História A Maldição do Escritor - Capítulo 6


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Palavras 940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpe pelo capítulo curto. Mandarei um amanhã para compensar :P

Capítulo 6 - Chegada


Fanfic / Fanfiction A Maldição do Escritor - Capítulo 6 - Chegada

Creio que você, leitor, esteja meio perdido na minha história. Como sei que há um leitor? Na verdade, o último sonho que tive antes de minha morte foi de alguém lendo minha história.

Que baita spoiller, né? Gostaria de deixar claro que todo mundo morre um dia e eu não poderia ter morrido de melhor maneira.

Bem, eu não sei como te explicar, mas essa história não tem um foco, por mais que pareça. O centro dessa narrativa sou eu, não a maldição, ou a princesa na torre, ou uma fga deseperada de ninjas assassinos. Eu. Essa é minha... jornada. É o meu jeito de documentar minha vida, então não espere que em algum momento eu vou alcançar o que sempre quis e viver em paz. Um escritor nunca tem paz.

Enfim, esse é só o conjunto das minhas aventuras, então o fim é, obviamente, minha morte.

No momento, o que vou fazer é te levar a minha idade de dezessete anos, quando eu finalmente cheguei na Europa e minha vida conseguiu ficar mais bagunçada do que já era.

 

Subir o monte mais alto do mundo é exaustivo. Descer é aterrorizante.

Não havia um segundo que eu não sentisse que fosse despencar para a morte por causa de meus pés dormentes.

O Dalai Lama estava certo. Eu deveria ter pedido aos monges para me levar desde o começo. Não pediram pagamento e eram sempre pacientes, sempre dividindo o que tinham e, apesar de cansados, sorrindo.

Chegamos à base e permitiram que eu dormisse em seu monastério.

Fiquei uma semana lá, até decidir voltar à China. Lembra do meu plano de chegar à Europa em uma caravana italiana? Estava na hora de pôr em prática. A viagem foi longa. Dois anos passando pelo deserto de Gobi e passando pelo Oriente médio até o norte da África, onde pegaria um barco para a Itália.

A caravana era confiável, formada por vinte homens para evitar saques. Fiquei próxima do líder e de seus amigos. Tratei de aprender com eles as línguas europeias e a tocar flauta de pã (meio inútil, eu sei, mas ajudou a passar as intermináveis noites sob as estrelas do deserto)

Um dia, não consegui dormir. Não sabia se era medo ou apenas insônia.

Saí das tendas armadas sobre as areias e me deitei, encarando o céu, esfaqueando a areia para eliminar o tédio e a sensação de vazio que só crescia.

Eram meus primeiros meses de viagem e eu odiava tudo. O calor de dia, o frio de noite, o ar seco e a dificuldade horrorosa de aprender a língua de meus companheiros pelo simples fato de ninguém querer falar comigo. Eu sentia saudade do Japão. Das árvores, da neve, dos rios, da chuva de verão, dos sonhos tranquilos... Eu sentia saudade do todo. Sentia saudade de como eu era antes e, ao mesmo tempo, jamais voltaria àquela época.

Até as estrelas eram diferentes.

- As estrelas mudam, não é, pequena? – um homem sorriu gentilmente para mim, sentando-se na areia ao meu lado - Foi o que mais odiei quando saí de casa... Deve ser difícil para você...

- Que quer dizer?

- Minha jornada está caminhando para o fim. Estou indo para minha amada Veneza de volta! Mas a sua está só começando. Está indo para longe da sua terra natal, mas duvido que vá voltar. – Ele respirou fundo e me olhou, para ter certeza de que eu prestava atenção - Quando estou exausto, penso no que me aguarda quando eu voltar. Meu filho mais novo tinha acabado de se casar. Espero voltar para casa e encontrar um netinho. Mas você... pela frente só tem o desconhecido!

- Isso é ruim?

- Depende do quão ruim é o lugar de onde veio – ele deita – E do quão forte é seu espírito de aventura. Creio que não me apresentei. Sou Paolo! – ele estende a mão para me cumprimentar.

- Akame.

Naquela noite, ele chamou os amigos Giovanne, que tinha deixado a esposa grávida para embarcar na aventura e estava ansiosíssimo para conhecer o filho, entre outros homens gentis com suas próprias histórias. Foi Marco, filho mais novo de Paolo, que me ensinou a tocar flauta de Pã e, com tanta socialização, acabei aprendendo com muito mais facilidade do que antes.

Eu cheguei na Itália com dezessete anos e com a fortuna multiplicada por mil. Eu fiquei rica fazendo negócios no caminho. Talvez eu voltasse a esses negócios mais tarde, quando não tivesse que salvar irmãs de padrastos de torres com dragões.

 

Tente imaginar a cena: um bar no porto. Era noite e as pessoas bebiam e se divertiam com seus companheiros de viagem. Escolhi não beber, pois ainda estava me recuperando da viagem de barco de Marrocos até a Itália. A noite não deixava o porto menos movimentado.

Decidi voltar ao velho hábito de cobrir o rosto e o corpo. Eu estava em uma terra estranha e as mulheres não deixavam de ser tratadas como objetos por causa disso. Não como se isso me fizesse parecer discreta em um lugar tão colorido e cheio de vida.

Sentados em uma mesa de madeira, estamos eu e meus companheiros de viagem sentados, nos despedindo. Seria nossa última noite juntos. Eles voltariam para Veneza e eu encontraria um guia que me levasse à Dinamarca.

Fiquei imaginando meus amigos voltando para casa. Para eles, foram quatro anos de viagem, ou mais. Giovanne encontraria um filho de quatro anos e, se a sorte o for grata, Paolo encontraria um netinho.

Ninguém pensava em possíveis perdas. Era apenas a felicidade de voltar para casa. Eu podia não ter casa para voltar, mas tinha um objetivo.


Notas Finais


Desculpa mesmo pelo tamanho...


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