História A Maldição de Swan - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emmaswan, Reginamills, Swanqueen
Visualizações 249
Palavras 2.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olááá turmaaaa!
Espero que gostem!

Beijos, Beijos!
Tenham uma ótima leituraa!

Capítulo 2 - Capitulo 02 Contrato


Regina

 

Minha irmã e eu vivíamos numa cabana que antes pertencera aos nossos pais, numa floresta, no limite do reino de Excelsior, mas acontece que com a morte deles, não tínhamos sustento para pagar os impostos cobrado e muito menos para comprar comida ou qualquer coisa.

Em vida, eles tentaram de todas as formas vender nossos dotes para famílias de grandes duques, mas a questão era que nós duas não tínhamos mais nada de especial para oferecer... Uma que não nos agradava ter a companhia de homens, e outra que já tivemos casos e acasos com outras mulheres. E que todos consideram influencias de bruxas para tal comportamento. Na verdade toda porcaria que acontece é culpa de bruxa. Teve uma tempestade que ocasionou mortes, culpa de bruxaria. Fulano morreu pela peste, culpa de bruxaria. Seria bem mais digno se batessem no peito para enfrentar as merdas do mundo de hoje, mas nem isso os covardes fazem.

E por falar em bruxaria, com certeza acabaríamos como nossa tataravó, condenadas à morte na fogueira, temos a ingênua habilidade de tanto manipular quando controlar o fogo. Não é incrível em ser assim aos olhos dos tolos. Tolos não, dos covardes. Eles temem a grandiosidade e por isso querem acabar com ela.

Como não tínhamos o que comer e muito menos onde morar, usávamos nossa habilidade para conseguir roubar alguns comerciantes e levar algumas moedas de prata também; mas nunca próximo da cidadela ao redor do castelo, não podíamos chamar atenção da guarda real para a nossa cola. Por falar em castelo, aquela porcaria era absurdamente grande, com aquelas torres pontudas, tão altas que pareciam ficar bem próximas das nuvens; a extensão de sua ocupação era tão grande que provavelmente caberia três cidadelas populosas dentro dele, e pode até ser que sobraria espaço.

O povo ovacionava os reis de Excelsior, os amavam.

Eu admito que dentre todos os reis que tiveram, o jeito que a tal Rainha Swan governava, era pacifico e muito funcional. Foi o único reinado que presenciei que conseguiu extinguir os andarilhos dos becos, o único que dava oportunidades para saírem da miséria.

E porque não procuramos auxilio do reino? Porque em nenhuma ocasião aceitaríamos ficar em débitos com eles.

Como todo dia qualquer, estávamos caminhando pela floresta, procurando um possível lugar para passarmos à noite.

Um garoto loiro e magricela saltou de uma das árvores e teve a nossa atenção; ele não tinha sombra e a fisionomia angelical de um adolescente inocente, só me passava a ideia de quão perigoso aquele moleque poderia ser.

- Olá Srtas. Mills. – Ele disse sorrindo forçado. Minha irmã e eu nos entreolhamos e voltamos a encarar o ser esquisito. – Sou Peter Pan, e venho em nome do Rei Robin Hood do reino de Locksley, saudá-las.

- Tá, tá. Vai direto ao assunto. – Zelena cortou seus rodeios.

Ele ajeitou o traje verde que usava e tentou não demonstrar que tinha se irritado.

- Como estava dizendo, o Rei Robin pediu para encontra-las e oferecem uma proposta.

- Proposta? – Repeti questionando.

- Sim. Meu rei teve informações que a Rainha Swan está procurando desesperadamente por algum descendente Mills que possa traduzir o diário da tataravó de vocês duas. – Deixamos que ele continuasse. – Não sabemos o porquê que ela quer saber o conteúdo das escritas.

- E?

Peter deu mais um sorriso forçado.

- Meu rei quer contratá-las para mantê-lo informado quando estiverem dentro do castelo de Excelsior.

Cruzei os braços e observei minha irmã que ainda continuava quieta processando tudo que ouvira.

- E seu rei quer se manter informado porquê?

- Porque ele quer as terras de Excelsior, claro. E pelo que parece a Rainha Swan é uma ótima estrategista, mas como todo mundo, deve ter um ponto fraco e ele precisa descobrir qual. – Ele estalou o dedo e um vulto deslizou para os seus pés, era sua sombra que voltara; abaixou até ela e sua mão a atravessou por alguns instantes, e se levantou tirando dela um saco de pano enorme e jogou aos nossos pés, deixando cair muitas moedas douradas. – Acredito que essa quantia seja suficiente para fecharmos um acordo, Srtas. Mills.

