1. Spirit Fanfics >
  2. A Maldição do Vencedor - Imagine Taehyung >
  3. Capítulo 4

História A Maldição do Vencedor - Imagine Taehyung - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Hey Light's

Volteiiiii rápido, aehhhhh consegui...Claro depois de ta com a vista doendo de tanto encarar o celular escrevendo, estou aqui ... Aehh

Então espero que se divirtam com a leitura...

Boa leitura!!!

Capítulo 5 - Capítulo 4


ELA TINHA SE ESQUECIDO DELE.

Três dias se passaram e a dona da casa parecia ignorar completamente o fato de que tinha comprado um escravo para aumentar a coleção de 48 do general.

O escravo não sabia se devia se sentir aliviado.

Os dois primeiros dias tinham sido uma bênção. Ele não conseguia se lembrar da última vez que tinha se dado ao luxo de ter preguiça. O banho estava incrivelmente quente e o sabão o fazia olhar surpreso através do vapor. A espuma era mais aromática do que qualquer uma de que ele se recordasse. Tinha cheiro de lembranças.

Sentiu em sua pele uma sensação de renovação. Manteve a cabeça rígida quando outro escravo herrani cortou seu cabelo e depois ficou o tempo todo erguendo a mão para jogar para o lado cachos que não existiam mais, mas, no segundo dia, percebeu que não se importava tanto. A mudança lhe dava uma visão mais clara do mundo.

No terceiro dia, o mordomo veio procurá-lo.

O escravo, como não tinha recebido ordens, vinha vagando pelo terreno. A casa lhe era proibida, mas ele se bastava observando-a de fora, contando suas janelas e portas. Ele se deitava na grama, deixando a estática verde e quente fazer cócegas na suas palmas , contente por suas mãos estarem calejadas demais para sentir. O ocre amarelo das paredes da casa brilhava sob a luz e então apagava. Ele listava mentalmente quais quartos da casa ficavam escuros a que hora do dia. Erguia os olhos para as laranjeiras. As vezes, ele dormia.

Os outros escravos se esforçavam para ignora-lo. No começo, lançaram olhares que variavam de ressentimento a confusão e a desejo. Ele mal se importou. Assim que foi direcionado ao alojamento dos escravos , que ficava numa construção parecida com os estábulos, ele entendeu a hierarquia dos herranis do general. Ele comia seu pão com o restante deles e dava de ombros sempre que lhe perguntavam por que não tinham lhe atribuído tarefas. Ele respondia às perguntas diretas. Na maior parte do tempo, porém, só ficava ouvindo.

No terceiro dia, já conseguia fazer um mapa mental das dependências: o alojamento dos escravos, os estábulos, os barracões da guarda particular do general, a forja, os pequenos galpões de estoque, uma casinha perto do jardim. A propriedade era grande, especialmente por ainda estar dentro da cidade. O escravo achou que tinha sorte por ter tantas horas livres para estudá-la.

Ele estava sentado numa ladeira suave perto do pomar, a uma altura que lhe permitia ver o mordomo vindo da casa na direção dele muito antes de o valoriano chegar. Isso agradou o escravo. Confirmou sua suspeita: não seria fácil defender aquela cada se ela fosse atacada da maneira certa. A propriedade devia ter sido oferecida ao general porque era a maior e a mais elegante da cidade, ideal para manter cavalos e uma guarda particular, mas as colinas cobertas de árvores cercando a casa seriam vantajosas para uma força inimiga. O escravo se perguntou se o general realmente não via isso. Mas, enfim, valorianos não sabiam como era ser atacado em sua própria casa.

O escravo deteve seus pensamentos. Eles ameaçavam invadir seu passado. Ele queria que sua mente fosse como terra congelada: dura e infértil.

Ele se concentrou na visão do mordomo subindo a colina, esbaforido. Ele era um dos poucos servos valorianos , assim como a governanta; suas posições eram importantes demais para serem dadas a herranis. O escravo supôs que o mordomo fosse bem pago. Ele sem dúvida estava bem-vestido, usando os tecidos dourados de que os valorianos gostavam tanto. O cabelo amarelo e fino voava sob a brisa. Quando se aproximou , o escravo o ouviu murmurar em valoriano e soube que ele era o alvo da irritação do homem.

– Você - o mordomo falou em herrani com um sotaque forte – Aí esta você, seu inútil preguiçoso.

O escravo lembrou do nome dele - Bae - mas não o usou. Smith não disse nada, só deixou que Bae desse vazão à sua raiva. Ele via graça em ouvir o homem assassinando sua língua. O sotaque do mordomo era ridículo, sua gramática ainda pior. Seu único conhecimento era um rico vocabulário de insultos.

– Você vem - Bae fez sinal com a mão para indicar que devia ser seguido.

O escravo logo entendeu que estava sendo levado à forja.

