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História A maldição de Sabrina - Capítulo 11


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Notas do Autor


Aaaah capítulo novooo😆
E um bom início de semana pros meus amores😊🍃💕

Capítulo 11 - Lembranças


Fanfic / Fanfiction A maldição de Sabrina - Capítulo 11 - Lembranças

Sabrina Carpenter:


  "Fevereiro, 1979


  Eu estava em casa com a mamãe e minhas irmãzinhas. Ela estava nos arrumando para irmos em algum lugar. Disse alguma coisa sobre ir a casa de uma amiga perto da nossa casa, enquanto eu brincava com a minha boneca.


  - Pronto, queridas. Vamos? - ela falou e eu concordei com a cabeça.


  Mamãe então, pegou Sarah no colo e colocou Shannon no carrinho e nós saímos de casa. Andamos por um longo tempo naquelas ruas frias e estranhas até chegarmos em uma casa. Ela bateu na porta e uma outra mulher atendeu.


  - Ah. Oi, Liza! - a mulher abraçou a minha mãe. - Vamos, entrem. - convidou e nós entramos.


  - Querida - disse mamãe se agachando para ficar do meu tamanho e colocou Sarah no chão. - Essa aqui é a titia Sharon - apontou para a mulher, que sorriu para mim.


  - Oi, Sabrina! Se lembra de mim? - perguntou a mulher e eu balancei a cabeça. Ela riu. - É. Já faz um tempinho mesmo. Bom - continuou falando -, eu e a sua mamãe vamos conversar um pouquinho. Você pode brincar com o meu filho, o que acha? - disse e eu concordei acanhada. - Ele está ali em frente a tv. Tem 3 anos, igual a sua irmãzinha, a Sarah; então tome cuidado. O nome dele é William Denbrough, mas pode chamar ele de Bill. - eu concordei com a cabeça, indo devagar até o garotinho de cabelos marrons que brincava no carpete da sala com seus carrinhos.


  - Oi, Bill. - falei ele me olhou. O menininho tinha olhos azuis, ou verdes, sei lá. - Meu nome é Sabrina. - me apresentei e ele continuou me olhando.


  - S-S-Sabrina - falou o menino e eu sorri.

  - Posso brincar de carrinho com você? - Perguntei e ele concordou com a cabeça. Logo comecei a brincar com ele e nós nos demos muito bem.


      Algum tempo depois


  - Mamãe - falei apertando sua mão e ela me olhou. - Tô com medo.


  Nós já tínhamos saído da casa da tia Sharon e do Bill, estávamos voltando para casa, passando por aquelas ruas sinistras daquela cidade sombria. As árvores pareciam malvadas, os passarinhos não cantavam, os lugares eram escuros e frios. E eu via olhos amarelos e um nariz vermelho por todo lugar.


  - Medo? Medo do que, meu anjo? - Perguntou e eu olhei ao redor.


  - Desse lugar. Ele me dá medo.


  - A rua? É porque tem muitas árvores grandes que deixam ela escura. - Explicou e eu balancei a cabeça.


  - Não, a rua não. A cidade. Derry. - Falei e ela me olhou com uma cara estranha. Ela não me entendia. - Tenho medo daqui.


  - Porque? - Perguntou me olhando.


  - Tem alguma coisa aqui. - falei para ela. - Ela fica me olhando o tempo todo. Fala que quer ser meu amigo...


  - Pera. Essa coisa fala com você? - Ela parecia preocupada. Eu confirmei com a cabeça.


  - Ela tá em todo lugar. Fica no meu quarto, toda noite. Me vigiando..."


      Julho/ 1989


  Acordei de súbito, suando frio e respirando de forma ofegante. Foi só um sonho, Sabrina. Só um sonho. tentei me convencer disso, mas não tinha como. Eu sabia que não era apenas um sonho. Era uma lembrança. Uma lembrança que, além de me mostrar que eu e William Denbrough já nos conhecíamos, me mostrou também alguém que eu já conhecia. Alguém, não. Algo. Uma coisa que me persegue desde sempre. A coisa que ainda me vigia.