Ainda olhávamos incrédulas para a enorme quantia que estava bem a nossa frente.

Era muito dinheiro... Com tudo aquilo, não precisaríamos nos preocupar com nada por muitos anos.

- É o suficiente. – Zel disse. – E como faremos para passar informações?

- Minha sombra vai buscar os pergaminhos que escreverem, mas será apenas nas quartas, não posso mandar minha sombra todos os dias ou aquela vadia que anda para cima e para baixo com a rainha irá perceber o cheiro diferente.

- E como ela consegue perceber o cheiro? Por um acaso sua sombra fede? – Minha irmã tornou a perguntar.

Peter revirou os olhos e arfou.

- Ela é meio lobo, tire a capa que ela usa e conhecerão o demônio gigantesco de quatro patas, totalmente fiel à rainha.

Balançamos a cabeça positivamente que tínhamos entendido.

- E o rei? – Perguntei. – Temos que nos preocupar?

Peter soltou uma gargalhada.

- Não, definitivamente não. Ele é um babaca que só não foi exilado pela sua família porque a Rainha Swan interveio. O casamento dos dois é fachada. Apenas foquem em Swan, e tudo estará saindo como no planejado. – Ele olhou para o lado e logo voltou-se para nós. – Eles estão vindo. O pagamento de vocês estará bem escondido na cabana onde cresceram, não se preocupem, mas só conseguiram pegá-lo quando derem uma informação útil para meu rei. Boa sorte.

Ele saltou para dentro da sombra, desaparecendo, e logo em seguida a sombra sumiu num piscar de olhos.

Quando ouvimos murmúrios, nos escondemos atrás de uma grande árvore para observar.

Havia dois homens e duas mulheres.

Eu precisava realmente rever meu conceito de julgar as pessoas sem conhece-los.

Eu imaginava a tal Rainha Swan como uma coroa acabada, mas ela é completamente o oposto. Divinamente linda. Os fios dourados perfeitamente organizados com a coroa dando um charme maior, os belos olhos verdes que poderiam serem notados de longe de tão intensos que eram. O rosto angelical e juvenil era muito bem moldado, bem como o seu belo corpo que curiosamente estava destacado pela calça de couro e espartilho que usava.

A tal mulher-lobo também não ficava atrás, os cabelos castanhos estavam presos também em uma trança, realçando seus olhos azuis sempre atentos e o as roupas que usava, favorecia muito bem o seu corpo.

O homem com vestimentas de rei, tinha a cara de mais delicado que uma flor, poderia até arriscar que ele usava mais acessórios para favorecer a pele do que sua própria rainha. Não, ele não tinha nada de feio, pelo contrário, era muito atraente, cabelos negros bem organizados e olhos azuis chamativos, o problema era que nem mesmo se ele tentasse ser o ‘tal’, não conseguiria.

O outro com trajes de capitão, tinha o físico em dia para a profissão que ocupara, cabelos loiros bem curtos e com olhos claros.

- Eu quero a mulher-lobo para mim. – Zel sussurrou.

- Fique à vontade. – Disse mas agradecendo mentalmente por isso, porque no fundo, eu sentia que ia me divertir muito com a majestosa jovem rainha, ela querendo ou não.

 

Emma

 

Voltamos ao castelo e pedi para as governantas providenciarem o que as duas irmãs pedissem e que mostrassem os quartos que ficariam durante o tempo que levarem para trabalharem no diário ou livro, que seja.

Ruby me acompanhou até a sala de reuniões, enquanto David voltou ao seu posto e Killian estava exausto demais com a agitação do dia de hoje.

- Você acha que podemos confiar mesmo nelas? Porque é a primeira vez que confiamos em desconhecidos e o trazemos para dentro do castelo. – Ruby perguntou ao se sentar na enorme cadeira almofadada que tinha próxima da enorme janela.

- Eu estou muito perdida em relação à isso. – Disse abrindo a garrafa de vinho e servindo duas taças, levando uma a minha amiga. – Se eu não precisasse extremamente da ajuda delas, eu nunca faria isso. – Beberiquei da minha taça. – Eu não quero sentir isso para sempre, Ruby. – Me sentei na outra cadeira a sua frente. – Se isso não dar certo, eu acho que vou parar de procurar.

Minha melhor amiga balançou a cabeça positivamente.

- Eu estarei aqui para te apoiar em qualquer decisão.

- Obrigada.

