois, sem brincadeiras idiotas, a Ana chegou com o menino novo! — a garota exclamou, tentando falar mais baixo.

 

Adam observou os três dentro da cabine: todos japoneses. A garota tinha cabelos negros curtos, tinha olhos mais puxados do que os dos outros dois, era bem magrinha e baixinha. Provavelmente ainda mais baixa que Ana, que recém-descobrira o nome.

 

Um dos meninos era mais magrinho também, mas não tão baixo. Ele tinha os cabelos claros e os olhos bem escuros, sendo um tanto bronzeado, Adam pôde perceber.

 

O outro menino era mais bonito e visivelmente mais alto que Adam, os cabelos e olhos escuros eram suas características mais marcantes, possuindo a pele bem clara e tendo alguns band-aids e curativos no rosto. “Deve ter se metido numa briga feia”, pensou Adam.

 

— Como a Saori já falou, eu sou a Ana, prazer! O do cabelo claro é o Makoto, e o com a cara toda ferrada é o Takahiro. — Ana disse enquanto ria.

 

“Ana devia ser daqueles tipos de pessoa que sempre está rindo e sorrindo”, pensou Adam.

 

— É muito bom conhecer todos vocês, eu sou o Adam. Vim da Alemanha para cá em julho, por isso entrei na escola só agora. — explicou Adam, tentando ficar mais à vontade enquanto sentava em um dos banquinhos da cabine, ao lado de Takahiro.

 

— Adam, que nome bonito. Eu também não sou japonesa, o que é bem notável, mas okay — disse Ana, soltando uma risada nasal. — Eu nasci no Brasil, quando completei três anos minha mãe quis se mudar para cá, pois quase toda minha família mora aqui.

 

— Olha, o papo tá realmente bem legal, mas, tipo, a gente tá chegando, dá para ver o castelo daqui. Olha, Adam! — disse Makoto enquanto apontava para o “nada” na janela.

 

Adam se inclinou um pouco no banco, tentando enxergar a escola. Aos poucos, uma luz forte em meio a algumas montanhas ficava cada vez mais visível. À medida que se aproximava, a escola (que mais parecia um castelo, como Makoto havia dito) parecia maior a cada segundo; as luzes em volta faziam a paisagem parecer de outro mundo. “O que a magia não faz?”, pensou.

 

Cabine por cabine, as pessoas desembarcavam a uma velocidade avassaladora. Adam teve que esperar até que todos saíssem para voltar e buscar suas malas na cabine que estava anteriormente; Takahiro o ajudou.

 

Quando Adam e os outros desembarcaram, andaram com as malas até um tipo de hall de entrada, onde sentiram um forte cheiro de comida.

 

— Pessoal, não comi a viagem inteira. Onde podemos colocar as malas? Eu acho que vou morrer de fome. — disse Adam enquanto jogava a mão sobre a testa.

 

— Vamos ir comer já. Ah, deixe as malas aqui mesmo, enquanto comemos eles levam nossas malas até os dormitórios, é sempre assim. — explicou Takahiro enquanto colocava suas malas no chão e guiava o grupo pelo salão até chegarem até duas portas de madeira.

 

Abriram as portas e passaram por uma sala onde havia vários estudantes. Alguns jogavam xadrez encantados, outros estavam sentados em volta da lareira e uns outros quatro liam seus livros em silêncio, sentados em roda em volta de um tapete de veludo vermelho.

 

O cheiro de comida ficava cada vez mais forte, até que, ao virarem à esquerda de um corredor, uma porta grande estava aberta na frente deles, e dentro do espaço havia seis grandes mesas cheias de comida e alunos famintos jantando.

 

Um sorriso se abriu no rosto de Adam: “eu vou comer, finalmente”. Não pôde evitar de rir com o pensamento.

 

— Ahh, então ele sabe rir! — brincou Ana, tocando na ponta do nariz de Adam enquanto ele fingia irritação.

 

Sentaram-se para jantar, e Adam percebeu que aquela seria a primeira de várias semanas, agradecendo em silêncio por ter conhecido aqueles três jovens (mais do que peculiares).

 

—•—•—•—•—•

 

1º de setembro de 2019, 00h16min 

Dormitório masculino, lado D

 

Takahiro e Makoto foram pedir ao diretor para que deixassem Adam dormir no mesmo dormitório que eles, pois se recusaram a deixar o menino sozinho. O argumento que eles usaram foi que eles eram “os mais aptos” para o trabalho.

 

No dia dois o ano letivo já iria começar, e Adam não iria mentir: estava muito ansioso. Nunca havia tido real contato com a cultura japonesa e queria que tudo ocorresse da melhor maneira possível. Depois da tentativa de homicídio de sua mãe sobre seu pai, Adam se tornou um menino muito inseguro sobre tudo, e também era muito ansioso. Fazia tempo que ele não sentia sono de verdade, então estava dando graças a Deus por estar exausto.

 

Pela primeira vez em anos, Adam estava realmente sentindo que podia confiar em mais alguém além de seu pai, e isso o deixava muito feliz. “Ainda tenho que me desculpar com a Ana pelo jeito que a tratei”, pensou.

 

Estavam todos indo deitar, quando Takahiro decidiu que iria infernizar a vida de todo mundo do dormitório: ele pegou bombinhas de gás explosivo e jogou nos colegas. Por sorte, Adam conseguiu desviar de três, mas a quarta o acertou direto em seu rosto, e ele não tinha sido muito sortudo: o cheiro era de “perfume” de gambá.

 

Todos tiveram que tomar um segundo banho por causa da brincadeira infantil de Takahiro, mas ele ganhou umas belas bofetadas e bombinhas na cara também, como troco dos outros meninos.

 

Por enquanto Adam tinha se enturmado bem com Takahiro, ele era engraçado e um bom ouvinte. Eles conversaram por um bom tempo, cada vez mais imersos na conversa. Adam se sentia estranho perto dele, mas era um estranho um tanto... bom? Aquele aperto no peito quando se está conversando com alguém. Ele sentia falta desses sentimentos de felicidade.

 

Enquanto conversavam, Adam ouviu uma coisa estranha, parecia uma voz: “você não devia ter vindo para Majutsugakō, criança idiota. Você morrerá, isso eu lhe prometo! Eu terei minha vingança e você morrerá!”.

 

Adam estava pálido e estava suando muito também. Ele conseguia sentir Takahiro o chamando, perguntando se ele estava bem. Sua visão começou a ficar turva, e a única coisa que ele ouvia era a voz de Takahiro bem ao fundo e um alto “beep” em seus ouvidos. Tudo escureceu e ele desmaiou.


Notas Finais


Mas, e aí, meu povo? Gostaram? Eu queria ter conseguido fazer um capítulo mais longo, mas no começo geralmente é assim, “né”? Eu prometo fazer capítulos maiores no futuro, eu tenho tanta coisa planejada, vocês não têm noção, meu Deus. Eu vou colocar referências a algumas lendas japonesas no próximo capítulo, então ficará um pouco mais claro o que é que está acontecendo com o Adam (eu tenho medo de dar spoiler com as coisas que eu falo, Jesus, “KKK”).

Bom, gente, é isso, eu espero que vocês tenham gostado, de verdade! Eu peço que vocês deixem a opinião de vocês aí, um feedback é sempre bom! Um beijo no kokoro de vocês, fui!


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