  Saindo de meus pensamentos tenebrosos, senti um vento frio passar pelo meu quarto trancado. Olhei para a janela que ficava em frente a minha cama. Ela estava fechada e com as cortinas brancas na frente. Mesmo assim, era possível notar que ainda era noite lá fora.


  O vento balançava as cortinas sobre as poltronas ao lado da janela. De onde tá vindo esse vento? me perguntei e pisquei os olhos de forma sonolenta. Quando os abri, vi uma figura sinistra parada na frente da minha cama.


  Era alta, tinha uma roupa esquisita de palhaço e olhos amarelos que brilhavam na escuridão... e estava me observando com eles.


  - Quem é você? - Perguntei amedrontada. Ela não me respondeu. Ficou me encarando no silêncio da noite. - Porque tá fazendo isso comigo? - Meus olhos estavam ardendo, começando a ficarem úmidos.


  - Ah. Não chore, minha querida Sabrina - pediu a criatura.


  - Como sabe meu nome? - Perguntei respirando devagar.


  - Eu sei tudo sobre você. - Sorriu de uma forma sinistra.


  - É um telepata? - Indaguei o observando.


  - Eu sou muitas coisas. - respondeu ele. - E uma delas é seu amigo. - Sorriu.


  - Você não é meu amigo. - Falei cautelosamente. Ele fingiu chorar com o isso. - Não seja cínico! - parou imediatamente e me olhou atento. - Não sou como as crianças estúpidas que você atrai.


  - Então sabe sobre mim. - disse sorrindo satisfeito. Eu assenti. - Qual o meu nome?


  - Pennywise - falei quase que imediatamente e eu mesma me surpreendi. Ele sorriu orgulhoso. - Era verdade, não era? - Perguntei e ele me olhou confuso. Meus olhos já haviam se acostumado a escuridão do quarto. E seus olhos, agora azuis-claro, me fitavam na escuridão. - Não foi um sonho. Foi uma lembrança. - Ele assentiu, esperando que eu prosseguisse com minha conclusão. - Porque me persegue desde criança?


  - Pelo mesmo motivo pelo qual você conversa comigo como se fossemos próximos - rebateu astuto. Abri a boca para falar que aquilo não era verdade, mas não saiu nada.


  - E somos? - Questionei-o enfim e ele sorriu. Quando estava prestes a responder, alguém bateu na porta do meu quarto.


  - Sabrina? - Era o David. - Tem alguém aí?


  - Vai embora. - ordenei manipulando sua mente e ele foi. Quando tornei a me virar para a janela, o palhaço esquisito não estava mais lá. - Pennywise? - Procurei-o com o olhar e nada. - Sumiu. - disse por fim. - Bom, vou voltar a dormir que eu ganho mais. - Falei para mim mesma e voltei a me deixar, logo pegando no sono, com olhos azuis em mente. Agora, de quem eles eram, eu não sei.


      No dia seguinte


  Era um pleno sábado de manhã, e eu estava preparando o café da manhã para as minhas irmãs, pois David havia ido para o departamento há algumas horas.


  - Bom dia, Sabrina! - Cumprimentou-me Shannon, correndo até mim e me abraçando.


  - Bom dia, Shannon! - abracei-a e logo nos separamos. 


  - O cheiro está uma delícia! O que é? - comentou Sarah se aproximando.


  - Ovos com bacon. O café da manhã típico de um estadunidense. - falei e sorri, elas fizeram o mesmo. - Já arrumaram o quarto?


  - Sim - confirmou Shannon se sentando à mesa junto de Sarah.


  - Parece animada. Vai fazer alguma coisa importante? - Perguntou a mais velha e eu assenti, colocando os ovos e o bacon em um prato e o levando até a mesa.


  - Vou a casa de um amigo de infância. Quero ver se lembro de mais alguma coisa sobre essa cidade esquisita. - comentei e elas assentiram se servindo enquanto eu colocava o suco de laranja em seus copos.


  - E quem é esse amigo de infância, Sabrina? - Sarah perguntou e vi Shannon dar sua primeira garfada na refeição.

  - Huum. Tá uma delícia!