Passamos a falar de assuntos aleatórios por horas para me distrair do nível de ansiedade que dominava meu interior.

Eu queria tanto me ver livre dessa maldição.

Queria poder admirar a lua-cheia e não teme-la.

O som de batidas na porta teve nossa atenção.

Regina estava lá, vestindo um vestido azul marinho simples mas que tinha lhe caído muito bem.

- Eu posso voltar outra hora se estiver ocupada. – Ela disse.

- Já estou de saída. – Ruby se colocou de pé. – Não esqueça do treino de arco e flecha amanhã cedo. – Foi em direção da porta e fez um breve balançar de cabeça. – Boa noite Srta. Mills.

Observei Regina entrar estudando cada pedacinho da sala e dando passos lentos porem atentos.

- Sente-se, por favor. – Disse e ela obedeceu. – Aceita vinho?

- Adoraria.

Assenti e me levantei até a mesa onde enchi mais uma taça de vinho, entregando a ela antes de me sentar.

- As acomodações estão de seu agrado e de sua irmã? – Perguntei.

Ela tomou um curto gole e fechou os olhos ao saboreá-lo; sua língua deslizou lentamente pelos lábios carnudos e meus olhos fizeram questão de acompanhar.

- Não temos o que reclamar. – Assenti para incentivá-la sobre o motivo de ter vindo me procurar. – Eu queria saber se tem algum motivo especifico para querer ter conhecimento sobre o que tem no diário?

- Eu apenas sou uma pessoa curiosa demais e quero saber se tem algo útil que eu precise saber.

Regina me estudou com o olhar cautelosamente e levando a taça aos lábios, e a abaixando logo em seguida.

- Trabalharemos nele amanhã, pode ficar tranquila.

Antes que pudesse dizer alguma coisa, mais uma vez o som de batidas na porta teve a minha atenção.

- Majestade. – A criada fez uma breve reverencia. – A Princesa Lilith acabou de chegar e encontra-se em seus aposentos.

- Obrigada. – Ela se retirou. – Srta. Mills, sinto muito, mas eu preciso ir, necessita de companhia para leva-la até seu quarto? Posso pedir para um guarda a acompanha-la caso seja necessário.

Regina se levantou e soltou a respiração de uma vez, como se algo a tivesse aborrecido.

- Eu decorei o caminho que devo fazer para chegar até lá. – Me entregou a taça vazia e me deu a costa. – Boa noite, alteza.

Seu tom irônico na última palavra não passou despercebido por mim.

Deixei para pensar sobre isso em outra hora e fui para o meu quarto, que estava todo bem iluminado e a divisória para a banheira estava posta. Logo o ótimo aroma dos sais de banho preencheu o ambiente e o som da água sendo levemente agitada.

Me aproximei lentamente, admirando a visão de Lilith completamente à vontade na banheira e com a cabeça tombada levemente para trás apoiada no encosto. Abriu seus olhos devagar e me deu seu tímido sorriso.

- Não me esperou para o banho? – Perguntei fingindo um tom de indignada.

- Estava demorando demais, minha rainha, mas garanto-lhe que a água encontra-se na temperatura ideal para se juntar a mim.

Me abaixei para deixar um beijo casto em seus lábios.

- Sabe que não quero que me trate com formalidade, Lily.

- A culpa é toda sua por ainda estar vestida como uma rainha, Emma. Tire logo isso e entre aqui.

Não era doida de ficar esperando a água esfriar.

Mas também queria observar seu olhar acompanhando cada peça ser retirada, e como eu amava isso!

Lilith analisou meu corpo despido e estendeu sua mão para que eu a segurasse para entrar; me acomodou em seus braços e descansei minha cabeça em seu ombro, enquanto ela deslizava a bucha felpuda lentamente pela extensão do meu braço e me ouvindo em silêncio narrar como tinha sido meu dia.

Quando ela terminou de passar a bucha por todo o meu corpo, fora a minha vez de retribuir.

Lilith e eu sempre fazíamos isso, nós tomávamos banhos juntas e falávamos sobre como tinha sido nosso dia, e depois levávamos a diversão mais adiante sob os lençóis. Era ótimo fazer sexo com ela, Lilith nunca exigiu um rótulo para o que tínhamos, ela dizia que antes de qualquer coisa, éramos amigas porém com benefícios. E estava muito bom assim.

A nossa noite foi longa, dentre corações descompassados e respirações aceleradas, com a temperatura de nossos corpos altas, para finalmente nos entregarmos ao sono.


Notas Finais


E ai?
Estão gostando?

Atéé a próximaaa


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