História A Maldição do Escritor - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 844
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Um menorzinho :P

Capítulo 8 - Insônia


Fanfic / Fanfiction A Maldição do Escritor - Capítulo 8 - Insônia

O sonho simplesmente não vinha. Uma semana! Isso era mais do que anormal. Óbvio que tinha medo de começar a escrever perto dos rapazes, mas isso com certeza não era uma coisa boa.

Por dentro, eu me desesperava, por fora, eu não deixava os sentimentos aparecerem. Os meninos, no máximo, achavam que eu estava de mal humor.

Decidi desabafar. Contei a eles o meu problema, apesar de não fazerem ideia da fonte do mesmo. Mas, para minha surpresa, foi Sebastian que sugeriu que encontrássemos um lugar melhor que um acampamento no chão duro da floresta para que eu tentasse dormir melhor. Talvez uma cama confortável me ajudasse.

 

Coloquei minha máscara para entrar na cidade. Ainda não me sentia segura em relação a isso.

Tinha que confessar que a cidade italiana era linda. A ambientação fica por conta dasua imaginação.

Meus olhos ágeis viam as crianças batendo carteiras no mercadinho. Me permiti rir um pouco quando dois meninos muito sujos fizeram uma pequena estratégia para roubar duas maçãs de um vendedor muito mal-humorado.

A taberna era mais barulhenta do que eu gostaria que fosse. Alugamos apenas um quarto, já que só eu ia dormir e os meninos iam comprar suprimentos para a viagem. Deixei o livro por perto, caso conseguisse dormir, teria que escrever em algum lugar.

Deitei e fiquei olhando para o teto. Fiquei pensando na bagunça que minha vida era. Fechei os olhos, mas não dormi. A dor não veio.

- Que surpresa agradável – o homem estava falando a língua da minha terra natal, japonês.

Sentei e dei de cara com um antigo amigo. Ele era da época dos ninjas. Era mais novo que eu, mas estava sempre olhando para a minha bunda. Um dos filhos mais novos de mestre Hiroíto com uma mulher desconhecida. Sempre foi baixinho e gordinho, sempre para trás nas missões. Se comportava como se fosse meu escravo, fora isso, era um cara legal.

- Que faz aqui, Hiroshi? Um pouco longe de casa, não?

- Tô te perseguindo há dois anos!

- Isso é no mínimo estranho...

- Mestre Hiroíto quer vingança! – Hiroíto insistia que Hiroshi não podia chama-lo de pai como os outros filhos. Era sempre assim, vergonha dos fracos, orgulho dos fortes. – Vocêpegou tudo! Tivemos que virar nômades!

- Seu pai é vingativo a esse ponto? Dois anos me perseguindo não é um pouco de exagero?

- Metade dos nossos morreu de fome! Só não falimos porque nossos servoços ainda eram requisitados! Todos os filhos dele morreram...

- Você não morreu.

- Você sabe que ele não me considera seu filho... – Disse ele, triste.

- Então? Você veio aqui para me matar? Para pegar de volta tudo que roubei? – Como se ele tivesse alguma chance contra mim.

- Vim para te avisar, Akame.

- Pois eu estou precisando dormir e não estou nem um pouco a fim de pegar a estrada.

- Eles chegam em algumas semanas.

- Não estarei aqui em algumas semanas.

Conversamos sobre nossos rumos até o anoitecer.

- Você já era bonita antes, agora parece uma deusa...

- Me faz um favor? Dois, naverdade.

- Tudo e sempre.

- Não volte para Hiroíto. Você merece coisa melhor que aquela vida.

- Hum... ok, Akame. Qual o segundo favor?

- Preciso que me desacorde.

- O quê?!

- Não faça perguntas. Eu só quero induzir o sono.

A pancada não foi nada comparada ao que veio depois. Nada nunca havia doído tanto.

 

Eram as minhas memórias. Todas elas.

Assisti de camarote os erros que estou tentando consertar até hoje.

Mas tudo que eu sonhava, eu escrevia. Não, não pode ser. Se eu escrevesse aquilo, seria uma história e eu não podia ter uma história.

Tentei acordar. Eu não sabia quais eram as consequências de interromper um sonho, mas precisava tentar. Estava com medo. Meu sangue corria ardente em minhas veias.

Então eu senti um tranco e acordei.

 

Meus olhos abriram rápido com o susto.

Eu estava encharcada de suor. Minha garganta doía e eu estava ofegante, exausta.

O rosto de Sebastian mostrava preocupação. Ele segurava meus ombros com força. Fora ele quem me acordara.

- Key? – O uso do apelido por ele me fez estremecer. Ele quase nunca se dirigia a mim. – Você estava gritando... Sua temperatura estava nas alturas! – Apesar de preocupado, soltou meus ombros, com relutância.

- O-obrigada... – Ele não tinha como saber o quanto eu estava grata. – Por quanto tempo eu dormi? – A cabeça doía e eu estava tonta.

- Dois dias. – Francis falou com a voz calma. Notei que Hiroshi estava amarrado em uma cadeira a sua frente. – Não se preocupe. Dois dias de viagem não vão matar ninguém. Marion esperou quatro anos, pode esperar mais quarenta e oito horas. – Ele notou que eu encarava o jovem amarrado. – Encontramos ele na sua porta.

- Ele é amigo. Vai conosco.

Olhei para o lado por um momento. Ali estavam as novas escrituras. Fiquei branca por um momento, meu sangue gelou. Não tinha como fugir daquilo. Não, eu já tinha fugido demais...

Aquela história nunca foi de Francis. Sempre foi minha.


Notas Finais


S2


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