  - Obrigado, Shannon. - sorri e ela fez o mesmo. - William Denbrough, Sarah. - revelei olhando para a mais velha das duas.


  - William Denbrough? Você quer dizer, Bill Denbrough? O garoto que perdeu o irmão ano passado? - disse ela atenta e eu a fitei.


  - Esse mesmo. Então conhece o Bill. - falei fazendo uma leitura rápida em sua mente.


  - Conheço. É da minha turma em algumas matérias na escola... - ela me olhou atenta, como se me analisasse.


  - Você gosta dele - comentei após notar esse sentimento em seus pensamentos sobre o garoto.


  - O quê? - ela me olhou corada de vergonha e logo de raiva. - Pare de ler a minha mente, sua telepata de merda! - Repreendeu-me e eu permaneci apática. Ela se levantou furiosa e foi para o seu quarto com passos pesados.


  - Por que brigaram? - Perguntou Shannon terminando de comer seu café da manhã.


  - Não ouviu nada do que falamos? - Indaguei neutra.


  - Foi por causa de um garoto. Will, Bill, ou sei lá. - Falou ela limpando a boca com um guardanapo. - É colega da Sarah. - eu apenas assenti. - Ela gosta dele. - fez uma pausa devolvendo o guardanapo sob a mesa e pegando seu copo. - E você também gosta - comentou bebendo seu suco.


  - O quê? Não! Eu gostar de um mundano qualquer? Que idiotice, Shannon! - Falei em minha defesa, sentindo um certo rubor em minhas bochechas.


  - Ah, claro! Se não gosta do Bill, então gosta do Richie. - comentou devolvendo o copo a mesa.


  - O Richie? Não. Somos melhores amigos, só isso. - Defendi-nos. - Até porque, mesmo se eu quisesse não poderíamos ser nada além disso... - sussurrei olhando para o chão.


  - E por que não? Ele parece legal. - disse a baixinha me observando.


  - Você não entenderia. - falei simplesmente, voltando a olhar para ela.


  - Tudo bem, então. - disse se levantando da cadeira e rodeando a mesa. - Ah, e como observação, Srta. Carpenter: você também é uma mundana. - Sim. Ela sabe o que significa mundano. Eu adorava treinar o vocabulário com elas em Portland.

  - Mas não sou como vocês. - rebati a observando enquanto passava por mim.

  - Então como você é? - perguntou voltando-se para mim.

  - Eu não sei. - admiti pensativa e decepcionada. Ela me pareceu um tanto triste com isso.

  - Eu sinto muito. - disse a baixinha vindo até mim e me abraçando. - Mas - começou quando nos separamos - eu sei que você gosta do Bill. - finalizou e correu rindo pela escadaria. Ri com isso.


   - Até mais tarde, pestinha! - Gritei saindo de casa após pegar meu walkman.


      Alguns minutos depois


  - Oi, em que posso ajudar? - perguntou Sharon ao abrir a porta de sua casa na qual eu acabara de bater. Ela me olhou perplexa, e com um certo ressentimento. - Sabrina...?


  - Oi, Sra. Denbrough. - sorri triste. - O Bill está?  - Não vou deixar ela fazer mal a outro filho meu, ela pensou ao me ver. - Não se preocupe, não vou fazer mal a ele. - garanti e ela pareceu mais amedrontada.


  - Fique longe daqui! - disse alterada ao lembrar de seu filho caçula e da história que David espalhou por Derry sobre mim.


  - Tá, chega. Não vou perder tempo com quem acredita no babaca do David. - comentei e no momento em que ela ia fechar a porta na minha cara, eu manipulei sua mente e fiz com que ela paresse.


  - Entre, Sabrina. Sinta-se em casa. - disse quase que parecendo uma marionete de verdade, e de certa forma era.


  Eu passei pela porta na qual ela me dera espaço e observei o lugar, ouvindo ela fechar a porta atrás de mim. A casa estava exatamente como no sonho. Os papéis de parede, os móveis, tudo.


  - S-S-Sabrina? - Ouvi a voz do moreno e voltei-me para a cozinha, de onde vinha o som. - O que tá f-fazendo aqui?