Outra herrani o esperava do lado de fora. Ele a reconheceu, embora só a visse durante as refeições e à noite. Seu nome era Sunhee e ela trabalhava na casa. Era bonita; mas jovem que ele, provavelmente jovem demais para se lembrar da guerra.

Bae começou a falar com ela em valoriano. O escravo tentou ser paciente enquanto Sunhee traduzia.

– Lady S/n não pode ser importunada para encontrar uma posição para você, então eu - ela ficou vermelha – quero dizer ele - apontou para Bae – decidiu pôr você para trabalhar. Normalmente, a própria guarda do general cuida dos reparos das armas e um ferreiro valoriano da cidade é contratado regularmente para forjar armas novas.

O escravo assentiu. Havia bons motivos para que os valorianos treinassem poucos ferreiros herranis. Bastava olhar para uma forja para entender. Qualquer pessoa que visse as ferramentas pesadas imaginaria a força necessária para manipulá-las.

– Você vai fazer isso daqui para a frente - Sunhee continuou – caso se prove competente.

Bae tomou o silêncio que se seguiu como um convite para voltar a falar. Sunhee traduziu.

– Hoje você vai fazer ferraduras.

– Ferraduras? - Era fácil demais.

Sunhee lhe abriu um sorriso compassivo. Quando falou, foi com a sua própria voz , e não uma repetição estanque da fala de Bae.

– É um teste. Você deve fazer o máximo possível até o pôr do sol. Você sabe colocar a ferradura num cavalo também?

– Sim.

Sunhee pareceu se arrepender dessa resposta por ele. Ela contou ao mordomo, que disse:

– Então é isso que você vai fazer amanhã. Todos os cavalos do estábulo precisam de fechaduras - Ele bufou – Vamos ver como esse animal se dá com os outros.

Antes da guerra, os valorianos admiravam, até invejavam – sim, invejavam - os herranis. Depois, era como se o feitiço tivesse quebrado ou outro tivesse lançado. O escravo nunca conseguiu acreditar direito. De alguma forma, agora era possível rebaixa-lo a um animal. A palavra se referia a ele. Essa era uma descoberta de dez anos que, ainda assim, se refazia diariamente. Deveria ter se enfraquecido com o tempo. Em vez disso, o constante corte da surpresa doía. Ele estava amargurado de tanto engolir a raiva.

A expressão agradável e treinada no rosto de Sunhee não vacilou.

Ela apontou para o depósito de carvão, os gravetos, e os montes de ferro bruto e usado. O mordomo, colocou uma caixa de fósforos sobre a bigorna. Depois eles saíram.

Ele suspirou e acendeu o fogo.

•*´¨`*•.¸¸.•*´¨`*•.¸¸.•*´¨`*•.¸¸.•*

Suas férias tinham chegado ao fim. Em seu primeiro dia na forja, o escravo fez mais de cinquenta ferraduras – o suficiente para parecer dedicado e habilidoso sem chamar muita atenção. No dia seguinte, calçou todos os cavalos, mesmo os que tinham ferraduras novas.

O cavalariço advertiu que alguns dos animais poderiam ser difíceis de controlar, especialmente os garanhões do general, mas o escravo não teve problemas. Tomou o cuidado, porém, de fazer com que a tarefa durasse o dia inteiro. Ele gostava de ouvir os relinchos baixos dos cavalos, e sentir a respiração quente e suava deles. Além disso, os estábulos eram um bom lugar para ouvir notícias - ou teriam sido, se algum soldado tivesse vindo para exercitar um cavalo.

Ou a menina.

O escravo foi julgado uma boa compra. Lady S/n tinha um bom olho, Bae disse de má vontade, e ele recebeu várias armas para consertar, assim como recebeu ordens para produzir novas.

Todo anoitecer, quando o escravo atravessava o terreno da forja até seu alojamento, a casa ardia com as luzes. Era o toque de recolher e a hora de dormir para os herranis, mas os valorianos inquietos ficavam acordados por um longo tempo. Eles treinavam para viver com pouquíssimo sono, talvez seis horas por noite – menos, se necessário. Era uma das coisas que os tinham ajudado a vencer a guerra.

O escravo foi o primeiro a se estender em seu catre. Toda noite, ele tentava relembrar os acontecimentos do dia e encontrar informações úteis a partir deles, mas tudo que experimentava era trabalho duro.

Exausto, ele fechou os olhos. Perguntou-se se aqueles dois dias de idílio teriam sido um golpe de má sorte. Aquele período o fez esquecer de quem ele era. Iludiu a sua mente.

Às vezes, às margens do sono, ele acreditava ouvir música.


Notas Finais


Então povo , ficamos com isso por hojes, espero que me desculpem qualquer erro de português e espero que tenham gostado...

υм вєijσ ∂α τнαмy
υм вrigα∂єirσ ρrα qυєм qυisєr
є ατє σ ρrσxiмσ....


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...