  - Oi, Bill! - saldei-o quando sua mãe foi tocar piano e nos deixou sozinhos na sala de estar. - Eu vim... ver você.


  - Me ver? - Indagou e eu assenti. - P-porque? - perguntou confuso.


  - Sonhei com você essa noite. - revelei e o moreno de olhos azuis corou. Sorri com seu jeito fofo.


  - C-comigo? - assenti. - E o que a-aconteceu no sonho? - Perguntou curioso, se aproximando de mim. - Você q-quer sentar? - disse me convidando para o sofá e nós nos sentamos no mesmo.


  - Bom, o sonho me lembrou de uma vez que vim aqui, na sua casa, quando eu era pequena. Alguns meses antes de me mudar - expliquei e sorri.


  - Não me lembro d-disso. - comentou confuso.


  - Talvez seja porque você tinha 3 anos de idade. - argumentei e nós rimos.


  Conforme fomos parando de rir, lentamente, ficamos olhando fixamente um para os olhos do outro. Em seus pensamentos, ele parecia cogitar a possibilidade de estar mesmo gostando de mim. Fofo!


  Fui me aproximando devagar ao seu lado no sofá, enquanto o som de Fur Elise, de Bethoveen vindo do piano. Ele se aproximou lentamente, desviando seu olhar dos meus olhos para a minha boca, e eu fazia o mesmo. Ficamos assim até selarmos nossos lábios de forma delicada.


  Senti suas mãos chegarem a minha cintura de forma acanhada, então coloquei minhas mãos sobre as dele para que ele soubesse que era exatamente isso o que deveria fazer. Logo coloquei meus braços ao redor de seu pescoço, passando meus dedos entre seus cabelos castanhos da nuca.

  Ele me puxou delicadamente pela cintura para aproximar nossos corpos no sofá. Arrumei minha posição, colocando minhas pernas ao redor de sua cintura sem parar o beijo. Pedi passagem de língua e ele cedeu, enquanto eu me inclinava sobre seu corpo esguio e ele ia se reclinando no sofá.


  Quando o beijo estava ficando bom, senti alguém vindo do corredor e parei o beijo dizendo seu pai tá vindo pra cá em sua mente. Saí de cima dele, arrumando minha blusa sobre o short jeans e me levantando so sofá. William se levantou logo depois.


  - Oi, Sr. Denbrough. - Cumprimentei-o quando ele surgiu e sorri tímida.


  - Oi, p-pai. - disse Bill Gago tentando fingir que nada tinha acontecido.


  - Quem é essa? - Perguntou Zack olhando para o filho e em seguida para mim.


  - Essa é a... - William começou a falar e eu o interrompi antes que seu pai me expulsasse por pensar que eu havia desaparecido com seu filho mais novo.


  - Ninguém importante! - Bill me olhou confuso e eu neguei com a cabeça de forma discreta. - E já estou de saída. Foi um prazer, Sr. Denbrough. - Sorri e comecei a caminhar em direção a porta.


  - Eu acompanho você - ofereceu-se William e veio comigo, abrindo a porta para mim e me permitindo sair da casa. Parei em frente a porta e me voltei para ele.


  - Bom... - falei - foi um prazer poder vir até sua casa novamente. - Sorri e ele fez o mesmo.


  - Digo o mesmo, S-Sabrina. - fez uma pausa. - Q-quando vamos nos ver de novo?


  - Hum... Amanhã. Com o clube, na praça. Que tal? - Falei sorridente.


  - Claro. T-tudo bem. - Sorriu. - Se cuida, C-Carpenter. - Desejou e eu o abracei.


  - Você também, Denbrough. - Falei ao nos separarmos e lhe dei um selinho. Ambos sorrimos. - Bom, eu já vou. Tchau, William. - Acenei e comecei a me distanciar.

   Logo virei as costas para a casa e comecei a descer a rua, sorrindo feito uma boba. Aqueles olhos azuis não saíam da minha cabeça, enquanto eu podia sentir olhos amarelos me vigiando entre as sombras de uma forma possessiva.


Notas Finais


Espero que tenham gostado😄
Fiz este capítulo a pedido de uma amiga incrível minha, @LeeGyu-won


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